31 de ago de 2011

I TEPEQUÉM MOTO FEST – Reggae N' Roll dos bons no alto da montanha


* Victor Matheus

Bom festival de música e motos de alta cilindrada agitaram fim de semana na Vila da Serra do Tepequém, no extremo norte do Brasil, fomentando a economia local e mostrando que o reggae e rock também faz a cabeça do público das bandas de lá.

Malocão da Assoc. dos Empreend. da Vila Tepequém, onde aconteceu a festa
A Associação dos Empreendedores da Vila Tepequém, em parceria com o Sesc Roraima e Roraima Motoclube promoveram no último dia 27 de agosto (sábado) o I Tepequém Moto Fest. Três bandas de Roraima, entre elas Jamrock, Veludo Branco e Garden participaram da programação, que ainda contou com a participação de vários motociclistas, turistas, um bom público local presente, agitando a pacata vila e fomentando a economia local.

O Sesc Roraima disponibilizou toda a estrutura para as bandas participantes, com transporte, hospedagem, alimentação, e estrutura de palco completa. As bandas ficaram hospedadas confortavelmente na Estância Ecológica do Sesc Tepequém, onde foram recebidas com um belo almoço, com direito a feijoada e suco natural. Durante o dia vários comboios de carros e motos chegavam a Vila Tepequém dando sinais que a noite, algo especial iria acontecer no lugar. Alguns preferiram os banhos de cachoeira, enquanto outros apenas descansavam na própria estância ecológica.

É importante frisar essa iniciativa dos envolvidos, pois sabemos como o interior do nosso estado é carente de atrações culturais, em especial o rock, e eventos como esse além de fomentar a economia local apresenta outras linguagens que não estão sempre em evidência para esse público, que por incrível que pareça, carece desse tipo de entretenimento e conhece mais do que imaginamos as bandas e os artistas do nosso estado, apesar da falta de acesso ao conteúdo desses artistas.

REGGAE N'ROLL FEZ TODO MUNDO DANÇAR

Veludo Branco apresentou a nova formação com Paulo Henrrique no Baixo
Por volta das 22h dezenas de moto estacionaram no malocão da Associcação dos Empreendedores da Vila Tepequém, dando início a festa. Veludo Branco iniciou a programação com a nova formação, com Paulo Henrrique no baixo. Me limito a dizer que o show foi satisfatório para nós da banda, tanto pela energia no palco, como pela interação com o público. Tivemos a participação do grande amigo poeta Rodrigo Mebs, e ainda estreamos de cara nossa primeira canção em inglês. Como sempre faço, peço a quem esteve lá e prestigiou nosso show que colabore mandando uma resenha para nosso blog que publicaremos aqui.

Ana Gabriela, da Jamrock arrancou suspiros do público
O grande destaque da noite ficou por conta da banda Jamrock, que surpreendeu botando todo mundo pra dançar no malocão, misturando em seu repertório o reggae, o pop rock, a música regional e suas composições, provando que uma banda segura no palco, com carisma, cativa no primeiro acorde. Os gritos da galera e os pedidos de bis comprovaram mais uma vez porque eles são a promessa da música do norte do Brasil.. Um fato me chamou a atenção: Enquanto a Jamrock tocava a música “Casinha de Abelha”, de Neuber Uchôa, eu passeava entre as pessoas e ouvi um rapaz, morador local, comentar que “essa versão é diferente da que ouvi com o Neuber Uchôa, mas também ficou legal”, o que me fez constatar que mesmo com o distanciamento das tecnologias e de acesso a entretenimento, o público local busca conhecer nossos artistas, sem contar que provou como uma música boa pode atingir   os locais mais distantes de nossa realidade.

Rodrigo Baraúna, da banda Garden triturou sua Gibson Les Paul
Fechando a noite, os veteranos da banda Garden assumiram o palco, e sem dó nem piedade descarregaram em seu repertório um arsenal de clássicos do rock n'roll, saciando a sede dos motociclistas mais xiitas, e provocando um verdadeiro estado etílico no público presente. Ainda tiveram tempo de intercalar no seu repertório músicas do primeiro disco e novas composições, mostrando um vigor e uma prévia do que está por vir na segunda bolacha da banda. A banda Garden tocou acima de sua própria média, muito pelo fato de estarem todos - banda e público - numa mesma sintonia etílica, compartilhando de uma energia única que o local nos proporciona. Um baita show de rock n'roll que dá aula para novas bandas que ainda não sabem para que lado caminhar.

O QUE FICA?

O I Tepequém Moto Fest superou todas as expectativas, e mostrou que articulação de várias frentes, de forma colaborativa e organizada é a chave para o sucesso de qualquer evento que se  deseja realizar não só em Boa Vista mas no interior do Estado também. Ficou comprovado que nem só de forró sobrevive as festas no interior do nosso estado, e existe uma grande quantidade de pessoas que apreciam o rock e o reggae, mas não tem oportunidade de prestigiar esse tipo de evento por falta de acesso e oportunidade.

Parabéns ao Sesc Roraima, em especial ao Kildo Albuquerque, Guilherme (Sesc Turismo) e toda equipe da Gerência de Cultura do Sesc, Roraima Moto Clube, Associação dos Empreendedores da Vila Tepequém pela iniciativa, a comunidade local que compareceu em peso na festa bem como muitos turistas, e as bandas que participaram. Sem dúvida alguma o I Tepequ´m Moto Fest já entrou para a história como um dos melhores eventos de rock que já prestigiei até o momento, e tem tudo para se tornar um grande festival nos próximos anos. Agora é aguardar a próxima edição, e torcer para ser tão boa como foi esta. Disso não temos duvida.

Fecha a conta.

29 de ago de 2011

Notícia: VELUDO BRANCO COM NOVA FORMAÇÃO


Veludo Branco estréia nova formação no I Tepequém MotoFest
O power trio Veludo Branco, uma das grandes referências do rock n'roll do norte do Brasil, na ativa desde 2006 vêm a público informar que mudou oficialmente sua formação.

Por motivos profissionais, o baixista Mirocem Beltrão teve que deixar o grupo. Mirocem “Chuck Norris” Beltrão, participou da banda de 2007 a 2011. Durante esse período colaborou na composição das músicas da banda e gravou o 1º disco oficial do grupo, intitulado “Veludo Branco Rock n' Roll”, lançado em 2010. 

Mirocem participou ainda dos principais shows que a banda fez até então, e colaborou para formatar definitivo o estilo da banda - um power trio autêntico de rock n'roll.

Em seu lugar entra o baixista Paulo Henrrique, rebatizado pela banda de Paulo Veludo.

Paulo Veludo assume o baixo da Veludo Branco
Paulo Henrrique "Veludo” é conhecido na cena rock de Roraima por ter participado anteriormente da banda Somero. Sua estréia aconteceu no último sábado, 27 de agosto, no Tepequém Moto Fest, evento realizado pelo Sesc Roraima em parceria com o Roraima Moto Clube.

A banda Veludo Branco agradece a Mirocem Beltrão pelos longos e estimados 4 anos que esteve participando da banda, pela amizade construída ao longo desse período, pelas viagens, shows e momentos memoráveis compartilhados, e deseja sorte neste novo caminho que está trilhando.

Como diz uma das canções do power trio “...voando baixo, riscando o asfalto, e não vai parar!”, a banda Veludo Branco segue em frente com a nova formação, cumprindo a agenda de compromissos do ano e finalizando a pré produção do próximo disco a ser gravado no fim do ano, no Estúdio Parixara, com lançamento pelo Selo Roraimarock Discos.


O Show continua e novas possibilidades estão as portas.
Abraços etílicos, Veludo Branco.

23 de ago de 2011

Notícia: SESC REALIZA Iº TEPEQUÉM MOTO FEST

Nos dias 26, 27 e 28 de agosto, o Sesc realiza o I Tepequém Moto Fest, numa parceria com a Associação dos Empreendedores em Turismo do Tepequém, e o Roraima Motoclube. Na programação haverá muito rock and roll e reggae com as bandas Veludo Branco, Jamrock e Garden. A entrada é franca.
 
O evento também terá a participação do programa Mesa Brasil Sesc, que fará a entrega de alimentos não perecíveis à comunidade, no primeiro dia do evento.

A festa vai reunir os integrantes do Roraima Motoclube, que irão aproveitar para conhecer melhor a região, suas trilhas e cachoeiras.


“Também é uma forma de apresentar o Tepequém a uma nova clientela e fortalecer o calendário de eventos da região. Muita gente ainda não conhece as belezas da serra. O turismo está se desenvolvendo bastante com as ações do Sesc e dos empresários que já investem no local”, destaca Guilherme Machado, proprietário de uma pousada e presidente da Associação dos Empreendedores em Turismo no Tepequém.

fonte: http://sescrr.com.br/sesc/index.php?option=com_content&view=article&id=177:sesc-realiza-i-tepequem-moto-fest&catid=42:lazer

17 de ago de 2011

COLUNA FALO MESMO: História do Rock - Parte 2

 COLUNA FALO MESMO
A HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 2: À PARTE: THE BEATLES

Com Ellen Carmaine

Antes de tudo, agradeço a todos que estão acompanhando a minha coluna. Estamos aqui pra unir e não pra separar, tudo pelo Rock Roraima!

Continuando…

The Quarrymen - O embrião dos Beatles
Paralelo ao movimento americano, o rock já se esticava na Europa, com força total. Desde o início da década de 1960, os pubs londrinos já ferviam. Novamente, vemos aqui um rock de protesto. A corrida nuclear, a II Guerra, o colonialismo, entre outros motivos, sempre alimentavam a produtividade musical inglesa. A classe que ascendeu na Inglaterra foi à operária que, sob a influência do blues, deu os primeiros passos para o surgimento de importantes grupos de rock. Inclusive, uma cidade operária - Liverpool - foi o berço de uma das principais bandas da história do rock mundial: The Beatles.

Em 1956, uma reunião de amigos, ainda com o obscuro nome de "The Quarrymen", com John Lennon, Paul McCartney e George Harrison nas guitarras, Stu Sulcliffe no baixo e Pete Best na bateria, ditava o que seria a primeira formação da banda que mudaria as regras do rock mundial. Em 1960, após a escolha de um novo nome, os meninos decidiram ser uma banda profissional de rock'n roll. Sendo assim, nascia "The Beatles". O nome da banda veio de uma combinação da palavra "beetle (besouro) com uma expressão comum à época para o rock: música beat. O nome também é uma homenagem ao grupo de Buddy Holly, Crickets (grilos). Em 1962, encontraram em um show na Alemanha, Ringo Starr, que tocava na banda Hurricanes, quem assumiria pouco tempo depois, as baquetas beatleanas. Neste mesmo ano, o grupo entraria nos lendários estúdios Abbey Road, para a gravação do primeiro compacto. Nessa época, Stu deixaria os baixos e Paul assumiria seu lugar.

Brian Epstein - O Quinto Beatle
Com o single "Please Please Me", os Beatles alcançariam o topo das paradas britânicas, tudo com a ajuda de Brian Epstein, empresário da banda e considerado o "quinto beatle", por sua disposição e talento em vender a imagem do grupo. Um ano depois do primeiro single, a Beatlemania eclodiria a Inglaterra. Cientes da popularidade dos meninos, Brian e o produtor George Martin, da EMI, decidem levá-los para os Estados Unidos. Em 1964, quando muitos dos que estão lendo neste momento a minha coluna nem pensariam em nascer, os Beatles conquistavam a América com a música "I Want to Hold Your Hand". Desde então, alastrou-se por todo o mundo, apresentações em TV, produções cinematográficas e shows "ensurdecedores" dos "Fab Four", como eram conhecidos.

O disco "Rubber Soul", em 1965, veio para mostrar o amadurecimento musical dos Beatles. Músicas como "Nowhere Man" e "Norwegian Wood" já demonstravam as novas linhas de composição da banda. Em 1966, Revolver confirmava a mudança de direção, iniciada no álbum anterior. Experiências lisérgicas e culturais, a aparição de George Harrison como compositor e a quase dissolução da dupla Lennon/McCartney marcariam neste álbum. Junto com tudo isso, ainda veio a decisão de parar com as turnês. Nisso, cada beatle resolveu se isolar por um tempo. Lennon conheceu Yoko Ono; Harrison viajou para a Índia, Paul voltou a estudar artes e Ringo saiu de férias. Em 1967, eles se reuniram, novamente, para a produção do álbum que mudaria os padrões do rock: o experimental Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. "Apropriadamente chamado de cabaré alucinatório (...) o álbum dá a idéia de um concerto o vivo – o barulho de público e a faixa título introdutória são seguidas pelo resto das canções, por um refrão final de Sgt. Peppers, e o bis, ou epílogo, A Day in the Life."
Capa do Sgt. Peppers - Considerado por muitos
o maior disco de rock de todos os tempos

O álbum, na verdade, foi a materialização de uma fantasia dos quatro integrantes, que introduziram elementos artísticos inovadores. Fizeram como colagem. George Martin foi fundamental para que as experimentações, possivelmente, realizadas. Dentre as músicas gravadas existem algumas curiosidades como na música "A Day in the Life", onde a banda introduziu, ao final, uma nota audível somente pelos cachorros; realmente, fica a impressão de um espaço vazio quando se escuta essa música. A capa, também, traz a personificação da colagem onde vários personagens admirados pelos Beatles, como Karl Marx, Jung, o Gordo e o Magro, Aldous Huxley, Bob Dylan e Rolling Stones, povoam a colagem de um retrato acima de um jardim de maconha (algo imperceptível aos executivos da gravadora). Neste mesmo ano, os Beatles são atraídos pela meditação transcendental do guru Maharishi Mahesh Yogi. Enquanto buscam por uma regeneração espiritual, recebem a notícia de que Brian Epstein havia morrido, por excesso de remédios para dormir. Talvez, um presságio para a dissolução da banda.

Em meio à perda de Brian Epstein e a decepção com o guru Maharishi Mahesh Yogi (o interesse do guru por autopromoção logo veio à tona), a banda retornou à Inglaterra para se dedicar a expansão dos negócios da Apple, empressa que haviam fundado em 1967, para cuidar do marketing dos Beatles. O desenho animado "Yellow Submarine" resultaria em uma "festa colorida para olhos e ouvidos". Em novembro de 67, lançariam o "White Album", um álbum duplo, o que seria o último álbum inédito lançado pela empresa Apple. As coisas já não andavam muito bem entre os integrantes. Cada vez mais os Beatles se afastavam um dos outros. Tentaram realizar um grandioso projeto chamado Get Back, em 1969, mas não deu certo. O projeto iniciou em Janeiro, mas as gravações foram abandonadas no dia 30, quando os Beatles promoveram um show no telhado do prédio da Apple, o que seria a última apresentação dos Beatles. O compacto Get Back/Don't Let Me Down, com resquícios de gravações, foi lançado em Abril no mesmo ano, somente para agradar aos fãs. Em 1970, os Beatles anunciam oficialmente o seu fim.

Mas, nem tudo são Beatles… Muitas pedras rolaram na Inglaterra!


Continua...

Fonte: História do Rock (www.clubrock.com.br)

*Ellen Carmaine é produtora musical da produtora cinematográfica da Camera Pro Films, guitarrista da banda Klethus e, nas horas vagas, gosta de navegar na internet garimpando novidades musicais.

16 de ago de 2011

NOTÍCIA: Edição 14 do Porão do Rock e o festival independente em 2011


Por Stella Rodrigues - Revista Rolling Stones Brasil

Gustavo Sá, diretor artístico e produtor executivo do evento brasiliense, comenta o papel dele nos dias de hoje e fala da saída do Porão da Abrafin


Show do Lucy and the Popsonics, que se apresentou na edição de 2011 do Porão do Rock
Show do Lucy and the Popsonics,
que se apresentou na edição de 2011 do Porão do Rock

Foto: Gerdan Wesley/Divulgação
O Porão do Rock completou 14 edições, em 2011. Ao longo desses anos, muita coisa passou pelo festival, conforme conta seu diretor artístico e produtor executivo, Gustavo Sá. Mudou de casa, de estrutura, "mas a essência é a mesma", afirma ele. Nesse período, com todas as questões relativas às diferenças na forma como se consome e distribui música, o papel dos festivais acabou se adaptando para não dançar. "A gente hoje assumiu o papel de gravadora e de rádio. Somos divulgadores, multiplicadores. Quando uma banda desconhecida de Brasília teria a chance de tocar em um palco desses, com um som desses e essa estrutura e, ainda, para um público desse tamanho?", argumenta, referindo à última edição do evento, realizada nos últimos dias 30 e 31 de julho.

Este ano, o festival passou por uma mudança significativa, a saída nada amigável da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), com a qual Sá não compactua mais. "Fomos fundadores, ao lado de outros ajudamos a criar, consolidar e fazer a Abrafin crescer, mas saímos há alguns meses. Não compartilhamos mais dos ideais dela, a Abrafin foi absorvida pelo Fora do Eixo e eu, pessoalmente, não compartilho com as ideias deles", afirma o diretor. "Isso de não pagar cachê, por exemplo, sou totalmente contra". Todas as bandas que tocam no Porão do Rock ganham algum tipo de dinheiro, elas não pagam para tocar. Fora que achamos que a Abrafin ficou muito politizada. Sou produtor de rock, não sou político, não quero me eleger."

Política, aliás, é outro grande desafio quando se tenta fazer qualquer outra coisa em Brasília, cidade que gira em absoluto em torno do fato de ser a capital federal. "Aqui prevalece a coisa pública. Não temos grandes indústrias e empresas. Tem meia dúzia de empresários de grande porte, de um ou outro ramo. Mas não é como em São Paulo. Aí, você soma a isso ser um festival de rock independente, sem bandinhas pop do mainstream, e fica complicado."

Parte desses ideais aos quais o Porão tenta se manter fiel é o conceito de independente- conceito este que não necessariamente está atrelado ao apoio financeiro. Empresas e órgãos do governo bancaram a última edição do Porão (de entrada franca), patrocinado oficialmente pela Petrobras. Além disso, atrações robustas, como Jon Spencer Blues Explosion e Helmet integraram o line-up. A independência está em outra questão, para Gustavo. Está no já citado papel de divulgador, que come por fora daquilo que é sucesso radiofônico.

"A gente sempre foi um festival independente. Muitas vezes, realizado com ingresso gratuito e algumas vezes de forma bem barata, com ingressos populares. Em 2008, quando trouxemos o Muse, o ingresso custou R$ 10", enfatiza Gustavo Sá. "Cada vez mais trazemos bandas gringas, porque não houve renovação entre as nacionais de grande porte. A gente já trouxe todas. Então, buscamos outras alternativas. Fora do país e, mais do que isso, fora do mainstream nacional. Tivemos, este ano Copacabana Club, Camarones Orquestra Guitarrística, Garotas Suecas, Cidadão Instigado..."

A logística para reunir toda essa gente em Brasília não é simples. Mais de mil pessoas, segundo ele, trabalharam na edição 2011 para cuidar das bandas, imprensa, estrutura física do evento e acomodação do público, entre outros fatores. Porém, apesar da comparação com a primeira edição mostrar um festival muito maior, a linha do tempo aponta que ele já não está mais no pico. Este ano, recebeu 55 mil pessoas, sendo que o recorde de público foi algo em torno de 140 mil. "O festival foi crescendo naturalmente e muito rápido. Realmente já foi maior, mas nos estabilizamos em um formato que é ideal para a gente. Confesso que teve edição do Porão que eu rezava para acabar logo antes que desse algum problema, de tanta gente que tinha", admite.

fonte: Revista Rolling Stones

15 de ago de 2011

BLOGGER NA ESTRADA: Conhecendo outras Cenas – Porto Alegre/RS (Parte 2)

* Victor Matheus

O Blog Roraimarocknroll embarcou essa semana numa viagem cultural ao outro extremo do país, mais precisamente para Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e compartilha agora a segunda parte das experiências que está vivendo na capital dos pampas, berço de uma identidade cultural ímpar e frio de fazer doer até os ossos.

DO UNDERGROUND AO MAISTREAM

Pearl Jam Brasil - Eu vou!
A história do rock gaúcho dispensa apresentações, mas não custa nada refrescar a memória para os leigos no assunto. Daqui nasceram bandas pops como Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós, o rock dos Cascavelletes, TNT e Tequila Babe, a psicodelia de Júpiter Maçã e punk de Wander Wildner, e na última década, o Cachorro Grande, este último tocando recentemente em Boa Vista, além de dezenas de outras bandas boas, que não atingiram o maistream, mas se mantém firmes e fortes no underground gaúcho e na memória dos amantes da cena rock mais inglesa do Brasil.

Cheguei cedo à cidade Baixa, e tratei logo de começar os trabalhos etílicos já que o show dos Walverdes no Jekyll começaria lá pelas 22h, e recém eram 19h. Encostei num bar chamado Jardim Elétrico – Jazz e Blues, e tratei de enxugar de cara 2 litrão de cerva sozinho, curtindo Muddy Waters no telão, e acompanhando movimento das pessoas que passavam pela rua. Só pra frisar – ô lugar de mulher bonita e gostosa! - Lá pelas 22h cheguei no pub Dr. Jekyll para curtir as quartas Locas do Jekyll, com os veteranos Walverdes, comemorando 18 anos de estrada, com abertura dos Hangovers.

Hangovers - power trio instrumental nada ortodoxo
Com o “pequeno” atraso de 3 horas, o power trio instrumental Hangovers abriu os trabalhos musicais da noite. Um frio de lascar, de doer os ossos fez o público se achegar na frente do pequeno palco do pub. O power trio apresentou uma formação pouco ortodoxa, com uma baterista e dois guitarristas. A estranheza fica só no início do show, porque ao começar o som, absurdamente alto por sinal, a pegada grunge fez todo mundo banguear. Comigo não foi diferente. Já tinha perdido as contas das cervas enxugadas, o que colaborou para o estado de graça. Um show curto, honesto que preparou o público para a tratorizada que viria a seguir.

Com 18 anos de estrada, o stoner grunge rock dos Walverdes faz bem aos ouvidos de quem curte música pesada, com letras legais e afinações baixas. Simplesmente tratorizaram do início ao fim do show, sem dar tempo de respirarmos ou beber mais uma cerveja. Fim de papo. Depois de 2 horas de som a festa tinha acabado. O corpo tomado de álcool, ouvidos zunidos, um frio absurdo que me fez bater o queixo, me obrigando a tomar uma dose de cachaça, e a satisfação de curtir uma boa festa rocker me deixaram satisfeitos. Só me restava voltar para o hotel, desmaiar na cama e me preparar para o dia seguinte.

Almoço no mercado público municipal
Acordei com aquela ressaca típica: Cabeça girando, sede intensa, uma larica insana e pouca vontade de ficar deitado. Não sei como acontece com outras pessoas, mas quando bebo além da conta, geralmente durmo pouco o que nesse caso foi muito bom. Almocei no mercado público, e pra fazer uma comparação gastronômica, pedi no cardápio filé de tainha, peixe da região. Fica mais uma dica, vale mais a pena comer o clássico A lá minuta, ou mesmo um Xis que compensa pelo preço e sabor. Tainha não chega nem aos pés do nosso bom tambaqui na brasa. Isso é fato.

Após o almoço dei o que chamam aqui de “banda” pelo centro. Traduzindo: Banda = Volta, passeio, caminhada. Aproveitei o passeio e fui resgatar meu ingresso do Pearl Jam. Se o show underground da noite anterior já foi bom demais, imagina conferir os gigantes de Seattle em novembro, como será? Estou ansioso!

Apreciei mais um pouco da paisagem cultural e a arquitetura. Resolvi pegar o Trensurb e passear pela grande metrópole. Ao chegar à noite, rumei a uma lancheria famosa daqui, a Lancheria do Parque, na avenida Osvaldo Aranha (recomendo). Jantei uma famosa torrada. Encontrei um amigo das antigas e tratamos logo de tomar umas cervas, que acabaram sendo muitas. Lá pela meia noite, já torto, resolvi ir a uma famosa casa de show, claro, na cidade baixa, o Opinião. Haveria ali o show dos paulistas Mato Seco, banda das boas de reggae.

O reggae roots do Mato Seco (SP)
Todo show de reggae é sinônimo de que? Claro, além de muita brisa de maconha, um clima de paz e amor, onde algo em torno de duas mil pessoas curtiu um showzasso roots de uma das bandas que carregam o reggae, em sua essência, para os quatro cantos do Brasil. Mato Seco transformou o Opinião num palco para se comungar o amor, boas vibrações e um sentimento de união que deve ser exemplo para outras bandas do gênero. Logo em seguida ao show, ainda encontrei outro bar bem legal e minúsculo, chamado Casa da Praia Bar, e pela primeira vez me lembrei de Boa Vista. Em resumo, banda cover, tocando o de sempre, de Rappa a Seu Jorge. Dispensei. Tracei um cachorro quente na esquina e já vendo o dia amanhecer, me rumei de novo ao hotel.

A sexta feira chegaria com mais um tour etílico cultural, para fechar a semana e a primeira parte da minha viagem e é claro, imprevisto que às vezes acontecem, alguns micos e boas risadas. Mas isso fica para a terceira e última parte da história.

Continua.

13 de ago de 2011

BLOGGER NA ESTRADA: Conhecendo outras Cenas – Porto Alegre/RS (Parte 1)

* Victor Matheus

O Blog Roraimarocknroll embarcou essa semana numa viagem cultural ao outro extremo do país, mais precisamente para Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e compartilha agora um pouco das experiências que está vivendo na capital dos pampas, berço de uma identidade cultural ímpar e frio de fazer doer até os ossos.

DO CABURAÍ AO CHUÍ

Centro de Porto Alegre
De tempos em tempos, gosto de viajar não só para relaxar o corpo e a mente, como também para conhecer novas cenas culturais, absorver o máximo de informações, ampliar o número de contatos profissionais para expandir meu trabalho musical e de produção artística, e é claro, fazer um tour cultural e etílica mergulhando nas noites de boemia das cidades por que passo, pois pra mim a melhor forma de fazer amizades e conseguir contatos é numa mesa de bar. Só neste ano, já tive a oportunidade de mais uma vez mergulhar na cena rock de Manaus, conhecer a emblemática Hell City (Cuiabá) e agora mais profundamente minha segunda casa – Porto Alegre.

É incrível como atravessar os extremos do país nos põe em realidades tão diferentes. Quando se fala de cultura então mais ainda. Amo demais minha Boa Vista, mas confesso que vir a Porto Alegre me faz dividir esse amor em duas partes. A capital do Rio Grande do Sul, fundada no século XVIII, conta hoje com mais de 1.4 milhões de pessoas, e respira cultura em todas as suas formas, cores, sabores e sons. Da clássica, com sua arquitetura rebuscada, prédios antigos, centro histórico e uma história que todos já conhecem (revolução farroupilha e afins), ao underground, com seus pubs, botecos, cafés, bares, casas de shows, teatros, praças, espaços culturais e um universo inteiro de possibilidades de interagir com a arte e cultura de modo geral, fazem da cidade um parque de diversão para quem ama o conhecimento, a arte e a cultura de modo geral.

Um dos diversos Sebos no Centro da Cidade
O centro cultural, noturno e da boemia se localiza entre o Centro, Parque da Redenção, Usina do Gasômetro a Cidade Baixa, onde a noite fervilha. Para quem quiser conhecer solitariamente a cidade (como foi meu caso), fica a dica de se hospedar no Centro, preferencialmente na Avenida Júlio de Castillo, que apresenta ótima localização, com hotéis que variam de diárias de single de R$ 49 a R$ 90, com conforto e segurança, tudo porque, como toda cidade grande, e principalmente no centro delas (isso é uma lógica que já foi constatada várias vezes), há todo tipo de gente e de todas as classes e profissões circulando. Para se ter um exemplo, a poucas quadras de onde me hospedei, fica o centro histórico, vários sebos, teatros e as avenidas Voluntários da Pátria e Farrapos, reduto de casas de entretenimentos noturnos (os bons e velhos cabarés, puteiros e casas de massagem), e moças de aparência duvidosa se expondo a vontade.

Se decidir cair cedo na esbórnia, pode circular sem problemas maiores, mas fica o conselho que depois das 10h rodar de táxi ou ônibus. Falando em ônibus, a malha urbana de transporte é ultra mega eficiente e de fácil assimilação. Também há o Trensurb (metrô) que liga a cidade a grande Metrópole. Outro fato interessante que constatei é um trabalho louvável da prefeitura local em revitalizar o centro histórico. A população ainda não dá exemplo de educação, porém mesmo sendo uma metrópole, as ruas são em geral limpas e bem conservadas, sem buracos, com grandes lixeiras estrategicamente posicionadas, e ótima sinalização, o que facilita os turistas a se localizarem sem grandes problemas.

Estação Mercado, do Trensurb
Como toda cidade grande, o centro e suas praças são palco para artistas de rua, cantores e violeiros, atores, batedores de carteira, gente apressada, um clima meio tenso de vida de cidade grande, e uma fotografia que enche os olhos dos visitantes. Quando se trata do inverno, estação na qual está em vigor, o ambiente da cidade pode ser comparada ao de Londres, com seu ar úmido, pessoas com seu ar blasé, clima extremamente frio e arquitetura antiga.

Cheguei à quarta feira no fim da tarde, e não perdi tempo. Instalei-me num hotel aconchegante na própria Júlio de Castillo citada anteriormente, me equipei de 2 camisetas, casaco, jeans, 2 meias, já que os termômetros marcavam algo em torno de 15 graus e me rumei a cidade baixa em busca de diversão nos cafés, pubs, botecos e lancherias. Minha noite de esbórnia acabaria só as 5 da manhã no pub Dr. Jekyll, mesmo local que a Veludo Branco iniciou sua tour ano passado, e onde curtiria uma típica festa rocker underground indie, com o show dos veteranos gaúchos Walverdes e o power trio Hangovers. Quer saber como acabou a noite? Bom, então espera o próximo capítulo.

Continua...

12 de ago de 2011

PAPO RETO: Jamrock, um futuro bom já está aqui

* Victor Matheus

A sessão PAPO RETO do blog Roraimarocknroll troca uma idéia positiva com o vocalista e baixista Hugo Pereira, da banda Jamrock, que conta um pouco da história da banda, os projetos do futuro e a visão de carreira da banda mais promissora de Roraima no momento. Confira como foi o papo:


Hugo Pereira - Voz e Baixo da Jamrock
Blog Roraimarocknroll: A Jamrock é hoje uma das bandas com maior destaque em Roraima. A quê você credita esse reconhecimento?

Hugo: A Jamrock segue com o mesmo pensamento desde o início, no Antique dia 31 de janeiro de 2010 (nossa primeira apresentação), que é o de sempre melhorar - trabalhando e estudando - e sem negar a mão que se estende à nós pra ajudar, não importa da onde venha, sem querer passar por cima de ninguém. Sempre com todo o respeito e valorizando muito as outras bandas e artistas locais, que também fazem da nossa cena cultural muito rica. A partir disso o sucesso é consequência, ganhando com simpatia e alegria acima de tudo e mantendo a amizade como base.

Blog Roraimarocknroll: Mesmo sendo uma banda na pegada do Reggae, a Jamrock sempre circula na cena rock n'roll local, participando dos principais eventos e festivais de Roraima. Afinal, a música da Jamrock é só reggae mesmo? ou a banda busca outros horizontes dentro de seu repertório?

Hugo: Quando a banda foi criada, partiu seu barco rumo ao reggae, a gente traçou essa linha, mas logo no começo dos ensaios a gente viu que ligando a distorção, sentindo a batida da batera, palhetadas fortes, faziam nossa alegria também. E então começamos a cortar os rótulos e TENTAR fazer um som homogêneo, que envolva tudo que a gente conseguir.. Sem censura.  Mas é inegável que nossa influência Reggae, é o que retrata melhor nossos ideais. É a nossa liberdade de sonhar.

Blog Roraimarocknroll: Até agora, qual foi o momento mais marcante na história da Jamrock?

Hugo: Essa pergunta é difícil, mas vamo lá! O início foi marcante, respondo por todos, quando digo que realmente ficou na memória muito presente (Antique, Prévia do Grito Rock). A gente viu todos os amigos, cantando as músicas que até então só eram conhecidas pelo violão nas rodinhas de breja! (risos) mas todo show é f***! A gente se emociona muito toda vez.. Lá em cima do palco é uma sensação que só … quem sabe.

Blog Roraimarocknroll: Quais são os planos e próximos passos da Jamrock?

Hugo: O EP tá saindo, sendo feito com todo carinho. Fora isso, a gente pretende começar a circular no país, lançar o CD com 11 faixas, intitulado - A primeira viagem - e continuar levando e espalhando a paz e a felicidade por onde a gente puder ir.

Família Jamrock
Blog Roraimarocknroll: Pra fechar a conta: Jamrock para você significa o que?

Hugo: Como já disse certa vez na nossa página no face “Não me imagino em outra instituição; Não me imagino em outro lugar, cercado por outras pessoas; É com isso que eu vivo, é pra isso que eu vivo, é com isso que eu quero viver com vocês.” E essa vontade só aumenta dia a dia, obrigado Jamrock, por me fazer tão grato. "...Não importa o que aconteça..." A Jam é o nosso sonho que vira realidade todo dia, a cada dia mais um pouco. A Jam agradece de verdade, por todos que nos ajudam desde o começo, todos os amigos que já deram carona carregando instrumento por ai, que aguentaram nossa zuada no ouvido, especialmente pra Natasha, Victor Matheus, Dudu, Bebeco Pujucan, Coletivo Canoa, e aos irmãos de sempre! A galera sabe. Um abraço e que Deus abençõe nossa terra linda e cheia de talentos.

Fecha a conta.

10 de ago de 2011

COLUNA FALO MESMO: História do Rock - Parte 1


COLUNA FALO MESMO
HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 1
com Ellen Carmaine

Olá, meus amigos!

Hoje, vou falar um pouco sobre estilos musicais. Muita gente tem conceitos equivocados de determinados tipos de estilos musicais. Punk rock, hard rock, heavy metal, emocore, pop music e por aí, vai! Mas, irei me prender no nosso velho e bom rock. Como o assunto é extenso, resolvi dividir em partes, dos quais vocês irão acompanhar aqui, semanalmente.

Acho que alguns devem saber de onde veio o rock, onde tudo começou, mas para os novatos, vou despejar um pouco de história, que sempre é bom, pois todos os dias, nós mesmos escrevemos a nossa, só não sabemos se estamos "bem na fita".

O rock é uma vertente do "rhythm and blues", estilo mais rápido do blues, nos anos 50. Depois, houve fusão com o "country and western" (música rural americana), no qual conseguiu mais ascensão, em decorrência do blues ser um ritmo tocado especificamente por negros, o que restringia o público.

O interessante dessa história é que o rock foi contextualizado num período onde haviam grandes disputas entre o capitalismo e o comunismo nos Estados Unidos. Os jovens, como sempre, são os principais condutores do enredo. Sendo assim, eles começaram a contestar a principal sociedade norte-americana, daí veio o rótulo "Rebeldes sem Causa". O cinema seria um dos canais de divulgação dessas ideias contestatórias, mas o rock seria o ritmo que ditaria esse comportamento.

O rock, surgiu na América como um movimento da contracultura, pois as suas primeiras manifestações eram totalmente contrárias aos valores veiculados na sociedade norte-americana. O que causava desconforto entre as famílias tradicionais e levava à transgressão, os filhos destas.

Resumindo, o rock não é apenas uma música e, sim, uma filosofia. Precisa ter atitude, conhecimento e ideias contestadoras e duradouras.

Segundo o site Club Rock, "O rock é muito mais do que um tipo de música: ele se tornou uma maneira de ser, uma ótica da realidade, uma forma de comportamento. O rock ´é´ e ´se define´ pelo seu público. Que, por não ser uniforme, por variar individual e coletivamente, exige do rock a mesma polimorfia (...)Mais polimorfo ainda porque seu mercado básico, o jovem, é dominado pelo sentimento da busca que dificulta o alcance ao porto da definição ( e da estagnação...) (CHACON, 1985, p. 18-19)

Depois que o DJ norte americano, Alan Freed, soltou em uma festa a música "My Daddy He Rocks Me with a Steady Roll (Meu homem me embala com um balanço legal), versão de um velho blues, nunca mais as festas foram as mesmas! Daí, começaram a dispontar os astros do rock: Bill Haley and The Comets, Chuck Berry, Little Richards, Buddy Holly e Jerry Lee Lewis. Mas a posição do Rei do Rock ficou para Elvis Presley, pois segundo o estudioso Chacon, "só um símbolo sexual, devidamente municiado pelos melhores autores e 'cantando e suando como um negro' poderia transformar aquele modismo numa verdadeira revolução". Elvis, até o final de sua carreira, emplacou 107 sucessos, um recorde, levando em consideração o segundo colocado - Beatles - que emplacou a marca de 48 canções. Ele conseguiu solidificar o rock como um estilo popular. Com o rock consolidado no sistema cultural, agora o "maldito estilo musical" fazia parte dos valores americanos, mas houve um esvaziamento por conta da grande exposição do estilo.

Nos anos 60, veio a "Geração Beat", com um novo personagem, movido pelo ideal de revoluçao e por um forte sentimento político: Bob Dylan. O movimento beatnik (batida rebelde), fez surgir as "canções de protestos", do qual Dylan se tornou o porta-voz da juventude pela liberdade, juntamente com Joan Baez. daí, nascia o estilo folk song: violão, gaita e voz, onde a maior preocupação era com a poesia das letras. Como sempre, todas as histórias tem seus ápices e suas decadências.

Quando Dylan e Baez se separaram, o mundo mais uma vez necessitou de uma estrela. Em meio às roupas coloridas, cabelos compridos e flower power, surgia uma texana que passou a adolescencia ouvindo cantoras negras de blues como Billie Holliday: Janis Joplin. Na mesma época, surgia um dos maiores guitarristas de rock, Jimi Hendrix, inaugurando o virtuosismo nas cançoes de rock, aliado a nova tecnologia para distorçoes de sons e visual extravagante. Hendrix virou referencia para músicos como Joe Satriani, dentre outros.

Outra banda que faria muita diferença nos anos 60, seria The Doors, com o vocalista e líder da banda, Jim Morrison, que, além da sensualidade, suas apresentaçoes 'transcendiam', o que demonstravam nitidamente as ideias de Jim: o xamanismo. A banda teve uma curta e marcante carreira.

Ainda hoveram muitos outros grupos como The Grateful Dead, The Byrds, Creedence Clearwater e, com destaque a Jefferson Airplane, banda que inseriu o estilo 'acid rock' (ácido rock) ou 'headmusic' (musica de curtição), por conta de um dos seus sucessos "Feed Your Head!" (alimente sua cabeça). Com a morte dos maiores ícones do movimento, Jimi Hendrix, sufocado pelo próprio vômito, depois de uma intoxicaçao de barbitúricos; Janis Joplin, encontrada em seu quarto, vítima de overdose de heroína e Jim Morrison, morre devido a uma parada cardíaca, a ligaçao música e drogas ficaram abalados com a morte da "Santíssima Trindade Trágica do Rock". A partir dos anos 70, tudo muda. De novo.

Fonte: Site Club Rock

(Continua na próxima semana. Espero vocês!)





*Ellen Carmaine é produtora musical da produtora cinematográfica da Camera Pro Films, guitarrista da banda Klethus e, nas horas vagas, gosta de navegar na internet garimpando novidades musicais.