30 de mai de 2011

SKINNI FESTIVAL: Conheça as bandas participantes

* Victor Matheus

Para quem ainda não conhece as bandas locais que participarão da 1ª edição do Skinni Rock Festival, a WebTV Roraimarocknroll apresenta um Raio-X em vídeo de cada banda participante. Confira os vídeos, deixe seus comentários e divulgue.

OSTIN
Estilo: Hardcore melódico
Formação: Lucas L. (Bt), Fabson (G), Neto Loureiro (G), Igor Gorduroso (B), Felipe Veras (V).


H.C.L
Estilo: Hardcore melódico
Formação: Tafarel (Bt), Maicon Ferri (G), Teté (G), Dunga (B), Hugo Uchôa (V).


JOHNNY MANERO
Estilo: Rock n' Roll
Formação: André (Bt), Jacy Neto (G), Leon (B), Yuri (G,V).


KANDELABRUS
Estilo: Hard Prog Metal
Formãção: Ronny C. (Bt), Guto (G), Wanderson (B), JG (G,V).


29 de mai de 2011

PRÉVIA SELETIVA do Skinni Festival é nesta SEXTA-FEIRA (03/06)

* Victor Matheus

O Skinni Rock Festival entra na reta final da sua programação. Nos próximos dias acontecerão vários eventos, entre eles O ESQUENTA SKINNI, POCKET SHOW NA UFRR e BAR RORAIMA MOTOCLUBE e a PRÉVIA SELETIVA que classificará a última banda a participar do evento principal no dia 11 de junho no SESC Centro.

A Prévia Seletiva acontecerá na Chopperia Chacrinha (Av. Nossa Senhora da Consolata – Centro) ao Lado da Confrontos Lan House e Espaço Domus).

VOTAÇÃO

A dinâmica de votação seguirá o modelo do “voto remunerado”. Durante a apresentação das bandas concorrentes, urnas de votação estarão disponíveis no balcão da Chopperia Chacrinha. Cada ficha de Chopp corresponderá a 1 (um) voto e no ato da compra do Chopp o cliente deposita a ficha na urna da banda que escolher e recebe seu Chopp Gelado. Ao final das apresentações a Produção do Evento juntamente com as bandas participantes contabilizará os votos e em seguida divulgará a banda vencedora da prévia.

BANDAS

Um total de 4 bandas participarão da prévia seletiva, sendo elas: ROLLING BONES, INSERT ROCK, MR JUNGLE e JAMROCK. Cada banda terá 40 minutos para se apresentar (incluindo a troca de instrumentos). A banda H.C.L fará uma participação especial como banda convidada.

PROGRAMAÇÃO

22:00h – ROLLING BONES
22:30h – INSERT ROCK
23:10h – MR JUNGLE
00:00h – JAMROCK
00:40h – H.C.L

Além dos shows, a programação conta ainda com o sorteio de Chopps, Brindes e Ingressos do Festival para o público presente no evento.

Também haverá cobertura na rede, pelo twitter, facebook, e promoções na página do facebook do Festival.

As campanhas sociais do Festival também estarão acontecendo. O público que quiser colaborar com doação de alimentos e roupas para a Casa do Vovô e Abrigo Infantil da Prefeitura de Boa Vista pode levar os donativos que a produção do evento receberá no local. A doação de resíduos para a reciclagem (latas, garrafas de vidro, garrafas pet, copos plásticos, etc) também poderá ser entregue no local.

A Chopperia Chacrinha ainda conta com os serviços de wireless free para os clientes, um cardápio completo de petiscos, chopps variados, pratos executivos, tvs full HD, estacionamento próprio, 2 ambientes, e muita gente bonita.

Informações:
+55 95 8113 0894
roraimarock@gmail.com

SKINNI FESTIVAL: 2º Pocket Show


* Victor Matheus

O 2º Pocket Show do SKINNI ROCK FESTIVAL selou definitivamente a Chopperia Chacrinha como o mais novo e relevante pico de rock autoral na cidade de Boa Vista. Mérito do bar, que apresenta uma estrutura aconchegante, atendimento diferenciado e a sensação de que o cliente é mais que apenas um consumidor, mas um amigo que sempre é bem recebido em nossa casa e das bandas que estão tocando por lá, levando seu público, entregando shows acima da média e fazendo bem o dever de casa.

Durante 3 horas de festa, o metal ultra afiado da KANDELABRUS, o power-pop-reggae da JAMROCK e o hardcore juvenil da ALT F4 proporcionaram ao público uma festa regada a muito chopp e uma vibe sintonizada entre bandas, público e o ambiente.

Dessa vez a internet colaborou, a produção pode twittar à vontade e colocar o mundo a par da celebração do rock n’roll roraimense na chopperia e gril mais rocker de Boa Vista. A estrutura de som recebeu um upgrade necessário, super válido já que as bandas que tocaram nesse pocket show utilizam muitos instrumentos e back vocals. O apoio na estrutura ficou na conta da Jamrock que merece os agradecimentos especiais da produção do Skinni pela gentileza na colaboração.

Outro ponto que vale a pena ressaltar na festa foi à presença de muitas outras bandas da cena prestigiando a festa. Ainda que por uma passagem rápida pra dar um salve pra galera, mesmo assim a atitude foi válida e muito nobre, mostrando que todos estão amadurecendo e entenderam outra proposta do Skinni Festival que é trazer de volta aquele espírito de coesão entre as bandas locais.

Kandelabrus tratorizou geral!
KANDELABRUS

Sem meias palavras: Pau no c* de quem arrota asneira e acha que não há banda de metal em Roraima. A KANDELABRUS simplesmente tratorizou o público com seu show ultra virtuose, descontraído, coeso e impactante danificando devidamente os ouvidos de todos, com um hard metal influenciado por Dream Theather, Dr. Sin e Oficina G3. Faltou mais atitude no palco, mas segundo a própria banda, o melhor está guardado para o dia 11, em compensação, para quem curte solos de guitarra, pedais duplos, baixo distorcido, vocal rasgado, samples, afinações baixas, a KANDELABRUS entregou um show fodástico! É uma das top 5 da cena local com culhão pra representar RR em qualquer festival.

Jamrock plantou mais sementes do amor em BV
JAMROCK

Após o massacre metálico da Kandelabrus, foi à vez da JAMROCK reconstruir as paredes da Chopperia Chacrinha. Seu power-pop-reggae já está na boca da galera e a banda mais entrosada e carismática da cena, provou mais uma vez porque é a grande promessa de 2011 para emergir entre as grandes da música roraimense, transcendendo o rock, o pop e o reggae. O público se acotovelou em frente ao “palco” e curtiu o reggae manhoso e adocicado, com letras de uma poesia fácil, com direito a coral da platéia em várias músicas da banda. A JAMROCK é um bom exemplo de banda a seguir, que caminha independente na cena, faz seu movimento, toca com freqüência e arrebata a cada show mais fãs. Só falta um EP na rede pra consolidar o trabalho da gurizada que já age como gente grande em cima do palco.

Alt F4 sendo procurada pelo assassinato do BATMAN
ALT F4

Durante minha adolescência curti muito grunge, bangueei até não sentir o pescoço ao som de Nirvana, Ramones e Ratos de Porão,  adquiri vários hematomas de tanto bater cabeça na conta de CPM 22, Raimundos e Charlie Brown e nunca mais tinha respirado os ares dessa época. A ALT F4 me fez voltar 12 anos no passado, tudo porque fez o show-ensaio-jam-festa-pulanessaporra HC mais legal dos últimos tempos. Se a banda que está com nova formação ainda busca o entrosamento, o problema se resolve na sobra na vibe positiva do grupo em ação. Mataram de vez o Batman, e eu culpo o guitarrista Neto que vem construindo linhas de guitarra ultra legais as novas músicas da banda, que resolveu apostar em novas dinâmicas, amadurecendo o som do grupo e finalmente raspando os pentelhos da cara e assumindo que o tempo dos pulinhos HC passou.

No final da festa ainda rolou uma super Jam com Gerson Netuh (voz Alt) na guitarra, Neto (guitarra Alt) no baixo, Robertinho (Bateria Jamrock) na Bateria e Rodrigo (ex batera Alt) nos vocais. Festa geral, celebrando o retorno da cena ao underground e ao espírito que habitava o rock roraimense há 10 anos, que era simplesmente de tocar pra se divertir, tirar onda com os amigos, mas dessa vez com lugares legais, estrutura de som digna e público afetivo.

Fecha a conta.

28 de mai de 2011

Especial VELUDO BRANCO EM MANAUS

* Sandro Nine - Jornalista e Colaborador do Blog Roraimarocknroll


Veludo Branco em ação
 Em 1973, John Lennon passava por um dos momentos mais criativos de sua carreira desde o fim dos Beatles, porém seu casamento com Yoko Ono estava em ruínas. Cansado das brigas com a mulher, Lennon resolveu dar um tempo e se mandou de mala e cuia para Los Angeles. Essa momento podreira da vida do mais rock n roll dos Beatles, ficou conhecido como “Lost Weekend”, ou seja, “ O fim de semana perdido”. Festas, sexo, drogas, rock n' roll, jam sessions on the rocks históricas com David Bowie, o amigo de Fab Four Ringo Starr, Lou Reed, Elton John, Mick Jagger, Keith Moon (The Who), Harry Nilson, Alice Cooper e ainda deu tempo pra rolar uma treta com Phil Spector, o sequelado produtor que hoje curte umas férias enjaulado pelo assassinato da esposa. Um verdadeiro Rock n Roll Circus, que todo a banda que se preze gostaria de ter participado.

A banda Veludo Branco em ação na cidade de Manaus

Dada às devidas proporções a VELUDO BRANCO teve o seu “Lost Weekend” em Manaus, só que de maneira menos destrutiva. Duas semanas intensas de entrevistas (blogs, rádios e TVs locais), ensaio no Estúdio Garagem 30, dos músicos Augusto Nunes e Aline Castelo, ambos da Roodie, visita a loja de instrumentos musicais na zona franca, contatos com bandas da cena local (Marlon Lacerda da Evil Syndicate, Rafael Marques, Sweet Beer, Gabriel “Foca” Araújo, Roodie, AJ e Luiz Roberto, Coyotes Voadores, Markitto, Ed Ondo, hospedagem solidária no QG do Manifesto Rock, um churrascão com direito a piscina regado a breja gelada para benzer a brincadeira na casa de Eduardo Molotiesvski da Tudo Pelos Ares, e dois shows fodásticos na bagagem (sexta no Motorock Bar e sábado no show do Rock Rocket).

Motorock Bar – Sexta (06/05)

A chuva que caiu em Manaus na sexta (06/05), não apagou a vontade dos rockers locais em prestigiar o 2º show da VELUDO BRANCO na capital em 2 semanas. A banda subiu ao palco e fez um show de lavar a alma. Um rock n´roll autêntico e bastante entrosado com performances eletrizantes e set com os hits da banda, além de uma sequência de clássicos do rock, fez esquentar a galera. Um pequeno aperitivo para o prato principal que viria no sábado no show do Rock Rocket.


Veludo Branco - Especial Manaus - Parte 1 

Show Veludo Branco & Rock Rocket
Quadra da Vitória Régia (07/05)

Um público considerado se fez presente a Quadra da Escola de Samba Vitória Régia para a apresentação dos paulistas do Rock Rocket. Punks, góticos, headbangers, rockers, riot girrrls, barraca com produtos das bandas, cerveja barata, enfim, uma atmosfera perfeita para uma noite de rock n roll envenenado.

A Bodó Produções está de parabéns pela organização do evento, que teve poucos contratempos e um cuidado extremo com as bandas que fizeram o pré-show da noite. 

Já passava da 1h, quando a VELUDO BRANCO subiu ao palco da quadra da Vitória Régia elevando a temperatura da noite. A banda praticamente já faz parte da cena rock de Manaus e mandou uma munição pesada no set list que começou logo de cara com o novo single candidato a hit “Amor Bandido”, que foi cantada pelo público presente que veio para ver a comentada banda de Roraima nessas últimas duas semanas.

Em seguida vieram “Veludo Branco Rock n´ Roll”, “Ela Só Me Faz Delirar”, “Suave Veneno” e o hino da Veludo “Opala Branco”, com performances de palco digna de Keith Richards do guitarrista e vocalista Mr.Gonzo, acompanhado pela cozinha do inferno do baixista Mirocem Beltrão e o polvo Cesar Matuza, que literalmente deu sangue a frente das baquetas. Um show vibrante, com um barulho de estourar os amplificadores, que empolgou a galera, fazendo a malucada pirar perto do palco com rodas de pogo, gritos inflamados e pedidos de bis.


Veludo Branco - Especial Manaus - Parte 2 

Quem foi a quadra da Vitória Régia, pode conferir o que uma banda precisa ter para fazer sucesso: Energia, performances incendiárias, carisma e talento dos músicos, a força das músicas e o principal de tudo, humildade com “H” pintado de ouro. Como disse Mr.Gonzo no final da apresentação: “Tá dado o recado”.

Veludo Branco está na trilha do asfalto e não vai parar !!!

Veludo Branco, Sandro Nine, Caio e Emir (Radio Vertical)
Manifesto Rock – Cuia Coletiva – Intera On Line – Projeto Riffs Desplugados
(92) 9125 – 7727
sandronine33@hotmail.com
Twitter: @manifestoam

Agradecimentos:
Bodó Eventos
Rádio Vertical – www.radiovertical.com
Programa Transvertical – Transamérica Hits
Blog Roraima Rock n Roll – www.roraimarocknroll.blogspot.com

27 de mai de 2011

FIDEL X CHE

* Victor Matheus

Uma verdadeira guerra ideológica foi travada esta semana no blog roraimarocknroll, tudo porque coletivados, bandas, público e agitadores discordam de opiniões e acabam exaltando os ânimos e os egos se afetam intensamente provocando um verdadeiro big brother da cena rock para todos verem. No mínimo uma trágica comédia com todos os ingredientes de um bom enredo de filme B trash.

De um lado, o grupo politizado e organizado, engajado em promover a cultura roraimense através de políticas públicas, organizando o sistema e se integrando a ele, dando lastro para que os artistas possam ter ferramentas reais para promover sua arte, os revolucionários, ideologistas, vanguardas da cultura roraimense, descendentes de CHE.

Do outro lado os articulados, independentes, saturados do “monopólio” estabelecido por outros grupos, a fim de agitar a cena, dar autonomia efetiva ao principal produto dessa rede, os artistas, propor novas ferramentas somadas a já estabelecidas, reformular as ultrapassadas também, tornar o trabalho simples e não menos interessantes para todos promoverem sua arte; o grupo dos estrategistas, combatentes corpo a corpo, práticos, impiedosos, descentes de FIDEL.

No meio da guerra o público, as bandas, os egos, o no sense, ataques pessoais, vaidades a flor da pele, ideologias em choque, tapas com luva de brita no comodismo e parasitismo. Resultado: mais uma vez a cena rock polarizada, porém mais coesa e com pratos limpos.

Depois de alguns dias de muitas trocas de farpas parece que os ânimos acalmaram. Feridas expostas começam a cicatrizar. Acredito que cada um no seu travesseiro está refletindo sobre os quilos de palavras desnecessárias e o mínimo delas realmente úteis para colaborar com o processo e a cena da qual participam.

Nunca haverá consenso neste jogo, mas pelo menos todos apontam para a mesma direção, a coesão de idéias, o respeito mútuo e a diplomacia, senão sincera, pelo menos educada em respeitar os espaços do lado oposto. Neste processo de imposição de idéias todos saem ganhando. É a velha história da corrida pelo pote de ouro, e só chegará ao destino àqueles que realmente fizerem a diferença no final dessa história. Qual é a aposta? Che? Fidel? Eu já fiz a minha.

* ESTE ARTIGO FOI ORIGINALMENTE PUBLICADO NO JORNAL FOLHA DE BOA VISTA

26 de mai de 2011

SKINNI FESTIVAL: 2º Pocket Show acontece amanhã

 * Victor Matheus

Acontece amanhã, na Chopperia Chacrinha (Av. Nossa Senhora da Consolata - Centro) o 3º evento da programação do Skinni Rock Festival Boa Vista.

O 1º Pocket Show contará com as participações das bandas locais KANDELABRUS, JAMROCK e ALTF4.

Além dos shows, a programação conta ainda com o sorteio de Chopps, Brindes e Ingressos do Festival para o público presente no evento.

Também haverá cobertura na rede, pelo twitter, facebook, e promoções na página do facebook do Festival.

As campanhas socias do Festival também estarão acontecendo. O público que quiser colaborar com doação de alimentos e roupas para a Casa do Vovô e Abrigo Infantil da Prefeitura de Boa Vista podem levar os donativos que a produção do evento receberá no local. A doação de resíduos para a reciclagem (latas, garrafas de vidro, garrafas pet, copos plásticos, etc) também poderá ser entregue no local.

A entrada é franca e não será cobrado couver artístico.

Confira a Programação:

22:00h - KANDELABRUS
23:00h - JAMROCK
00:00h - ALT F4

A Chopperia Chacrinha ainda conta com os serviços de wireless free para os clientes, um cardápio completo de petiscos, chopps variados, pratos executivos, tvs full HD, estacionamento próprio, 2 ambientes, e muita gente bonita.

24 de mai de 2011

Na Rede: SKINNI FESTIVAL NO BLOG ZAPNROLL

** ESTA ENTREVISTA FOI ORIGINALMENTE PUBLICADA NO BLOG ZAPNROLL - www.zapnroll.com.br - O BLOG DE ROCK ALTERNATIVO E CULTURA POP MAIS LEGAL DA INTERNET BRASILEIRA

* Por Humberto Finatti


O músico Victor Matheus, um dos organizadores do Skinni Rock Festival

O rock já rola há tempos no extremo norte brasileiro, como não? Haja visto os festivais que acontecem em Belém do Pará (do coletivo Megafônica e o já bem grandinho Se Rasgum), e o também já famoso QuebraMar, em Macapá, e que neste ano vai chegar à sua quarta edição, em setembro.



Pois Boa Vista, capital de Roraima, também vai mostrar seu lado rocker no próximo dia 11 de junho, quando vai acontecer por lá a primeira edição do Skinni Rock Festival. Organizado pela turma batalhadora da banda Veludo Branco, o evento vai abrir espaço para as bandas locais e algumas vindas de Manaus.

E além dos shows (que serão realizados no Sesc de Boa Vista), como de hábito haverá uma série de atividades paralelas, como palestras, vendas de produtos das bandas (camisetas, CDs) etc. fora que o Skinni levanta também a bandeira da sustentabilidade, algo importantíssimo em um momento em que o governo acaba de divulgar dados que mostram que o desmatamento aumentou consideravelmente no último mês, na Amazônia.


Zap’n’roll, que foi convidada pela organização do festival a cobrir o mesmo (e vai estar por lá no dia 11, pra acompanhar tudo de perto), bateu um papo com Victor Matheus, um dos responsáveis pela produção do Skinni. Abaixo, um resumo do bate-papo:

Zap’n’roll – Como é o rock no extremo norte brasileiro? Ele vai bem por aí? Pergunto porque sei que em Macapá, por exemplo, há uma cena muito bacana. E em Belém também.


Victor Matheus – O Norte é um caso à parte na cena independente do Brasil. As distâncias entre  os pontos são grandes, e o deslocamento acontece quase sempre de avião ou de barco, e muito pouco de carro, dificultando a circulação. Pude circular em quase todos os estados do Norte participando de festivais e vejo uma crescente na cena rock nortista. Belém tem uma cena impressionante, Macapá ultra articulada, Manaus em fase de transição, Porto Velho buscando o ponto de equilíbrio e Boa Vista vem emergindo com uma nova proposta pra agregar de novo os personagens da cena… É um processo lento e evolutivo que vem caminhando muito bem.
Zap – Certo, muito bom. E onde o Skinni Festival se encaixa nessa nova proposta?

Matheus – O Skinni veio pra quebrar paradigmas surgidos com a vinda da coletividade para Boa Vista. Antes era cada um por si, depois com a entrada de coletivos na cena a parada meio que “elitizou” do ponto de vista das bandas. O que fiz como banda e agitador foi apenas propor uma nova forma de agitar a cena paralelamente a outras propostas vigentes, usando o Skinni como vitrine para essa proposta de trazer a cena de volta ao underground, porém articulada e auto-sustentável.

Zap – Você, como organizador do festival, não concorda com a forma como os coletivos musicais, espalhados hoje pelo Brasil, trabalham?

Matheus – Concordo em partes. Que ficamos nesses termos: Rock n’roll e política é igual água e óleo.
Zap – Ou seja: você acha que não se deve misturar política com a cena rock, é isso? Mas o rock, no mundo, não foi essencialmente político em muitos momentos de sua história?

Matheus – Cada um na sua ideologia. Depende de onde a cena está emergindo e quem faz parte dela. O que funciona bem aqui talvez não em outros lugares. Ninguém precisou lamber meu saco pra participar do Skinni saca? Participa quem tá a fim de fazer a parada acontecer e corre atrás junto. Não tem investimento público porque rock não dá voto, mas carnaval e festa junina rende muito mais. Sacou a diferença? Ambos andam juntos, mas sempre é nós contra o sistema e lutando para sermos tratados de igual pra igual. Aqui o lance funciona mais na prática, nem todo mundo quer ouvir discurso bonito. Nossa guerra é essa aqui no extremo norte.
Zap –  Ok. E o que você  pode falar do festival? Sobre as bandas que irão tocar, os estilos, e o que mais vai rolar além dos shows em si. As perspectivas em termos de repercussão do evento são boas? Você pretende e já pensa em fazer outras edições?

Matheus – A cena rock de Roraima passou por uma fase de estagnação, bandas acomodadas, eventos de organização regular, público disperso. O Skinni veio para propor uma nova forma de fazer rock no Extremo Norte do Brasil, colocando a sustentabilidade em prática, tirando ela só do discurso, valorizando toda a cadeia produtiva, promovendo campanhas sociais e principalmente valorizando as bandas locais. O formato do Festival é inédito em Roraima. São 30 dias de programação com pocket shows, intervenções promocionais, eventos especiais e o festival no dia 11 de junho. São num total 17 bandas de Roraima participando mais 3 bandas de Manaus, participação de jornalistas de outros estados (Finatti e Sandro Nine já confirmados) entre outros serviços como a produção de um video-documentário do evento e mais informações no blog

Zap – Muito bom mesmo, hehe. E além de organizar o festival, você também é músico, vocalista do grupo Veludo Branco, que tive o prazer de assistir parte de um show de vocês no festival QuebraMar, em Macapá, em 2010. Fale um pouco da banda, suas influências, como é o trabalho de vocês etc..

Matheus – Somos um power trio de rock n’roll clássico sem calças fluorescentes e gritinhos afeminados. Gostamos da estrada, de tocar, conhecer novos lugares, novas bandas, fazer amizades e tomar uma cerveja gelada. Carregamos na costa uma responsabilidade auto imposta de levar o nome de Roraima pros 4 cantos do Brasil, e agora subindo pra América Central, e também trazer conosco outras bandas de Roraima e quem tiver afim de ir conosco nessa estrada da música. Temos 1 disco lançado ano passado, estamos produzindo o segundo, já circulamos pelos principais festivais do Norte do País, fizemos turnê no Rio Grande do Sul, tocamos com o ex-Iron Maiden Blaze Bayley e continuamos correndo atrás de nosso espaço e reconhecimento no cenário musical seja na esfera que for. Gostamos de solos de guitarra, e bateria tratorizada, de baixo distorcido, e temos na essência do nosso som a inspiração em Hendrix, Cream, Zeppelin, Sabbath, a vida na estrada, os amores e dissabores da vida, o tesão de querer sempre dar o próximo passo e subir mais um degrau na história. Queremos estar na vanguarda do rock nroll roraimense sem deixar o underground, que é de onde viemos e sempre seremos parte, e mostrar pro resto do Brasil que no extremo norte do país tem muita banda de rock boa que merece a chance de circular e ser vista.

23 de mai de 2011

Web TV: ESPAÇO ROCK 3ª EDIÇÃO

* Victor Matheus
Confira a cobertura audiovisual da 3º Edição do Espaço Rock, evento promovido pelo Sesc Roraima que contou com as participações das bandas ALT F4, MR JUNGLE e MACACO BONG (MT).

O video apresenta um resumo do evento com depoimento de CRISTOFER FLOCO, do Coletivo Canoa Cultural e performance ao vivo das bandas ALT F4, MR JUNGLE e MACACO BONG (MT).
Aprecie o vídeo da Web TV Roraimarocknroll que se preocupa em informar, potencializar e apoiar a cena rock roraimense.

SKINNI FESTIVAL: 1° Pocket Show

* Victor Matheus

Quais são os ingredientes para garantir o sucesso de um evento? Por muito tempo o amadorismo foi e ainda permanece o farol perpetuado em grande parte dos eventos de rock em Boa Vista, colocando as bandas em descrédito com o público, pouca audiência nas festas e queimando o filme de produtores, picos de rock, entidades e toda uma cadeia relacionada a ações e serviços em prol do rock roraimense, mas um choque de realidade parece ter derrubado as máscaras e tirado do discurso, das falácias bonitas, utópicas, políticas, colocando realmente na prática o que só ouvimos em reuniões infindáveis e bate papos de boteco nos bastidores da cena.

Agora promover rock autoral em Boa Vista está virando cult, o público enfim abraçou a idéia e resolveu valorizar os artistas locais. Quem antes cuspia pra cima agora vai começar a ter mais cuidado, basta observa as cartas do jogo e os debates ácidos rolando na rede.

O que se viu no 1º Pocket show do Skinni Rock Festival foi uma verdadeira peregrinação de gente de todos os tipos, dispostas a apoiar as bandas locais, prestigiarem os amigos que tocam em grupos de rock, tomar um chopp, ver gente bonita, freqüentar um local diferenciado que enaltece todas as tribos e segmentos do rock, e acima de tudo, apoiar a cena rock local. Meus aplausos para todos os personagens desse outro momento importante da história do rock n’roll do extremo norte do país.

A FESTA

Com a repercussão da festa de lançamento do Festival que tinha acontecido exatamente uma semana antes, o que se esperava era que o sucesso do evento pelo menos fosse semelhante, mas ninguém imaginava que uma massa de gente compareceria a festa, se apertando no pequeno espaço interno da Chopperia Chacrinha, para conferir praticamente olho no olho as bandas H.C.L, OSTIN e SHEEP protagonizarem uma grande noite de muito rock n’roll roraimense para vários gostos. Mal havia espaço na calçada para acomodar os clientes, mesas faltaram, fila nos toaletes, torres de chopp para todos os lados, gente bonita, congestionamento de carros na rua, um verdadeiro aglomerado pacífico de gente em prol de uma idéia que agora, sem a menor dúvida, deu certo. O mais legal foi conferir a presença de um público bem diferente do evento anterior, renovado principalmente pelas bandas que participaram da programação, tendo grande parte dos méritos pelo sucesso de público na festa.

AS BANDAS

Os beberrões da banda H.C.L abriram a festa tocando músicas novas no seu repertório, mostrando um amadurecimento nas composições, mesmo assim, seguindo ainda a linha de CPM 22 e ADITIVE mesclando covers no repertório ao material próprio. Estão mais soltos no palco, e aprenderam que rock n’roll é diversão, acima de qualquer coisa. Souberam lidar com as circunstâncias do local do show, que não é palco de ginásio e não tem espaço, mesmo assim tiveram competência e fizeram o dever de casa muito bem, só ainda não aprenderam a lição número 1 para qualquer banda de rock: Afine seu instrumento antes de tocar. Exceto esse detalhe que incomoda extremamente não só o público que não tem paciência de assistir uma banda afinar os instrumentos, muito menos a produção do mesmo, no geral os beberrões fizeram um bom show. Já pago ingresso na boa para vê-los tocar.

A mesma aula que a H.C.L faltou muito provavelmente pra encher a cara de chopp e beijar algum poste nas ruas de Boa Vista (risos), a OSTIN deve ter cabulado também. Não justifica uma banda que já circulou em Manaus, Macapá, foi promessa da cena local, tem um dos bons guitarristas locais e um público cativo não se ligar em pequenos detalhes de produção artística que fazem muita diferença no resultado final. Também incomodaram o público e a paciência da produção afinando instrumento no palco. Um feedback entre a produção do evento e a banda resolveu as arestas, e tenho certeza que na próxima aula eles não faltarão. A banda OSTIN recuperou o prestígio na cena nesse pocket show, simplesmente porque arrebatou gente acima do possível humanamente pôr num espaço de 80 metros quadrados, apertando a galera que estava a fim de conferir a banda ao vivo com sua nova formação. Já entraram com o jogo ganho, tocaram suas músicas, poucos covers certeiros, interagiram com o público, fizeram um set acústico, arrebentaram corda de guitarra, chamaram os amigos para participar em algumas canções, deixaram as paredes da Chopperia Chacrinha suando de tanto calor e fizeram certinhos o que a proposta de um pocket show se dispõe a fazer: Uma grande festa, com participação e interação do publico com as bandas. Se tecnicamente, do ponto de vista da própria banda, o show foi até regular, no contexto geral, pode constar entre os 3 mais legais que já vi da gurizada. Imagina no dia do evento principal, com a banda afiada como vai ser a parada? Estou ansioso, confesso.

Quando a banda SHEEP começou a preparar os equipamentos para sua apresentação, eu cheguei à conclusão que realmente roqueiro não curte assistir aula alguma. Os ovelhas também faltaram a aula básica de afinação de instrumentos. Resultado: Encheram a paciência do publico e da produção em montar, afinar, se posicionar, colocar pratos, acordarem que pocket show não quer dizer “de bolo” fazendo o público morgar e se dispersar, mesmo assim a banda tirou uma carta da manga e deu a volta por cima. Tocaram músicas próprias, novas composições super interessantes de ouvir e bem trabalhadas. Ao final do show deram um truco no público que foi a nocaute, tocando um set de Nirvana e Ramones que fez a Chopperia Chacrinha mais parecer um pub underground cheio de punks, junkies e beberrões se digladiando numa mini roda punk, colocando em risco canecas de chopp, donzelas sentadas e a credibilidade da festa. Ânimos acalmados do público e a ordem restabelecida, a banda SHEEP encerra sua apresentação colocando a cereja no bolo da festa que iniciou as 22:30h e acabou só próximo das 2 da manhã.

AGRADECIMENTOS

Um salve especial a galera que ajuda na produção do evento: Seu Washington, Cesar Matuza e Lanne Prata, CHACRINHA CHOPS pelo patrocínio, apoio e por acreditar na proposta do evento, a parceria do Sesc Roraima na realização do Festival, a todos os patrocinadores do festival - Foto Roraima, Folha de Boa Vista, Academia Word Gym, Shop Som, Loja Menina do Rio, Nuclear Skate Shop, Espetinho Tia Lú , Ótica Diniz, Gruta Estúdio e Bateras Beats -, aos apoiadores – Ks Estúdio, Evanilson Tatoo, Elmans Delícias, Blogs Som do Norte e Manifesto Underground, ao público que compareceu para prestigiar a festa, aos amigos que colaboram na divulgação do festival e a todos que de alguma forma direta ou indireta contribuem para que o meu sonho de ver a cena rock roraimense consolidada se torne realidade.

Fecha a conta.

22 de mai de 2011

Espaço Rock 3ª Edição: A REDENÇÃO DO ROCK RORAIMENSE

* Victor Matheus

Definitivamente a 3ª edição do Espaço Rock, evento promovido pelo Sesc Roraima, entrou para a história do rock roraimense. Em resumo, os paradigmas foram quebrados e a polaridade de lideranças de ideologias e movimentos culturais existentes na cena foi de uma vez por todas dissolvida.

Todo o sucesso do evento se deve ao fato de ações combinadas e bem costuradas, envolvendo diversas frentes de trabalho de divulgação que deram resultados. O calcanhar de Aquiles dos eventos promovidos pelo Sesc Roraima foi resolvido e uma divulgação simples mas ultra eficiente foi feita, se tornando em certo ponto até excessiva e centralizada por utilizar espaços da mídia para privilegiar apenas o momento específico, quando se poderia usar os espaços para enaltecer toda a proposta num contexto geral, mas ainda assim sendo válida.


Sesc Centro com bom público como há anos não se via
PRODUÇÃO

Porém, nem tudo são flores, e dessas, muitos espinhos se fizeram presentes. Volto a dizer, enquanto houver descuido com a produção dos eventos de rock do Sesc Centro em relação a determinados aspectos, como estrutura de som e palco, atendimento do público e divulgação, o rock promovido pelo SESC Roraima continuará sendo julgado como underground e mal organizado. Não dá mais para admitir prestigiar shows de rock no templo do rock roraimense com a estrutura apresentada hoje, ainda mais pelo fato de receber uma banda do naipe do Macaco Bong (MT). Em síntese: Vergonhoso.  Se o espaço físico não colabora, uma estrutura de som defasada e inadequada só priora o problema, prejudicando as bandas que se apresentam, sem contar que repele o público e queima o filme geral.

Mesmo com os problemas de sempre, a chuva que incomodou durante toda a festa, estrutura de som ruim, a cerveja que acabou no bar, a avaliação foi positiva. Um público acima da média, a meu ver o maior dos últimos 3 anos, morno e pouco simpático com as bandas, com exceção dos headbanguers e uns aplausos educados por parte da galera presente, foram o diferencial dessa edição do Espaço Rock, provando que colaboração, boa divulgação com antecedência do evento e o mínimo de produção já são garantias de sucesso, audiência e repercussão.


ALT F4 dando "adeus" ao Batman
ALT F4

Seguindo os passos de Manoel Vilas Boas com a Mr Jungle, GERSON NETUH recrutou novos integrantes e reformulou a ALT F4 que apresentou sua nova formação com apenas 3 ensaios. O som só f**** a performance da banda, e nem a tática de ouvir o show perto dos PA’S para tentar compreender o que saía das caixas resolveu dessa vez, mesmo assim do caldo saiu coisa boa. O guitarrista NETO LOUREIRO passou de promessa da guitarra roraimense para de fato ser uns dos bons guitarristas locais. NETO acrescentou mais peso ao som da banda, novas linhas de guitarra bem sacadas preenchendo o espaço vago de Bento com excelência. KNOT LEPLETIER resolveu tomar vergonha na cara, parou de fazer palhaçada no palco e tratou de respeitar seu instrumento e tocá-lo senão com louvor pelo menos com decência. Merece o crédito dessa vez. Apesar da visível insegurança, o baterista LUCAS provou que músico bom e com talento segura a onda em qualquer situação. Fez o dever de casa certinho. A ALT F4 apresentou novas músicas interessantes e maduras, com mais dinâmica e agressividade. Tudo indicada que vão segurar bem a onda no Festival Quebramar. Se continuarem ousando na sua proposta musical vão se destacar na cena mais uma vez, não só pela articulação na sua divulgação, mas pelo principal, a música que produzem.


Mr Jungle continua na vanguarda do rock roraimense
MR JUNGLE

A MR JUNGLE ressurgiu no cenário local depois de um tempo embernada. Provaram que continuam na vanguarda da cena rock roraimense apesar de não estarem se apresentando constantemente. Sem dúvida uma das 3 bandas com culhão pra honrar o nome de Roraima nos quatro cantos do Brasil independente da situação ou contexto inseridos, fazendo um show acima da média das bandas locais, apesar de mais uma vez a p**** do som não colaborar. No início o som estava extremamente alto, ao ponto de incomodar os ouvidos, pelo fato de embolar tudo, mas depois que foi abaixado deu pra apreciar melhor a apresentação. A banda incrementou seu show inserindo medleys de classic rock no meio de suas músicas, a exemplo de outra banda local, sem citar nomes (risos), soando bem interativo, mas quando muito longas em certos momentos morgando o ouvinte. A dupla JON NELSON e FABRÍCIO CADELA têm mostrado para que lado a JUNGLE caminha: O metal. Foi embora o hard rock farofão, e agora a virtuose, peso, afinações baixas e contratempos dominam o território musical da MR JUNGLE, reinventando o som da banda pela “eniolhésima” vez e apontando para novos horizontes não menos interessantes de escutar.  A MR JUNGLE  é um dos exemplos práticos de como a “doutrina” do CFE funciona bem. Banda local que tá a fim de crescer, use a MR JUNGLE como referência, pois só tem a ganhar. Além de fazer um som acima da média pra cena local, tem experiência de sobra e competência pra continuarem como embaixadores do rock roraimense.


Macaco Bong: A coisa mais legal de ver e ouvir
MACACO BONG

Música boa é música boa e ponto final. O quarto show dos BONGS que assisti foi sem dúvida o mais f*** de todos. Não tem outra, quando uma banda é boa e sabe o que faz em cima do palco, não tem som ruim, espaço físico escroto, público frio, chuva caindo, tsumani rolando ou corda de guitarra quebrada que estrague a parada. MACACO BONG entregou o melhor show do ano no Sesc Centro. Músicas do primeiro disco, novos temas uma banda com mais pegada (o que imaginava ser impossível) e afiadíssima fez o Sesc Centro vir abaixo. A guitarra de KAYAPI está mais contida na performance, mas não menos hipnotizante, tudo porque nas 3 vez que assisti os BONGS, a viagem do trio era exposta pra todos, agora vejo eles tocando para si mesmos, curtindo sua viagem sem ligar pro que está ao redor. O jogo deles está ganho desde o primeiro acorde, simplesmente porque música boa cativa o coração a primeira escuta.  A parede de timbres combinados, com a patada sonora do baixo de NEY HUGO costurada com o timbre ultra hendrixiano de BRUNO KAYAPI e a locomotiva da bateria de INAIÃ fazem do MACACO BONG umas das coisas mais legais de se ver e ouvir ao vivo.  Impressiona o som, a postura de palco, o volume do som do show, os detalhes, a serenidade dos músicos no palco e o principal de tudo: A qualidade musical do grupo. MACACO BONG é mais que um projeto do CFE, mas o farol que deve ser seguido por qualquer artista que sonha em viver de sua arte. Eles fazem jus àquilo que estampam em seu disco, pois são de fato os verdadeiros artistas/pedreiros da música brasileira.

 O QUE FICA?

A expectativa é que para o próximo Espaço Rock do Sesc Centro haja o mesmo trabalho de divulgação e valorização do evento como foi dessa vez, mesmo que tenha somente bandas locais, o que deve ser mais valorizado ainda, afinal o espaço é para promover essas bandas e enaltecer a linguagem do rock local, acima de qualquer outra ideologia ou proposta de gestão cultural. Também deve continuar havendo uma divulgação pesada e antecipada, mais cuidado com a produção do show, estrutura de som, palco, atendimento do público, o que já será um bom caminho andado dando garantia de sucesso, casa cheia e a consolidação da redenção do Espaço Multicultural do Sesc Centro como o templo do rock roraimense.

Fecha a Conta.

21 de mai de 2011

QUEM FAZ MELHOR?

* Victor Matheus

Uma nova proposta de produção cultural vem emergindo no cenário rock de Boa Vista provocando debates acalorados nos bastidores, expondo velhos paradigmas e polarizando os personagens dessa história, colocando de um lado grupos de pessoas e entidades que promovem a cena do rock, mas do ponto de vista das bandas provocam uma verdadeira “elitização” do rock roraimense, e de outro lado os agitadores, bandas e o público que apenas apreciam boa música sem influência de determinadas políticas culturais ou de organização de eventos.

Inevitavelmente os atritos começam a surgir. Enquanto a cena rock passa por uma fase de transição, retornando ao underground de forma mais organizada e pacífica, reaproximando os laços afetivos entre o comercial e o cultural, o que vemos são pessoas e circunstâncias tentando provocar um novo racha na cena e colocando todos contra todos.

A meu ver há espaço para todas as propostas, seja ela comercial ou cultural, ou como melhor definem cover ou autoral. O que faz a diferença em todo esse processo é a forma que se desenvolve. Enquanto a música cover tem seu espaço cativo no circuito de bares da cidade, bandas de proveta copiando o repertório das principais referências dessa proposta de trabalho pra conseguir ganhar o jogo e tirar algum pro seu bolso, a música autoral vem revolucionando o cenário, com eventos cada vez mais organizados, com público participativo e locais diversos na cidade para essas bandas se apresentarem.

O diferencial das duas propostas está no fato que o comercial tem um apelo maior que o cultural, mas não quer dizer que isso faça a diferença, pelo contrário, o que temos visto ultimamente são bandas cover cada vez mais amadoras tocando em bares, sem o mínimo de respeito ao público, tocando apenas pelo dinheiro e se esquecendo que boa música, independente de ser cover ou autoral faz bem aos ouvidos e merece ser bem executada.

Está claro que o público cansou de ouvir as mesmas músicas cover no repertório das bandas mercenárias semana após semana, e deve ser esse o principal fator para migrarem a uma nova proposta, a autoral. A reflexão que fica é que não importa a proposta musical, mas que seja digna de ser feita, com responsabilidade, respeito ao público e acima de tudo honesta.

* Este artigo foi originalmente publicado no jornal FOLHA DE BOA VISTA.

20 de mai de 2011

SKINNI FESTIVAL: 1º Pocket Show acontece hoje

 * Victor Matheus

Acontece hoje, na Chopperia Chacrinha (Av. Nossa Senhora da Consolata - Centro) o 2º evento da programação do Skinni Rock Festival Boa Vista.

O 1º Pocket Show contará com as participações das bandas locais H.C.L, Ostin e Sheep.

Além dos shows, a programação conta ainda com o sorteio de Chopps, Brindes e Ingressos do Festival para o público presente no evento.

Também haverá cobertura na rede, pelo twitter, facebbok, transmissão ao vivo dos shows por twipic's e promoções na página do facebook do Festival.

As campanhas socias do Festival também estarão acontecendo. O público que quiser colaborar com doação de alimentos e roupas para a Casa do Vovô e Abrigo Infantil da Prefeitura de Boa Vista podem levar os donativos que a produção do evento receberá no local. A doação de resíduos para a reciclagem (latas, garrafas de vidro, garrafas pet, copos plásticos, etc) também poderá ser entregue no local.

H.C.L é uma das bandas que tocará no pocket show
A entrada é franca e não será cobrado couver artístico.

Confira a Programação:

22:00h - H.C.L
23:00h - Ostin
00:00h - Sheep

A Chopperia Chacrinha ainda conta com os serviços de wireless free para os clientes, um cardápio completo de petiscos, chopps variados, pratos executivos, tvs full HD, estacionamento próprio, 2 ambientes, e muita gente bonita.

18 de mai de 2011

Notícia: SKINNI ROCK FESTIVAL GANHOU DESTAQUE NO JORNAL FOLHA DE BOA VISTA

* Victor Matheus

O trabalho de divulgação da Festa de Lançamento do SKINNI ROCK FESTIVAL BOA VISTA que aconteceu no último dia 13 de maio na Chopperia Chacrinha surtiu efeito positivo na mídia local, recebendo uma matéria de destaque no caderno B do JORNAL FOLHA DE BOA VISTA e uma super nota na Coluna Okiá na mesma edição.

Clique nas imagens abaixo e leia na íntegra as matérias que foram publicadas.

Boa Leitura.


 Agradecimentos especiais a Paula Cruz, Roberta Cruz e Vanessa Brandão pelo apoio.