9 de nov de 2017

LET THERE BE ROCK, BABY!!!


Há 11 anos, no dia 09 de novembro de 2006, Cesar Augusto Almeida e Eu, Victor Matheus, formamos a banda Veludo Branco. 

Inicialmente um power duo de blues, comigo na voz e guitarra e o Cesar na bateria, logo chegou a banda o vocalista Lucas Fontenelle e o baixista Armando Almeida, completando a primeira formação que durou até nossa estreia no II Roraima Sesc Fest Rock, em 2007. 

A história da banda muitos já conhecem... Fundamos com outras bandas o Coletivo Tomarrock, rodamos de norte ao sul do Brasil tocando em festivais, tocamos em praticamente todos os festivais e bares de rock de Roraima desde que aparecemos na cena, dividimos o palco com praticamente todas as bandas de rock dos anos 80, 90 e 2000 que somos fãs, lançamos oficialmente 5 discos, e contribuímos com o rock roraimense ao longo de todos estes anos com nosso trabalho musical e o nosso envolvimento com a cena através do nosso trabalho também com produção cultural e jornalismo.

1ª formação da Veludo Branco, com Lucas (voz), 
Armando (baixo), Cesar (bateria) e Victor Matheus (guitarra)

Por causa da Veludo Branco colecionei muitos sonhos da minha juventude, edifiquei amizades inabaláveis com todos que já fizeram parte e ainda fazem parte da banda, amigos que considero irmãos de Vida, que dividiram comigo muitas alegrias e algumas tristezas na vida, e toquei muito, muito mesmo... Ser parte de uma banda de rock é massa pra caralho!!!

Por causa da Veludo Branco conheci em Porto Velho a mulher que me apaixonei, Paula Graziela, com quem construí uma família, e trouxe ao mundo nossa filha, a Manga Rosa, além de ser meu alicerce quando nos altos e baixos da vida, enchi o saco do rock de Boa Vista e suas patifarias, e dos muitos boicotes que a banda sofreu na cena local e no circuito independente por se opor a a exploração das bandas e dos artistas submetidos há um dos braços políticos-culturais da esquerda brasileira que todos também já conhecem há anos e sabem quem é, inclusive aqui em Boa Vista...

Quem toca em banda de rock sabe que o grupo é como uma matilha, onde todos compartilham um pouco de si para o outro, e conosco sempre foi dessa maneira. Quando um de nós não está disposto, os outros compreendem e respeitam, e quando outro está a fim, os outros apoiam, e talvez seja por isso que ao longo desses 11 anos tudo que fizemos e o que nos envolvemos foi de coração, com acertos e erros, mas sobretudo, com sinceridade e honestidade. Não salvamos o rock, não mudamos o mundo, mas superamos a nós mesmos, como artistas, e como um grupo de amigos que tiveram sonhos e correram atrás para realizá-los...

1º show da Veludo Branco, na festa de aniversário 
do amigo Wander Luis Longhi.

Hoje é um daqueles dias que chegarei em casa e ouvirei nossos discos dando boas risadas e fazendo minhas auto-críticas habituais a qualidade de nossas gravações e performance musical, assistirei vídeos nossos antigos no youtube, beberei algumas cervejas até ficar ultra embriagado, mandarei algumas mensagens para amigos importantes na história da banda e que conheci na estrada, tocarei, provavelmente bêbado e feliz, as músicas do novo disco da banda que está pronto mas ainda sem capital financeiro para ser gravado, e relembrar todas as loucas, bizarras, divertidas, e inesquecíveis histórias que vivi ao lado dos meus amigos de banda ao longo destes 11 anos de rock n'roll.

A Veludo Branco é uma banda politicamente incorreta, como diz o meu cumpadre Rodrigo Mebs, com a força semântica mais explicita que o termo quer dizer, e talvez por isso, muitos mitos, polêmicas e tretas envolveram o nome da banda, afinal o rock é e sempre será o que deve ser, contestador, crítico, inquieto e revolucionário, tal qual o fizemos e ainda fazemos na cena rock de Roraima. Como diz o Matuza, "podem tentar nos pisar, somos cacos de vidro, se tentarem, vão se cortar."

1ª viagem da Veludo Branco, e estreia da formação power trio 
Victor Matheus (voz, guitarra), Mirocem 'Chuck Norris" (baixo) e Cesar Matuza (bateria), 
no Festival Beradeiros 2007, em Porto Velho - RO.

Quando eu formei a Veludo Branco, tinha apenas 21 anos, era um moleque, estava puto da cara e frustado com a banda anterior que tocava e tinha saído depois de ter dado o sangue e a vida para conseguir o dinheiro para gravar o tão sonhado disco e as músicas que compus, larguei a faculdade, deixei meus pais loucos da vida de preocupação com o filho impulsivo, inconsequente e sonhador, experimentei e vivi tudo que os meus heróis do rock também viveram, de bom e ruim, e sobrevivi a tudo que passei porque na essência, ainda sou aquele garoto de 15 anos, fã do Slash, que apenas quer tocar sua guitarra com amigos e fazer um som para exorcizar seus demônios internos.

Veludo Branco no Grito Rock Boa Vista 2011, 
show com participação especial do 1º baixista, Armando Almeida.

Hoje estou perto de completar 32 anos, muito mais sereno e tranquilo em comparação aos anos intensos e loucos da minha juventude, mas ainda com o mesmo tesão pelo rock, e com a mesma vontade de escrever músicas e me divertir com os amigos, porque a vida passa, o tempo passa, nós evoluímos, amadurecemos, mas jamais perderemos a essência do que somos, e a minha é e sempre terá um único sobrenome: rock n' roll.

Estreia da formação com Paulo Henrrique no baixo, 
no I Tepequém Moto Fest, na Serra do Tepequém, em 2011.

Obrigado Cesar Matuza,, Paulo Henrrique, Mirocem Beltrão, Armando Pitchula pela existência de vocês na história da banda, por estarem ao meu lado construindo a nossa história no rock de Roraima. Sem o apoio, a paciência, a tolerância com minha bipolaridade, a amizade de vocês, eu jamais estaria vivo, feliz, e completo na minha vida artística no rock n' roll!!


Aos amigos da banda, os fãs que temos, aos que nos apoiaram e nos receberam em algum dos muitos lugares que passamos, estamos aqui, firmes e fortes, cheios de novos sonhos e ainda com o mesmo tesão de tocar rock n'roll, porque afinal se ninguém faz, nós fazemos...

E pra fechar a conta, é como diz a primeira canção que escrevemos juntos:

"Na trilha do asfalto, é pra lá que eu vouentre e venha comigo, sentir o meu motoralta octanagem, força e explosãono peso do motor, óleo e caloropala branco, voando baixo,riscando o asfalto, e NUNCA VAI PARAR!

Let there be rock, baby!!!

Victor Matheus.

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