31 de mar de 2016

DE UM - GRUPO FOLK ABORDA AMOR E FÉ EM SUAS MÚSICAS

Grupo Folk aborda amor e fé em suas músicas (Foto: Divulgação)

Por Raisa Carvalho.

Músicas autorais que promovem um som divertido que fala do cotidiano, amor e fé. Essa é a proposta da Banda de Um, um grupo folk formado há seis meses, mas que já planeja o lançamento do seu primeiro EP que recebeu o nome de Arbitrium que será lançado no próximo mês.

Apesar do nome, a Banda de Um é formada por Gleyson Vaz (no vocal e violão), André Barros (baixo) e Janderson Nascimento (na guitarra). No repertório, além das músicas do novo álbum, o grupo também apresenta suas influências como covers das bandas Os Arrais, Tiago Iorc e Jefferson Pilar. O grupo se destaca também pelos figurinos carregados de influências do folk.

O estilo é um dos gêneros mais influentes, engajados e cultuados da história da música e muitas bandas atuais seguem escrevendo a saga que a música folk teve em seu auge nos anos 60 e atravessou as décadas seguintes.

Segundo Gleyson, além da característica folk, a banda segue uma referência ao cristianismo. O título ‘De Um’ foi dado em homenagem à sua crença cristã. “Acreditamos que há um Deus único, e como a bíblia fala, somos o corpo dele. Ou seja, somos uma banda a Ele”, relatou.

Produção de EP

O novo Ep está em fase de finalização, e para isso a banda busca apoio para custear as despesas. O trabalho foi gravado ao vivo, em uma fazenda distante da cidade. Para criar uma atmosfera interiorana, o grupo utilizou instrumentos clássicos do estilo folk, como o bandolin e o banjo.

Os instrumentistas, os ‘sons’ da banda, uniram-se ao vocal potente de Vaz para conseguir cativar o público ávido por um folk rock atual. “Para esse trabalho, preferimos não gravar em um estúdio. De forma independente, gravamos ao vivo em um sítio somente com a ajuda de alguns amigos. As músicas gravadas ao ar livre deram ao Ep uma pegada mais “Da roça”, comentou o vocalista.

O novo álbum terá seis músicas inéditas que representam aquilo que os instrumentistas mais gostam: a música folk.

“Para esse ep, escolhemos algumas músicas e outras ficaram de fora e devem fazer parte de um próximo trabalho. Esse cd recebeu o nome Arbitrium, “Escolha” em latin, por significar as escolhas que fazemos ao longo de nossas vidas, da nossa capacidade de aprender com elas, sendo erros ou acertos”, contou.

Para conhecer mais o trabalho da Banda De Um, acesse @deumoficial no twitter e instagram. E no facebook: bandadeum.

Pátio Musical

A banda De Um será a atração da programação cultural Pátio Musical, que acontece a partir das 20 horas desta sexta-feira (01), no Pátio Roraima Shopping, na avenida João Alencar, no Cauamé. A entrada é franca.

Serviço
Pátio Musical
Banda De Um
Data: 01 de abril
Local: Pátio Roraima Shopping 
Hora: 20h30
Entrada franca

DCE FEST ROCK - BANDAS DE ROCK E REGGAE SE APRESENTAM NO CAMPUS

Uma das atrações da programação é a banda Geração Roots (Foto: divulgação) 

Por Raisa Carvalho.

Uma atividade cultural realizada por alunos e membros do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Roraima irá marcar o encerramento do semestre acadêmico. O evento será realizado nessa sexta-feira, no estacionamento do DCE, no campus Paricarana, a partir das 21h30, com entrada franca.

Na ocasião, as bandas Carnivoro, Raptor’s, João 4:20, Arroto do Sapo, Geração Roots, Anarkill, Daily Trial, Karmesi-n, Daily Trial e Jhonny Manero sobem ao palco. “O objetivo é trazer atividade cultural para dentro da universidade, montar um palco para que as bandas possam se apresentar. Essa é uma forma de integrar a comunidade em atividades que buscam a socialização”, explicou Jonkácio de Melo, um dos organizadores do evento.

A proposta também é a divulgação de bandas locais, uma justificativa para a realização de uma festa que, além de apresentar novos trabalhos, gera um intercâmbio entre as bandas, produtores e o público universitário, mostrando novas tendências da música ou estilos já conhecidos, apresentados de formas diferentes e dinâmicas na informalidade.

“As bandas independentes necessitam de novas oportunidades e espaço para apresentarem o seu trabalho. E essa é uma forma que os estudantes encontraram para fomentar esse cenário musical”, contou.

Geração Roots

Uma das atrações que fazem parte da programação está a banda Geração Roots, formada por Lionella Edwards (vocal), Mário Juan (vocal e guitarra), Jessé Mendes (bateria), Roger Lailton (guitarra solo) e Jardson pereira (baixo). O grupo será uma das representantes do reggae no evento. 

Para o repertório do show, o grupo irá apresentar músicas autorais que falam de amor e paz, além de releituras de grandes composições do reggae, conhecidas na voz de Bob Marley.

Serviço
DCE FEST ROCK
Data: 01 de abril
Local: DCE (UFRR)
Hora: 21h30
Entrada Franca

30 de mar de 2016

BANDA DR. YOKO É ELEITA PELO PÚBLICO DESTAQUE DE MARÇO NO ROCK RORAIMENSE

*Créditos | Jéssica Costa

O rock roraimense vive um dos momentos mais efervescentes dos últimos anos, com o surgimento de várias bandas, eventos, festivais, e produtores culturais que apoiam o cenário, fomentando  a cadeia produtiva do rock do extremo norte do Brasil. 

O Blog Roraimarocknroll é um desses apoiadores, produzindo eventos, projetos, promovendo e divulgando as bandas, com a Coluna Roraimarocknroll, e articulando junto à cena rock, ideias para valorizar as bandas locais. 

Seguindo as comemorações de aniversário de 6 anos do Blog Roraimarocknroll, mensalmente durante todo o ano de 2016, o Blog realiza uma enquete para saber do seu público qual banda é o destaque do mês no rock macuxi. 

A primeira Enquete aconteceu do dia 09 ao dia 29 deste mês, com a participação de 4 bandas autorais de Roraima, entre elas Anarkill, Dr. Yoko, Míssil Javali e Trupe de Marte. A banda vencedora da enquete foi a DR YOKO, com 54% dos votos do público e ganhará uma edição especial de destaque em abril na coluna do Blog no jornal Folha de Boa Vista, além de brindes e cortesias do blog e seus parceiros. 

DR YOKO é um trio formado por Israel Pereira (V,G), Will Ribeiro (B) e André Deco (Bt) que vem crescendo exponencialmente na cena rock roraimense. O som autoral da banda passeia entre o grunge, o stoner rock, com letras ácidas e certeiras, e destaque para o single “Bienaventurado”, fazendo da banda um dos grandes nomes da nova safra do rock macuxi.

Saiba mais sobre a DR. YOKO no www.facebook.com/Dr-Yoko


29 de mar de 2016

COLUNA RORAIMAROCKNROLL - ANO 5 – 40ª EDIÇÃO


NESTA EDIÇÃO: ARLAN "PEZÃO", ESTADO DE COMA, SCHI FEST ROCK, DR YOKO, TRUPE DE MARTE, MÍSSIL JAVALI, ANARKILL, PEDRO PRATA, YORI DEVA, MATEUS SANTOS
________________________________________________________________________ 

ABRE A CONTA
Bom dia rocker! O mês de março chega ao fim com uma ótima noticia para os fãs do rock roraimense e entusiastas do rock... Vem aí mais uma edição do maior e mais importante festival de rock de Roraima, o Fest Rock e promete abalar as estruturas da Praça Velia Coutinho no mês de abril com 14 shows do melhor rock roraimense autoral. Quero compartilhar minha alegria pessoal em saber do retorno desse grandioso evento, sobretudo pelo símbolo que ele representa para todos que amam o rock do extremo norte do Brasil e o blog da coluna realizará uma cobertura completa do festival , com resenhas, e publicações especiais. Aguardem que Abril promete ser muito agitado pro rock macuxi. Na coluna de hoje falamos do Fest Rock, um papo reto black metal old school com o baterista “Pezão”, e também apresentamos as 4 bandas do mês que concorrem na enquete do blog Roraimarocknroll para o público escolher qual estará aqui numa edição especial, além da nossa trip pelas redes sociais.... Seja bem vindo à coluna Roraimarocknroll, porque a história do rock você lê primeiro aqui! Boa Leitura, inspirada semana, e ótima terça-feira! Let’s go! - Victor Matheus.
________________________________________________________________________

PAPO RETO 
*Créditos: Arquivo Pessoal 
O baterista Arlan Koslene, o “Pezão”, 
responde a três perguntas do Papo Reto da nossa coluna. Confira: 

Você é um baterista de um estilo agressivo... Como é tocar death metal numa cena autoral como a roraimense? 

Cara é de uma admirável ousadia, ainda mais agora em que não só a ESTADO DE COMA que está fortemente focada em seu trabalho autoral que logo mais venha a dissipar ai um EP DEMO, mais outras bandas também estão resultando-se ai em suas próprias composições, que isso venha a ser costumeiro entre artistas e bandas locais que queiram ingressas na musicalidade, penso eu que o lance de tocar Cover está meio que ensacolado e guardado no armário, no mais isso é ótimo pra CENA UNDERGROUND do EXTREMO NORTE DE BOA VISTA. 

Você faz parte de uma geração do rock roraimense que viu nascer o movimento autoral... Que memórias lhe vem à tona do inicio dos anos 2000 no rock macuxi? 

Ah sem dúvida, várias memórias, em Especial ao implodível Sesc lá do Centro, colegas, familiares, amigos de banda, as tretas que rolavam na época, as conversas sobre bandas com os amigos e sem contar aquela velha breja que rolava, a gente era uma galera super unida mesmo na época né, eu via nego vir do Raiar do Sol de bicicleta só pra curtir o bom e velho rock do Sesc Centro e voltar completamente bêbado de madrugada, sem contar também os rocks na praça do Pricumã que organizávamos, a galera se reunia com uma pá de caixas e nego vinha buscar minha bateria de fusca só pra fazer aquele som lá... Cansei de tocar lá, e ainda mais ali na pista de skate do Centro, perto da Praça das Águas onde tem a mangueira... Tempos bons, não vou mentir, eu soube curtir muito bem essa época memorável, que ainda nos deixa saudades. 

Pra fechar a conta, quem salva o black metal no Brasil? 

Não sou muito fã e nem muito adepto da Cena Black Metal Brazuca, mais sem querer chupar pau de gringo os caras do BLACK METAL (origem) tais como Burzum, Rotting Christ, Venom, Celtic Frost, Behemoth, Dark Funeral, Marduk, Carpathian Forest, Immortal, Gorgoroth e Belphegor e por ai vai tenho que admitir que eles sabem fazer um som bem atípico e regional ou seja MARCA PRÓPRIA REGISTRADA DO PAÍS DELES... Resumindo eu admiro a CULTURA PAGÃ deles vinculada a musicalidade do BLACK METAL DE RAIZ da qual eles são firmes. No mais, algumas poucas bandas que admiro de Black Metal Brazuca da qual são pioneiros mais já tem seus públicos fiéis e vem levantando a bandeira do Brasil há décadas são o SARCOFÁGO, VULCANO, MYSTIFIER, MUDER RAPE, AMEM CORNER, MALKUTH, OCULTAN, UNEARTHLY, MISTENIA e EVILWAR... Essas são algumas que compõem a Horda Black Metal Brazuca que ainda nos orgulhamos. 
________________________________________________________________________

SCHIN FEST ROCK 
*Créditos: Ascom SescRR 
SEPULTURA foi a atração da edição 2013 do Fest Rock
O maior e mais importante festival de rock de Roraima está de volta, o Schin Fest Rock. O festival acontece dias 23 e 24 de abril na Praça Velia Coutinho e contará com show de 14 bandas autorais locais e abertura da Osquestra de Rock do Instituto Boa Vista de Música. Mais informações acesse o blog da coluna e fique por dentro de tudo que rola no Schin Fest Rock. #festrock #rock 
________________________________________________________________________

VOTAÇÃO 
*Créditos: Dymerson Andrade
Encerra hoje a enquete do Blog Roraimarocknroll que elegerá a banda de março do rock roraimense de acordo com o público. Participam da votação 4 bandas autorais, entre elas Anarkill, Dr. Yoko, Míssil Javali e Trupe de Marte. A cada mês, uma enquete com 4 nomes do rock autoral roraimense será disponibilizada no blog para votação. Ao final de cada enquete, a banda mais votada ganhará destaque na coluna do Blog no jornal Folha de Boa Vista, além de brindes e cortesias do blog, e uma divulgação especial nas redes sociais do blog Roraimarocknroll e seus parceiros. Vote no www.roraimarocknroll.blogspot.com
________________________________________________________________________

ANARKILL 
*Créditos: Mundo Poison
O hard core macuxi vomitado a plenos pulmões pelo vocalista e baixista Mário Andrade, é o cartão de visita da banda Anarkill, herdeiros direto do som pesado forjado no submundo do underground roraimense, a banda faz um rock autoral pesadíssimo, com riffs rápidos, letras críticas e uma postura de palco digna de orgulho para os fãs do som pesado. Saiba mais sobre a banda no www.facebook.com/anarkillhc
________________________________________________________________________

DR YOKO 
*Créditos: Jéssica Costa
O trio formado por Israel Pereira (V,G), Will Ribeiro (B) e André Deco (Bt) vem crescendo exponencialmente na cena rock roraimense. O som autoral da banda passeia entre o grunge, o stoner rock, com letras ácidas e certeiras, e destaque para o single “Bienaventurado”, fazendo da banda um dos grandes nomes da nova safra do rock macuxi. Saiba mais sobre a banda no www.facebook.com/Dr-Yoko
________________________________________________________________________

MÍSSIL JAVALI 
*Créditos: Natasha Sarah
A banda Míssil Javali é um dos grupos do novo rock de Roraima mais versáteis em performance e sonoridade. A banda apresenta um rock vigoroso, com letras inteligentes e críticas. Formada por jovens rockers, o grupo tem no vocalista Iohay Timbó, um porta voz de uma geração com sede de mudança na sociedade e na consciência coletiva. Músicas autorais como “Alma do Negócio” tem grande potencial para ser hit do ano no rock roraimense. Saiba mais sobre a banda no www.facebook.com/Míssil-Javali
________________________________________________________________________

TRUPE DE MARTE 
*Créditos: Sulivan Barros
Se fossem extraterrestres, a Trupe de Marte poderia ser o resultado da combinação genética do pós punk oitentista com o glam rock de Bowie e T.Rex. As letras confeccionais do vocalista Cássio Freitas, um dos grandes frontmans do rock macuxi, e as melodias interessantes da guitarra de Nativo, fazendo do som do grupo, um power pop radiofônico com chances de ganhar muito em breve e com mais amadurecimento o mercado nacional. Saiba mais sobre a banda no www.facebook.com/bandatrupedemarte
________________________________________________________________________

INSTAROCK 
A semana do rock roraimense no Instagram 

#PedroPrata 
Siga @pedroprata_ 

#Yori 
Siga @yorideva 

#MateusSantos 
Siga @coyotevoador 

Siga o Instagram do Blog Roraimarocknroll @roraimarock 
________________________________________________________________________ 

FECHA A CONTA
Para se manter informado sobre tudo que acontece no rock roraimense 
Acesse o blog da coluna, no www.roraimarocknroll.blogspot.com
Siga-nos no twitter @roraimarock 
Curta nossa página no facebook/blogroraimarocknroll
Participe da coluna com sugestões através do e-mail roraimarock@gmail.com 

PUBLICAÇÃO 
JORNAL FOLHA DE BOA VISTA | CADERNO B 
COLUNA RORAIMAROCKNROLL | ANO 5 
40ª EDIÇÃO | 29/03/16

28 de mar de 2016

BAÚ DO ROCK RORAIMA - INVASÃO ROQUEIRA


Por Edgar Borges

Expulsos pela vizinhança, que chamou a polícia para dar um jeito na zoeira da bateria e das guitarras, bandas e público deixaram na sexta (21) o bar Tribos do Rock, no bairro Liberdade, zona oeste de Boa Vista, e decidiram tomar de assalto o pequeno palco da praça do vizinho bairro Pricumã, a uns dois quilômetros de distância.

Com um som improvisado e muita disposição, as bandas apresentaram-se para um grupo de aproximadamente 80 pessoas, de idades variadas e bastante vontade de ouvir rock na praça, completamente vazia até a chegada dos invasores.

Entre 22 e uma da manhã, tocaram, entre as que me lembro o nome, as bandas Mr. Jungle, Sheep e LN3. Quem passava em frente à praça, logo parava e dizia surpreso "que não estava sabendo do show" e "que estava gostando muito da idéia". Da vizinhança, pouco a pouco apareciam caras novas, surpresas com a movimentação.

As apresentações da Mr. Jungle e da LN3 priorizaram as composições próprias e a turma do gargalo acompanhou as letras mais conhecidas. Na verdade, havia esse pedaço do público, a menos de um metro das bandas, e o que estava a uns 10 metros, bebendo e conversando.

Mr. Jungle: uma das bandas de sábado

O abastecimento de bebidas, doces e salgados para os esfomeados ficou por conta da loja de conveniências do posto de gasolina atrás do palco. Outros já chegaram na festa improvisada com o seu garrafão de vinho, gelo e copos de plástico para manter-se devidamente hidratados.

O bom de o som ser basicamente plugar e cantar, sem muita equalização para fazer, é que os intervalos entre as bandas eram mínimos. Mas a clareza dos vocais não foi essas coisas. Coisas aceitáveis numa invasão de praça para fazer roquenrol e movimentar a cena musical roraimense.

Sobre a hora exata do fim da farra, os que ficaram até o final e foram consultados na outra noite, no show de Tributo a Pink Floyd, não souberam definir com certeza. Mas parece que passou fácil das 2h30 da madrugada.

Para a próxima sexta, segundo foi dito, o encontro está marcado para cedo no Tribos do Rock, lá pelas 17h. Assim haverá tempo para ouvir muita música até que bata o toque de silêncio das dez da noite. E já houve quem falasse também em ocupar novamente a praça do Pricumã.

Publicado originalmente em 24 de outubro de 2005

BAÚ DO ROCK RORAIMA - O PRIMEIRO FESTIVAL DE ROCK A GENTE NUNCA ESQUECE


Por Edgar Borges.

Foi no longínquo 2001 que rolou o primeiro Fest Rock, o antecessor do Sesc Fest Rock, evento que na próxima semana entra na quarta edição. O encontro dos roqueiros foi uma iniciativa comandada por Siddhartha Brasil, vocalista da banda Garden, e Alexandre Horta, guitarrista à época da LN3 (acho que é isso, a banda mudou de nome duas vezes antes de entrar definitivamente no cemitério).

Durante três noites, pelos menos 15 bandas passaram por um palco montado numa quadra de futsal no complexo poliesportivo Ayrton Senna, ao lado da falecida sorveteria Gela Goela. Centenas de pessoas prestigiaram a festa. E aqui é interessante ressaltar que poucas bandas sobreviveram à passagem do tempo. Pela minha memória, apenas a Garden e a Mr. Jungle ficaram daquela época, sendo que a última conta hoje apenas com o vocalista Manoel Vilas-boas como integrante remanescente. As duas, por sinal, estão na programação deste ano.

2001 era uma época mais pop-rock para quase todas as bandas. Hoje, Boa Vista é dominada pela linha do rock acelerado, na linha do Fresno/CPM 22/outras coisas do gênero. É claro que entre elas há quem arrisque algo diferente dessa linha. Mas isso quem viver em Boa Vista deve conferir pessoalmente no festival que agora é promovido pelo Sesc.

Assim como boa parte das bandas sumiu e outras tantas apareceram, muita coisa mudou na cidade e nas pessoas. Eu, por exemplo, fazia as vezes de assessor de imprensa da Mr. Jungle, que tinha, além de Manoel, a back-vocal Adilia Quintelas (hoje morando em Florianópolis), os guitarristas Rhayder Abensour (atual banda Iekoana) e Adriano Joseph (não sei onde anda), o baixista Dante Alighieri (isso mesmo, como o autor da Divina Comédia) e o batera Rhayner Abensur. Estes dois últimos também estão na Iekoana.

À época, trabalhava na assessoria de comunicação da Prefeitura de Boa Vista, ainda não havia iniciado o curso de sociologia e nem pensava em ter um filho. Pesava alguns quilos a menos e ainda não sabia dirigir carro. Também trabalhava menos do que hoje, tinha poucos cabelos brancos e quase nada de rugas.

Era um tempo bom, propício ao surgimento de bandas interessantes. O último grande movimento roqueiro em Roraima havia rolado na década de 1980, durante a explosão nacional do rock. De lá até 2001, a cena havia diminuído de tamanho. A iniciativa de Siddartha e Alexandre foi fundamental para cimentar a base da cena atual, um contraponto à predominância do forró e do brega nas festas da cidade.

Depois de sete anos, até a memória muda. Na minha idade, é difícil lembrar bem do que rolou há tanto tempo. Recordo apenas que encontrei muitos colegas e ficávamos sentados na grama, do lado de fora da quadra, vendo as apresentações, criticando as ruins e elogiando as boas (tanto as bandas como as mulheres).

A apresentação da Mr. Jungle, na avaliação das pessoas com quem conversei depois, foi uma das melhores do festival. A formação da época investia em quatro ou cinco músicas próprias e covers de O Rappa, Capital Inicial, U2 e The Beatles para animar seus shows. O que fez a diferença naquela noite foi a interpretação dos clássicos dos garotos de Liverpool. O som fez a turma presente encher a quadra e dançar muito, fazer o coro e pedir bis. Foi um show muito bom.

O tempo passou, às vezes lento, às vezes rápido. Bandas sumiram e muitas outras surgiram, especialmente às vésperas do Sesc Fest Rock. Amadurecida, a atual coordenação do festival decidiu privilegiar neste ano aquelas que já tinham alguma trajetória ou historinha para contar. Neste ano, há rock para todos os gostos, incluindo aí a galera que nunca vai a um show local mas vai pintar no ginásio do Sesc apenas para ver as atrações nacionais. Que seja. Melhor assim que pintar num show de forró.

Publicado originalmente em 03 de julho de 2008

BAÚ DO ROCK RORAIMA - O ROCK MACUXI PEDE PASSAGEM



Fazer rock num estado onde imperam ritmos como o forró e o brega não é coisa fácil. É preciso derrubar muitas barreiras culturais, passar por cima até de preceitos éticos. “É chover no molhado”, diz um. “É dar murro em ponta de faca”, reclama outro.

Mas, para um bando de abnegados roqueiros de Roraima, tudo isso cai por terra. Eles nunca mediram esforços para tirar a banda da garagem e botar nos palcos, por mais improvisados que eles pudessem ser.

Desde meados da década de 1980, quando eclodiu o movimento rock por aqui, influenciado pelas mais diversas bandas nacionais e internacionais daquela década, o movimento rock em Roraima tem lutado para sobreviver no meio de uma profusão de ritmos que surgem a cada temporada.

Todas as bandas daquela década mágica do rock se perderam no tempo e ficaram apenas na memória dos apaixonados pelo bom e velho rock and roll. 

Quem tem mais de 30 anos e viveu em Boa Vista naquela época não esquece de bandas como a Classe Média, com Ben Charles (que hoje tem um estúdio de gravação em São Paulo, o La Toca Music), César Rebouças, Ricardo, Lobão e Geladeira; a Grande Capital, com o saudoso Mario Vander, Bacamarte e Elton e Careca; e a Naja, de Odely Sampaio, Clovis, Fanderson e Jorge Holanda.

O jornalista e radialista Jeremias Nascimento, que sempre privilegiou o bom e velho rock and roll em seu programa Manhã Total, na Tropical FM, e viu surgir esse movimento naquela época “como um mero espectador”, lembra do tempo em que tudo começou e da dificuldade que as bandas tinham.

“Eram poucos os locais onde as bandas podiam se apresentar. Lembro bem do Marukão, do Sandubão, da Sorveteria Icaros e da Sorveteria Filhotas, que reuniam a moçada roqueira daquela época, sempre com bons shows”, recorda.

O baterista Clovis, que hoje toca na banda Arikek, é um dos precursores do movimento rock em Roraima e fala com saudosismo da época.

“Sempre tinha muitos festivais nas escolas, no ginásio Hélio Campos e na Praça da Bandeira. Foi uma fase muito boa na vida de toda aquela gente que vivenciou o nascimento do rock por aqui”, diz.

Na esteira do sucesso do movimento ainda vieram outras bandas como a Face to Face (Paulo Amorim teclados e bateria eletrônica, Junior guitarra e Osman – baixo e vocal), a Corpus e já no início da década de 1990, a Savana, resultado da junção de integrantes de várias bandas extintas como Odely Sampaio, Elton e Careca, Jorge Holanda.

Por um período, o movimento rock caiu no ostracismo, um pouco devido alguns músicos terem ido embora do Estado ou por pura falta de espaço onde as bandas pudessem tocar.

NOVA GERAÇÃO

Como a chama do rock não podia se apagar, começaram a surgir novas bandas, sobretudo no circuito universitário. Foi nos corredores da Universidade Federal de Roraima que foram surgindo bandas como a Carolina Cascão (1995), com Avery Veríssimo (guitarra e vocal), Ruben Leite (bateria), Mario Vander (baixo), a Garden (1996), com Siddhartha Brasil (vocal), Rodrigo Baraúna (guitarra), Humberto Thomé “Cabeleira” (bateria), e André Dias (baixo), e, por último, a Mr. Jungle (2000), com Rhayder Abensour (guitarra base), Manoel Villas Boas (vocal), Adília Quintela (backing vocal) e Dant Alighieri (baixo).

A partir do início dos anos 2000, começou um verdadeiro boom de criação de bandas, impulsionadas sobretudo pela realização do I Fest Rock (2001),que teve a participação de 20 bandas locais, a maioria delas em início de carreira.

E foram surgindo também novos estilos. O que antes era centrado mais no pop rock, começou a ganhar contornos mais pesados, com forte influência do Heavy Metal, do Punk, do Hard Core e de outros sons apreciados pela garotada.

Foi nesse cenário que apareceram bandas como LN3 - a primeira banda em Roraima a subir aos palcos para cantar apenas composições próprias -, a Lepthospirose, Ironia, Estado de Coma – hoje Coma State -, entre outras, inclusive uma no município de Mucajaí, a Savage Storm.

A partir daí foi uma sucessão de bandas nascendo e morrendo, mas sempre mantendo viva a chama do rock, procurando sempre alternativas para conseguir espaços para tocar.

ESPAÇO ROCK

A busca constante por palcos onde pudessem tocar seu rock e reunir a galera, fez com que alguns líderes de bandas procurassem o Sesc (Serviço Social do Comércio) para tentar encontrar uma alternativa.

Deram sorte. O diretor regional, Kildo Albuquerque, um inveterado roqueiro, atendeu de pronto a sugestão das bandas e, então, foi criado o projeto Espaço Rock.

Lançado em 16 de julho de 2004, com um show que reuniu 11 bandas de Boa Vista, o projeto ainda hoje se apresenta como uma das únicas alternativas para o movimento rock em terras macuxis.

“No Espaço Rock tem lugar para todas as tribos que curtem o bom e velho rock and roll, seja ele mais recente para o gosto de adolescentes e jovens ou mais maduro, com os clássicos internacionais dos anos 70 e os nacionais dos anos 80”, diz Rosana dos Santos, técnica em cultura e coordenadora do projeto. 

O Sesc se tornou uma referencia para as bandas e os amantes do rock. Observamos uma juventude que se produz com roupas curiosas e marcam encontro para ver o rock no Sesc. 

“Depois que o Sesc abriu espaço para as bandas de rock, a modalidade ganhou a confiança e as casa noturnas também investiram e convidaram as bandas para apresentações. Até no arraial fora de época teve banda de rock. Então através desse apoio do Sesc as bandas cada vez mais ganham espaço na cidade”, comemora Rosana. 

O movimento rock está cada vez mais fortalecido, com cada vez mais bandas partem para composições próprias e tentando gravação de CD's, como é o caso da Mr. Jungle, a LN3 e a Ganden. 

O movimento também ganhou um site especializado, sempre trazendo notícias, agenda e entrevistas com integrantes das bandas, espalhando o rock como poeira pela grande rede.

II RORAIMA SESC FEST ROCK

A conquista do novo espaço acabou por incentivar a criação de novas bandas e, conseqüentemente, a retomada dos grandes festivais. O primeiro deles foi no ano passado e reuniu 22 bandas de Roraima e uma de Manaus-AM. 

Este ano o II Roraima Sesc Fest Rock acontece de 28 a 30 de julho e vai reunir 26 bandas de Roraima, além de uma de Manaus (Pink Rock) e outra de Georgetown, na Guiana Inglesa (Brutus).

Para Rosana, a primeira edição foi bastante positiva, com a integração perfeita das bandas participantes. “O festival é uma organização coletiva entre o Sesc e as bandas, que durante todo ano se apresentam no projeto Espaço Rock. Para esta segunda edição, teremos muitas bandas que se apresentarão com composições próprias. Vejo um amadurecimento de algumas bandas que estão compondo, gravando CD, e se apresentado em Manaus. Teremos um grande evento”, garante.

publicado originalmente em 26 de julho de 2006

EXCLUSIVO! VEM AÍ O SCHIN FEST ROCK 2016


por Victor Matheus - www.roraimarocknroll.blogspot.com

O maior festival de rock de Roraima está de volta, e com novo formato, o Schin Fest Rock. A 10ª edição do tradicional e mais importante festival do rock roraimense, o Fest Rock, acontece dias 23 e 24 de abril, a partir das 17h na Praça Velia Coutinho, com entrada franca.

O Schin Fest Rock foi contemplado pela de Lei Estadual de Incentivo a Cultura, e nesta edição contará com shows de 14 bandas locais, em 2 dias de evento, e a apresentação especial na abertura do festival da Orquestra de Ópera Rock do Instituto Boa Vista de Música.

O mais tradicional e relevante festival de rock de Roraima de todos os tempos, já contabiliza 10 edições oficiais. A primeira edição do Fest Rock aconteceu em 2001, na Praça Ayrton Senna, na quadra de futsal em frente ao COB e naquele ano contou com shows de 20 bandas covers e autorais de Roraima e também  a banda convidada de Manaus, João Pestana. 

Matéria da TV Roraima sobre o Fest Rock 2001

O sucesso do Fest Rock em 2001 inspirou na época, Kildo Albuquerque,  diretor Regional do Sesc Roraima (e Patrono do Rock Roraimense), Siddhartha Brasil (Garden) e Alexandre Horta (LN3), a criar anos depois, em 2004, o Espaço Rock do Sesc Roraima. Com o sucesso do projeto e o crescimento do rock macuxi através do fomento pelo Espaço Rock, em 2005 uma nova edição do Fest Rock foi realizada, concretizando o sonho dos idealizadores do primeiro Fest Rock.

O Fest Rock foi criado para ser uma grande festa de celebração do rock, vindo daí o seu nome "Fest" e o seu gênero "Rock". O encontro anual no Espaço Multicultural do Sesc Centro unia várias tribos e bandas do rock macuxi, que ao longo do ano se apresentavam no Espaço Rock do Sesc Centro, sendo o festival, realizado em julho, em homenagem ao Dia Mundial do Rock, a celebração máxima de todos os amantes do rock. 

O tempo do Rock Roraimense foi desativado 
para dar lugar a um novo prédio do Sesc Roraima

O Roraima Sesc Fest Rock teve em sua história 9 edições, sempre inovando na cena rock local, promovendo o  cover e autoral, a integração com as cenas de outros estados do Brasil e de países como Venezuela e Guyana, e teve em seus palcos grandes nomes do rock nacional, entre eles Marcelo Nova, Tony Platão, Dado Villa Lobos, Dr. Sin, Raimundos, Korzus, e Sepultura, além de bandas do Amazonas como Pink Rock, Hajnesh, Tetris, Dust Road, Madame Saatan (Pará), Filomedusa (Acre), Forgotten Boys (SP), Matanza (RJ), Carro Bomba,  Brutus (Guyana), Haboryn (Venezuela) e dezenas de bandas locais autorais, covers, e bandas tributo.

LN3 no I Roraima Sesc Fest Rock, em 2005

A última edição do Roraima Sesc Fest Rock aconteceu nos dias 13 e 14 de julho em 2013,  na área externa do Sesc Mecejana, e encerrou com o show antológico da maior banda de metal do Brasil, o SEPULTURA. O dia 14 de julho é celebrado pelo Blog Roraimarocknroll e entusiastas do rock macuxi, como o DIA DO ROCK RORAIMENSE, pelo momento histórico que representa pro rock do extremo norte do Brasil. 

Segundo um dos organizadores do Festival, o jornalista e guitarrista Rodrigo Baraúna, "o Fest Rock propõe resgatar o espírito de união e celebração do rock macuxi, o motivo que deu origem há 15 anos deste festival, que representa a história viva do rock roraimense".

Pink Rock de Manaus foi uma das bandas primeiras bandas 
de Manaus a tocar no Fest Rock, participando da segunda edição em 2006

A estrutura do Schin Fest Rock promete ser a maior que o público já viu, na Praça Velia Coutinho, com um palco e telão de LED de última geração, e contará com dois dias shows de 14 bandas veteranas da cena e da nova geração, todas autorais, entre elas:

A Coisa 
Arroto do Sapo 
Ben Charles 
Ditambah 
Estado de Coma 
Garden 
GuyBras 
Iekuana 
Jamrock 
Johnny Manero 
Mr Jungle 
Ponto 40 
Projeto Churras 
Veludo Branco 

Público insano na edição 2013 do Roraima Sesc Fest Rock

O Fest Rock promete ser o maior evento de rock do ano em Roraima, e ao que tudo indica, também pavimentar um novo ciclo para a cena rock autoral macuxi, unindo várias gerações do rock e celebrando a sua história, da melhor maneira possível, com muito som, festa e riffs pesados. A contagem regressiva já começou.


Serviço 
SCHIN FEST ROCK 2016 
14 bandas de Roraima 
23 e 24 de abril de 2016 
Praça Velia Coutinho | 17 horas | Entrada Franca 
Patrocínio Cultural | Cerveja Schin 
Apoio | Shop Som & Blog Roraimarocknroll

22 de mar de 2016

COLUNA RORAIMAROCKNROLL - ANO 5 – 39ª EDIÇÃO


NESTA EDIÇÃO: FÁBIO GOMES, SOM DO NORTE, ANTIGA ROLL, ANTIQUE BAND, FILIPE JOSÉ, TRUPE DE MARTE, VESPAS MANDARINAS, BECKER, DAY VENTURA, BLUTS, ESTADO DE COMA, EU VIM DOS NOVE MUNDOS.
________________________________________________________________________ 

ABRE A CONTA
Bom dia rocker! A semana está mais curta por conta do feriado, então o clima tá tranquilo e favorável (risos) para curtir um fim de semana prolongado. Enquanto isso, a semana começa com muitas novidades sobre o rock do extremo norte do Brasil. No embalo das comemorações de 6 anos do Blog Roraimarocknroll, a coluna está homenageando artistas, bandas, e parceiros que ao longo desse tempo vem contribuindo com o nosso trabalho. Hoje estreia mais uma pauta do nosso espaço rocker, o PAPO CABEÇA, originalmente publicado no blog, agora mensalmente também estará por aqui. Os artigos são assinados pelo amigo, jornalista, fotógrafo, diretor de cinema e produtor cultural Fábio Gomes, do portal Som do Norte, um dos parceiros do blog e da coluna desde o seu começo e fala de tudo um pouco sobre o mercado da música e afins. Ainda temos uma dica especial de literatura rocker, as novidades da banda amazonense Antiga Roll, o rock list eclético do baixista Filipe José da banda Trupe de Marte, e nossa trip pelas redes sociais compartilhando o backstage do rock macuxi e também planetário... Seja bem vindo à coluna Roraimarocknroll, porque a história do rock você lê primeiro aqui! Boa Leitura, inspirada semana, e ótima terça-feira! Let’s go! - Victor Matheus.
________________________________________________________________________  

PAPO CABEÇA 

QUEM ESCREVE OS SHOWS? 
(Por Fabio Gomes) 

Penso ser muito curioso que num país tão musical quanto o Brasil a carreira de roteirista de shows não seja incluída habitualmente nos planos de profissionais das áreas de Artes e Comunicação. O que talvez seja compreensível, porque esta função, como todas ligadas a bastidores da produção artística, raramente é citada com destaque. Mas o fato é que todo show tem alguém que pense seu conceito, decida que músicas vão entrar nele e em que ordem. 

Se hoje há bandas que pedem sugestões de set-list aos fãs via redes sociais, na maioria das vezes o roteiro do espetáculo é definido pelo próprio artista, junto com seu produtor e/ou diretor musical. Pode acontecer ainda que alguém de fora da equipe seja chamado para escrever o roteiro. Afinal, nem sempre um show tem apenas canções, artistas como Maria Bethânia costumam declamar poemas ou textos entre uma música e outra. 

Foi assim que o MPB-4 convidou Millôr Fernandes a fazer o roteiro do show Bons Tempos, Hein?, em 1979. O espetáculo gerou dois produtos: um LP de estúdio e a publicação do roteiro em livro da coleção Teatro de Millôr Fernandes (!) pela editora L&PM. O que é surpreendente, pois desconheço outro roteiro de show que tenha virado livro. 

Esse tipo de show com textos, feito em teatros, só virou padrão no Brasil nos anos 70. Antes, durante a Era do Rádio, ídolos como Francisco Alves e Carmen Miranda só se apresentavam em teatro durante programas de auditório transmitidos ao vivo no rádio, ou participando de shows coletivos ou ainda em espetáculos de teatro de revista. 

Também coletivos eram os primeiros shows próximos do padrão atual, que não por acaso começaram em 1964 (ano de golpe militar e também do começo da Censura, que a qualquer momento poderia proibir uma peça em cartaz, deixando os teatros ociosos e... disponíveis para serem ocupados por shows). O marco inaugural, nesse ano, é o show Opinião, com João do Vale, Zé Kéti e Nara Leão, tendo roteiro de Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes. O primeiro show de Roberto Carlos no Canecão, em 1970, produzido por Mièle & Bôscoli, marca o começo do padrão de show solo que domina o mercado atual, cujo ápice é sem dúvida Falso Brilhante, com Elis Regina, roteiro dela e de César Camargo Mariano, que ficou 15 meses em cartaz entre 1975 e 1977; a produção contava ainda com atores e corpo de baile. 

A rigor, é possível pensar num roteiro de show como equivalente ao texto de uma peça de teatro – sem contar que muitas vezes intérpretes, ao cantar, usam recursos cênicos como gestos e expressões faciais. Quem sabe, então, ainda chegue o tempo em que, assim como peças de Nelson Rodrigues são montadas em vários pontos do Brasil, um mesmo roteiro de show possa estar sendo produzido em diversas cidades país afora, com o devido destaque para seu roteirista. 

________________________________________________________________________ 

LIVRO 
*Créditos: Editora LeYa 
1965 – O ANO MAIS REVOLUCIONÁRIO DA MÚSICA (Andrew Grant Jackson) - A explosão mundial dos Beatles nos anos 1960 abriu as portas para um período de criatividade sem precedentes dentro da música popular. O autor defende a tese de que o ano de 1965 sintetizou os avanços instigados pelo quarteto e seus contemporâneos. Afinal, os Beatles lançaram canções fabulosas, como “Yesterday”, “Ticket to Ride” e “Help!”, e ainda fecharam o ano com o revolucionário álbum Rubber Soul. Quando Bob Dylan eletrificou o som que fazia e gravou a rosnante “Like a Rolling Stone”, formatou o folk rock e impulsionou a carreira de The Byrds, The Lovin’ Spoonful, Sonny & Cher e outros. Os Rolling Stones desafiaram a sociedade conservadora com “I Can’t Get No (Satisfaction)” e o The Who deu voz à revolta dos jovens com “My Generation”. Nos Estados Unidos, a Motown seguia refinando a soul music, com The Supremes, Four Tops e The Temptations lançando singles clássicos. E Brian Wilson já engendrava os experimentos sonoros que iriam culminar no ano seguinte em Pet Sounds, dos Beach Boys. Com estilo e informação precisa, Jackson radiografa toda essa intensa efervescência cultural e musical. (por Paulo Cavalcanti) 
________________________________________________________________________ 

ANTIGA ROLL 
*Créditos: Fabio Alexandre
A banda de punk rock amazonense Antiga Roll está com novo videoclipe na rede, da música “Perversa”, faixa 2 do mais recente disco do grupo, “Zumbi do Bar”, lançado em agosto de 2015 pela Mama Records. O clipe é dirigido por João Machado. Saiba mais sobre Antiga Roll e assista ao clipe no www.facebook.com/antigaroll
________________________________________________________________________ 

MOMENTO POLAROID 
*Créditos: Arquivo Pessoal / Rimolo Pina
Pelas lentes dos bastidores a história do rock roraimense é contada... O registro é da banda Antique Band, responsável pelos shows especiais do pub em momento de descontração no backstage... Uma bela imagem digna de polaroid! #polaroid #antiqueband 
________________________________________________________________________ 

ROCK LIST 
*Créditos: Canoa Cultural 
O baixista Filipe José, da banda Trupe de Marte, 
escolhe cinco músicas essenciais na sua #RockList. Confira: 

1 - Terra (Scalene) 
2 - Sapato 36 (Raul Seixas) 
3 - The sound of Music (Joy Division) 
4 - Jesus Of Suburbia (Green Day) 
5 - Gunslinger (Avenged Sevenfold) 
________________________________________________________________________ 

INSTAROCK 
A semana do rock roraimense no Instagram

#Becker 
Siga @banda.becker

#VespasMandarinas 
Siga @vaspasmandarinas 

#DayVentura 
Siga @dayventura_ 

Siga o Instagram do Blog Roraimarocknroll @roraimarock 
________________________________________________________________________ 

RORAIMAROCK INDICA 
Confira os perfis e páginas que você deve acompanhar nas redes sociais 

#Eu_Vim_dos_Nove_Mundos 

#Estado_de_Coma 
________________________________________________________________________ 

FECHA A CONTA
Para se manter informado sobre tudo que acontece no rock roraimense 
Acesse o blog da coluna, no www.roraimarocknroll.blogspot.com
Siga-nos no twitter @roraimarock 
Curta nossa página no facebook/blogroraimarocknroll
Participe da coluna com sugestões através do e-mail roraimarock@gmail.com 

PUBLICAÇÃO 
JORNAL FOLHA DE BOA VISTA | CADERNO B 
COLUNA RORAIMAROCKNROLL | ANO 5 
39ª EDIÇÃO | 22/03/16