29 de fev de 2016

SENTA A PÚA – SÉRIE ESPECIAL – DE BEATLES COVER A ASCENSÃO NO ROCK INDEPENDENTE DE RORAIMA



Celebrando 6 anos de história, o Blog Roraimarocknroll revisita nessa série especial de 7 episódios a sua trajetória, relembrando os fatos marcantes do rock roraimense que fez do portal a maior referência em conteúdo rock do extremo norte do Brasil. 

Por Victor Matheus – www.roraimarocknroll.blogspot.com

A relação deste blogger com as artes vem desde muito cedo. O envolvimento com a música vem de berço, naturalmente pela influência do pai, radialista e músico amador, que ensinou os primeiros acordes para o primogênito em 1993, quando este ganhou seu primeiro violão. 

O nome de batismo também vem origem artística, uma grande homenagem dada pelo pai e pelo avô materno ao maior artista gaúcho e ídolo, o saudoso e genial cantor, compositor e ator Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, falecido 16 dias antes da chegada deste blogger ao planeta Terra. 

Nos arquivos pessoais da família, há o primeiro registro em vídeo de uma performance artística, em 1989, filmado por um tio, onde o blogger, acompanhado do seu pai ao violão, canta a música “Hey Jude”, na versão de Kiko Zambianchi, grande sucesso da novela Top Model. 

Trecho do show da banda Papa Velhas na MatinÊ do COB em 2004

Outras expressões artísticas também fizeram parte na formação cultural do blogger, que praticou dança clássica e regional de todo o Brasil por 15 anos, estudou teatro, sob a tutela do professor Nonato Chacon, e na adolescência encontrou sua vocação para a escrita e a música. 

Foi somente com a primeira banda, a PaPa VeLHaS, formada em 2001 com amigos de escola, que o blogger passou a ter um contato mais intenso com a produção cultural. Com a ajuda e dicas do pai, organizou os primeiros shows da banda, e até “agenciou” o segundo show da carreira da lendária banda roraimense cover de metal, a Lepthospirose, conseguindo uma apresentação do grupo em um evento sobre Abuso Infantil na Escola Técnica Federal de Roraima, onde estudava. 

Matéria publicada no jornal Brasil Norte de agosto de 2003
sobre o show tributo da banda Papa Velhas ao Mamonas Assassinas

Em 2003 organizou com a banda PaPa VeLHas e a ajuda do pai, fundamental nesse episódio, o primeiro Tributo aos Mamonas Assassinas, realizado no Teatro Carlos Gomes, para arrecadar fundos para a formatura do ensino médio de alunos da ETFRR, com lotação esgotada, o que deu coragem e determinação para o blogger seguir e tomar a frente por definitivo seu trabalho com produção cultural. 

Mr Jungle no Espaço Marreta tocando o clássico autoral "Fazendo Rock N'Roll"

De 2004 a 2006, já tocando guitarra e compondo na Mr Jungle, também tomou o papel de produtor da banda junto com o vocalista, organizando shows, produzindo material promocional como camisetas, adesivos, e cuidando da publicidade da banda. Em 2004, pouco tempo antes de sair da Mr Jungle, organizou o tributo ao Pearl Jam, realizado no Baba Gula, e com a renda do show, a Mr Jungle pagou a gravação do seu primeiro CD, gravado na Toca do Rato, famoso estúdio do músico e amigo Albert Pink, onde anteriormente a banda gravou os singles “Estou Feliz” e “My Broken Heart”. 

Infelizmente o blogger não participou da gravação do debut e único disco oficial da Mr Jungle,  tão pouco recebeu até hoje qualquer valor relacionado aos direitos autorais do disco, mas grande parte do material gravado na bolacha tem músicas de sua coautoria, como “Churrascão”, “Desligado”, “Estou Feliz”, “I’m Ok”, “Mila”, “Rockstar”, “Salvação”, “Welcome Mr Jungle” e “Fogo” (última canção composta antes de sua saída da banda), além do clássico “Fazendo Rock N’Roll” (letra e música de sua autoria) não gravada no disco, e que fez muito sucesso na cena rock roraimense desse período. 

Matéria publicada no jornal Folha de Boa Vista de agosto de 2006
sobre o show tributo da banda Mr Jungle ao Pearl Jam

A experiência adquirida na produção cultural desde os tempos da banda PaPa VeLHaS, somada aos novos conceitos e processos da cadeia produtiva adquiridos durante o período em que a Veludo Branco fez parte do Circuito Fora do Eixo, e produções realizadas paralelamente a Rede como o Roraima Sesc Fest Rock de 2010, deram a base para que o blogger pudesse colocar em prática um projeto planejado ao longo do hiato auto imposto após sua saída do FDE e reestruturação da Veludo Branco. 

O que mais incomodava o blogger dentro do FDE quanto artista, era a falta de valorização real dos músicos, artistas e bandas em grande parte do processo. A máxima “Artista igual a pedreiro”, titulo do disco da banda cuiabana Macaco Bong, banda/projeto embaixador desse novo modelo de gestão emergente no cenário cultural brasileiro não vinha de encontro a nossa realidade, e aí, para quem conhece mais profundamente a Rede FDE, fica claro o viés marxista e neocomunista do circuito nessa época, que entrava diretamente em choque com os conceitos, ideias e ambições do blogger quanto artista e produtor cultural. 

Baú do Rock - Victor Matheus com 2 anos (esq) fazendo um show na varanda de casa
e no Grito Rock Boa Vista 2011 (dir) com a Veludo Branco

A Operação Cavalo de Troia nasceu para antagonizar com a nova realidade da música independente brasileira, especialmente a cena rock de Roraima, já tomada por vícios desse circuito, principalmente com a política do não pagamento de cachê as bandas. 

O projeto era uma hibridização do cenário independente cada vez mais imerso no discurso do FDE com ideias liberais. Enquanto o FDE valorizava “o coletivo”, o “indivíduo” não obtinha espaço, tão pouco mérito, ou lastro, se não estivesse em relação direta com o núcleo duro nacional. Em outras palavras, “o evento, o circuito, era mais importante que as bandas nesse processo” e isso, no entendimento do blogger era uma enorme contradição ideológica e desvalorização do principal “produto”, o artista. 

Pablo Capilé, um dos idealizadores do Circuito Fora do Eixo
O vídeo é de 2008, quando o orçamento do Festival Calango, 
apoiado pela Petrobras e outras fontes, JÁ ERA de R$ 600 mil 
e não havia pagamento de cachê para as bandas. 

Por isso, a nova proposta de gestão do blogger para as bandas e a cena, seguia velhos conceitos do mercado da música adaptados a nova realidade do cenário, costurando o que havia de melhor em ambos, baseado em muita pesquisa, experiência real, vivências de ambos os modelos, e reinvindicações dos próprios artistas e personagens descontentes com essa nova plataforma colaborativa de produção cultural proposta pelo FDE. 


A resposta de China para o Coordenador do Fora do Eixo

Assim, o primeiro passo para apresentar essa “nova” proposta de autogestão artística e de produção cultural foi mudar o blog Roraimarocknroll de caráter pessoal para um blog cultural focado no rock independente de Roraima. 

A primeira ferramenta colocada em prática do ambicioso projeto, fez sua estreia no Grito Rock Boa Vista 2011, onde o blogger, a convite do Coletivo Canoa Cultural, participou do evento como apresentador e com a Veludo Branco como banda convidada. O resultado disso foi à publicação de uma Resenha do evento, em vários capítulos que causou um verdadeiro tsunami no cenário local, pelo seu conteúdo ácido e crítico, conflitando diretamente com o espírito automasturbativo predominante no cenário rocker roraimense, onde o “coleguismo” e a “diplomacia”, embebido de muita suspeita pelas intenções dos discursos, contaminavam o inconsciente roqueiro roraimense. 

Victor Matheus apresentando o Grito Rock Boa Vista 2011
realizado em frente ao palco Velia Coutinho

A resenha do Grito Rock Boa Vista 2011 foi um sucesso de audiência, colocando o Blog Roraimarocknroll em evidência no cenário cultural de Roraima, e fez nascer os primeiros mitos relacionados ao blogger, que passara de artista e apoiador da cena e bandas para o inimigo numero um das bandas da cena e também do FDE, por suas opiniões cheias de termos ácidos e provocadores. 

O estilo de escrita do blogger sempre foi assim, polêmico pela natureza sagitariana, muito pela influência de seus ídolos literários e jornalísticos, especialmente o lendário Lester Bangs, e talvez por isso, somado a uma certa imaturidade tanto do blogger em ter mais esmero com as palavras para “não magoar” os miguxos, também das bandas em compreender as críticas construtivas recheadas de metáforas e frases de efeito – o que não acontecia antes na cena - o caminho para o conflito foi pavimentado, alimentado ainda mais por intrigas homéricas, fofocas e mimimis, e supostas manipulações de informação fomentadas nos bastidores da cena. 

A partir desse episódio em diante, o Blog Roraimarocknroll, e todos os envolvidos diretamente com o blogger, foram expostos a uma verdadeira campanha difamatória de sua índole e suas intenções, que provocou desdobramentos decisivos na história recente do rock roraimense, provocando a ascensão de muitos personagens da cena, para o bem e para o mal, o rompimento definitivo de muitas relações, grupos e amizades, e um longo período de conflito ideológico, principalmente nas redes sociais, que encerrou, ou simplesmente adormeceu alguns anos depois, quando o blogger fez uma nova pausa em suas atividades culturais, porém até a paz definitiva voltar a cena, e talvez isso nunca aconteça de fato, muitas histórias felizes e tristes foram escritas, com o projeto Cavalo de Troia sendo executado com êxito, e sobre isso ainda contaremos mais em outros capítulos, e a verdade vindo a tona com os escândalos envolvendo o FDE divulgados em 2013 por toda a imprensa nacional, mas sobre isso e muito mais sobre o rock de Roraima, recordaremos nos próximos capítulo... 

Continua... 

SHOW - BANDA HAADJ REALIZA TRIBUTO A GUNS N' ROSES

A programação acontecerá dia 5 de março na praça do Mirandinha, a partir das 22h

Por Ricardo Gomes

Os fãs da banda lendária Guns N’ Roses, terão a oportunidade de recordar grandes sucessos no dia 5 de março na Praça do Mirandinha a partir das 22h, no especial que está sendo produzido pela Banda Haadj.

“Já realizamos diversas apresentações em vários festivais realizados em Boa Vista, e o que mais nos motiva e a resposta que os nossos fãs que estão sempre nos prestigiando em nossas apresentações retribuem nas redes sociais ou pessoalmente, quando encontram algum integrante da banda. Esta energia que transmitimos durante nossa apresentação, faz com que o público interaja com a banda e cantem conosco músicas consagradas e autorais”, comentou Deivyson Moura.

O setlist da Haadj está composto de 24 canções que vai desde o primeiro álbum de estúdio do Guns, “Appetite for Destruction”, até o último. O repertório está sendo cuidadosamente produzido com dois ensaios semanais, e agrada tanto os fãs das canções mais famosas do grupo estadunidense, quanto hits consagrados como “Sweet Child O’ Mine”, “Welcome to the Jungle” e “Paradise City”, canções que mostraram para o mundo as propostas e a atitude que seria adotada pela banda.

HAADJ

A paixão por grandes clássicos do rock motivou os amigos Gleison Albuquerque(vocal), Deivyson Moura (guitarra), Jaderson Moura (baixo) e Agnaldo Sanshes (bateria) a tocarem juntos desde o ano de 2003, porém a banda Haadj foi oficializada há oito anos.

O especial Guns N’ Roses entra para a sua terceira edição realizado pela Haadj, e nesta versão conta com a participação especial dos músicos Jacy Neto (guitarra) e Gernierlle (teclados), o primeiro foi realizado em 2006 no Sesc Centro, e o segundo ano passado no IX Encontro de Motos. Entre os projetos futuros da banda estão a realização de outros especiais e a dedicação a produção de musicas autorais.

Para a realização desta terceira edição a Haadj conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Boa Vista e da Fetec.

26 de fev de 2016

SENTA A PÚA – SÉRIE ESPECIAL – UM CAVALO DE TRÓIA NO ROCK

Celebrando 6 anos de história, o Blog Roraimarocknroll revisita nessa série especial de 7 episódios a sua trajetória, relembrando os fatos marcantes do rock roraimense que fez do portal a maior referência em conteúdo rock do extremo norte do Brasil. 

Por Victor Matheus – www.roraimarocknroll.blogspot.com

Conhecer a gênese do blog Roraimarocknroll é abrir uma janela no passado e revisitar a história recente do rock roraimense da última década. Através do Blog, o leitor pode identificar momentos decisivos que convergiram no atual cenário que o rock local está inserido, e compreender também em qual contexto e por quais motivos - acredito serem bem claros desde a sua criação – fizeram deste espaço o maior portal e referência de cultura rock do extremo norte do Brasil. 


Veludo Branco no Festival Quebramar 2010 em Macapá/AP

A história do Blog Roraimarocknroll se mistura com a história deste blogger que aqui escreve e com a banda Veludo Branco. Talvez alguns leitores não entenderam porque no primeiro episódio há tantas fotos do power trio Veludo Branco. A verdade é que a história da Veludo Branco está intimamente ligada a história do rock roraimense, por ser uma das bandas mais expressivas de sua geração, além de outras contemporâneas do seu tempo como Iekuana, Sheep e banda Garden, todas ainda na ativa com um legado suficiente pra encher de orgulho as futuras gerações do rock macuxi. 

Em 2007, o power trio roraimense foi convidado para junto de outras bandas, entre elas Sheep, Several Bulldogs, Somero, Klethus, Iekuana e Mr Jungle, criar um Coletivo de Bandas, embarcando na onda de um novo movimento cultural, nascido em 2005 em Cuiabá, chamado Circuito Fora do Eixo, uma rede de coletivos espalhados pelo Brasil que fomentava e estimulava a cadeia produtiva da música independente, utilizando plataformas colaborativas no processo de construção desta rede e na circulação de artistas e bandas filiados pelo Brasil, além de atuar na produção e gestão de trabalhos e festivais independentes. Em Roraima nascia naquele ano o primeiro coletivo de bandas de rock, filiado ao FDE, o Coletivo Tomarrock. 


O lançamento do Coletivo Tomarrock aconteceu dia 22 de dezembro de 2007
com o Evento Tomarrock na Praça, em frente ao Guaraná do Marivaldo

No início, o Tomarrock provocou muitas polêmicas no cenário rock local. A bandeira do rock autoral defendida pelas bandas coletivadas entrava em choque com a realidade do rock local, onde o rock cover, ou melhor, bandas covers, predominavam na cena. Aconteceu um verdadeiro apartheid no rock nesse período. Esse processo de construção da identidade do rock de Roraima foi decisivo para compreender o que somos quanto cena musical hoje, e definiu os rumos da vida de muitas pessoas, bandas, e grupos. 

O "Núcleo Duro" do Coletivo Canoa Cultural/Tomarrock
no Grito Rock BV 2010

As famosas “tretas” que proliferam nas redes sociais hoje, não são exclusividades dos tempos atuais e vem desde muito antes, quando fotolog’s, Orkut, msn e blogs eram as redes sociais do momento, espaço virtual de circulação de informação e campo minado para debates e compartilhamento de opiniões. Muitos, principalmente jovens e novas bandas que ouvem ecos e histórias desse período, eram crianças ainda, e nem se quer imaginam o que já rolou nos bastidores do rock roraimense, principalmente nos tempos de Espaço Rock, projeto Roraimarock e Roraima Sesc Fest Rock, todos, promovidos pelo maior fomentador do rock local até hoje em minha opinião, o Sesc Roraima. 

Confraternização do Coletivo Canoa Cultural
com as bandas do Festival Tomarrock 2009

Em síntese, os coletivos funcionam como micro empresas, onde cada banda, ou membro filiado, exerce uma ou mais funções específicas, de acordo com seu perfil e sua disposição. O trabalho era dividido por Núcleos, e as demandas tinham o caráter local, regional, e nacional, mas sem regras específicas. Todo o processo de construção do Circuito ainda era embrionário, apesar de que se o conhecer mais profundamente como tivemos a oportunidade de fazer, fica fácil identificar muitos aspectos dessa construção sendo retirado de várias referências, ideias e staffs, principalmente de caráter marxista e neo-comunista. 


No caso da Veludo Branco, o Núcleo de Comunicação era no início de sua responsabilidade, naturalmente pela afinidade que seus integrantes tinham e ainda o tem com as redes sociais e ferramentas audiovisuais, como também a tomadas de decisões importantes do Coletivo, pela banda integrar também o Núcleo Duro, além de representar o Tomarrock nas chamadas “imersões” que realizava com coletivos parceiros nas viagens para participar nos festivais da Rede FDE e de parceiros. 


Veludo Branco no Festival Casarão 2009 em Porto Velho/RO

Como responsáveis do “NuCom” do Coletivo, fazíamos o melhor que estava ao nosso alcance. Fotografávamos os eventos, produzíamos vídeos para a webtv, colocávamos a mão na massa, carregávamos caixas, escrevíamos projetos, participávamos de reuniões, congressos do FDE, compartilhávamos produtos nas bancas da Rede, editávamos o blog do coletivo, e nos envolvíamos diretamente em todos os espaços disponíveis dentro da Rede FDE por acreditar ser esse o caminho a ser pavimentado para que pudéssemos enfim viver o sonho da música e se sustentar dela. Porém, a medida que crescíamos em relevância, competência e destaque neste processo não só como banda filiada, mas também como colaboradores eficientes, os problemas começaram a aparecer também. 

Núcleo de Comunicação do Canoa Cultural em Ação  em 2009

Após dois anos de Tomarrock, o caráter de coletivo de bandas deu lugar a um grupo cultural voltado as artes integradas. Não somente mudou o perfil do coletivo, mas também o seu nome, sugerido por uma de suas integrantes (prefiro não citá-la para evitar polêmicas – risos). O Tomarrock, como coletivo de bandas, encerrava sua história, sendo rebatizado de Canoa Cultural. Das bandas fundadoras, somente Veludo Branco e Mr Jungle continuaram “filiadas” ao Coletivo, em razão de seus integrantes participarem também, e circularem muito pelo circuito. A partir dessa mudança a filiação e colaboração vinha de pessoas, e não mais de bandas, como talvez ocorra ainda hoje, mas isso não sei e pouco interessa saber. 

Veludo Branco no encerrando o Tomarrock 2010
para um público de 2 (duas) pessoas

A princípio, as mudanças estruturais na organização do coletivo bem como o seu nome, abriram a oportunidade para o Canoa dialogar mais com outras identidades e entidades culturais e integrar outras artes nos seus projetos, participando de editais, firmando algumas parcerias e realizando eventos. O coletivo foi legalizado judicialmente, passando de uma organização sem fins lucrativos para uma Associação Cultural, com CNPJ, apta para captar recursos com o poder público e iniciativa privada. Era um passo necessário para o amadurecimento. 

Banca Solidária do Coletivo Palafita
Festival Quebramar - Macapá/AP - 2010

O Festival Tomarrock e Grito Rock continuaram sendo a vitrine do coletivo, mas agora novas ideias brotavam com a possibilidade de novos horizontes, como os projetos Canoa na Praça e o Canoa na Estrada, no qual ainda teve a participação da Veludo Branco como banda filiada. Nesse período de evolução, entre 2007 e 2010, a cena rock roraimense amadureceu absurdamente, e as tretas, anteriormente citadas, quase que tinham terminado por completo. 

Pude presenciar o surgimento de várias bandas legais, de estilos diferentes, divertidas de assistir e cheias de vontade de fazer acontecer. AltF4, HCL, Hangar HC, Kandelabrus, Ostin, Evlis From Hell, são algumas bandas legais que surgiram nesse período transitório do rock macuxi. Aos poucos bandas covers e autorais voltaram a dividir o mesmo palco também, e a paz e união no rock voltou a prosperar pelos lavrados de Roraima. 

Veludo Branco na Fortaleza de São José de Macapá

O Ano de 2010 pode ser considerado o grande auge para o power trio Veludo Branco quanto banda filiada ao FDE. Viajamos muito, para vários festivais da Rede, lançamos o primeiro disco da banda no Rio Grande do Sul, numa turnê que nos levou a lugares inacreditáveis, sendo a primeira banda de Roraima a lançar um disco fora do Estado e fazer turnê no Estado mais distante da terra natal, no outro extremo do Brasil, o Rio Grande do Sul. 

Entrevista pra MTV Belém durante o Festival Megafônica - 2010

Foi nesta turnê pelo Rio Grande do Sul, em março de 2010, que decidi criar o blog Roraimarocknroll, inicialmente para contar as experiências do power trio roraimense no circuito independente, um blog de caráter pessoal, para compartilhar com outras bandas o que aprendemos sobre o mercado independente da música, e claro, promover nossa banda. Simplesmente queria replicar o que aprendi com minha experiência dentro de uma banda independente e relatar a dura vida do artista igual pedreiro num circuito independente. 

Veludo Branco na Turnê de Lançamento do disco de estréia em 2010
Macondo Lugar - Santa Maria /RS
As viagens e imersões foram muito desgastantes para nós, sobretudo porque nunca recebemos nenhum patrocínio para as viagens, nenhuma ajuda de custo ou cachê por onde tocamos nos festivais do FDE. Seguíamos as “regras do circuito”, sendo recebidos nos festivais com hospedagem solidária, sem receber cachê nos festivais ou qualquer ajuda de custo, participando das intermináveis e monologas reuniões de imersão, compartilhando a realidade da nossa cena e conhecendo a realidade de outras cenas. Tudo na teoria parecia lindo, mas na prática, começamos a perceber que não era bem assim. Nesse processo, o convívio interno da banda foi duramente afetado pelo fator financeiro, ao ponto de termos que recusar convites para tocar em festivais por falta de apoio. 

Congresso Fora do Eixo em Belém do Pará , 2010

O último festival que participamos quanto banda filiada ao FDE foi em Belém do Pará, em agosto de 2010. O Festival Megafônica, promovido pelo coletivo Megafônica, filiado ao FDE receberia também o Congresso Fora do Eixo Norte, onde vários coletivos do norte e do Brasil se encontrariam para discutir os rumos da Rede e articular novas ideias, projetos, festivais, circuitos, etc. Foi nesse congresso que conhecemos profundamente o Circuito Fora do Eixo, nos aproximamos do Núcleo Duro Nacional, e descobrimos algumas coisas desagradáveis que nos decepcionaram. O que nos foi revelado ali nos deixou chocados, indignados e fez cair a ficha de coisas que já suspeitávamos desde o surgimento do Tomarrock. 

Batendo um papo com o jornalista e grande amigo Fábio Gomes
no Festival Megafônica em 2010

Já desgastados com a iminente possibilidade de saída do nosso baixista, Mirocem Beltrão, que estava tomando outros rumos na sua vida pessoal e profissional, as contas financeiras em frangalhos (investimos nada menos que uma quantia próxima de 25 mil cada um em viagens para shows dentro do circuito Fora do Eixo), decepcionados com o que havíamos descoberto no Congresso FDE sobre a conduta e o caráter covarde de pessoas que julgávamos amigos e parceiros, decidimos nos desligar definitivamente do FDE e seguir a carreira de forma independente. 

Imersão dentro do Coletivo Megafônica em Belém/PA

Voltamos para Boa Vista decididos a seguir uma carreira musical independente. Comunicamos nossa saída definitiva do Coletivo e do FDE e definimos os próximos passos que a banda tomaria daquele ponto em diante. A banda Veludo Branco como power trio deixara de existir, então tomei a decisão de respirar novos ares, refletir sobre a Vida, as amizades, meus projetos pessoais, os sonhos com a minha banda, a minha existência em si nesse universo, faculdade, vida pessoal... A verdade é que eu estava imensamente triste, decepcionado, desapontado e em estado de choque com o que descobria sobre o FDE no Festival Megafônica, sobretudo porque envolvia pessoas nas quais eu considerava como irmãos, amigos e amigas do peito, pessoas no qual depositara minha confiança, compartilhava meu amor, minha lealdade, minha fidelidade, mas que na realidade não passavam de uma ilusão na minha Vida e oportunistas. 

Com Sady Menescal, grande amigo e ex baixista da banda Mini Box Lunar
em Macapá/AP

Algum tempo depois, com a cabeça no lugar, planejei solitariamente iniciar um novo caminho com a Veludo Branco e assumir definitivamente e profissional a minha outra paixão, a produção cultural. Desse ponto em diante, o Blog Roraimarocknroll passaria a ser um portal de notícias sobre a cena rock de Roraima, eu colocaria em prática um projeto cultural batizado extra oficialmente com o nome sugestivo de “Operação Cavalo de Troia”, e presenciaria o nascimento de alguns mitos sobre a minha pessoa. A partir dessa decisão, minha Vida tomaria rumos sem retorno, e eu pagaria um preço muito caro, tanto na vida pessoal, como na vida artística, para chegar até aqui... 

Continua... 

25 de fev de 2016

SENTA A PÚA – SÉRIE ESPECIAL – REVOLUÇÃO SE FAZ COM ATITUDE


Celebrando 6 anos de história, o Blog Roraimarocknroll revisita nessa série especial de 7 episódios a sua trajetória, relembrando os fatos marcantes do rock roraimense que fez do portal a maior referência em conteúdo rock do extremo norte do Brasil. 

Por Victor Matheus – www.roraimarocknroll.blogspot.com

O que o ser humano é capaz de construir em seis anos? Concluir uma faculdade? Viajar por todo o mundo? Gravar um disco? Fazer turnês? Escrever um livro? Criar um filho? Construir uma família? Se este ser humano for este blogger true rocker lóki, a resposta é sim. Tudo isso e muito mais, bicho! 

Quando uma data especial se aproxima, inevitavelmente fazemos um exercício de reflexão, autocríticas e buscamos novos horizontes. É assim quando chega o seu aniversário, um feriado específico, a ceia de natal, a balada do ano novo, ou o fim de um relacionamento. Cada experiência em nossa vida empurra nossa roda do carma para o caminho do bem ou do mal, dependendo de nossas atitudes. 

Créditos: Poliana Silvestrini
A estréia oficial da banda Veludo Branco como power trio
aconteceu em setembro de 2007 no Festival Beradeiros, em Rondônia.

Nem sempre fui este homem pacífico e em paz com o mundo. Olhar no retrovisor da minha existência, especialmente nos 16 anos que atuo como produtor cultural, blogger e artista, é embarcar numa viagem de montanha russa, com altos e baixos, alguns tropeços, muitos acertos, algumas tristezas e muitas alegrias e emoções registradas por aqui. São lembranças de uma vida inteira de devoção ao rock, condensadas em textos, fotos, vídeos, experiências incríveis e memórias latentes e emocionantes que guardo com carinho. 

Créditos: Bernie
Veludo Branco numa jam session incendiária com a banda paraense Madame Saatan
no Festival Tomarrock 2009, realizado no templo do rock roraimense, o Sesc Centro

Nesse tempo desenvolvi um peculiar costume de colecionador. São várias as coleções construídas ao longo do caminho. Um enorme banco de dados de imagens, vídeos, cds, camisetas, flyers, e variados souvenires do rock roraimense, suficientes como fonte para o livro que escrevi há um tempo sobre o Rock de Roraima e quem sabe um dia, muito em breve, se houver patrocínio, será publicado. 

Com o ídolo Dado Vila Lobos da Legião Urbana em 2010
no backstage do Roraima Sesc Fest Rock, produzido com muito orgulho pelo blogger

Também colecionei alguns – para ser modesto – mas sendo sincero e direto, muitos, dezenas, talvez até mesmo centenas de inimigos por conta de minhas opiniões, minha postura, meus artigos, críticas, e minha sede inesgotável de justiça e da verdade dos fatos. É fácil compreender o que escrevo. Os mais de mil comentários e duzentos mil acessos deste blog sintetizam bem isso. 

*Créditos: Saulo Oliveira
Reverenciando os deuses do rock no Roraima Sesc Fest Rock 2008
a primeira edição do festival no Ginásio do Sesc Mecejana

As publicações, especialmente dessa coluna são outra grande fonte para confirmar minha atração por admiradores e desafetos (risos). Outro dia conversando com um amigo, chegamos à conclusão que no fundo e na real, as pessoas me amam! É isso mesmo bicho, me amam, patologicamente... E sabe porquê? Você só odeia aquilo que te incomoda, aquilo que lhe tira o equilíbrio, aquilo que você gostaria de ser... Inveja? Admiração? Recalque? Quem sou eu pra julgar? Não me importo! Um mito se constrói com histórias reais, mas também com falácias e inverdades. O tempo mostrará se estamos certos no que acreditamos e o que defendemos de ideais. Ainda assim saibam todos, miguxos, eu os perdôo, de todo coração e compaixão! 

*Créditos: Saulo Oliveira 
No palco Velia Coutinho pelas lentes do amigo Saulo Oliveira
no encerramento do show da Veludo Branco no Grito Rock Boa Vista 2010

A verdade é que a maior coleção de todas nessa jornada, foi a de amigos e emoções. No meu seleto e espetacular grupo de amigos pessoais, que cabem apenas numa das mãos, tenho tudo que preciso para ser feliz em fraternidade. Ainda assim, é delicioso ser parado em algum lugar por um desconhecido que de espontâneo chega até você e diz “Cara, adoro a sua coluna, leio sempre. Parabéns pelo trabalho”, ou algo do tipo “Mano, tua banda é muito massa, aquela música maldita ressaca é a mais legal de todas...” e ainda “Brother, tu viu que falaram de ti e bla bla bla?”. Isso me faz crer que todos somos especiais, que sou ouvido, visto e vigiado (infelizmente) e que de alguma maneira mudamos a vida das pessoas, e consequentemente mudamos o mundo, a nossa cena musical, a nossa casa. 

Fazendo um som no programa de rádio Alta Frequência em Manaus

É por isso que estamos aqui e agora, mais fortes do que nunca, maduros e inspirados com novos sonhos e projetos para o presente. Por conta desse sentimento natural de revolução que habita na consciência de um sagitariano, ascendente escorpiano, agora mais sereno e em paz, que revolucionamos o rock de Roraima para sempre com o Blog Roraimarocknroll. Fizemos história, e ainda faremos outras por aqui. 

*Créditos: Saulo Oliveira
Show antológico da Veludo Branco no Parque Anauá em 2010
e um dos últimos com a primeira formação

Ao longo do caminho vi muita banda nascer, ganhar certo brilho e desaparecer na cena rock roraimense. Também conclui com convicção absoluta que muitas delas se perderam no caminho por imaturidade, por envolvimento com pessoas de índole duvidosa, por ego, e também porque ficaram de saco cheio de sí, e do contexto cultural que estavam inseridas. Até ai tudo normal, afinal histórias tem começo, meio e fim, mas quando revisamos o passado, fica aquele sentimento estranho de que muitas delas poderiam ter brilhado muito mais se não tivessem desistido dos sonhos no meio do caminho. Poderia citar fácil cinco delas aqui, mas como tudo que digo e faço gera polêmica, vamos evitar nomes próprios. 

*Créditos: Canoa Cultural
Veludo Branco no Dia Mundial do Rock 2015 na praça do Mirandinha

Sobre sonhos, passado, presente e futuro é que se trata esta série especial, em sete episódios, da Coluna Senta a Púa. Vamos embarcar numa viagem cheia de naftalina e trazer à tona de volta o passado, para que agora, depois do opala branco ter rodado muito na trilha do asfalto, analisar o que ficou de melhor em nosso caminho levando o nome do rock de Roraima para o mundo. 

Veludo Branco e a inspiração maxima Arnaldo Antunes 
antes do show de abertura na UFRR em 2012

Já dizia um som de uma das bandas de hardcore que mais curti na minha adolescência e que muito toquei na minha primeira banda, a PaPa VeLHas, nos saudosos anos de 2001 à 2004: “O mundo dá voltas, não posso mais parar, é só correr atrás, nem tudo mudou, não quero mais pensar no que ficou pra trás, e nada faz voltar...” Mas ainda assim é uma delícia recordarmos.

Continua...

IEKUANA - BANDA CELEBRA 11 ANOS NA ESTRADA DO ROCK

Iekuana realiza um show especial nessa sexta-feira (26) 
no Buteko da Cerva. Além deles, sobem no palco a banda Ditambah e Anarkill.

Para comemorar o aniversário de onze anos, a banda Iekuana realiza um show especial nessa sexta-feira (26), no Buteko da Cerva, localizado na rua Manoel Felipe, 1656, a partir das 21 horas. O espaço é aberto para bandas mostrarem sua música autoral e o público tem entrada franca. Além deles, sobem ao palco as bandas Ditambah e Anarkill.

A Iekuana foi fundada com a ideia de criar uma banda que despontasse rock autoral no cenário boa-vistense, com letras de protesto e instrumental pesado. A banda é formada pelo vocalista Stallyn Buckley; Rimolo Pina, na bateria; Rhayder Abensour e Fabrício Cadela, nas guitarras; e Dant Aliguieri, no contrabaixo.

No repertório, um álbum com doze faixas foi lançado, entre elas ‘A face do executor’, ‘Urubu’, ‘Sistema’, ‘Fumaça’, ‘Problema’, ‘Destruição’, ‘Mensaleiros’, ‘Voz’, ‘Monitorados’, ‘Macux's’, ‘13 S/A’ e ‘Máquina’.

Para Stallyn, as músicas falam da situação socioeconômica e cultural do País em um ritmo pesado e com influências regionalistas. Segundo ele, o show de aniversário deve contar com todas as músicas do CD, que foi lançado em 2014.


“Vamos relembrar os momento mais marcantes desses onze anos de história. Sem dúvida, o show de lançamento do nosso CD foi um desses momentos que aconteceu no dia 11/10/14, na AABB, com a participação especial da banda Ditambah”, relembrou o vocalista.

No momento, as bandas estão em fase de composições de novas músicas que devem compor um novo álbum de inéditas. “Existem trabalhos novos, mas ainda não estão prontos para apresentação”, relatou.

Para ele, outro ponto forte que faz com que a Iekuana esteja celebrando são os fãs da banda que os acompanham durante todos esses anos. “Não há faixa etária para o nosso público e nem perfil. Já topei com fã de 12 anos de idade e com fãs com mais de 60 anos. O que todos têm em comum é o estilo rock e metal. Alguns nos valorizam por somos autorais e cantamos em português, outros, pelo discurso. É muito variado. Tem uma galera do rap que curte o nosso trabalho também”, disse. Todas autorais, as músicas estão disponíveis para download no endereço soundcloud.com/iekuana.

















23 de fev de 2016

NOVA TEMPORADA DA SEXTA ROCK DO ANTIQUE PUB CELEBRA A HISTÓRIA DO ROCK RORAIMENSE

Projeto promovido em parceria com o Blog Roraimarocknroll 
valoriza o rock autoral de Roraima 

A nova temporada da Sexta Rock do Antique Pub retorna dia 04 de março, com a festa Rock N’Roll Party Every Day, para comemorar os 6 anos de Blog Roraimarocknroll e também os 2 anos do programa de rádio Rock & História. A noite promete ser uma grande celebração do rock roraimense, com shows das bandas Dr. Yoko, Míssil Javali, Trupe de Marte e Veludo Branco. 

Créditos | Dymerson Andrade

O público poderá conferir muitas novidades nesta nova temporada de shows na casa noturna mais tradicional de Boa Vista e ponto de encontro mensal do rock autoral de Roraima, a começar pelo nome do projeto, que agora se chama apenas SEXTA ROCK. “Mudamos o nome do projeto de 6ªIndieRock apenas para SextaRock devido ao grande preconceito por parte do público com a palavra ‘indie’, associada diretamente à um tipo específico de rock e visto por muitos de forma negativa, o que é uma grande bobagem, afinal o evento é de rock alternativo (indie), independente e autoral, ou seja, puro indierock, literalmente”, comenta um dos organizadores do evento, o produtor cultural Victor Matheus. 

Créditos | Nis Evangelista

Buscando sempre o diferencial nos eventos de rock de Boa Vista, a SextaRock realizou cinco edições em 2015, com várias temáticas, entre elas ‘Especial Dia Mundial do Rock’, ‘O novo rock de BV’, ‘A Noite Psicodélica’, e ‘A Noite Grunge Rock’. O melhor do rock roraimense marcou presença nos palcos do projeto SextaRock. Entre as bandas e artistas que participaram da primeira temporada estão a Bali-Rádio, Becker, Corcel 73, Ditambah, Dr. Yoko, Geração Roots, Haadj, Marcelo Oliveira, Míssil Javali, Sheep, Tartugas, Trupe de Marte, Veludo Branco, Victor Pium & Caxiri Atômico. 

Créditos | Dymerson Andrade

O projeto SextaRock é uma plataforma para as bandas autorais de Roraima apresentar seu trabalho e formar o seu público. Além dos shows, as bandas ganham grande visibilidade no mercado local através da divulgação, fotos e vídeos do projeto, compartilhados nas redes sociais. Outro diferencial do projeto SextaRock é o pagamento de cachê para as bandas e artistas que participam, fomentando também a cadeia produtiva da música. O projeto é independente e não conta com nenhum patrocínio público. “Acreditamos que só existe uma cena rock de verdade se todos que fazem parte dessa cadeia produtiva sejam valorizados verdadeiramente, e o pagamento de cachê para os artistas é o caminho da valorização e reconhecimento das nossas bandas, as grandes estrelas do show e o motivo do projeto existir” afirma o produtor cultural Victor Matheus. 

Créditos | Pedro Alencar

O programa de rádio Rock & História, apresentado semanalmente na rádio Universitária FM 95,9 pela jornalista e headbanguer Isah Carvalho, comemora 2 anos de história, trazendo sempre temas contemporâneos e debates para o público jovem além de receber várias bandas, artistas e personalidades da cultura roraimense para entrevistas exclusivas. “O Rock História é um projeto que pretende debater o rock de diversos pontos de vista. Não falamos apenas das músicas e dos artistas em si, mas como o movimento musical se transformou em uma espécie de subcultura. O Rock é global, ele consegue dar identidade a pessoas que moram em Roraima, a qualquer outro lugar do mundo e conectar a todos e a tudo.” Analisa a jornalista Isah Carvalho. 

Serviço 
SextaRock AntiquePub 
Com Dr. Yoko, Míssil Javali, Trupe de Marte e Veludo Branco 
04 de março | 22 horas | R$ 10,00 
Antique Pub | Av. Bento Brasil, 1056, Centro 
Informações | 95 98113.0894 

COLUNA RORAIMAROCKNROLL - ANO 5 - 36ª EDIÇÃO


NESTA EDIÇÃO: SEXTA ROCK ANTIQUE PUB, MÍSSIL JAVALI, IEKUANA, VIOVER VOZ, JÉSSICA BENTO, ROCK ROCKET, GUSTAVO BARAÚNA, DANIEL PERES, FOURTUNE, CARNÍVORO, RODRIGO SANTOS, DAVID BOWIE
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ABRE A CONTA 
Bom dia rocker! Chegamos a última publicação do mês de fevereiro da coluna mais rock n’ roll do nosso jornal em ritmo de festa e celebrações. Em março o blog Roraimarocknroll celebra 6 anos de história, e o programa de rádio Rock & História, 2 anos nas ondas radiofônicas do radio roraimense, e juntos, preparam uma festa especial para celebrar a história do rock n’roll roraimense e nosso leitor fica sabendo em primeira mão aqui. Ainda em ritmo de festa, nesta sexta a Iekuana prepara um show especial para celebrar 11 anos de história. Confira ainda em nossa coluna as dicas de livro e disco, relembre também no momento polaroid o III Tepequém International Jazz & Blues Festival, curta o rock list plural da guitarrista Jéssica Bento e aprecie nossa trip pelas redes sociais, que divulga o novo rock roraimense... Seja bem vindo à coluna Roraimarocknroll, porque a história do rock você lê primeiro aqui! Boa Leitura, e ótima terça-feira! Let’s go! - Victor Matheus.
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SEXTA ROCK ANTIQUE PUB 
*Créditos: Natasha Sarah
MISSIL JAVALI confirmada na Sexta Rock do Antique Pub
A nova temporada da Sexta Rock do Antique Pub estreia em 2016 com uma festa especial, celebrando o aniversário de 6 anos do Blog Roraimarocknroll e 2 anos do programa de rádio Rock & História. A noite contará com shows confirmados das bandas Veludo Branco, Trupe de Marte, Míssil Javali e Dr. Yoko, a partir das 22 horas. #rock&historia #sextarock 
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IEKUANA 
*Créditos: Orib Ziedson
Nesta sexta feira, 26 de fevereiro, a banda Iekuana celebra 11 anos de história com show Especial no Buteco da Cerva a partir das 21 horas. A noite ainda contará com a participação especial da banda Ditambah e Anarkill. A Entrada é Franca. Bora lá? #iekauan 
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MOMENTO POLAROID 
*Créditos: Tepequém Jazz Festival
Pelas lentes do Tepequém International Jazz & Blues Festival, a história do rock roraimense é contada... O registro é da cantora venezuelana Viover, no III Tepequém International Jazz & Nlues Festival, promovido pelo Platô2112 dias 6 e 7 de fevereiro na Serra do Tepequém... Uma bela imagem digna de polaroid! #polaroid #jjvilela 


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ROCK LIST 
*Créditos: Mundo Poison 
A guitarrista Jéssica Bento, 
escolhe cinco músicas essenciais na sua #RockList. Confira: 

1. Wasting love (Iron Maiden) 
2. Do I wanna know (Artic Monkeys) 
3. Help (The Beatles) 
4. Me Adora (Pitty) 
5. You like only once (The Strokes) 
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INSTAROCK
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RORAIMAROCK INDICA 
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#Carnívoros 

#Fourtune 

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DISCO 
*Créditos: Sony
BLACKSTAR (David Bowie) – Há três anos, David Bowie quebrou o silêncio com The Next Day. O experimental e agressivo Black Star se mostra como uma surpresa ainda maior que o antecessor. Gravado com músicos de jazz de Nova York cujo som parecer estar envolto em uma parede eletrônica glacial, Blackstar usa texturas excêntricas em composições como “Tis a pity she was a whore”, “Girl loves me” e “Dollar day”. Já “Sue”, lançada em single em 2014, reaparece aqui com menos firulas e com uma programação sonora mais malévola. Por todo o álbum, Bowie canta sem efeitos: A voz permanece clara, elegante e enfática. Ele é um astro do rock que dá tudo de sí quando está pronto – e ainda faz isso de forma intensa. (por David Fricke)
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LIVRO 
*Créditos: Neutra Editora 
CARA A CARA (Rodrigo Santos e Riarod Pugialli) – Naturalmente, o saudoso Cazuza e o guitarrista Frejat sempre são o foco quando o assunto é o Barão Vermelho. Mas o baixista Rodrigo Santos também tem o que falar – ele esteve com a banda desde o começo e participou de muitos momentos de glória e também dos eventuais pontos baixos do quinteto carioca. Escrito com a ajuda de Ricarod Pugialli, o livro revela que o músico carioca de 55 anos se lembra de inúmeros detalhes. O relato ganah força quando ele trata dos anos 1980, período áureo do Barão. O baixista també, não deixa de falar a respeito dos percalços da vida pessoal, particularmente sobre quando teve queencarar um tratamento para combater a dependência química. (Por Paulo Cavalcanti). 
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PUBLICAÇÃO 
JORNAL FOLHA DE BOA VISTA | CADERNO B 
COLUNA RORAIMAROCKNROLL | ANO 5 
36º EDIÇÃO | 23/02/16