30 de jul de 2013

PAPO RETO - BANDA NENHUM DE NÓS - O ROCK GAÚCHO ENCONTRA O NORTE


A sessão PAPO RETO especial com ISAH CARVALHO troca uma idéia exclusiva com o guitarrista CARLOS STEIN, da banda gaúcha NENHUM DE NÓS que compartilha suas impressões sobre o rock atual e dá dicas para as bandas nortistas. Confira como foi o papo:

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A primeira pergunta que não quer calar, não achei registros de apresentações da banda por essa região, qual é a possibilidade do Nenhum de nós fazer um show em Boa Vista - Roraima? Como vocês escolhem as capitais que fazem parte das turnês?
Carlos Stein
Na verdade, gostaríamos de fazer turnês que nos levassem a todo o país. Isso ainda não foi possível por vários motivos. Somos uma banda sediada em Porto Alegre e a distância é grande. Às vezes que fomos até o Pará e Amazonas acabamos não conseguindo conciliar datas para tocar em Boa Vista, infelizmente, mas nunca desistiremos. Estamos em dívida, mas tenho fé que um dia visitaremos Roraima.

CARLOS STEIN - Além de tocar em uma das grandes bandas do rock brasileiro,
ajudou a fundar os Engenheiros do Hawaii.
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São vinte e sete anos de carreira, o Nenhum de Nós se consolidou na cena rock como uma banda “não comercial” que não se apresenta em programas de TV dominicais e possuem trilha sonoras de novelas, agradando os fãs originais da banda até os “roqueiros” mais xiitas por nunca ter recebido o rótulo de pop. Qual é o perfil dos fãs do Nenhum de nós?
Carlos Stein
É bastante variado. Vai desde os saudosistas dos 80 até aqueles que buscam uma sonoridade diferente dentro da cena nacional. Fico particularmente feliz por contarmos com o apreço de um público bastante exigente. Prova que estamos no caminho certo.

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Atualmente, o Nenhum de nós está debandando para o lado do Acústico, a banda investe em sua música como se estivesse começando, como surgiu a ideia dessa nova roupagem?
Carlos Stein
Já temos três trabalhos acústicos lançados. O novo é o quarto. Muito mais do que um modismo - o primeiro acústico é de 94! - os acústicos nos aproximam do momento da criação de nossas canções, geralmente compostas no violão. É também uma oportunidade de rearranjar nossas músicas, uma de nossas manias preferidas. 
Com 26 anos de carreira, o NENHUM DE NÓS
hoje já fez mais de 1700 shows e vendeu mais de 1 milhão de álbuns

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Sobre a cena de rock Amazônica independente, você conhece alguma coisa, tem curiosidade, tem curtido alguma coisa por aqui? Qual é a dica que você poderia dar para os músicos da região norte, em sua opinião para quem quer se consolidar na cena é preciso mudar para grandes metrópoles atrás de gravadoras para divulgar o trabalho autoral?
Carlos Stein
Recentemente baixei o disco do paraense Felipe Cordeiro "Kitsch Pop Cult", que achei genial e que é disponibilizado de graça no site dele. Minha dica é manter o sotaque. Acho que o que anda chamando a atenção nesses dias são justamente as particularidades. Quanto a gravadoras, esqueçam. O cenário agora é de dispersão, não de concentração. Mudar para as metrópoles pode ajudar em termos operacionais, já que reduz os custos de deslocamento. Outra alternativa para os indies nortistas pode ser investir em países próximos com cenas indies vibrantes, como Colômbia e México. Nós, por aqui, investimos no Uruguai, Argentina e Paraguai.


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Depois de anos de carreira, o Nenhum de Nós ainda continua com os mesmos membros da primeira formação. Como funciona o relacionamento de vocês?
Carlos Stein
27 anos!!! Incrível, não? Acho que gostamos muito do que fazemos, temos orgulho de nossa trajetória e muito respeito uns pelos outros. Vivemos de realizar nosso sonho de infância.

Fecha a conta.
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MEU APOIO A MARCHA DAS VADIAS DO RIO DE JANEIRO


Sábado, 27 de julho, aconteceu mais uma Marcha das Vadias na cidade do Rio de Janeiro. E, assim como no ano passado, quando um pequeno grupo entrou em uma igreja para protestar, em 2013, outro pequeno grupo tornou-se o holofote da mídia ao quebrar santas e enfiar crucifixos em sua partes íntimas. O cu ainda choca o mundo.

Preguiça de pessoas inteligentes que creditam um evento pontual como esse a toda Marcha. Acho irritante pessoas que não vão as Marchas das Vadias, mas gostam de resumir um evento de quase seis horas num momento que não deve ter durado nem meia hora. É sempre mais fácil ecoar uma imprensa que nunca esteve ao lado do feminismo, não é mesmo? As pessoas também me dizem que só estão querendo ajudar o movimento com críticas, mas parecem não saber o quanto os direitos das pessoas são atacados por instituições religiosas.

Não foi a Marcha das Vadias do Rio de Janeiro quem organizou um quebra-quebra-masturbatório de imagens sacras. Foi um pequeno grupo que, com certeza não estava preocupado com a imagem da marcha na mídia, mas queriam protestar de uma maneira polêmica. E numa marcha pública com mais de duas mil pessoas como evitar que algo assim aconteça? Não há como. Eu é que não vou fazer papel de bedel de Marcha das Vadias e ficar ditando regras do que pode ou não ser performático.

“Essa Marcha das Vadias não me representa, é um absurdo quebrar santas”.

Primeiro, vou contar como são organizadas as Marchas das Vadias. Acompanho, desde 2011, a organização das Marchas de Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Recife por meio de amigas e das redes sociais. Todas essas marchas são estruturadas de forma horizontal, com reuniões públicas e muitas pessoas colocando a mão na massa.

Não acredito que alguém vá chegar numa dessas reuniões e dizer: “Olha gente, vamos quebrar umas imagens de santas, que nem aquele pastor da Record como estratégia para afrontar o catolicismo?”. Mesmo que alguém faça essa proposta, dificilmente será apoiada, porque as pessoas sabem os riscos que essas polêmicas envolvem. Porém, uma marcha pública, nas ruas, é algo incontrolável. Você não sabe quem vai e nem o que vão fazer. É claro que a organização tem uma estratégia para tentar lidar com a questão da segurança, mas não há como prever o que vai acontecer.

Já saiu a nota da Marcha das Vadias do Rio de Janeiro afirmando que a performance, que envolveu quebra de imagens religiosas, não foi programada pela organização do evento. Esse tipo de ação não é uma estratégia política do feminismo. Segundo informações, as pessoas que realizaram o ato fazem parte de um grupo pornô terrorista. E, a organização da Marcha não condenou a performance ou repudiou como muitos queriam, porque condenar performances artísticas não é objetivo da organização. Blasfêmia não é crime. Sim, é insulto religioso. Sim, é desrespeitar uma religião numa manifestação que pregava o Estado laico. Sim, não é algo que queríamos relacionado a imagem da Marcha. Porém, onde mais se quebrariam santas se não numa marcha libertária?

Com um Papa acusado de colaborar com a ditadura argentina sendo ovacionado pela mídia brasileira como “o mais humilde”. Com cartilhas de bioética que pregam a intolerância sendo distribuídas na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) junto com mini-fetos sensacionalistas. Com o PLC 03/2013, que normatiza o atendimento das vítimas de violência sexual, ameaçado de não ser sancionado por causa de pressão dos setores conservadores, estamos num momento crucial. Portanto, não serão todas as pessoas que distribuirão flores para peregrinos, algumas mostrarão sua indignação de outras maneiras consideradas não tão bonitas e educadas. O ideal de manifestante limpinho, higienizado, bonzinho, que dá a outra face para bater, não é o único caminho.

E, como disse Paulo Candido, vale lembrar do caso Pussy Riot na Rússia. Em março de 2012, as ativistas improvisaram um concerto na Catedral de Cristo Salvador de Moscou contra Vladimir Putin e a igreja ortodoxa russa. Três mulheres da banda foram presas e acusadas de vandalismo motivado por intolerância religiosa. É isso que queremos?

“Mas o que o feminismo ganha com isso? A opinião pública ficará contra nós”.

Deixa eu te contar um segredo: a opinião pública nunca esteve a favor do feminismo. Nem se todas as feministas usassem terninhos cor de rosa, fizessem escova e se depilassem, a opinião pública e a mídia estariam nos apoiando. Como disse o Everson: todo ano, toda marcha, toda parada, vai ter um motivo a ser explorado a fim de deslegitimar o evento. O nome da Marcha já é bem controverso e o que mais vemos nos comentários de quem fala primeiro para conhecer depois não é apoio.

A mídia não está do nosso lado, provavelmente William Bonner nunca leria uma nota sobre a Marcha das Vadias se não houvesse essa quizumba. Tem também quem diga que perdemos apoio de católicos que apoiam ideais feministas e nossa, cê jura? São tantos assim? Tô apostando que não. Quem está no movimento sabe que feministas não são chamadas de fofas, mas de assassinas de fetos, castradoras de homens, lésbicas sapatônicas. E não adianta piscar os olhinhos, somos todas filhas de Satã. Pessoas da minha família, que me conhecem, sabem que não entro em canoa furada e não se compadecem, nem apoiam a Marcha. Apoio para um movimento que prega liberdade para as mulheres é algo bem difícil, especialmente quando chegamos nos direitos sexuais e reprodutivos.

O feminismo ganhou uma de suas maiores Marchas das Vadias esse ano. Muita gente de outras cidades conseguiu ir para o Rio de Janeiro participar. Desde sexta-feira aconteceram ações pela cidade. Entre as reivindicações também haviam protestos contra a truculência do governador Sérgio Cabral e apelos que perguntavam: onde está Amarildo? Passou da hora de pessoas de carne e osso morrendo chocarem e provocarem mais revolta que imagens sacras de gesso sendo quebradas.

A Jô Hallack pergunta: o que ganhamos com isso? Ganhamos as ruas, numa época de muito medo e temor da reação da polícia no Rio de Janeiro. As pessoas foram muito corajosas de saírem as ruas e o feminismo ganha muito com isso. Portanto, cabe a nós divulgar o que realmente foi a Marcha das Vadias do Rio de Janeiro 2013, uma festa linda com música, glitter, gente pelada, fantasias, beijos, humor. Uma marcha que pede liberdade. Quem viu a transmissão da Mídia Ninja sabe que foi um grande momento.

“Mas tem que respeitar para exigir respeito”.

Pelamor, minha gente, quando que a igreja me respeita? A igreja é contra a liberdade e diversidade sexual. É contra pesquisas com células-tronco embrionárias. Contra as pessoas decidirem pela eutanásia e pelo aborto, decisões particulares, que deveriam ser privadas. Uma igreja que acoberta por anos a pedofilia de seus membros, mas condena veementemente os homossexuais, inclusive lutando para impedi-los de adotar crianças. E, mais importante, eles não pregam isso só para quem é católico, a igreja católica é presença forte no Congresso brasileiro, elaborando leis, baseadas em dogmas, para toda população.

O discurso do “respeite, para ser respeitado” ou “meu direito começa onde acaba o seu” geralmente é usado para deslegitimar atos contra fundamentalismos. E, mais uma vez temos que dizer, não se iluda achando que o manifestante limpinho, sempre disposto a dialogar, conseguirá muita coisa. No movimento combativo é preciso ter todas as formas de militância. Porque há direitos humanos sendo ameaçados pela igreja, há cidadania sendo negada por causa de dogmas religiosos. Há a mutilação do afeto, porque duas mulheres se beijando é considerado uma afronta. E, se você não se sente oprimida pela igreja, está na hora de sair desse umbigo.

Não nego de maneira alguma o trabalho social realizado pela igreja católica. Desde iniciativas como a Pastoral da Criança, até o Conselho Indigenista Missionário, e a atuação em locais onde o Estado está ausente, como as penitenciárias. Porém, isso não é motivo para isenção ou falta de críticas, especialmente quando o Estado laico é ameaçado. Da mesma maneira que muitos fiéis choraram ao ver santas de gesso sendo quebradas, ao ver um crucifixo no cu de alguém, choro todos os dias ao receber emails de mulheres desesperadas em busca de indicação de clínicas de aborto, porque não posso fazer nada por elas. Desculpe, Vovó Candinha, mas não posso querer o mudar o mundo sem chocar você.

Vale também lembrar que há anos imagens de religiões de matriz africana, como o candomblé, são quebradas por pessoas e não provocam nem metade dessa comoção. Quantas religiões indígenas não foram dizimadas pelas catequizações de jesuítas? A revolta em torno da intolerância religiosa parece valer só para algumas religiões em nosso país.

Cartum do Laerte. Publicado em seu facebook.

Então, vamos deixar algumas coisas claras em relação a Marcha das Vadias do Rio de Janeiro:

O evento já estava marcado para essa data há meses, inclusive as organizadoras fizeram formalmente o aviso a polícia. A escolha da data tinha como objetivo fazer um contraponto a agenda religiosa que tomaria conta da cidade, mas não o confronto com participantes da JMJ. A programação do Papa aconteceria em Guaratiba, na zona oeste, mas devido a especulação imobiliária e desorganização das autoridades o lugar virou um lamaçal devido a chuva e toda programação foi transferida para Copacabana. Inclusive, sabendo que os eventos da JMJ estavam em Copacabana, o trajeto da Marcha seguiu em direção a Ipanema.

As imagens de gesso quebradas foram compradas e levadas pelas próprias pessoas que fizeram a performance. Não foram roubadas imagens de fiéis, não foram benzidas e a blasfêmia não foi realizada em frente ao público da JMJ, mas sim numa roda aberta em meio a Marcha. As cruzes foram enfiadas nos cus e bucetas consensualmente. Sim, pode ser considerado atentado ao pudor. Alguns peregrinos presenciaram as cenas porque passavam pelo local. Havia peregrinos em absolutamente todos os locais da orla. Pelas imagens é possível ver que apenas duas pessoas nuas realizaram o ato, enquanto milhares marcharam durante toda tarde construindo uma bela festa.

Todo meu apoio para a Marcha das Vadias do Rio de Janeiro, esse movimento lindo e libertário que conseguiu, com muita coragem, colocar o bloco nas ruas do Rio de Janeiro. Por fim, deixo a reflexão de Barbara Araújo:

Está difícil sentir compaixão pelos santos de barro e pelas pessoas religiosas que sentiram ofendidas ao vê-las sendo quebradas. Os santos não são agredidos na rua e mortos por playboys homofóbicos, eles não são culpados quando são estuprados por causa da roupa que vestem, eles não morrem em clínicas de aborto clandestinas e nem são criminalizados por interromper a gravidez, eles não são obrigados pelo Estado a ter um filho que foi fruto de um estupro. A instituição Igreja Católica está apoiando que quebrem os nossos corpos e as nossas vidas há muito mais tempo.

26 de jul de 2013

COLETÂNEA RORAIMAROCKNROLL - KLETHUS

A Klethus é uma banda roraimense de 'crossover rock', termo americano que significa a capacidade da música de passar de um ambiente para outro, sem alteração. No caso da Klethus, um rock que aborda em suas músicas letras com temáticas sociais, políticas, idealistas e pesados riffs de guitarra que pode agradar qualquer público. A Klethus foi formada em Roraima, em 1993 sendo a primeira banda a lançar um álbum virtual no Estado de Roraima. O CD "Direção" garantiu grande acesso no site oficial e mais de 40 mil acessos pelo mundo afora. A banda lançou, também, diversos singles, entre eles o "1976-2001", produzido por Frank Lima, do Gruta Studio/RR, tocado em rádios nacionais como Jovem Pan/SP. Ao longo de sua carreira, a banda tocou em diversas cidades do país, incluindo festivais nacionais, centros culturais e eventos populares. Atualmente a Klethus está em estúdio produzindo seu mais novo CD, ainda sem título definitivo e está em fase de pré-produção do seu primeiro videoclipe profissional, contemplado pela Lei de Incentivo Cultural do Estado de Roraima.

Formação
Júnior Max | Voz, Baixo
Ellen Carmaine | Voz, Guitarra
Hendd’s Williams | Guitarra
Franklin Lima | Bateria

Músicas - Ficha Técnica

Baile de Máscaras

Produzido por Ellen Carmaine e Jr. Max | Gravado no Klethus Home Studio – Boa Vista – RR no inverno de 2008 | Gravações adicionais por Albert Sabin no Pink Studio | Composição de Ellen Carmaine, Jr. Max | Jr. Max – Voz/Baixo, Ellen Carmaine – Guitarra | Participação Especiais de Albert Pink – Bateria e Guto – Guitarra Solo.

Estado de Espírito

Produzido por Ellen Carmaine e Jr. Max | Gravado no Klethus Home Studio – Boa Vista – RR no inverno de 2008 | Gravações adicionais por Albert Sabin no Pink Studio | Composição de Ellen Carmaine, Jr. Max | Jr. Max – Voz/Baixo, Ellen Carmaine – Guitarra | Participação Especial de Albert Pink – Bateria.

Links - Contatos

www.klethus.com | www.reverbnation.com/klethus | www.myspace.com/klethusband www.soundcloud.com/bandaklethus | klethusband@gmail.com | www.facebook/bandaklethus twitter @klethusoficial | +55 95 8113 4045





25 de jul de 2013

COLUNA RORAIMAROCKRNOLL - 10ª EDIÇÃO - ANO 3

Semanalmente o Blog Roraimarocknroll publica a Coluna RORAIMAROCKNROLL no Jornal Folha de Boa Vista. Os leitores que não puderam conferir a versão escrita podem apreciar agora a versão on line desse espaço dedicado ao rock n'roll do Extremo Norte do Brasil. Confira a Edição 10 - ANO 3, publicada nesta quinta feira (25/07/2013). Boa Leitura.

Nesta Edição: EPÍSTULA, DITAMBAH, BEN CHARLES, GLAUBER BAFANA, GIRNEI ARAÚJO, BARANGA, RORAIMA SESC FEST ROCK, RUSH, TEN YEARS AFTER, FRUSCIANTE.


ABRE A CONTA 

Bom dia rocker! Chegamos a última edição de julho, o mês do rock, da nossa coluna... Ainda bem que aqui se fala sempre de rock n'roll, portanto nada a lamentar... Julho acabou, e com ele ficará guardado boas lembranças da história do rock roraimense que você acompanha semanalmente através do caleidoscópio inesgotável de notícias da cena rocker acima da linha do Equador... Bem vindo ao espaço rocker do nosso jornal! A história do rock roraimense você lê aqui... Boa Leitura e ótima quinta-feira! Let’s go! - Victor Matheus.


EPÍSTULA
EPÍSTULA – Hard blues cristão de primeira

A banda roraimense EPÍSTULA, faz um hard rock nervoso... O grupo segue a linha cristã, com temas que abordam o cotidiano da vida cristã numa abordagem rocker de primeira! A Epístula disponibizou o preview do seu mais novo single, a música QUER SABER, gravado no 14 Volume Estúdio, por Fabrício Cadela. Ouça o som em https://soundcloud.com/14volume-estudio/espistula-quer-saber.



DITAMBAH
DITAMBAH, um dos destaques do IX RR Sesc Fest Rock
A banda DITAMBAH foi um dos grupos locais de maior destaque na 9ª Edição do Roraima Sesc Fest Rock. O grupo é formado por Rodrigo Mebs (voz), Alexandre Horta “Serrotão” (guitarra), Bispo Jorge Holanda (baixo) e Cesar Matuza (bateria). No show do Fest Rock a banda contou com a participação especial de Cláudio Lavôr, nos teclados. Quer ouvir o som da banda? Acesse o www.soundcloud.com/ditambah‎

BAÚ DO ROCK
 BEN CHARLES – guitarra rocker fusion amazônica aos 16 anos de idade
Resgatamos esse registro direto do baú do gênio da musica rocker fusion amazônica – Ben Charles – aos 16 anos, na década de 80, no seu primeiro show. Certamente uma imagem histórica que merecer ser compartilhada para o mundo através do baú do rock roraimense!

BAFANA
 GLAUBER SILVA, vulgo Bafana, um dos cara mais legais do rock local
Nesta sexta-feira, 26 de julho, um dos caras mais legais do meio rocker local faz aniversário e atende pelo nome de GLAUBER SILVA, o vulgo “FARINHA” para uns e BAFANA para outros... A Coluna deseja vinda longa, muita saúde e muito rock n'roll para o gente boa GLAUBER e já deixa aqui marcado pra celebrar esse aniversário no melhor estilo “Seu Guedes”, afinal, nunca fizemos amizades bebendo leite!! Parabéns GLAUBER! Let's Rock! \o/

MOMENTO POLAROID
 Pelas lentes de GIRNEI ARAÚJO a banda BARANGA
Pelas lentes de GIRNEI ARAÚJO, a história do rock roraimense é contada. O registro é da banda BARANGA no IX Roraima Sesc Fest Rock... Uma bela imagem que merece uma polaroid!

SEPARADOS NO NASCIMENTO
 Quem disse que rock n'roll e humor não combinam? Qualquer semelhança é mera intenção (risos)... Separados pelo nascimento, os irmãos Geddy Lee e Gerald Thomas, ou seria ao contrário?

QUEM FOI ALVIN LEE?
 ALVIN LEE, lenda da guitarra hard blues setentista
Alvin Lee, nome artístico de Graham Alvin Barnes (19 de dezembro de 1944 – 6 de março de 2013) foi um cantor e guitarrista britânico, mais conhecido como fundador da banda de blues rock Ten Years After. Morreu em março de 2013, aos 68 anos, em decorrência de complicações após um procedimento cirúrgico de rotina.



JÁ DIZIA FRUSCIANTE...



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PUBLICAÇÃO
JORNAL FOLHA DE BOA VISTA | CADERNO B
COLUNA RORAIMAROCKNROLL | ANO 3
10ª EDIÇÃO | 25/07/2013

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23 de jul de 2013

PROGRAMA ESTILO ROCK - 26ª EDIÇÃO - ESPECIAL HEAVY METAL - O QUE VAI ROLAR?

Programa de rádio ESTILO ROCK - DIVULGANDO DE VERDADE O ROCK RORAIMENSE, vai ao ar todos os sábados, das 11h as 12h na rádio Monte Roraima FM 107,9 e também online no www.monteroraimafm.com.br.

O programa de rádio Estilo Rock se diferencia dos demais programas do gênero no radio roraimense por inovar no seu formato dinâmico, sempre trazendo novidades para os ouvintes e programa especiais.

Neste sábado, 27 de julho, a 26ª Edição do programa ESTILO ROCK traz o especial HEAVY METAL, com as irmãs CARVALHO, trazendo um roteiro musical especial para o ouvinte somente com músicas com as maiores bandas de metal do mundo. Confira as bandas que fazem parte do roteiro musical do ESTILO ROCK deste sábado:
 
Black Sabbath é uma banda de heavy metal formada no ano de 1968 em Birmingham, Reino Unido. Sua formação original era composta por Ozzy Osbourne (vocais), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria). Posteriormente houve numerosas mudanças na banda, e Iommi era o único componente fixo. Embora às vezes sejam classificados como uma banda de hard rock (Butler definiu o estilo uma vez como sendo "um blues pesado e distorcido"), Black Sabbath é considerada uma das bandas pioneiras no heavy metal, tendo influência crucial no desenvolvimento e definição do estilo. Desde a sua formação, foram vendidos mais de cem milhões de cópias dos álbuns.
 
Dio foi uma banda de heavy metal criada por Ronnie James Dio em 1982 após sua saída do Black Sabbath. Em entrevista disponível na edição especial do álbum Holy Diver, Dio disse que nunca teve intenção de começar um projeto solo e sim apenas formar uma nova banda, juntamente com o baterista ex-Black Sabbath, Vinny Appice. Mas Dio acabou sendo o nome da banda por acidente, e o nome simplesmente pareceu bom para a banda. Foram convidados também para a banda o guitarrista Vivian Campbell (Whitesnake, Def Leppard), o ex companheiro de banda de Dio na época do Rainbow, Jimmy Bain.
 
Iron Maiden é uma banda britânica de heavy metal, formada em 19751 pelo baixista Steve Harris, ex-integrante das bandas Gypsy's Kiss e Smiler. Originária de Londres, foi uma das principais bandas do movimento musical que ficou conhecido como NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal). O nome "Iron Maiden", homônimo de um instrumento de tortura medieval que aparece no filme O Homem da Máscara de Ferro, baseado na obra de Alexandre Dumas. Com quase quatro décadas de existência, quinze álbuns de estúdio, seis álbuns ao vivo, quatorze vídeos e diversos compactos, o Iron Maiden é uma das mais importantes e bem sucedidas bandas de toda a história do heavy metal, tendo vendido mais de 100 milhões de álbuns registrados em todo o mundo. Seu trabalho influenciou diversas bandas de rock e metal. São citados como influência por diversas bandas, antigas e modernas.
 
Deep Purple é uma banda britânica de rock formada em Hertford, Hertfordshire, em 1968. Juntamente com as bandas Black Sabbath e Led Zeppelin, o Deep Purple é considerado um dos pioneiros do heavy metal e do hard rock moderno, embora alguns de seus integrantes tenham tentado não se categorizar como apenas um destes gêneros. A banda também incorporou elementos de música clássica, blues-rock, pop e rock progressivo. Foram listados pelo Livro Guiness dos Recordes "como a banda com o som mais alto ao vivo no mundo", e venderam mais de 100 milhões de álbuns ao redor do mundo.
 
Accept é uma banda de heavy metal da Alemanha que teve importante papel no desenvolvimento do speed metal e power metal na Europa. Devido ao vocal arranhado de Udo e a seu estilo sonoro, o grupo serve de influência para quase todas as bandas de power metal, e são um dos precursores do speed Metal. Seus temas líricos são: problemas sociais, sexo, rock/metal e fantasia.
 
Judas Priest é uma banda britânica de heavy metal que foi criada em meados de 1969, em Birmingham. O primeiro disco da banda, Rocka Rolla, foi lançado em 1974 pela Gull Records. A partir do disco Sin After Sin, o terceiro da banda, todos os seus trabalhos foram lançados pela Columbia/Sony até 1990. A banda vendeu cerca de 50 milhões de discos em 44 anos de existência.
 
Pantera foi uma banda de metal estadunidense originária da cidade de Arlington, no estado do Texas, no ano de 1981. Formada pelos irmãos Abbott, Vinnie Paul (baterista) e Diamond Darrell (o nome Dimebag Darrell só começou a ser utilizado já nos anos de 1990) (guitarrista). O baixista Rex Brown se juntou à banda no fim de 1981, juntamente com o vocalista Terry Glaze. Em 1987 Phil Anselmo se tornou o vocalista. Após o desmembramento da banda em 2003, quaisquer esperanças de uma possível reunião foram perdidas em 8 de dezembro de 2004, quando Dimebag Darrell foi baleado e morto, enquanto tocava com a banda Damageplan no palco do Alrosa Villa, em Columbus, Ohio. O Pantera já vendeu mais de 40 milhões de cópias.
 
Motörhead é uma banda de rock britânica, formada em 1975, na Inglaterra pelo vocalista, letrista e baixista Lemmy Kilmister. É conhecida pelo seu peso e velocidade, que influenciou muitas bandas de heavy, thrash metal e punk rock.
 
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22 de jul de 2013

COLETÂNEA RORAIMAROCKNROLL - IEKUANA


Quando você ouve a frase “Filho da puta, bando leso, eu disse ô bando de doido, tamo se fudendo porra!” cantada a plenos pulmões numa base sonora metal agressiva saberá que o som vem da banda IEKUANA, um do melhores grupos de metal/punk/rap/rock não só de Roraima, mas do norte do Brasil. Formada em 2005, a Iekuana é uma banda roraimense de atitude que grita em suas letras frases de protesto e indignação. Usa suas músicas para penetrar no sistema e abrir os olhos da população brasileira. São os legítimos representantes do underground do rock Roraimense, atraindo uma legião fiel de fãs que acompanham o grupo em absolutamente todas as apresentações. Também participaram dos principais festivais de rock, organizam eventos, shows e festivais e chegaram a comandar a extinta Casa do Rock do 13 de Setembro, bar underground que funcionou em 2007 e abrigou a cena underground roraimense por um período. Atualmente a Iekuana prepara o lançamento do seu disco de estréia a ser lançado em 2013.
 

 Formação
Stallyn Buckely | Voz
Rhayder Abenssuor | Guitarra
Avinash Jonathan | Guitarra
Dant Alighiere | baixo
Rimulo Pina | Bateria


Músicas - Ficha Técnica

Águas do Rio
 Produzido por Bebeco Pujucan | Gravado, Mixado e Masterizado no Estúdio Parixara – Boa Vista - RR em 2009 por Bebeco Pujucan | Letra de Avinash Jonatha e Stallyn Buckley | Música de banda Iekuana.

Pressa

Produzido por Bebeco Pujucan | Gravado, Mizado e Masterizado no Estúdio Parixara – Boa Vista – RR em 2009 por Bebeco Pujucan | Letra de Avinash Jonatha e Stallyn Buckley | Música de banda Iekuana.

LINKS - CONTATOS
 www.iekuana.com | www.facebook.com/iekuana | + 55 95 9136 5003 | + 55 95 9161 8401





SOBRE A COLETÂNEA RORAIMAROCKNROLL

Lançada pelo Selo Roraimarock Discos, através dos Blogs Roraimarocknroll e Som do Norte, a coletânea Roraimarocknroll Vol.1 reúne as bandas que mais se destacam atualmente na cena rock roraimense, os principais lançamentos fonográficos produzidos nos últimos 7 anos do rock de Roraima e 4 músicas inéditas. São 7 bandas que representam a vanguarda do rock roraimense atualmente, indo do pós punk oitentista, ao grunge, o blues rock, pop rock, crossover rock e hard rock.

O disco começa com o pós punk oitentista da revelação do rock roraimense em 2013, a banda DITAMBAH com duas músicas inéditas; Seguindo, o pós punk dá lugar ao grunge intenso da lendária banda SHEEP que também apresenta nessa coletânea duas músicas inéditas; A bolacha segue com o blues rock etílico do power trio VELUDO BRANCO; Na seqüência, ouvimos o rock visceral dos dinossauros do rock roraimense, a banda GARDEN; O rock com ecos oitentista da banda IEKUANA abaixa a pulsação intensa da bolacha por um breve momento, trazendo o ouvinte para um ambiente etéreo de reflexão; A temperatura volta a subir com o crossover rock da banda KLETHUS; O disco encerra com o hard rock cheio de riffs da emergente banda cristã EPÍSTULA.A coletânea Roraimarocknroll Vol. 1 – O Rock do Extremo Norte do Brasil é um projeto de música independente do selo Roraimarock Discos que visa a divulgação de bandas de Roraima.

PORQUE A BANDA DO CARA DÁ CERTO E A MINHA NÃO?


Por Ellen Maris (Sunset Metalpress)
Introdução: Julio Feriato (Programa Heavy Nation/Rádio UOL)

Por causa das Redes Sociais como Facebook, surgiram milhares de pessoas que nós da midia especializada apelidamos de "chatonildos de Facebook". Ou seja, é aquele cara ou mina que não faz nada pela cena Metal do país e sua diversão é desrespeitar bandas que não gosta de maneira ofensiva e sem ao menos conhecer a trajetória delas. Um belo exemplo é o bullyng que bandas novas como JACKDEVIL e NERVOSA sofrem constantemente pelo simples fato de terem se destacado mais rapidamente do que outros nomes que estão na cena há mais tempo; sendo inclusive, acusados injustamente de pagar aos redatores para que estes sempre falem bem de suas bandas - acusação totalmente absurda, já que todos sabem que ganhar dinheiro com música pesada é quase impossível no Brasil. Portanto, se você é um chatonildo de Facebook, leia o texto abaixo e reflita.


Quem vivencia a cena underground há anos sabe que chegar ao mainstream é quase como ganhar na loteria. Muitos apostam, pouquíssimos ganham. Mas até para ganhar na loteria você precisa jogar e investir um valor X.

Durante o tempo em que convivo com bandas, trabalhando ou só observando, uma coisa fica cada dia mais clara: Chegar a um status de um IRON MAIDEN é realmente mais difícil que ganhar na Mega Sena acumulada mil vezes. É quase que algo único, mas não digo impossível. Mas se pode sim, chegar a ser uma banda grande, que vive da música.


De repente na sua cidade, a banda daqueles carinhas que começaram junto com você, passa a ser notada: fazem shows fora do estado, abrem para bandas grandes e lançam aquele vídeoclipe "foda" pelo qual você não contava... E aí, você simplesmente torce o bico e fecha o tempo. "Os caras tem grana pra bancar, pagaram pra abrir aquele show daquela super banda e agora estão metidos, nem olham na nossa cara."

Será? Vamos por partes.

Os caras foram atrás do que queriam. Se eles pagaram, ainda sim, foi do bolso deles e não do seu. E uma coisa é certa: não se consegue nada sem correr atrás. A sua banda pode até ser bem melhor musicalmente, mas será que você teve a mesma atitude, fez a mesma correria, teve a mesma garra que a banda que hoje está exatamente no lugar em que você gostaria que a sua estivesse?


Vejo músicos passarem por cada situação... Dessas das quais quando estão começando, são obrigados a ouvir de tudo um pouco, a serem tratados como qualquer lixo e mesmo assim continuam seguindo em frente. Se ficam mais duros ou pouco acessíveis existe um histórico.

Aliás, para tudo há uma história.

Não que eu esteja justificando atitudes arrogantes, mas, analise cada situação antes de sair rotulando qualquer músico de "rockstar".
Daí, a banda dos caras finalmente consegue uma tour européia e somem da sua cidade, do seu país. Andam lado a lado com ídolos que você jamais pensou em conhecer, e, após alguns anos, retornam à sua cidade para uma apresentação. E lá está você, bem na frente ou lá atrás disfarçadamente conferindo de perto. Ou cheio de orgulho batendo no peito dizendo "eu vi os caras quando ainda estavam começando". Quem já não viu isso acontecer?

O Brasil é como se fosse um porão de bandas. Muitas, de extrema qualidade, amontoadas a outras que não são tão boas assim. E fora desse porão, menos de 1% prova do doce sabor de viver de música e do reconhecimento como artistas que são. Mas não se esqueça do que eu falei no início, "o histórico". Para provar do doce, houve todo um processo longo, suado e acima de tudo, persistência.

Não critique a atitude de quem conseguiu, quem correu atrás. Ficar maldizendo não leva ninguém ao sucesso e nem vai trazer reconhecimento. MUDE SUA ATITUDE! Ou as bandas do "porão" irão se aglomerar ainda mais.

Fonte: Em 21/07/2013 | Por que a banda do cara dá certo e a minha não? http://whiplash.net/materias/opinioes/184382-jackdevil.html#ixzz2ZnNOt2ng

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