30 de mar de 2013

ESPERANDO A FESTA - 8ª NOITE SOM DO NORTE


Na próxima sexta, 5 de abril, as Noites Som do Norte voltam à Casa do Neuber, em Boa Vista. A estratégia vitoriosa da sétima edição, realizada em 15 de março, será repetida na 8ª: teremos uma banda do Amazonas, Luneta Mágica, tocando pela primeira vez em Roraima, e em seguida uma banda do Estado, a Jamrock, comemorando o recente sucesso de um disco seu (Ao Vivo na Casa do Neuber) lançado pelo Som do Norte. 

(Uma observação: o fato de estarmos repetindo a fórmula desta vez não significa que nossos eventos em Boa Vista serão obrigatoriamente sempre assim, ok?). 

O evento é promovido pelos blogs Som do Norte e Roraima Rock'n'Roll, com apoio do Estúdio Parixara e do Aipana Plaza Hotel. 

Luneta Mágica

Luneta Mágica é uma banda de rock alternativo amazonense formada no ano de 2008. Inicialmente encabeçada por Pablo Araújo (guitarra e voz) e Chico Só (guitarra) é formada atualmente por Pablo, Diego Souza (baixo), Erick Omena(guitarras, voz) e Eron Oliveira (bateria). Em 2011, lançou o demo Remédio pra Gripe, e em 2012 o CD Amanhã Vai Ser o Melhor Dia da Sua Vida, gravado em Manaus e mixado e masterizado na Argentina. O álbum entrou em diversas listas dos melhores do ano pela mídia especializada em Manaus (melhor banda amazonense de 2012 na votação do público pelo site Manifesto Norte) e no resto do Brasil (melhor disco brasileiro de 2012 pelo blog Zap'n'Roll, do jornalista Humberto Finatti, e "grande estreia de 2012" pelo blog Miojo Indie), um destaque pouco comum para bandas autorais no Amazonas.





Jamrock

Já a Jamrock dispensa apresentações em Boa Vista. Surgido em 2009, o quarteto de power pop reggae une a harmonia do reggae com a atitude rock, propagando mensagens positivas em suas canções. Um dos grupos de maior sucesso e prestígio em Roraima, apresentou-se pela primeira vez em outro estado em agosto de 2012, ao fazer dois shows em Manaus. Voltará ao Amazonas no final de abril, para participar do Hey You Music Festival, seu primeiro grande festival fora do Estado natal. A partir de maio, inicia a turnê SESC Amazônia das Artes, com a qual irá percorrer os 10 estados da Amazônia Legal. A Jamrock já tem dois discos lançados, sempre em parceria com o blogSom do Norte: o EP A Primeira Viagem (junho de 2012) e o recente CD Ao Vivo na Casa do Neuber (gravado em janeiro e lançado em 24 de março).



SERVIÇO
8ª Noite Som do Norte
Atrações: Jamrock (RR) Luneta Mágica (AM)
Data: 5 de abril, sexta, 22h
Local: Casa do Neuber (Av. Ville Roy, 8228, São Vicente) - Boa Vista
Fone: 95-3626-9753
Ingressos: R$ 10,00


FONTE: http://www.somdonorte.blogspot.com.br/2013/03/esperando-festa-8-noite-som-do-norte.html

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NA REDE - CD AO VIVO DA JAMROCK BATE RECORDES DE DOWNLOADS NA INTERNET



por RAISA CARVALHO.

A atual “queridinha” da cena musical roraimense, a JamRock está provando que é mesmo um grande sucesso, após lançar o cd “Ao vivo na casa do Neuber” em formato físico e para download já bateu recordes de acesso ao blog www.somdonorte.blogspot.com que disponibiliza álbuns de artistas da região norte.

O jornalista e autor do blog, Fábio Gomes publicou que o site recebeu 1.035 acessos e que o novo CD da banda Jamrock recebeu 491 dos visitantes vieram para baixar o disco.

“Para vocês fazerem idéia de quanto é expressiva esta visitação, basta lembrar que a postagem do disco anterior da Jamrock, o EP A Primeira Viagem, lançado em junho de 2012, teve até agora 964 views, sendo o 7º post mais lido desde que o blog é blog. Ou seja, em pouco mais de 12 horas , o novo post teve mais da metade de visitas do que o antigo recebeu ao longo de 9 meses” relatou no blog. 

O novo CD da banda Jamrock teve 491 visitantes que baixaram o disco

De acordo com Ana Gabriela, que além de cantar toca violão na Jam Rock, a banda esperava já uma boa repercussão, mas as expectativas foram acima do esperado. “A quantidade de downloads que o CD obteve, chegou a nos assustar, pois superou nossas expectativas em um tempo muito curto. Mas é um susto encarado com muita alegria, pois tanto as pessoas que conhecem, como as que não conhecem e querem conhecer estão baixando” contou. 

Junto de Ana Gabriela, Hugo Pereira (contrabaixo e voz), Hyago Moura (guitarra e voz) e Roberto Vizotto (bateria) formam a Jam Rock que começou 2009 e atualmente é considerada uma das bandas mais promissoras do cenário musical do estado. 

A JamRock está de malas prontas para uma turnê no Norte

Além de uma mensagem otimista em um estilo musical com influências diversas como power pop, rock, jazz e MPB, a Jamrock possui um diferencial de sonhar com sucesso nacional e viver de música.

O grupo ainda estava em período escolar quando cada um decidiu qual instrumento tinha mais afinidade. Suas músicas falam do cotidiano das pessoas e suas reflexões vividas. Amor, paz, respeito e harmonia com a natureza.

“O objetivo desejado nesse trabalho, que era exatamente esse, além de passar a energia e alegria que acontecia nas quintas-feiras da Casa do Neuber a todos que ouvissem, está sendo alcançado. Esperamos que nossa música continue se espalhando e levando alegria a cada vez mais pessoas. Além disso, nós só temos a agradecer ao público e a todos que nos ajudaram desde o começo nesse projeto”, reforçou Ana Gabriela. 

Gabriela, Hugo Pereira, Hyago Moura e Roberto Vizotto tocam desde 2009

Para divulgação do álbum, a JamRock está de malas prontas para uma turnê que irá até os estados do Acre, Rondônia, Amazonas e Tocantins no mês de maio. Antes disso, em abril, a banda toca no Festival Hey you em Manaus e divide o palco com grandes bandas nacionais e locais como Matanza, Velhas Virgens, Korzus entre outras.

A banda também foi destaque no blog manifesto norte (http://www.manifestonorte.com/) com os prêmios de Melhor disco para o Ep “A primeira viagem” e melhor single com “Herói cotidiano”.

Os artistas e bandas da lista foram escolhidos por um júri composto de jornalistas, músicos, críticos, produtores culturais, dono de estúdio e Distros, parceiros, colaboradores e da equipe de apresentadores da Manifesto Norte.

Fonte: http://www.folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=148890

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29 de mar de 2013

ROCKABILLY FESTIVAL – LATIN STUDANTS UNION – CLAREMONT – CALIFORNIA - PARTE 3



Há muitos rockers de Boa Vista - Roraima, que de tempos em tempos viajam pelo mundo. O colaborador do Blog CESAR MATUZA é um dos rockers de Roraima que está se aventurando na terra do Tio Sam, passando uma breve temporada na Califórnia, e diretamente de lá compartilha com o leitor do blog Roraimarocknroll as histórias na vida na estrada no berço da contra cultura e celeiro de grandes estrelas do mundo da música, em especial do rock n'roll. O RORAIMAROCKNROLL PELO MUNDO chega pra contar a PARTE FINAL da história do ROCKABILLY FESTIVAL, um evento gringo que tem muito a ensinar para os brasileiros como produzir bons festivais de rock.

O ENCERRAMENTO

Algo estranho acontece antes da ultima banda ganhar o palco... As pessoas começam a se chegar a frente do palco, não dá mais para tirar fotos de longe, a galera fecha a frente do palco, educada e confortavelmente, é claro. (nenhum ridículo querendo dar soco em alguém pra se dizer o cara doido que é o mais roqueiro de todos porque dá e leva porrada – sacou?). Então estava claro que a ultima atração tinha seu prestígio local.


E então aquela figura que andava pelo evento, uma pinup quase caricata, quase em um visual dragqueen, sobe ao palco. Ela era a Vicky Tafoya. (Dica: nunca subestimem alguém por achar que a aparência da pessoa não traduz o que ela é capaz de fazer). 


Vicky Tafoya and the Big Beat abre o último show da tarde, já na quase gelada Pitzer College. Pelo instrumental e pelo estilo dos músicos, já entrou mostrando a que veio e porque era a atração principal do festival. JazzBilly, se isso existir, fantástico, misturando tudo de melhor nos estilos, E quando essa mulher manda a primeira frase da primeira musica, fica compreensível porque ela tem tantos fãns. Meu deus? Que voz e essa? De onde vem isso?? 

Ms. Vicky Tafoya

Inacreditável a voz (e ao vivo, sem recursos de estúdio) dessa mulher. Nem sei a que devo comparar para vocês leitores terem idéia. Veja o vídeo (o som tá novamente uma fuckin shit, mas dá pra perceber do que estou falando). 


Nada mais a declarar. Perfeito encerramento para uma tarde de sábado de rock´n roll, carros, diversão, sol, gente legal, educada, respeitosa, estilosa, de todos os cantos do mundo, em perfeita harmonia e respeito um pelo outro, em um local incrivelmente bonito e agradável, bem conservado, com um sol camarada, que não frita, apenas aquece. Simples assim para ser perfeito. E o festival encerra-se as 18hs, com tempo suficiente para ir até o shopping, comprar mais camisetas, comer frango frito e ainda chegar cedo em casa. 

Ótima fórmula para uma cidade de um clima frio. Fico admirando os carros saindo do campus, cada um mais bonito que o outro, e em movimento, fica ainda mais legal. 

E assim o sol se põe ao leste no estado americano da Califórnia, refletindo nas pinturas brilhantes e nos cromos perfeitamente polidos, daqueles que são mais que carros, são obras de arte sobre rodas. E o sol sai de cena, quase já sem forças pra aquecer do frio que volta ao cair da tarde, mas com beleza suficiente pra fechar um dia maravilhoso de paz, musica, arte, respeito e orgulho dos povos pela sua cultura. 


E sabe de uma coisa, mudei de idéia, sabe aquele sonho “Ah.. se eu morasse nos estados unidos teria um Camaro”.. puff.. nem fudendo..
Eu teria um HotRod...


Fico por aqui, porque ficaram as fotos...

 La Union...



RockCaosBilly...

Ai ai ai Chiuaua !!.. devidamente vestido no estilo Chicano...

Arte...

Arte...

Arte...

See ya!


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SENTA A PÚA - VAMPIRISMO CULTURAL


O cenário cultural de Boa Vista é reconhecido comumente por sua pluralidade e riqueza de artistas. Quando delimitamos esse universo à música, reconhecemos valores e grandes diamantes brutos sendo lapidados ano após ano em nossa diminuta, porém heterogênea música popular roraimense.

Na década de oitenta o movimento cultural Roraimeira estabeleceu um novo parâmetro sonoro e estético, tornando-se o maior referencial para a produção musical local das gerações que vieram a seguir. A partir da expansão da música do extremo norte através de seus embaixadores e expoentes, a nova geração da música roraimense passou a incorporar em sua música, filosofia e comportamento, as influências desse movimento, como o regionalismo literário – na poesia e letras das músicas – o swing caliente sonoro dos trópicos – através de arranjos musicais fortemente influenciados pela música caribenha – e a estética amazônica – composta de uma diversidade étnica imensa, principalmente recebendo grande influência dos povos indígenas, transformando a música produzida em Roraima num oásis singular surpreendente para ouvidos condicionados a música de massa.

A nova geração da música roraimense goza do privilégio de colher os frutos arduamente plantados e cultivados há pouco mais de trinta anos atrás pelo movimento Roraimeira, e hoje desfruta desse reconhecimento, ainda que pequeno a altura do talento daqueles que anos atrás levantaram a bandeira do orgulho amazônico, num tempo em que Roraima (ainda território federal) tinha pouca, ou nenhuma relevância no cenário cultural do nosso país.

Ao contrário do passado, quando as dificuldades geográficas e econômicas por hora isolaram a produção cultural do extremo norte, hoje há um imenso gargalho para exportarmos a música roraimense, principalmente pela internet, mas não sendo o suficiente para atingir o grande público, nem mesmo o público local, que ainda desconhece grande parte dos artistas locais por preguiça ou mesmo falta de acesso, seja nas rádios, nas tv’s ou shows.

Há em Boa Vista uma recente implantada Secretaria de Cultura, pontos de cultura, coletivos, promotores de eventos, diversas casas de shows, e uma quantidade imensa de pessoas interessadas em consumir esse tipo de conteúdo cultural, porém, o que observamos é que grande parte desses personagens/entidades/grupos/promotores responsáveis pelo fomento e apoio a música roraimense pouco realmente agem de fato para que aconteça verdadeiramente uma valorização viral dos artistas roraimenses. Salvo algumas exceções, a contar nos dedos, a maioria desses personagens preocupam-se mais em estimular seus egos, olhar para o próprio umbigo e fazer pior, castrar as oportunidades do artista roraimense de divulgar sua arte, e vai além, junta meia dúzia destes e formam verdadeiras panelinhas, que isolam, prejudicam e segregam grande parte de todos que fazem parte dessa cadeia cultural.

Infelizmente a política, no seu significado mais podre e corrupto, contamina e degrada violentamente a produção cultural, em especial a música, produzida em Roraima. Não basta ser um artista ou músico talentoso. Para sua arte ser reconhecida e valorizada do ponto de vista do poder público, é necessário que o artista corrompa valores morais básicos, e utilize de manobras ilícitas ou mesmo o famoso puxasaquismo, babaovismo, e todos os “ismos” possíveis e deploráveis que pessoas de má índole utilizam para se beneficiar do capital, apoio e fomento público que deveria ser partilhado por todos.

Enquanto o egocentrismo, disfarçado de termos como “sustentabilidade”, “economia solidária” e todo o blá blá blá que ouvimos sobre “o novo momento da cultura brasileira” continuar contaminando o pensamento livre e realmente revolucionário de nossos artistas, permaneceremos sendo vistos apenas como um  parafuso descartável dessa imensa e nobre engrenagem chamada cultura roraimense.

Os artistas de Roraima precisam urgentemente parar de se prostituir e valorizar sua arte, pois do contrário, continuarão sendo sugados e manipulados por aqueles que se dizem “fomentar a cultura de Roraima” até seu breve descarte, num claro exemplo de vampirismo cultural. Já passou da hora do músico roraimense exigir o que é seu de direito, e ter sua arte sendo divulgada, apoiada, fomentada e valorizada de forma digna, e não sendo utilizada como moeda de troca, de barganha e favor.

Fecha a conta.


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28 de mar de 2013

WEBTV RORAIMAROCKNROLL -GARDEN NO CHACRINHA CHOPP'S


A WebTV RORAIMAROCKNROLL é um canal do site de vídeos youtube administrado pelo Blog Roraimarocknroll que visa divulgar em forma audiovisual os acontecimentos da cena rock roraimense (shows, festivais, eventos, entrevistas), contar a sua história e promover as bandas locais. 

O Blog Roraimarocknroll divulga com exclusividade imagens dos dinossauros do rock roraimense, a banda GARDEN tocando ao vivo trecho da música FAIRIES WEAR BOOTS da banda BLACK SABBATH. O registro é de 01 de março de 2013, no Chacrinha Chopp's, a verdadeira casa do rock em Boa Vista - RR.

ASSISTA A BANDA GARDEN 
AO VIVO NO CHACRINHA CHOPP'S


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27 de mar de 2013

PROGRAMA ESTILO ROCK - 9ª EDIÇÃO - O QUE VAI ROLAR?


Programa de rádio ESTILO ROCK - DIVULGANDO DE VERDADE O ROCK RORAIMENSE, vai ao ar todos os sábados, das 11h as 12h na rádio Monte Roraima FM 107,9 e também online no www.monteroraimafm.com.br e no Blog Roraimarocknroll - www.roraimarocknroll.blogspot.com. 


Saiba o que vai rolar de bandas independentes do Brasil e do Rock Roraimense no roteiro musical da 9ª Edição do Programa ESTILO ROCK que vai ao ar neste sábado, 30 de março de 2013.

 O rock na medida da banda paulista Vespas Mandarinas

 O rock n'roll envenenado dos cuiabanos do Branco ou Tinto

 O stoner rock dos goianos do Black Drawing Chalks

 O rock n'roll da banda roraimense Garden

 O rock n' roll dos amazonenses da Gasoline Bass

 O stoner rock do projeto Love Bazucas

 O rock lírico da banda paraense La Orchestra Invisível

 O lançamento do novo single da banda paraense Os Grileiros

O indie rock da nostálgica banda roraimense Somero


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COLUNA RORAIMAROCKRNOLL - 44ª EDIÇÃO - ANO 2


Semanalmente o Blog Roraimarocknroll publica a Coluna RORAIMAROCKNROLL no Jornal Folha de Boa Vista. Os leitores que não puderam conferir a versão escrita podem apreciar agora a versão on line desse espaço dedicado ao rock n'roll do Extremo Norte do Brasil. Confira a Edição 44 - ANO 2, publicada nesta quarta feira (27/03/2013). Boa Leitura.

















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ROCKABILLY FESTIVAL – LATIN STUDANTS - UNION – CLAREMONT – CALIFORNIA - PARTE 2


Há muitos rockers de Boa Vista - Roraima, que de tempos em tempos viajam pelo mundo. O colaborador do Blog CESAR MATUZA é um dos rockers de Roraima que está se aventurando na terra do Tio Sam, passando uma breve temporada na Califórnia, e diretamente de lá compartilha com o leitor do blog Roraimarocknroll as histórias na vida na estrada no berço da contra cultura e celeiro de grandes estrelas do mundo da música, em especial do rock n'roll. O RORAIMAROCKNROLL PELO MUNDO chega pra contar a PARTE 2 da história do ROCKABILLY FESTIVAL, um evento gringo que tem muito a ensinar para os brasileiros como produzir bons festivais de rock.

AS BANDAS 

Exatamente ao meio dia (12:00h – Noon) a banda Los Bandits manda o primeiro salve do dia “Holla, que passa Pitzer College?” ... era o pontapé inicial da música no evento.

Los Bandits

Claro que a banda de rockabilly que se preza ,só podia entrar com um contrabaixão, topete, guitarras vintage e um rockabilly quase punkabilly, rápido e muito dançante. Se fosse um show em ambiente fechado, à noite, com certeza na primeira música o local já entraria em colapso tamanho o caos que tomaria a galera, mas era um sábado ensolarado ao ar livre ambiente familiar e inicio de festa, mas mesmo assim não perderam o punch. 

A primeira banda deveria ser a mais fraca? Esquece. Banda muito boa, com músicos muito competentes, que sabem exatamente como tocar seus instrumentos, sincronizados, precisos, com presença de palco e músicas bem tocadas. Já queria comprar o CD, mas o despreparado escritor aqui, levou uma quantidade limitada de Ca$h, e as barracas não aceitavam cartão. Mifú.. enfim, filmei um pouco de cada banda mas a captação do som ficou uma porcamerdamizerenta, então alguns vídeos são emprestados do youtube. Confere aí:



Exatamente 12:50h, a banda encerra, e penso eu: “Todos vão tocar na bateria de setup tão pessoal dos Bandits? (tom 8 e 10”) Inclusive como a logo no bumbo?” (risos) Reles engano de quem não está acostumado com a competência... Todo o set de bateria é trocado e microfonado nos 10 min de intervalo (chora organização de festivais que disponibilizam baterias toscas mal afinadas para todos) e a batera da segunda banda Jonny Come Lately estava pronta as 13hs para iniciar o segundo show.


Jonny Come Lately 

A segunda banda chega ao palco com um visual modernex, calças coladas, óculos nerds,.. ihhh.. mas com um baixão acústico e um instrumento de sobro aborígene australiano, ok, ganhou meu respeito, vamos ver no que dá. Queria voltar no tempo e filmar esses caras tocando de novo com uma qualidade melhor, mas vocês devem achar pelo youtube, porque, não basta trazer um instrumento exótico no palco e tocar pra todo mundo ver que você sabe tocar, o lance é tocar um bom rocknroll instrumental usando esse instrumento estranho dentro do contexto musical. Comunicativos, competentes, ótimos músicos e criativos, mais um puta show na fria tarde de sábado que começava a esquentar com o sol, o som e com o público cada vez maior.

Mandaram bem o recado, apesar de jovens, muito competentes. Pensei comigo, na minha avaliação, ‘tem muito futuro’, depois soube procurando os vídeos na internet que eles já estiveram no Americans Got Talent (da Sra. Osbourne), em 2009, com apenas 15 anos, mandando muito bem, que em uma conta fácil, chegamos a idade de 18 aninhos atualmente. Foda que estão no país mais competitivo que uma banda poderia estar, mas tem competência.

Apenas 10 minutos e o palco estava pronto para a terceira banda, foi então que percebi que não era apenas a bateria que tinha seu setup todo trocado, mas também as caixas da guitarra e do baixo também, cada banda toca no seu equipamento, confortável, com os timbres e recursos que estão acostumados (chora equipe de festivais que coloca uma caixa de guitarra pra todo mundo e tem que passar o som cada banda nova que entra pra tocar .. kkk)


MoonLight Trio – a terceira banda - Foi a banda mais Mexican do Festival. Nem preciso dizer da qualidade dos músicos e dos instrumentos, dá pra ver na foto que não são adolescentes que ganham uma guitarra e aprendem 3 acordes e já acha que vai montar uma banda fodona, tá ligado? São músicos profissionais, então, pula essa parte da descrição.


MoonLight Trio

Todos os integrantes da formação cantavam (e muito bem) músicas conhecidas que levavam o publico facilmente, ou originais em inglês com timbres e sonoridade latinas. Destaque para a pegajosa “Chicharon” (aparentemente a trash food gordurenta mais apreciada pelos nuestros hermanos), que nem precisa ser conhecida para cantar junto o refrão – “Chi-chi-chi chicharón... Chi-chi-chi chicharón.. “ - Cantada em coro pela galera e a fantástica romântico/brega/hispânica “e volvér.. volveeeer.. a tus braços outra vez”.. confere aí:



foi a banda que me fez mais querer aprender mais o espanhol pra entrar nessa cultura e curtir e conhecer mais dessa música. Preciso conhecer mais musicas em espanhol, que infelizmente, para o Brasil, é muito fechada. Não se ouve musica em Espanhol nas rádios, por que se somos tão próximos?

Desconhecemos totalmente a cultura musical dos nossos vizinhos e hermanos não é? Não só em Roraima com Venezuela, em todo Brasil. Até musica em Francês já foi Hit nas rádios, mas em espanhol, tirando o Maná e Julio Igrejas (kkk), nada mais. Estranho porque, os países hispânicos também consideram o Brasil como país latino, mas estamos completamente fora do contexto, a começar pela língua. E eles são muito unidos, não importa a nacionalidade, todos são Hispânicos acima de tudo. (e tem neguinho no Brasil que não quer nem ser brasileiro, lamentável pra quem pensa assim). Vamos pesquisar e conhecer, vale a pena. Eu vou. Quem sabe mais postagens sobra música hispânica apareça por aqui, algum colaborador se propõe?



Voltando ao festival: Agora a programação das 3pm, “Raffle and Troffies”, confesso que me enganei também (risos), não era uma atração e sim a premiação dos carros. Prêmios e troféus, além dos bônus que seriam doados aos que participaram das doações de medicamentos aos necessitados de Honduras (Sim meus amigos, ainda tem essa, além de tudo que já falei, ainda a comunidade arrecadou (bastante) medicamentos para os necessitados de um dos países da comunidade Hermanada da América Central). 

Confesso que não sei o motivo, ou se é apenas campanha por uma situação ruim da saúde no país, mas além de pedirem as doações, prêmios foram sorteados aos doadores (fucking awsome! – falei organização competente de um evento olha!!, e te digo, são 4 ou 5 meninas, menos de 24 anos, estudantes universitárias – tem muito lastro!), sem falar nas camisetas oficiais do evento, que venderam MUITO!, que significa que as pessoas gostaram do evento e fizeram questão de levar suas lembranças.

Parece que está no sangue, falem o que quiser, mas americanos sabem fazer festa e organizar eventos. Sem babação de ovo, estou dizendo porque presenciei (e vocês sabem que nesta coluna, só escrevo o que vi, nada de invenção, nem fantasias, e nem números imaginários que ninguém viu.. captou?)


Estilo é o que não falta aqui
famílias se divertem e curtem o sabadão de sol e rock n roll

Enquanto isso, aproveito o intervalo para visitar as tendas com produtos de roupas, artesanatos, artigos para equipar carros e bicicletas. Ainda bem que tinha pouco ca$h, senão tinha falido na minha primeira semana. Camisetas HotRods, uma decoração para casa, mais duas peças de roupas femininas para a minha amada. Fecha a conta que acabou a grana (risos). Uns tacos pra matar a fome. Voltamos ao show.

Orgulho hispânico em cada detalhe

Acho que era necessário realmente esse intervalo de uma hora de premiação e sorteios, porque a banda seguinte, já havia me chamadoa atenção pelo nome desde que saiu a programação, a The Wise Guys Big Band Machine. Esse Big Band no nome me criou enorme expectativa. BigBands eram (ou são) aquelas bandas de jazz com naipes incríveis de metais, com músicos de formação em jazz (a música suprema), que tocam quase como uma orquestra... Muito famosas nos anos 50 e 60 (anos de origem ou expansão do Rockabilly). Também me lembrou a nova banda de Brian Setzer (ex StrayCats) que ele montou após o fim do Cats, que tem estilo orquestra de rockabilly. Bem, essa expectativa estava certa, começaram a chegar as bancadas dos sopros, instrumentos de todo lado.. “isso vai ser muito louco” (pensei comigo).

Wiseguys

Meus amigos, nunca tinha visto uma BigBand ao vivo. As 4p.m. (no horário) a Wiseguys abre os trabalhos. É de chorar, me arrepiava a cada entrada dos metais, trompetes, sax de todos tamanhos, pistons, e mais uns que nem devo saber o nome. Tocaram musicas dos anos de vovó criancinha, algumas trilhas sonoras dos discos de Henry Mancini (que escreveu a maioria das musicas temas de filmes e séries dos anos 70 e 80) e que meu pai tinha um disco (onde será que anda esse disco?).

Wiseguys

Se a galera já estava totalmente entregue – no gramado e áreas ao redor já tomados – imagine o que aconteceu quando eles meteram na testa da galera a clássica – Rock This Town (StrayCats) – Com toda a munição musical de 12 sopros, teclado, baixo, percussão, bateria e um grande (e grande) guitarrista.. esse foi o resultado: Esse vídeo foi gravado nos anos 60? 


Fim de show da Wiseguys Big Band Machine, percebi porque haviam pessoas com a camiseta dessa banda pelo festival, realmente é um lance musical muito acima do que uma simples banda, e cada um tocava seu instrumento com grau de dificuldade de uma criança chupar pirulito (risos). Fantástico. Quero tocar em uma BigBand agora (mais risos). Pobre da ultima atração da tarde, o que fazer depois dessa banda?

Breve, no próximo post, 
To Be Continued... 


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