19 de set de 2012

NA REDE: VELUDO BRANCO NO CABOCLOURBANO


Já estava na hora de citar aqui uma das bandas de rock n’ roll mais promissoras da cena norte, uma banda de Roraima que leva o rock ao extremo, um verdadeiro Power trio potente, rasgado, harmônico e muito competente que agita a cena local do seu estado e por que não dizer de todo o norte, eu estou falando da banda VELUDO BRANCO. 

A banda surgiu em meados de 2006 com a proposta de fazer um som autoral nortista e de peso com a intenção de levantar a cena rock do estado de Roraima que hoje em dia é uma das cenas mais fortes da região norte sem dúvidas. A VELUDO BRANCO nesse período de existência já traz uma bagagem de respeito nas costas, pois já tocou em festivais como Beradeiros (RO), Casarão (RO), Quebramar (AP), Magafônica (PA), Tomarrock (RO), RR Sesc Fest Rock (RR) e Grito Rock em Boa vista e Manaus. Esse breve currículo rock star nortista só mostra a competência da banda e o seu reconhecimento na cena do extremo norte que para muitos é o fim do mundo, mas que para nós é o inicio de tudo! Pois como costumo dizer sempre, o que os artistas do norte fazem ninguém consegue copiar mesmo que muitas vezes e por falta de interesse, copiamos mais do que ditamos! Isso agora está mudando, e a VELUDO BRANCO é a prova real de tudo isso. 


A VELUDO BRANCO já tocou com artistas como Dado Villa-Lobos, Marcelo Nova, Matanza, Raimundos, Ratos de Porão, Pato Fu entre outros artistas e bandas do cenário nacional, e não tocaram apenas como pré-show ou para abrir os shows desses artistas, a VELUDO BRANCO tocou para o seu fiel público, agitando muitas vezes mais do que os próprios artistas convidados, isso por que esse Power trio já tem um legado construído com muita persistência e dificuldade, pois todos nós amantes de rock, sabemos como ainda é difícil montar e manter uma banda de rock na nossa região, por isso eu admiro e sou fã de todas essas bandas e movimentos sociais que engrandecem nossa cultura. 


A banda teve grande repercussão com seu primeiro EP intitulado VELUDO BRANCO ROCK N’ ROLL, que ganhou destaque na mídia com matérias e entrevistas na RBS Globo do RS, e MTV Belém, agora a banda lança seu segundo EP pelo selo independente Roraima Rock discos intitulado SEM MENTIRAS, título da faixa de trabalho do disco que já conta com um vídeo clipe bem estilo VELUDO BRANCO gravado, filmado, mixado e editado 100% em Boa Vista. 

Então é isso aí para quem curte o bom e velho rock n’ roll sem frescura, com letras de auto astral e poesias mescladas com muito sarcasmo e inteligência é só pegar seu OPALA BRANCO pedir pra sua gata botar aquele CORPETE VERMELHO sem FALSO PODER, mas com aquele SUAVE VENENO querendo AMOR COM TRÊS quebrando a VERDADE RUINA para você se tornar O GIGÔLO ouvindo VELUDO BRANCO no volume máximo como seu ÚLTIMO ATO e dizer pra todo mundo: 

- EU SOU ALCOOLATRA! 

VELUDO BRANCO ROCK N’ ROLL fazendo o rock acontecer em Roraima!


PAPO RETO: OLD FUNEREAL E O METAL UNDERGROUND DE RR


A sessão PAPO RETO do Blog Roraimarocknroll conversou com San Rhanirak, vocalista da banda de metal extremo OLD FUNEREAL, e presidente da ASSOCIAÇÃO DE HEADBANGUERS DE BOA VISTA – RR, onde conta um pouco da história do metal underground roraimense e de sua banda, num papo reto e direto no melhor estilo headbanguer. Confira como foi a conversa:


Blog Roraimarocknroll: Como surgiu a Associação de Headbanguers do 13?
San Rhanirak: A associação dos head bangers surgiu quando a banda old funereal foi formada em 2008,nos ensaios na antiga Associação dos moradores do bairro 13 de setembro. Vimos q na nossa cidade não tinha um espaço para o metal underground e então resolvemos criar a associação dos head bangers de Boa Vista – RR, registrada no cartorio e eu sou a presidente da associação.

Blog Roraimarocknroll:Quem organiza a Associação dos Headbanguers?
San Rhanirak: É a banda Old Funereal que organiza os eventos junto com o nosso grupo de head bangers q existe há 12 anos na cidade chamado black demons head bangers.

Blog Roraimarocknroll: Onde fica localizada A Associação dos Headbanguers?
San Rhanirak: A Associação é situada na rua macunaíma, 348, bairro 13 de setembro.

Blog Roraimarocknroll: Que eventos são promovidos?
San Rhanirak: Os eventos mais conhecidos que promovemos são o HOLOCAUSTO METAL FEST, que ocorre todos os finais dos anos, o NO FRONT no mês de abril e HOJE TEM METAL PORRA! no mês de agosto.

Blog Roraimarockrnoll: Quem pode participar?
San Rhanirak: Todas as bandas metal que tenham musicas próprias.


Blog Roraimarocknroll: Há quanto tempo existe a a banda Old Funereal?
San Rhanirak: A Old Funereal existe há 4 anos.

Blog Roraimarocknroll: A banda tem material gravado? onde ouvir e comprar?
San Rhanirak: Sim, o nosso primeiro trabalho é a demo R.I.P lançada em 2009 e o dvd sabotage em 2010. Temos clipes no yotube, o nosso myspace Old Funereal, camisetas da banda, e demos conosco para negociarmos.

Blog Roraimarocknroll: Quem faz parte da banda?
San Rhanirak: Belillith san - Vocal (eu), Lusbel – Guitarra, Taylork - bateria e aAriano Sephirot – baixo.

Blog Roraimarocknroll: Pra fechar a conta...
San Rhanirak: Agradeço pela a força a nós concedida. Forte abraço a todos que lutam juntos conosco pela cena do metal underground na cidade.

Fecha a Conta.


PRA SABER MAIS SOBRE A OLD FUNEREAL


17 de set de 2012

ALMANAQUE DO ROCK RORAIMENSE: CAP. 2 - 13 DE SETEMBRO, OS FILHOS DA REVOLUÇÃO



13 DE SETEMBRO: OS FILHOS DA REVOLUÇÃO 

O ALMANAQUE DO ROCK RORAIMENSE chega ao 2º capítulo e conta a história do bairro 13 de Setembro, seminal e fundamental na história da cena rock local e verdadeiro ninho de headbanguers e do rock underground acima da linha do Equador. 

RELEMBRANDO A HISTÓRIA 

No período de 09 de julho de 1890 (data da criação do Município de Boa Vista) até o dia 13 de setembro de 1943, estas terras pertenciam ao Estado do Amazonas, e Boa Vista era apenas um Município Amazonense. Quem nascesse aqui era registrado no Cartório como “Amazonense”, e só depois é que recebia o epíteto de “rio-branquense”. 

O Presidente Getúlio Vargas, através do Decreto-Federal/Lei nº 5.812 de 13 de setembro de 1943, criou o TERRITÓRIO FEDERAL DO RIO BRANCO que, em tese, dava independência administrativa ao Município de Boa Vista. 

Apesar de ter sido criado em 13 de setembro de 1943 o Território Federal do Rio Branco (hoje o Estado de Roraima) só teve de fato o seu primeiro Governador (o capitão Ene Garcez dos Reis), quando aqui chegou a Boa Vista no dia 20 de junho de 1944 e permaneceu entre nós até o dia 24 de julho de 1945. 


Todo ano o Dia 13 de Setembro era comemorado em Boa Vista com pompas, festas, desfiles militar e estudantil. Era o dia cívico mais importante do Território Federal. Os alunos, principalmente do Ginásio Euclides da Cunha –GEC, e da Escola São José, desfilavam com suas fardas de gala, imponentes pela brasilidade e orgulhosos da independência de seu Território. E, assim, permanecemos como Território Federal do Rio Branco até o dia 13 de Dezembro de 1962, quando o Deputado Federal Valério Caldas de Magalhães apresentou na Câmara Federal um Projeto mudando o nome de Território Federal do Rio Branco para Território Federal de Roraima, conforme Lei Federal nº 4.182, de dezembro de 1962. A iniciativa partiu do próprio povo que via suas correspondências e mercadorias vindas de Manaus tomarem a direção da capital do Estado do Acre, que é Rio Branco. Assim, não se tinha certeza se as encomendas seriam destinadas ao Território Federal do Rio Branco (Roraima) ou se era para ser enviadas para o Rio Branco – Município/Capital do Acre. Com a mudança do nome, ficou definido qual seria o endereço certo. E, assim permanecemos como Território Federal de Roraima até o dia 05 de Outubro de 1988, quando o Território Federal de Roraima foi transformado em Estado de Roraima. Ainda hoje há quem pense que o Estado foi “criado”, mas, na realidade, ele foi “transformado”. Veja o que diz o texto do Art. 14 - Ato das Disposições Constitucionais Transitórias-, da Constituição Brasileira, promulgada no dia 05 de outubro de 1988: 


“Art. 14. Os Territórios Federais de Roraima e do Amapá são transformados em Estados Federados, mantidos seus atuais limites geográficos.” 

O 1º Governador eleito do Estado de Roraima foi o brigadeiro Ottomar de Sousa Pinto. Ele tomou posse no dia 1º de Janeiro de 1991, com o seu primeiro mandato terminando em 1994. Como se vê, foram anos de luta política, democrática, e de esperança para o bravo povo roraimense deixar de ser tutelado pelo Estado do Amazonas e tomar seu rumo próprio ostentando hoje a Bandeira do Estado de Roraima. 


Mas, tudo começou no dia 13 de Setembro de 1943 quando foi criado o Território Federal do Rio Branco. Há em Boa Vista um bairro que simboliza esta luta e recebe seu nome: Bairro 13 de Setembro. A criação do Bairro e a denominação devem-se ao Prefeito Júlio Augusto Magalhães Martins (1974-1978), que realizou as primeiras obras de loteamento e doação de terrenos, seguido com benefícios de asfalto, arruamento e iluminação na administração do Prefeito major Alcides Rodrigues dos Santos (1980 – 1983), e, concluído com o Prefeito Barac da Silva Bento (1989 – 1992). Até então, toda aquela área pertencia ao Bairro Pricumã. O nome da Praça central do Bairro 13 de Setembro é: “Praça Pedro da Costa Pontes” – um dos primeiros, senão o primeiro morador do Bairro, e foi um dedicado funcionário municipal que trabalhava com abate de gado no antigo Matadouro de Boa Vista (na BR-174 – esquina com a Avenida dos Bambus). 

O BAIRRO MAIS ROCKER DE BOA VISTA 

Veludo Branco se apresentando na Casa do Rock do 13 - Ano 2007

Hoje o bairro 13 de setembro carrega em seu nome não apenas referências históricas a cidade de Boa Vista e o Estado de Roraima, como também é a casa do rock underground roraimense. Lá fica localizada a Associação de Headbanguers do 13 de Setembro, onde periodicamente são realizados shows de metal extremo com bandas locais, capitaneada pela vocalista San Rhanirak da banda Old Funeral, e festivais de metal como o Boa Vista Metal Fest. 


O bairro também já foi local de encontro dos headbanguers e rockers. Em 2007 Stallyn Buckley, vocalista da banda Iekuana criou um bar/clube temático chamado CASA DO ROCK DO 13 onde semanalmente aconteciam shows de rock com bandas do underground roraimense, entre elas Iekuana, Arroto do Sapo, Espírito Juvennil  e Veludo Branco. Infelizmente a casa não se manteve por atritos com a vizinhança que não aceitava o “barulho” vindo da casa e constantes multas do Meio Ambiente e veio a fechar 3 anos depois de sua inauguração, mas durou tempo o suficiente para virar história na cena rock local. 


Statlyn relembra esse período: “Inaugurada em 31/0/2007, A Casa do Rock foi uma ideia minha pra ajudar na divulgação das bandas de Rock do Estado de Roraima. Esteve em operação por 3 anos e era administrada por mim. o motivo do fechamento da casa foi por causa de sua localização em área residencial, onde o som incomodava os vizinhos e os mesmos denunciaram junto aos órgãos competentes. a ideia inicial foi boa e o ambiente já estava começando a ser bem fraquentado, bandas autorais e não autorais passaram por la. especiais como System of a Down, Sepultura, Motorhead e Nirvana rolaram no palco da casa. e varias pessoas que não conheciam o Rock de Boa vista começaram a curtir depois de ter visitado a casa. foi bom em quanto durou.” 

Stallyn Buckley - Vocalista da banda Iekuana e Idealizador da Casa do Rock do 13

A iniciativa de Stallyn e banda Iekuana em promover um espaço exclusivo para as bandas de rock se apresentarem ajudou a fomentar a cena rock local naquele período, já que eram escassos os picos de rock em Boa Vista, entre eles o Espaço Rock do Sesc Centro, Porto do Babazinho e as praças públicas da cidade. Os efeitos colaterais positivos com essa iniciativa de Stallyn são reconhecidos até hoje. A banda Iekuana, residente da Casa do Rock, recrutou muitos fãs nesse período, que ainda hoje apoiam e prestigiam a banda onde quer que se apresentem, mostrando que além de atitude e ousadia em realizar esse projeto, a banda Iekuana provou que é possível ter sucesso e reconhecimento local fazendo um trabalho sério, humilde e profissional e inovando a época no cenário rocker de Boa Vista. 

Banda Iekuana em apresentação na Associação de Headbanguers do 13 - Ano 2007

Também foi no bairro 13 de setembro que surgiu a banda IEKUANA, formada por músicos “nascidos e criados no bairro”. Hoje a banda IEKUANA é reconhecida como um dos grupos mais relevantes de Roraima em toda a sua história. Preparam o lançamento do 1º disco do grupo, além de terem lançado 2 video-clipes, tocado em festivais fora do Estado, como o Grito do Rock Manaus, realizarem festivais como o TRIBOS ROCK, e se apresentarem nos principais festivais de rock de Roraima. São admirados pelo público local e jamais perderam a essência de sua existência, a atitude em contestar a situação social e política local através de sua música, sendo hoje os genuínos representantes juntos de OLD FUNERAL e ARROTO DO SAPO do rock underground de Roraima. 

Marina Mar, San Rhanirak e Victor Matheus 
no Boa Vista Metal Fest 2012 realizado na Associação dos Headbanguers do 13

O Bairro 13 de Setembro representa muito mais que uma alusão a “independência” da cidade de Boa Vista – RR do estado do Amazonas. Foi lá, e ainda é, o berço de um dos capítulos indiscutivelmente essenciais para se compreender a gênese da cena rock local. Sem a atitude de pessoas/bandas/grupos como Iekuana e Old Funeral, o rock acima da linha equador estaria estagnado neste sentindo, ainda amarrado a padrões ultrapassados. É como se diz: “Onde houver um headbanguer, o metal existirá”, mas se tratando de Roraima fica melhor assim: “onde houver um rocker morador do 13 de Setembro, o rock n'roll roraimense permanecerá”. Nós reconhecemos sua história e prestamos esta homenagem. 

Fecha a Conta. 

FONTE DE PESQUISA HISTÓRICA: 

FONTE DE FOTOS DA ASSOCIAÇÃO DE HEADBANGUERS: 
Arquivo Blog Roraimarocknroll 

FONTE DE FOTOS DA CASA DO ROCK: 
Arquivo Blog Roraimarocknroll

14 de set de 2012

Vem aí o 2º Skinni Rock Festival em Boa Vista!



Confirmada nesta semana a realização da segunda edição do Skinni Rock Festival. A primeira aconteceu em Boa Vista em maio e junho do ano passado. Agora em 2012 o produtor cultural Victor Matheus optou por outra época do ano - dezembro, mais exatamente nos dias 14, 15 e 16 (sexta, sábado e domingo).O Skinni Rock Festival tem o apoio do Som do Norte.

Já confirmaram presença as bandas AltF4, Kandelabrus, Haadj, Elvis From Hell, Sheep, Veludo Branco, Garden, Iekuana, A Coisa, Jamrock e Klethus, além do artista Ben Charles (Boa Vista), mais Camundogs e a recente sensação do festival Casarão de Porto Velho Os Descordantes (ambos do Acre), mais Playmobils e Roodie (Manaus). A programação completa será divulgada oportunamente.

FONTE: www.somdonorte.com.br

13 de set de 2012

DIÁRIO DE BAR: FESTIVAL CASARÃO 2012




Power trio Veludo Branco retorna a cidade de Porto Velho, onde começou sua história, para escrever um novo capítulo no maior festival independente da região norte – O Casarão, dividindo o palco com os gaúchos do Cachorro Grande, Pouca Vogal e bandas em ascensão como Cassino Supernova (DF) e Kali e os Kalhordas (RO).

Contrariando a lógica comum para a maioria das bandas independentes do Brasil, em especial as da Região Norte, a Veludo Branco fez sua estréia oficial nos palcos do rock n'roll como um power trio em 2007, sendo a headliner e fechando a última noite do emblemático e seminal Festival Beradeiros, realizado na cidade de Porto Velho – RO e organizado na época pelo Coletivo Beradeiros. De lá pra cá foram mais 3 shows em PVh, incluindo no ano seguinte no Béra Night (evento organizado especialmente para a Veludo Branco), em 2009 pela 1ª vez no Festival Casarão, com Ratos de Porão e Pato FU e agora, em 2012 pela 2ª vez no Casarão.


Foi em Porto Velho também que a história da Veludo Branco se confunde com a vida pessoal desse blogger rocker que escreve este relato, pois foi lá que conheceu o grande amor de sua vida e que hoje é sua esposa e mãe do seu primeiro filho. Motivos não faltam para fazer dessa cidade um capítulo importante na história do power trio Veludo Branco e por essas razões nos sentimos em Porto Velho como em nossa própria casa, como se tivéssemos passado apenas um breve momento ausente de férias e voltando ao lar.

Pode parecer muito simples e prático pelas questões geográficas chegar a Porto Velho - RO, vindo de Boa Vista – RR, mas para a nossa infelicidade, a malha aérea brasileira literalmente fode a nossa vida e testa nossa paciência. Em tempo: O trecho aéreo de Boa Vista para Porto Velho faz uma escala/conexão em Manaus – AM de “adoráveis” 7 horas de espera na ida, e 6 horas na volta, um verdadeiro teste de paciência para qualquer pessoa. Felizmente cada integrante da banda veio acompanhado de sua respectiva esposa, afinal passaríamos um feriado prolongado que duraria 4 dias, então unimos o trabalho (tocar no Festival) ao passeio turístico com a família na terra da E.F.M.M., que tornou a espera menos ruim e ainda nos proporcionou uma situação no mínimo inusitada: No mesmo vôo encontramos o ex baixista da banda, Mirocem Beltrão que também passaria o feriado por lá. (Mirocem foi baixista da Veludo Branco entre 2007 e 2011 e coincidentemente veio de Porto Velho – outra razão pela cidade ser tão especial na história da banda – risos).

Chegamos quinta-feira, 06 de setembro por volta das 11h da manhã em Porto Velho, num clima “agradável” beirando os 40 graus e umidade relativa do ar abaixo de 10%. Fomos recebidos pela equipe de atendimento do Festival e levados de micro-ônibus ao Ecos Hotel, localizado no centro de Pvh e mesmo lugar de hospedagem das bandas “grandes” e convidadas de outros estados. Atendimento digno com as bandas, exemplo de respeito com os artistas e não o que se vê em muito festival por aí e aqui mesmo em Roraima, que mama nas tetas de editais públicos e nem se quer fazem o mínimo, que é colocar a banda num hotel legal e oferecer um rango bom, já que sempre exploram os artistas com as velhas desculpas chorosas da laia corporativista sangue suga pseudo colaborativa de não pagar cachê, passagens aéreas e blá blá blá. Para nossa felicidade além de ficarmos no mesmo andar do Cachorro Grande e Pouca Vogal ainda almoçamos com eles numa churrascaria incrível chamada Araguaia, com direito a rodízio e “open bar”.

Cesar Matuza e Humberto Gessinger do Pouca Vogal/Engenheiros do Hawai

O FESTIVAL

O Festival Casarão chegou a 13ª edição comemorando muito e celebrando a sua história. Foram 4 dias de eventos e um total de 21 shows, com bandas headliner de nome nacional como Cachorro Grande, Pouca Vogal e o cantor Wado, muitas bandas de Rondônia, com destaque para a poesia musical de Kali e os Kalhordas, o esporro sonoro dos cultuados Coveiros, a sonoridade psicodélica da beira do madeira da banda Beradelia, a suavidade quase ecumênica da banda Transmissor de Minas Gerais (um dos grandes destaques de todo o festival), o rock esquizofrênico e volátil do Tangherines and Elephants do Paraná, o som retro do Cassino Supernova do Distrito Federal (outro destaque absoluto do festival), o indie brega da banda Descordantes do Acre (grata surpresa) e nós, Veludo Branco de Roraima, numa verdadeira maratona musical, um banquete para os amantes da música independente do Brasil e prato cheio para os críticos e jornalistas deitarem e rolarem para o bem e para o mal.



O QUE FICA?

Retornar após 3 anos a cidade onde recebeu a Veludo Branco de braços abertos no começo de nossa carreira, nos trouxe um sentimento de novo recomeço. Reencontrar o passado no presente e projetar um futuro é algo nem sempre fácil de fazer, mas sentimos claramente nos olhos dos amigos que reencontramos em PVh de longa data, no público que nos prestigiou, nos contatos que fizemos, que vale a pena o esforço em arriscar tudo quando se tem um sonho na vida, mesmo que as vezes aconteçam revés ou críticas negativas quanto ao seu trabalho. Por incrível que pareça, o “negativo” se torna um estimulo a mais para a Veludo Branco, um novo desafio a ser superado.


Ser reconhecido pelo seu trabalho e principalmente recebido carinhosamente pelo público de uma cidade com tantos talentos, tantas bandas, lugares para tocar e festivais gigantes como é o Casarão é muito mais que pudéssemos imaginar, e enxergar o que prevaleceu em nosso legado cultivado em PVh, que vai além da música, nos dá combustível para continuar trilhando nesse caminho que escolhemos: Ser independentes e donos do próprio nariz.


Somos gratos a todos que fazem parte da nossa história, aqueles que nos apóiam, especialmente nesse novo capitulo da história da Veludo Branco ao Festival Casarão (Vinicius Lemos) por acreditar no nosso trabalho e nos dar oportunidade de retornar mais uma vez ao festival e a cidade onde nossa história começou, ao amigo pra todas as horas Fábio Gomes, que além de agente da banda é o quinto elemento dessa quadrilha do rock n’roll (risos), aos amigos que temos como família em PVh, em especial a Carol Melo que gentilmente cedeu sua “baratinha” para que pudéssemos conhecer a cidade e nos salvou de muitos apuros, e especialmente as nossas esposas por estarem ao nosso lado e apoiarem as loucuras rockers que a Veludo Branco faz.


Que venha o próximo capitulo em nossa história, o próximo show, o próximo festival, e que seja tão significante como o que acabamos de vivenciar em Porto Velho. A chama continua acesa e o amor pelo rock n’roll também.

Fecha a Conta.

Por Victor Matheus

12 de set de 2012

PAPO RETO: BATERAS BEATS INAUGURA NOVA SEDE EM RR



O Instituto Bateras Beats inaugura nova sede em Boa Vista Roraima e o Blog Roraimarocknroll conversou com Franklin Lima, representante da marca em RR que nos conta as novidades desse empreendimento que auxilia músicos a ingressarem na carreira profissional ou apenas realizar o sonho de tocar um instrumento. Confira como foi o papo reto: 

Blog Roraimarocknroll: Muitas pessoas tem curiosidade sobre o INSTITUTO BATERAS BEAT, mas afinal, o que é? 

Franklin Lima: O Bateras Beat é uma escola com ensino direcionado a bateria, a matriz da escola fica em SP. Para expandir os cursos foi criado o Music Beat com ensino de VIOLÃO-GUITARRA-BAIXO-PIANO-CANTO. Hoje o Bateras Beat Boa Vista conta com os cursos BATERIA-VIOLÃO-GUITARRA-BAIXO-PIANO.


 Blog Roraimarocknroll: O que o IBB traz de inovação pro mercado da música em Roraima?

Franklin Lima: O IBB inova na metodologia de ensino, aperfeiçoamento de técnica e certificação do curso. Alem de promover a troca de conhecimento entre musicos locais, nacionais e internacionais. A exemplo o recente o workshop com o batera italiano Raphael Saini (Bateras Beat Italia) 

 Blog Roraimarocknroll: Quem pode se inscrever no IBB?

Franklin Lima: Qualquer pessoa, criança, jovem, adulto...

Blog Roraimarocknroll: Qual a estrutura do IBB?

Franklin Lima: O IBB conta com uma estrutura ampla de 5 salas de aula, mini auditório e loja de acessórios. Ambiente climatizado e totalmente equipado.


Blog Roraimarocknroll: Em sua opinião, o que o IBB pode trazer de diferencial para um músico que deseja inserir-se no mercado?


Franklin Lima: Conhecimento técnico e prático.

 Blog Roraimarocknroll: Cite 3 razões para conhecer o IBB?

Franklin Lima: Única franquia da Região Norte. Metodologia com mais de 20 anos de mercado. Franquia internacional.

Blog Roraimarocknroll: Pra fechar a conta...

Franklin Lima: Faça parte do nosso TIME, visite o Bateras Beat Boa Vista. Av. Mario Homem de Melo, 1757 - Mecejana. Contato pelo numero 3224-6909/9134-1143. Visite nosso site e confira as novidades www.baterasbeat.com.br. Agradeço a todos que apóiam direta ou inderetamente, a toda equipe Bateras Beat (grande familia). Meus pais, irmãos e noiva.

AQUI A BATIDA É MAIS FORTE! 

Fecha a conta.

1 de set de 2012

ALMANAQUE DO ROCK RORAIMENSE - CAP. 1 - BANDAS AUTORAIS NOSSA DE CADA DIA




Andei refletindo calmamente em noites livres e abstratas sobre o trabalho da mídia em geral que divulga, apóia e fomenta a cena rock de Roraima. Estou satisfeito e otimista, mas confesso que fiquei decepcionado em partes pontuais, pois sabemos que muitos têm mérito e muita coisa boa fazendo em prol do nosso rock local, já outros... Como sou uma pessoa prática que prefere fazer ao invés de ficar sentando no colo da mamãe chorando feito um bebezinho gago, gordo, até perder a voz, apresento aos bloggers o ponta pé inicial a mais uma série de matérias no portal do rock roraimense, no estimado e monitorado Blog Roraimarocknroll.

A série em questão aborda um assunto que pode até se tornar polêmico com o decorrer dos capítulos, mas quero deixar claro desde já para o nosso respeitável leitor que o tema abordado aqui tem caráter informativo, somado a visão pessoal deste que escreve sobre o assunto. Se não gostar do que está escrito aqui, repetimos mais uma vez, pegue seu banquinho e saia de mansinho. Aqui o espaço é livre e democrático. Ao contrário do que se vê muito por aí não é? Então se sinta em casa.

Sinceramente acho desnecessário entupir nosso estimado blog com “álbuns de foto” mixuruca de qualidade jornalística duvidosa, tendenciosa e pior, sem qualquer tipo de cuidado estético e realmente atraente para o leitor. Temos uma sessão dessas em nossa editoria, o MOMENTO POLAROID e a COLUNA FATOS E FOTOS, mas tomamos cuidado em não saturar nosso leitor. Na minha humilde ignorância de blogueiro e comunicador, seria melhor publicar muitas fotos (diga-se de passagem, repetitivas demais do mesmo), por exemplo, no flickr, e adicionar um link ao texto bonitinho, enxuto, polido, sem lambeção de saco que for publicar.

Acontece o mesmo para divulgar música, saca Gwildor Manezão? Use ali um dos milhares de portais gratuitos, como o palco mp3, o trama virtual, soundcloud, entre outros e faz o mesmo que se sugere com os albunzinhos tabajara. Além de ser mais prático, aglutina melhor as informações pertinentes e atrai mais audiência. Ah! Sem esquecermos-nos dos vídeos, criando canais específicos como no youtube, colocando vez ou outra como complemento e não conteúdo principal. Eu procuro blogs para ler. Procuro o youtube para assistir, procuro o flickr para ver, procuro o trama, o soundcloud, palcomp3 pra ouvir. Se quiser tenho muitos exemplos de blogs legais e interessantes para usar como referência. Não precisa ficar de bico, é só pedir que compartilhamos.

É serio Gwildor Manezão, qualquer ser pensante, disposto a trabalhar com esse tipo de serviço e não tiver preguiça de ler um pouco aqui mesmo na internet ou em livros específicos sobre marketing, comunicação na rede e outros sobre o tema e como utilizar com eficiência essas ferramentas vai concordar comigo.

Então tira a bundinha fedidinha e mal lavada da frente do facebook, faça a gentileza de parar de encher minha timelime do facebook com lixo publicitário inútil e escreva algo com conteúdo que se não vai somar pro processo criativo da nossa cena e fomentá-la, pelo menos não vai saturar nossa visão e nos fazer perder tempo querendo saber e ler de forma legal e interessante o que acontece no mundo rocker acima da linha do equador.

CAPÍTULO 1: BANDAS AUTORAIS NOSSA DE CADA DIA

Após esta breve introdução didática, e alguns intervalos para apreciar uma pepsi gelada no meio desse calor amável de nossa linda cidade, começamos o capítulo 1 do nosso ALMANAQUE DO ROCK RORAIMENSE apresentando aos leitores as bandas AUTORAIS, em ordem alfabética, que estão atuando ativamente ou esporadicamente em nossa cena rock roraimense e escrevendo a história. (peço desde já ao leitor que envie sugestão para o blog em caso de esquecimento nosso em listar alguma banda na série, afinal aqui é o espaço da cena rock roraimense).

  1. A COISA


A banda A COISA faz um rock horror show de arena modelado para as grandes massas. Transitando pelo pós punk / metal / poesia concreta, a banda liderada por Galdino, ou simplesmente conhecido como MR GAL é considerada por unanimidade como um dos grandes nomes do rock roraimense de todos os tempos. Suas performances no Roraima Sesc Fest Rock já se tornaram lendárias, fazendo da A COISA um capítulo único na história do extremo norte do Brasil.

  1. ARROTO DO SAPO

Créditos: Pablo Fellipe

O trio de punk rock formado por ZÉ DO ARROTO (V,G), ANA (B) e MARKOVITCH (Bt) surgiu no RS mas fincou suas raízes definitivas em Roraima, sendo um dos ícones do underground da cena rock roraimense. A música “Fronteira do Brasil” da banda Arroto do Sapo é hoje uma das canções que se tornaram hino do rock acima da linha do equador, e seguindo o melhor espírito “faça você mesmo” a Arroto do Sapo apresenta shows curtíssimos, intensos, sujos, com chutes na cara do publico, porque o que importa mesmo é ouvir o sapo arrotar e cuspir na cara as verdades cruas desse mundo capitalista e alienado.

  1. GARDEN


Desde 1996 na ativa, a banda GARDEN é hoje uma das referências do rock roraimense. Considerada por muitos, uma das melhores bandas de rock de RR em atividade, senão a melhor em termos técnicos e harmônicos, a Garden chega em 2012 com o 2º disco autoral saindo do forno, um currículo invejável de shows e participações nos principais festivais de rock de RR e a alcunha de dinossauros do rock roraimense. No Amazonas são reverenciados sempre que tocam por lá, na já tradicional casa Porão do Alemão. Os irmãos RODRIGO (G) E NETO BARAÚNA (B), junto de NEKINHU AMARO (Bt) e Siddhartha Brasil (V) fazem hoje além de um repertório cover extenso, um som autoral inspirado no grunge e linhas de bateria forjadas na sombra de bandas como Incubus e U2, somado a letras poéticas para as massas com pitadas interessantes de loucura literária. Ouça “Quarto Branco” e saberás in loco o que está sendo escrito aqui.

  1. GUY BRAS


Apesar de ser uma banda de Reggae com mais de uma década de carreira, a banda GUY BRAS de MIKE GUYBRAS e família está nesta lista porque influencia direta e indiretamente a cena rock roraimense, não só musicalmente, mas também no agito e na produção de eventos, sempre realizando shows em parceria com bandas de rock. Sua discografia e videografia contam com discos e DVDs produzindos 100% em RR e o grupo já tiveram a oportunidade de tocar com os maiores nomes do reggae, como a Tribo de Jah. A mensagem da música da Guybras reflete a energia que emana aqui nas terras acima da linha do equador. É como diz o refrão de uma das canções do grupo: “Ei maluco se é bom, deixa rolar...” resumindo assim o espírito do reggae esculpido entre o Brasil e a Guyana Inglesa.

  1. H.C.L


Os corrosivos da banda H.C.L andam apagados da cena rock roraimense, mas em mais de 4 anos de estrada já carimbaram seu nome na história do rock macuxi tocando nos principais festivais de rock de RR. O estilo da banda transita no hardcore mais clássico, influenciado por Garage Fuzz, CPM22 e Dance of Days. Atualmente o grupo anda embernando, mas a qualquer momento pode ressurgir batendo em postes de luzes e tocando seu hardcore sujo, alto e despretensioso.

  1. HAADJ


Em 2010 a banda O CHAMADO, cover de Guns N’Roses, foi reformulada dando gênesis ao grupo HAADJ, formado por GLEISON (V), os irmãos JANDERSON (B) e DEYVISON (G), e o baterista AGNALDO.  A banda faz um pop rock inspirado no glamrock dos anos 80, moldado para os dias de hoje. Ao longo de sua curta carreira, vem ganhando destaque local principalmente por ser uma das bandas mais ativa na cena rock, participando dos principais festivais de rock e tocando praticamente toda semana nos principais picos de rock local. Preparam o 1º disco e já tiveram a oportunidade de tocar no Amazonas este ano. Ouça “Não sei dizer” e conheça o trabalho desse grupo promissor do rock de RR.

  1. IEKUANA

Créditos: Pablo Fellipe

Quando você ouve a frase “Filho da puta, bando leso, eu disse ô bando de doido, tamo se fudendo porra!” cantada a plenos pulmões numa base sonora metal agressiva saberá que o som vem da banda IEKUANA, um do melhores grupos de metal/punk/rap/rock não só de RR, mas do norte do Brasil. Formada há mais de 6 anos por todos os integrantes remanescentes (exceto o vocalista Stalyn) da primeira formação da esfarelada Mr Jungle, a IEKUANA prepara o lançamento do seu debut ainda para 2012. Juntamente com Arroto do Sapo, representam o underground do rock Roraimense, atraindo uma legião fiel de fãs que acompanham o grupo em absolutamente todas as apresentações. Também participaram dos principais festivais de rock, organizam eventos, shows e festivais e chegaram a comandar a extinta CASA DO ROCK DO 13 DE SETEMBRO, bar underground que funcionou em 2007 e abrigou a cena underground roraimense por curto período.

  1. JAMROCK


Considerada a maior promessa da música de Roraima, e um dos destaques da cena rock/reggae/regional feita em RR, a JAMROCK faz um power-pop-reggae açucarado para as grandes arenas praianas, com conteúdo e uma musicalidade que assombra os ouvintes devido a pouca idade de seus integrantes e o talento expressivo dos mesmos. Em pouco mais de 2 anos de estrada, são hoje um dos grupos locais de maior público e popularidade. Lançaram recentemente o 1º EP com grande destaque na mídia e fizeram shows no Amazonas e se preparam para se apresentar em Macapá. A galinha dos ovos de ouro da música roraimense trilha os passos do sucesso, e está nesta lista por flertar com o rock dentro de seu caldeirão sonoro de ritmos e participar dos eventos do gênero, fazendo sua música transcender os estereótipos e unindo várias tribos. Ouça ‘Herói Cotidiano” e sinta a energia do reggae feito no extremo norte do Brasil.

  1. JOHNNY MANERO

Créditos: Lanne Prata

A banda ELVIS FROM HELL agitou a cena rock de RR em 2011, ganhando destaque e se tornando uma das promessas da nova geração de bandas de rock de RR. Por influência deste que escreve estas linhas, mudou de nome para JHONNY MANERO, nome também do hit do grupo e sem dúvida o hino do rock roraimense de 2011. Com a mudança de nome também veio alterações na formação que conta hoje somente da gangue original o vocalista/guitarrista YURI, que parece seguir os passos de outro vocalista decadente da cena rock local. Coincidência ou não, depois dessa bagunça nas estruturas da banda, as apresentações minguaram e a banda entrou na geladeira por motivos desconhecidos. Agora busca ressurgir reformulada, chutando portas de banheiro porque o importante mesmo é se divertir. Esperamos que a volta seja definitiva.

  1. KANDELABRUS

Créditos: Lanne Prata

A KANDELABRUS é sem dúvida o melhor grupo de hard metal (cristão) do rock roraimense. Integrado por músicos competentes e de extrema habilidade técnica, a Kandelabrus sempre se destaca nos festivais que participa. Com shows poderosos que despertam o interesse dos amantes da boa música, a Kandelabrus escreve sua história no rock roraimense e do gospel também. Preparam o lançamento do 1º disco e acumulam no currículo shows não só em RR, mas também no AM e já dividiu o palco com OFICINA G3, sem dúvida uma das influencias desse ótimo grupo de rock de Roraima.

  1. KLETHUS


A banda KLETHUS já é veterana na cena rock local. Este excelente grupo de rock cristão ultrapassou as barreiras ideológicas para provar que música boa é música boa, não importa os rótulos. Capitaneada pelo baixista/vocalista JR MAX e a guitar hero ELLEN CARMEN a banda Klethus é o maior exemplo de banda independente que conduz sua carreira com extrema eficiência. Atualmente trabalham na produção de mais um disco autoral e shows esporádicos devido a agenda corrida de seus integrantes, mas já escreveram um belo capítulo na história do rock de Roraima, sendo um dos grandes dinossauros do nosso rock “macuxi”.

  1. OLD FUNERAL


Pouco sabemos sobre o grupo de black metal, ou para os leigos, metal extremo, OLD FUNERAL. Este grupo de som pesado e de atitude com lastro está nesta lista por ser pelo que conhecemos o único representante desse gênero em RR. Além de ser a banda “do peso”, a Old Funeral e seus seguidores mantém a associação dos headbanguers do bairro 13 de setembro, promovendo shows undergrounds e festivais de metal extremo como o que ocorreu no começo do ano, o Boa Vista Metal Fest, trazendo várias bandas de metal extremo do Amazonas e a própria Old na programação. A OLD FUNERAL representa o extremo do extremo underground do rock acima da linha do equador, o que é motivo de orgulho, pois onde há um headbanguer bangueando, o metal continuará vivo e tocando!

  1. OSTIN

A banda OSTIN faz um power pop rock radiofônico. Em pouco tempo de estrada e com alguns singles de sucesso, juntamente com seus contemporâneos da Jamrock e Johnny Manero, a banda Ostin ganhou destaque em 2011 e até meados de 2012 era uma das promessas do rock roraimense, mas se apagaram subitamente da cena e andam fora de atividade. Ainda assim são considerados um grupo promissor com talento e apelo pop com todos os ingredientes para alçar vôos mais alto no cenário rock teen do Brasil.

  1. RECLIVE


A banda RECLIVE apareceu despretensiosa em 2011 e aos poucos vem ganhando destaque e reconhecimento local. Seu primeiro single “Minha Razão” apresenta ao público a banda, apesar da canção soar um plágio de outro sucesso “The Reason” da banda Hoobastank, a Reclive tem potencial para ser um dos grandes nomes do rock local, basta direcionar melhor suas composições para o caminho autoral, e não dessa infeliz “coincidência” que a banda divulgou como seu primeiro single. O Blog ainda assim torce pelo sucesso do grupo e enxerga um futuro promissor pro mais novo diamante bruto do rock local.

  1. SHEEP

São poucas as linhas desse almanaque para descrever sobre um dos melhores grupos do rock roraimense de todos os tempos, a banda SHEEP, um grupo de rock que em meados da década dos anos 2000 foi considerado o maior destaque do rock local e apresentou para o público o hino “Palavras ao Vento”. A banda não quer dominar o mundo e muito menos dar passos mais ousados como por exemplo a gravação de um tão aguardado disco autoral mas seguem seus passos como bem entendem sem dever nada para ninguém. A banda Sheep traz a cena rock roraimense o ar despojado do grunge de Seatle e tem na figura do vocalista Ramon Hiama, a personificação de uma voz estrelar que hipnotiza ao primeiro contato. Simplesmente uma banda sensacional e com razões de sobra para ser um dos ícones da nossa emergente cena rocker!

  1. ST SEVEN


Liderados pelos vocais guturais de MACIEL FAGUNDES, banda ST SEVEN faz um White metal de respeito. Adoradores de Jesus promovem evento com bandas de rock gospel que agitam a cena rock roraimense, como o SABBAOTH NORTH FESTIVAL que já trouxe bandas de nome nacional do metal pesado e extremo, como os paulistas do ANTIDEMON. Estão na ativa há mais de meia década e representam um braço do rock ainda pouco valorizado na cena rock local, o gospel, mas tão importante como as outras vertentes.

  1. VELUDO BRANCO


Em pouco mais de 6 anos de estrada, o power trio de blues rock VELUDO BRANCO é hoje a banda independente de Roraima com um dos currículos mais invejáveis, extensos e de lastro profissional. Já tocaram em estados como Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia e Rio Grande do Sul e dividiram o palco com os maiores nomes do rock nacional, como Arnaldo Antunes, Raimundos e Velhas Virgens só em 2012. Lançaram em 2010 o disco VELUDO BRANCO ROCK N’ROLL, e recentemente o EP SEM MENTIRAS e o 1º vídeo clipe oficial da música que dá título ao novo trabalho, além de receber destaque dos principais portais de música independente do Brasil, como o PalcoMp3 e mais recentemente TramaVirtual. Sua história por si só já vale o nome na lista.

  1. VIVERDE

Créditos: Pablo Fellipe

VIVERDE é uma banda de indie rock, a única do gênero em atividade na cena rock de Roraima. Se apresentam esporadicamente, reascendendo os ânimos do público indie e carregando o legado e a mística em torno das bandas do gênero. Suas referencias musicais vem do pós punk e de bandas como Strokes e Artic Monkeys, mas o som é sujo, desafinado e delicioso de se ouvir, afinal o rock é rock pela atitude, sempre!