31 de mai de 2012

Agenda: IEKUANA E PROTESTO NESTA SEXTA NA UFRR



 Nesta sexta feira, dia 1 de junho, o movimento do Comando da Greve dos Estudantes da Universidade Federal de Roraima, realiza um evento de musica e protesto no campus da Universidade.

Estarão reunidos os alunos que são a favor da greve, para uma manifestação de apoio aos professores grevistas e para solicitar agilidade na negociação entre o governo Federal e os grevistas, para a solução do impasse que já dura 2 semanas, mas toda comunidade está convidada para comparecer e se informar sobre os objetivos dessa manifestação. O evento vai contar com a participação da banda Iekuana, que fará um show para animar os presentes.

O evento faz parte do movimento nacional da ANEL (Associação Nacional dos Estudantes Livre), que estará acontecendo simultaneamente em todas as Universidades Federais em greve. O encontro acontece cedo, e o show está previsto para acontecer em duas etapas, iniciando às 19hs.

27 de mai de 2012

VELHAS VIRGENS E VELUDO BRANCO EM MANAUS - UMA AVENTURA ROCK N ROLL DE VERDADE





Por Cesar Matuza.

Sim, a noite de sexta feira foi histórica. O show dentro do Antique em Boa Vista foi um caldeirão. Muita gente se divertiu como nunca, alguns saíram escorados, outros carregados, outros nem conseguiram sair, dormiram por lá mesmo.

Apenas 4 horas após ter saído do Antique e desmontagem dos equipamentos, já estava este que vos escreve levantando de novo, para devolver alguns equipamentos emprestados e arrumar as coisas para a segunda parte da aventura Velhas Virgens pela região Norte.

Meio dia saímos de casa rumo ao aeroporto, agora nós fazíamos parte também da Tour, estávamos acompanhando a banda para abrir o show de Manaus também.

Chegando em Manaus encontramos nossos amigos e parceiros Mayco e o grande Bosquinho, da banda chá de flores, que novamente estava nos dando o apoio no translado. Abrindo um pequeno parêntese, aguardem em breve em Boa Vista, a Chá de Flores.

Depois da tarde de descanso, era hora de ir para o local do show. A vontade e a expectativa de tocar novamente em Manaus, de assistir novamente um show das Velhas Virgens, e rever os amigos só aumentavam a ansiedade.

Devido a imprevistos de horários de aeroporto, o show das Velhas Virgens foi adiantado, e a Veludo Branco ficou para fechar a noite. A princípio achamos que não seria legal, mas depois vimos que estávamos enganados, a surpresa iria valer a pena.

Chegamos no ginásio e a Chá de Flores já mandava seu som no palco, um rock n roll competente, com influencias oitentistas, letras que falam do cotidiano. Um salve diretamente do palco nos recebeu logo na chegada.

Fomos para os camarins, encontramos vários amigos já conhecidos de Manaus, e também os novos amigos da Velhas Virgens. Enquanto a Chá de Flores terminava seu show, entrava no palco a Antiga Roll, nova banda Manauara, ou melhor, de Maués (como fui informado) começava a mandar um rock n roll com influencia de Ramones e Raimundos. O som com muita energia aquecia o publico, enquanto nós bebíamos e batíamos papos sobre os mais variados assuntos com Cavalo, Bart, Roy, Ju, Paulo, e todos os integrantes da equipe da Velhas Virgens, que aliás, neste momento estávamos todos do lado de fora do camarim, devido a uma pane elétrica na instalação. A cerveja era buscada em lotes nos camarins, sempre em equipe, um iluminando com o celular, o outro encarregado de carregar as latinhas. (risos)

Foi uma experiência muito legal dividir os camarins com a banda que mais nos influencia na direção que nós demos pra nossa banda, no estilo e nas composições, o que ainda descobrimos que não é apenas no estilo musical que temos afinidades. Logo que começamos a trabalhar juntos em Boa Vista na organização e no atendimento, rolou um clima muito tanquilo e bem descontraído entre os membros da banda, da equipe e a gente. Cena que traduz isso foi no atendimento do almoço, que estava sendo fornecido em um restaurante, quando pedi pra me darem as comandas pra eu fazer o pagamento, todos traziam a comanda e me entregavam dizendo, “toma pai..” (risos)

Voltando a Manaus, chega a hora das Velhas Virgens subirem ao palco, antes ainda um tempo para um recado de aniversário especial do Paulão para a mão deste que vos escreve. Abraços e desejos de boa apresentação, fui lá pra fora pra ver de novo um show das Velhas Virgens, o qual nunca antes tinha tido a oportunidade de assistir, então, queria aproveitar.

Nada de surpresas, eles entram no palco e o publico já vai junto, Paulão com sua roupa de oncinha dos pés ao chapéu entra no palco e já toma na mão a galera. O show é mais curto que o de Boa Vista por conta do cronograma, então é só clássico, um atrás do outro. O ginásio cheio cantava todas as musicas, o coro de “abre essas pernas”, “põe tudo”, “puta” era uníssono.

Ao final a banda sai do palco com o publico ensandecido e realizado, o show das Velhas Virgens, além de um puta show de RocknRoll, é uma grande festa, todos vão para cantar, beber, dançar, xingar a vontade, espantar todo stress da vida diária, exorcizar os pudores, enfim, se divertir no grau máximo que a palavra pode significar.

Opa, agora lembrei, ainda temos que fazer nosso show. Tarefa ingrata tocar após a banda mais importante do rock nacional independente, com suas musicas conhecidas, cantáveis, com uma cantora carismática e linda, com um front man que é um ator e cantor performático que domina o publico com extrema facilidade. O que fazer pra segurar essa onda? Não sei, só resta tocar com o coração como sempre e ver no que dá.

Abraços nos amigos que saiam do palco e nós carregando os equipamentos para dentro. Foram momentos loucos, surreais, impagáveis e muito legais que passamos com aquela galera, mas o fim de semana rock n roll estava acabando, era o ultimo ato. Será que um dia nos veríamos de novo? A empatia com a galera foi muito grande, todos grandes pessoas, humildes, talentosos, camaradas, competentes, gentis, receptivos, e mais alguns adjetivos que ainda caberiam. A distância é um obstáculo físico, mas amizades pemanecem ao tempo e a distância, enfim, hora de tocar.

Preparados no palco, uma boa parte do publico ficou (que bom). O mestre de cerimônias e apresentador do evento, nosso amigo Emir começa a apresentação, agradece ao publico, agradece a presença da Veludo e a parceria de sempre, quando de repente...


.. de trás do palco uma figura alta, só de cueca e cotoveleiras entra por trás do palco, era o Paulão, meio apressado, parecia afobado, de repente passou pela cabeça: “eita caraio? Deu alguma merda!”... ele vai e pega o microfone do Emir ... pensei comigo: “é, deu alguma merda, fudeu!” ..

Mas, para noooosssaaaa alegriaaaaa.. Paulão Carvalho entra pra introduzir (no bom sentido) a Veludo Branco, e solta aos gritos ao seu estilo: “UMA PUTA BANDA DE ROCK N ROLL DO CARALHO LÁ DE RORAIMA PORRA” ....

.. (cri cri..) ..

meu cérebro para de funcionar por alguns instantes.. (o que?) .. (o que foi isso cara?) .. inacreditável o que aconteceu.. o Mateus olha pro Paulo, olha pra mim, com cara de besta, eu também olho pra eles com cara de idiota .. e começo a rir, sai da batera e dei um abraço no Paulão antes dele sair e agradeci, voltei pra batera, e .. 1.. 2.. 3.. 4..  hora de Rock n Roll.. e a Veludo faz um dos melhores shows de sua vida, para fazer justiça ao nível do evento, da apresentação especial e da banda que tinha tocado antes. Era o final com chave de ouro de um dos melhores fim de semana de nossas vidas..

Ficam as lembranças, mais um sonho realizado, mais uma pagina virada na história da Veludo Branco, que a cinco anos vem na luta contra todos os fatores que dificultam a vida de uma banda de Rock n Roll do extremo extremo Norte, mais amigos feitos na estrada, mais um puta evento foda que conseguimos realizar em Boa Vista, mais um dia que fica na memória pra sempre.

Eu amo o Rock n Roll, por tudo que ele me proporcionou, me proporciona e por tudo que ainda vai acontecer de bom na minha vida.

Abraços a todos, e continuem atrás do seu sonho, eles realmente acontecem.

VELHAS VIRGENS E VELUDO BRANCO DE BAR EM BAR PELO ROCK N’ROLL




Por Mr Gonzo.

Enquanto escrevo essas linhas, fazem exatamente 9 dias que aconteceu uma das noites mais incríveis da minha vida desde que comecei a tocar guitarra há cerca de 12 anos atrás. Não é segredo algum que a Veludo Branco é cria das Velhas Virgens. Meu jeito de tocar, de compor é totalmente inspirado na maior banda independente do Brasil, bem como a forma que encaminhamos nossa carreira, independente, sem precisar se submeter a qualquer tipo de subordinação ou demandas mirabolantes de pseudo lideres do cenário musical brasileiro.

É muita coisa para ser escrita nestas poucas linhas, e sinceramente não sei nem por onde começar, talvez ainda por estar um estado progressivo de letargia e felicidade por conta de um fim de semana rock n’roll que ficará pra sempre na memória de quem esteve no Antique Pub, em Boa Vista – Roraima, apreciando um show histórico, com quase 3 horas de duração, saciando a sede de todos que igualmente a mim, são fãs, e esperaram pacientemente 25 anos até a vinda das Velhas a Boa Vista.

Mais do que poder assistir ao show das Velhas, ter a honra de fazer o show de abertura me fez reafirmar mais uma vez que qualquer sonho que se tem nessa vida é possível de se realizar. Melhor ainda ter a oportunidade de repetir a dose no dia seguinte, em Manaus, mas isso quem contará noutra publicação é Cesar Matuza.

 Tocamos por volta de 40 minutos. Sempre tive certo incomodo com o público local até esse show do Antique, pelo fato de sermos muito mais valorizados e reconhecidos quando tocamos em outros estados do que em nossa própria casa, mas dessa vez, para a nossa alegria, a audiência estava a fim de curtir a noite e digo que não há nada que dê mais tesão a um artista do que ouvir aplausos sinceros e embriagados após tocar sua música. Na metade do show a corda da minha guitarra quebrou e fizemos uma breve pausa. Voltamos com o Hino dos Abutres, emendando a música BOM É QUANDO FAZ MAL da banda Matanza. O coro no refrão foi insano e o público foi a loucura com nossa performance! O que foi aquilo? A galera gritando Veludo e pedindo mais um? Foi inacreditável, e ainda por cima de tudo, na plateia a banda Velhas Virgens, nossa maior influencia musical assistindo nosso show. Surreal demais! Tocamos ainda Opala Branco, e a galera retribui o refrão, e fechamos com a dobradinha Falso poder / Hendrix. Dever de casa cumprido. Agora era hora de beber cerveja e assistir o melhor show de rock que presenciei em Roraima em toda a minha vida.

Com 25 anos de estrada e 12 discos lançados fica fácil para uma banda montar um set list que agrade do início ao fim. Não foi diferente com as Velhas. Celebrando sua história tocaram clássicos atrás de clássicos.  Primeira parte do show foi com instrumentos acústicos, violões, baixo, harmônicas e panderolas, combinando perfeitamente com o clima do Antique Pub. Na segunda parte o volume dos decibéis foram ao extremo, e não deu em outra: Foi a noite que mais ouvi a palavra BUCETA ser pronunciada na minha vida, e num lugar talvez não convencional para esse tipo de manifestação de tara masculina, o Antique Pub. PUTA também foi exclamado aos montes pelo público que embarcou na brincadeira da banda e interagiu do começo ao fim. ABRE ESSAS PERNAS, SIRIRICA BABY também entraram no coro. Após quase 3 horas de show a banda terminou sua apresentação, e repito, não há palavras suficientes pra caber nesse texto para descrever o que aconteceu no Antique Pub. Só quem esteve lá sabe do que estou escrevendo e por isso mesmo não vou me alongar. Restaram corpos embriagados caídos pelo ambiente, alguns dormindo em pé, outros sentados, e uma sensação de dever cumprido e alma lavada.

Um filme inteiro da minha vida passou na memória quando entrei no carro ao voltar pra casa após o show, depois da exaustão de um dia inteiro de correria e bebedeira. Eu tinha 9 anos quando escutei o som dessa banda que pirou minha cabeça e me fez querer fazer o mesmo tipo de música e seguir o mesmo caminho. Demorou 17 anos para realizar este sonho, mas o que importa? A vida é um caminho longo a seguir, e com paciência e persistência todos os sonhos se tornam reais. Eu realizei mais um, e esse com um gosto especial, pra ser guardado pra sempre na memória.

Fecha a conta.

Agenda Boa Vista: Jamrock lança EP A Primeira Viagem





Na semana que vem, a banda Jamrock enfim estará lançando seu EP de estreia. Intitulado A Primeira Viagem. o EP será lançado virtualmente para download no Som do Norte e no blog da banda (http://bandajamrock.blogspot.com.br). O aguardado EP estará disponível na sexta, dia 1º, a partir das 20h (horário de Boa Vista, 21h pelo fuso de Brasília). Este será o nosso Disco do Mês de junho.

O lançamento virtual será devidamente comemorado no dia seguinte. No sábado, 2 de junho, a Jamrock anima a festa no Chacrinha Chopps (Av. Nossa Senhora da Consolata, 606, Centro, ao lado do Espaço Domus), a partir das 22h. Também irão participar Neuber Uchôa e a banda Ostin. Haverá sorteio de torres de chopp. Será cobrado um couvert artístico de R$ 5. A renda de bilheteria servirá para ajudar a pagar a prensagem da versão física do EP, primeiro lançamento do novo selo DoQuintal.

Ah, a foto mostra a Jam durante a gravação do clipe de "Recompensa", uma das canções que integram o EP. O clipe também será lançado em breve. Aguardemmmm! 

25 de mai de 2012

VELUDO BRANCO TOCA RAUL




Por Fabio Gomes.

Ninguém sabe ao certo quando iniciou a mania de, em bares ou festivais Brasil afora, a qualquer momento do show alguém da plateia levantar e gritar "Toca Raul!!!". O pedido costuma incomodar alguns artistas, mas este não é o caso da banda Veludo Branco. 

Houve um pedido como esse quando o trio esteve em Porto Alegre, em 17 de março de 2010, lançando seu CD Veludo Branco Rock'n'Roll, e o vocalista Victor Matheus o atendeu prontamente, tocando o "Rock das Aranha".

Nesta sexta-feira, 25 de maio, não será preciso nem pedir: no show intitulado justamente Toca Raul!, a Veludo irá interpretar 20 sucessos do roqueiro Raul Seixas, considerado como o "Pai do Rock Brasileiro".

O evento acontece na Chopperia Chacrinha a partir das 23h, com entrada franca e terá a participação do poeta Rodrigo Mebs, além de pré-show com a banda Reclive. Toca Raul! é uma realização da Roraima Rock Produções e da Chopperia Chacrinha, com apoio do blog Som do Norte. Informações:  8113-0894.
  
Será o primeiro show da Veludo em Roraima após tocar fora do estado no sábado passado, 19 de maio. 

O trio foi a Manaus abrir o show da banda Velhas Virgens, repetindo com grande sucesso a dobradinha que já fizera na véspera no Antique Pub, em Boa Vista. Estes shows do grupo paulista integraram a turnê comemorativa de seus 25 anos, completados em 2011. 

A escolha da Veludo Branco para abrir a etapa Norte desta turnê coincide com um momento muito ativo: recentemente a banda gravou um novo EP, intitulado Sem Mentiras, que deverá ser lançado em junho em CD e em julho em DVD, incluindo o videoclipe da faixa-título. 

Entre os planos a curto e médio prazo, estão a gravação do segundo CD e uma turnê pela América Central e países do Caribe, marcando assim o sexto ano do power trio surgido com o intuito de transmitir ao público a essência do rock'and'roll, tendo como uma das principais marcas a irreverência.

A irreverência também foi uma das principais características do homenageado da noite desta sexta, o cantor e compositor baiano Raul Seixas (1945-1989). Ao longo dos 26 anos de carreira, o artista lançou 21 discos, notabilizando-se pela fusão do rock com o baião e pelas letras misturando filosofia, história e esoterismo, que garantiram a 'Raulzito' um público fiel que segue cultuando sua obra, mesmo após mais de 20 anos de sua partida.
Entre seus maiores sucessos, estão músicas como "Ouro de Tolo", "Mosca na Sopa", "Metamorfose Ambulante", "Gita", "Al Capone", "Tente Outra Vez", "Maluco Beleza", "Aluga-se" e "Carimbador Maluco". Seus principais parceiros foram Paulo Coelho, Claudio Roberto e Marcelo Nova, ao lado de quem Raul gravou o último disco, A Panela do Diabo, e com quem fez sua última turnê, realizando 50 shows por todo o país em 1989. Raul chegou a ser exilado em 1974, em função do projeto de criar a Sociedade Alternativa, vista como subversiva pela ditadura militar. 

Agora em 2012, entrou em cartaz em circuito nacional o documentário Raul - O Início, o Fim e o Meio, dirigido por Walter Carvalho, reconstituindo a trajetória deste que foi um dos maiores roqueiros que o Brasil já gerou. 

22 de mai de 2012

Coluna Roraimarocknroll comemorou 1º ano com grande festa


Por Victor Matheus

Há cerca de um ano e poucos meses atrás o Blog Roraimarocknroll tornou-se o maior portal virtual especializado na cena rock independente do extremo Norte do Brasil, em especial o rock roraimense, gerando vários projetos para fomentar o mercado da música em Roraima, entre eles a RORAIMAROCK PRODUÇÕES, o 1º selo independente de RR - RORAIMAROCK DISCOS, os Festivais HEY HO! LET'S GO! e SKINNI ROCK FESTIVAL, a coluna RORAIMAROCKNROLL no jornal Folha de Boa Vista e ainda promove diversos eventos e shows na Chopperia Chacrinha, divulga e apoia as bandas independentes de Roraima e contém em sua editoria diversas colunas assinadas por agitadores e produtores culturais e músicos locais e do Brasil.

Neste mês de Maio, o Roraimarocknroll comemorou com uma grande festa na Chopperia Chacrinha o aniversário de 1º ano da Coluna Roraimarocknroll, com shows do cantor Arthur de Jesus e as bandas Reclive e Hopes que concorriam a prêmios durante a festa, entre eles a gravação de uma música, e a participação especial da banda Konvictus, da DJ Estrela e do poeta Rodrigo Mebs.

A festa foi animada, a chopperia Chacrinha lotada e mesmo com a chuva persistente que caiu na metade da festa, foi comprovado mais uma vez que é possível promover eventos de rock em Boa Vista que valorizem tanto as bandas e artistas autorais como os covers, integrando ambos no mesmo ambiente e valorizando toda a cadeia produtiva da música. O resultado foi sucesso absoluto e expectativas cumpridas com louvor.

OS SHOWS


As 22:30h o cantor ARTHUR DE JESUS subiu no palco do Chacrinha Chopps para iniciar a festa. Seu repertório de músicas próprias agradou o público que ia chegando a Chopperia. O R&B romântico cantado por Jesus tem na marca de suas letras amores e dissabores da vida. As track’s que acompanham as músicas ainda soam um pouco repetitivas aos ouvidos mais atentos, mas acredito que tempo ao tempo, o cantor e compositor Arthur encontrará seu caminho. Como um lobo solitário, a melhor maneira de encurtar essa caminhada até o reconhecimento local deverá ser montando uma alcateia, se aliando a bandas locais da nova geração e inserindo suas rimas como participações especiais, a exemplo da própria parceria que o cantor tem com a banda Insert Rock. Se não for algo revolucionário para o rock local, há de dar um bom gás à carreira de Arthur. O público se agradou da performance de pouco mais de 30 minutos de show, tanto que com 21 votos, Arthur recebeu o prêmio de 2º lugar da noite, ganhando um ensaio fotográfico assinado pelo fotógrafo e publicitário Saulo Oliveira.

A banda RECLIVE foi a segunda atração da festa, entregando o melhor show das bandas que concorriam aos prêmios. Foi a primeira vez que assisti a apresentação do grupo, e devo frisar que me surpreendi. Problemas técnicos no início do show não abalaram o grupo e depois das correções feitas, a banda que hoje tem potencial para disputar de cabeça com outras bandas novas de destaque na cena, fez um show que levantou a galera que lotou de imediato a parte interna da Chopperia Chacrinha. Um repertório embalado na medida certa, equilibrando músicas covers como da banda Hole e da cantora Adele, numa versão musculosa, e canções autorais cativou de imediato o público. O show da banda Reclive foi um exemplo perfeito de como usar ao seu favor o ambiente para cativar novos fãs e agradar tanto os xiitas fervorosos defensores do autoral, os donos de casa noturna, e o público paraquedista que ainda não conhecia o trabalho do grupo. Há lugares, eventos e festivais para se tocar somente música própria. A Reclive traduziu perfeitamente o espírito do evento com seu show: Uma festa em comemoração ao rock n’roll roraimense. Não venceram a votação, ficando com apenas 19 votos e recebendo o 3º prêmio da noite, um pacote de 3 ensaios de 2h cada, patrocínio do KS Stúdio, mas conquistou de vez seu espaço entre as novas promessas do pop rock roraimense de 2012.

O quinteto HOPES seguiu a festa apresentando seu hardcore melódico ainda na casca do ovo, mas com potencial, se os integrantes se dispuserem mais a tocar direito do que fazer firula, como no caso, o batera doidão Claudião que no meio da loucura sonora e ainda embolado do som da Hopes consegue divertir o público com suas caras e bocas. A sonoridade da banda vem evoluindo, e mesmo priorizando somente músicas próprias, deixando na maior parte do tempo o público sem foco na apresentação, animaram a noite, principalmente pelas cenas pitorescas do vocalista Luciano mandando sms, ou lendo, ou sei lá fazendo o que no celular, enquanto cantava. Se ainda falta técnica ao grupo e atenção a cuidados básicos para qualquer banda iniciante, como por exemplo, afinar os instrumentos fora do palco e tocar afinado, sobra vontade de tocar rock n’roll. Beberam metade do bar, convidaram os amigos, tios, primos, indigentes e conquistaram o 1º lugar da votação para participar da festa e também o 1º prêmio, a gravação de uma música, patrocínio do Estúdio Parixara. Mais que merecido.

A noite ainda contou, no intervalo dos shows com a participação super especial da DJ Estrela tocando um som fino, fazendo a cama sonora perfeita para as intervenções poéticas de Rodrigo Mebs. A princípio o público não entendeu a viagem que rolava, mas após o segundo ato desse encontro a galera abraçou a ideia, semeando a partir de então novas parcerias artísticas que vão possibilitar bons frutos em breve.





Fechando a noite, a banda KONVICTUS literalmente tratorizou a Chopperia Chacrinha. Sem dó nem piedade de nossos ouvidos, destilou seu repertório cover que passei pelo SOAD, Rage Against the Machine, Red Hot chilli Peppers, Mr Big, Slipknot, Foo fighters, entre outros. Um petardo atrás do outro para o deleite dos alcoólicos de pulmão. A banda Konvictus comprovou mais uma ver ser a melhor banda cover da cidade na atualidade. Já prometem músicas próprias para breve, e se direcionarem para a pegada que fazem no cover, tem tudo para ser a melhor surpresa de 2012 do rock roraimense.

O QUE FICA?


Não há o que se discutir: A Chopperia Chacrinha é definitivamente a casa do rock em Boa Vista. O público diversificado da festa comprovou mais uma vez que é possível realizar eventos de rock em Boa Vista, valorizando toda a cadeia produtiva da música, com entrada franca, estrutura de qualidade e principalmente promovendo os artistas que fazem parte da nossa cena rock. O mérito do sucesso do evento foi a soma de várias forças trabalhando em conjunto, as bandas se divulgando, a produção trabalhando na promoção de divulgação e organização da festa, o apoio dos patrocinadores e o público que entendeu a proposta da RORAIMAROCK PRODUÇÕES e abraçou definitivamente nossas ideias de sempre buscar inovar o cenário rock local com eventos trazendo novas propostas de produção.

AGRADECIMENTOS



O Blog Roraimarocknroll agradece a todos que de alguma forma, direta, ou indiretamente colaboraram para a realização desse evento e pelo sucesso e reconhecimento conquistado, entre eles os patrocinadores CHOPPERIA CHACRINHA, JORNAL FOLHA DE BOA VISTA, ESTÚDIO PARIXARA, ACADEMIA WORD GYM, LIRA MOTO, GRANJA NOSSA SENHORA DE NAZARÉ, CHURRASCARIA BURITIS, o apoio de LOJA MENINA DO RIO, EVANILSON TATTOO, KS STÚDIO, AMATUR TURISMO, BLOG SOM DO NORTE, fotógrafo SAULO OLIVEIRA, o cantor ARTHUR DE JESUS, o poeta RODRIGO MEBS, a DJ ESTRELA, as bandas RECLIVE, HOPES, KONVICTUS, os amigos LUCIANO TORRES, CESAR MATUZA, PAULO HENRRIQUE, VANESSA BRANDÃO e o público que prestigiou nossa festa. Que venha mais um ano de Roraimarocknroll, de música independente e de festa.

Fecha a conta. 

15 de mai de 2012

VELUDO BRANCO ABRE SHOWS DE TURNÊ DE ANIVERSÁRIO DA BANDA VELHAS VIRGENS


Por Fabio Gomes
Nesta semana a Veludo Branco fará a abertura de dois shows da turnê comemorativa dos 25 anos da banda Velhas Virgens, de São Paulo. O primeiro show acontece no Antique Pub, em Boa Vista, no sábado, 18 de maio, a partir das 23h. O segundo será no dia seguinte em Manaus, na festa Rock Fantasy, contando ainda com a banda Chá de Flores.

A escolha da Veludo Branco para circular ao lado das Velhas Virgens veio ao natural, devido à identidade temática das letras das duas bandas. As composições de ambas são recheadas de histórias sobre cerveja, mulheres e rock'n'roll, sempre contadas com muita irreverência e alguma dose de crítica. Além disso, tanto Veludo Branco quanto Velhas Virgens conduzem hoje sua carreira de modo independente, sem vínculo com o mercado fonográfico. A banda paulista chegou a lançar dois discos por gravadoras - o segundo,  Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro, de 1996, com participações de Roger Moreira (Ultraje a Rigor), Rita Lee e Sérgio Hinds (O Terço), saiu pela Velas, na época dirigida por Ivan Lins. Mas a partir de 1998, com a retração do cenário mainstream de rock no Brasil, a banda optou por criar sua própria gravadora, a Gabaju Records, pela qual lançou seus nove discos seguintes, sendo o mais recente o Carnavelhas 2 - Do Love Story a Avenida São João, de 2011. 

Também foi independente o lançamento do primeiro CD da Veludo Branco, intitulado Veludo Branco Rock'n'Roll, destacado como Disco do Mês de agosto de 2010 do blog Som do Norte. O próximo trabalho da banda, o EP Sem Mentiras, gravado em abril, sairá em breve pelo selo Roraima Rock Discos. Entre os planos a curto e médio prazo, estão a gravação do segundo CD e uma turnê pela América Central e países do Caribe, marcando assim o sexto ano do power trio surgido com o intuito de transmitir ao público a essência do rock'n'roll. A trajetória da banda inclui participação nos principais festivais independentes do Norte do Brasil - Beradeiros (RO), Casarão (RO), Quebramar (AP), Megafônica (PA), Tomarrock (RR), RR Sesc Fest Rock (RR) e os Gritos Rock de Boa Vista e de Manaus, além de uma turnê pelo Rio Grande do Sul e abertura do show de Blaze Bayley (ex-Iron Maiden) em Manaus em 2010.

A conjugação dos dois fatores citados - as letras irreverentes e a opção por trilhar um caminho próprio - faz com que as músicas tanto da Velhas Virgens quanto as da Veludo Branco estejam ausentes da programação da maioria das FMs e das TVs abertas, sendo os shows e a internet seus principais meios de divulgação. A banda roraimense já foi destacada em matéria da revista Intera, de Manaus, e concedeu entrevistas à RBS TV (Porto Alegre) e MTV Belém, além de ter sido mencionada na Folha de S. Paulo em 2011. 

O show de sábado será a primeira apresentação da Velhas Virgens em Roraima. O evento é uma realização do SESC Roraima, com apoio do blog Roraima Rock'n'Roll, Shop Som e do Jornal Folha de Boa Vista. Informações: 3621 3939 / 8409 8969.

A INTERNET NÃO AMEAÇA A CULTURA BRASILEIRA



O Blog Roraimarocknroll estréia hoje mais uma Coluna da sua editora - PAPO CABEÇA, assinado por FÁBIO GOMES, jornalista, produtor cultural e editor do blog Som do Norte.



Fato 1 – 21 de março de 2012. A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, afirma no Congresso Nacional seu temor de que a pirataria através da internet irá matar a produção cultural brasileira.

Fato 2 – 31 de março de 2012. No programa Altas Horas (TV Globo), Gaby Amarantos e Fernanda Takai cantam “Pimenta com Sal”, de Eliakin Rufino, realizando assim talvez uma das maiores projeções recentes da cultura de Roraima.

O que um fato tem a ver com o outro? Penso que muito. Vou transcrever a parte da fala da ministra dita na audiência pública na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, referente à questão digital: “Hoje em dia a pirataria é feita assim. É copiado através da internet, e isso se multiplica, está sendo distribuído e vendido pela internet. Daí a preocupação do MinC com essas questões, que estão facilitando a pirataria. O MinC tem que ter uma preocupação com a preservação e com a condição de se produzir culturalmente sem que isso seja copiado como se não tivesse trabalho investido. Isso vai matar a produção cultural brasileira se não tomarmos cuidado.”

Vejam que, na concepção da ministra, a produção cultural brasileira seria algo que se realiza totalmente fora da internet, e esta seria um canal para cópia, distribuição e venda ilegais. É, para dizer o mínimo, uma forma muito rasa de entender os dois fenômenos citados – a produção cultural brasileira e a internet. É desconhecer, por exemplo, que a internet pode ser um canal para a difusão – inclusive, autorizada e legal (no sentido jurídico da palavra) – desta produção. Recentemente o site do Pato Fu, banda da qual Fernanda Takai é vocalista, passou a oferecer para download todos seus CDs, seguindo o exemplo dado por Hermeto Paschoal. Gaby Amarantos também disponibilizou para baixar em seu site uma prévia do seu CD Treme (três faixas que reuni no EP Xirley Xarque - http://pagsocial.com/d/0FR.aspx)

Vemos, portanto, que a internet pode ter um papel importante na difusão da produção cultural brasileira. E pode ainda ter outro papel, que qualifico de fundamental, como estimulador desta mesma produção. Um bom exemplo disto é a história de como “Pimenta com Sal” chegou ao Altas Horas.

Em agosto de 2009, poucas semanas depois que coloquei no ar meu blog Som do Norte, recebi uma mensagem da cantora roraimense Euterpe, me convidando a acessar sua página no MySpace, que continha nove faixas do seu CD Batida Brasileira. Uma das que mais gostei foi “Pimenta com Sal”, que ali ouvi pela primeira vez. Em abril de 2010, destaquei o Batida Brasileira como “Disco do Mês” do Som do Norte. Tanto no MySpace quanto na caixinha cantante do meu blog, não havia como baixar a música, impossibilitando sua “cópia pirata pela internet” mas não impedindo de modo algum que o trabalho de Euterpe ficasse conhecido e fosse destacado, na mesma época, pelo jornalista Nelson Motta e pela rádio Educadora de Salvador.

Paralelo a isto, Gaby Amarantos começava a se tornar mais conhecida do público brasileiro depois de participar dos festivais Se Rasgum 2009 e Rec-Beat 2010, passando a cantar com frequência com a Orquestra Imperial, no Rio de Janeiro. Várias vezes, nessas participações, cantava “Pimenta com Sal” em dueto com Nina Becker. O dueto foi repetido no show de Nina no primeiro Conexão Vivo Belém, em junho de 2010. Logo após o show, Gaby perguntou-me se eu sabia quem era o autor da música, pois ela gostaria de gravá-la no disco que iria começar a produzir em breve (justamente o Treme que chega às lojas agora em abril). Já contei esta história no Som do Norte - http://somdonorte.blogspot.com.br/2010/06/gabi-amarantos-vai-gravar-pimenta-com.html

Aqui se unem os dois fatos citados no começo do texto – foi a internet que permitiu que Euterpe localizasse meu blog e que possibilitou que eu conhecesse e depois destacasse tanto seu trabalho quanto o de Eliakin Rufino, produtor e principal parceiro do Batida Brasileira, e acabasse sendo o elo de ligação entre Eliakin e Gaby, que levou ao recente dueto dela com Fernanda Takai no Altas Horas. Alguma ameaça à produção cultural brasileira aqui?

Finalmente, é preciso dizer que mesmo artistas consagrados da música brasileira vêm utilizando a internet como aliada, e não inimiga, de seu trabalho. Marisa Monte, por exemplo, iniciou a divulgação de seu novo CD O que Você quer Saber de Verdade, em outubro do ano passado, disponibilizando a faixa “Ainda Bem” para download gratuito. Poucos meses antes, Chico Buarque promoveu o lançamento de seu novo CD Chico através de um hotsite, comentando diariamente em vídeo uma faixa, que era então disponibilizada para download pago para assinantes. Não acredito que Ana de Hollanda desconheça estes casos, ao menos este úlitimo – afinal, Chico Buarque é seu irmão.