29 de jul de 2011

PARANÓIA COLETIVA

* Victor Matheus

O atual mercado da música em Roraima vem crescendo de forma satisfatória, mostrando que a economia de mercado, a concorrência e a oferta maior de produtos dessa cadeia produtiva causam mais benefícios do que o modelo transitório de economia solidária, ainda que no papel justificando-se uma forma válida de fomento, mas na prática infelizmente executado com resultados duvidosos, que beneficia somente partes desta cadeia produtiva.

Enquanto isso, alguns personagens dessa cadeia se utilizam para proveito próprio, de algumas ferramentas que estão sendo utilizadas de forma eficiente, beneficiando todas as partes, como tem sido comprovado há algum tempo.

Sou a favor de eventos culturais, onde bandas tocam sem receber cachê, com o propósito de apresentar seu trabalho e angariar público, quando o evento da qual fazem parte claramente expõe esse propósito, mas sou totalmente contra eventos comerciais, com bandas autorais ou covers, tocando sem receber qualquer tostão, enchendo os bolsos daqueles que os convidam para o banquete, e não recebem nem um terço deste pão.

Colocando em pratos limpos: Enquanto partes dos braços do mercado da música fomenta, de forma clara e organizada eventos, shows, produções e projetos, valorizando todos que fazem parte dessa rede, como lojas musicais, estúdios de ensaio e gravação, bandas, bares, pubs, e o público cada vez mais participativo, outras partes vêem nessas oportunidades uma maneira de tirar proveito de forma desonesta dessa rede, prejudicando principalmente as bandas.

Por conta dessa situação, uma verdadeira paranóia coletiva está surgindo na cadeia, numa corrida sem sentido para se posicionarem como os faróis de um horizonte de oportunidades, onde personagens vendem ilusão e se armam de argumentos e acusações sem cabimento tentando justificar suas ações claramente desonestas, maquiando o que está óbvio aos nossos olhos, e que nem classifico como boicote, pois não é digno nem disso, por ser tão raso e fútil. Afetam-se por questionamentos simples e diretos, fazendo verdadeiras tempestades em copo de água, ao invés de cuidar de suas vidas e assumir suas intenções.

Por fim, acreditam que estão fazendo algo realmente importante, colocando bandas para tocar de graça enquanto enchem seus bolsos, e quando o fazem, pagam cachês pouco equivalentes ao trabalho apresentado pelos grupos, principalmente os covers, que tiram seu sustento dessa labuta. Falta vergonha na cara e mais respeito com os artistas. Tapinha nas costas e conversa fiada só engana por um tempo, o suficiente para o tiro acertar o próprio pé.

27 de jul de 2011

5ª Encontro de Motos de Alta Cilindrada acontece em outubro

Por Camila Costa - Jornal Folha de Boa Vista

A 5ª Edição do Encontro de Motos de Alta Cilindrada, promovido pelo Roraima Moto Clube, está se aproximando. O evento vai acontecer nos dias 28, 29 e 30 de outubro, com exposições de motos e atrações nacionais.

O Roraima Moto Clube vem desenvolvendo há cinco anos um encontro para os amantes da motocicleta. O evento acontece no final do segundo semestre e sempre com diversas atrações, exposição de motos de alta cilindrada, praça de alimentação, estandes e outros serviços.

Frejat será a grande atração desta edição
Atualmente, os membros do Roraima Moto Clube estão no processo de divulgação, fazendo viagens para os países vizinhos e recrutando os motociclistas das regiões. “Fizemos uma viagem há pouco tempo para o extremo norte da Venezuela, onde estava acontecendo um grande encontro de motos de altas cilindradas. Lá divulgamos o nosso evento e convidamos alguns motociclistas. Em edições anteriores tivemos pessoas da Colômbia, Argentina e outros países que vieram trazer suas motos para exposição. Tivemos até membros do Moto Clube de São Paulo que vieram e depois seguiram viagem para o Caribe”, disse Rommel Brito, conselheiro do Roraima Moto Clube.

O evento independente organizado pelo Motoclube, além do entretenimento sempre traz injeções na economia boa-vistense por conta da presença de estrangeiros. De acordo com Rommel Brito, o encontro conta com uma ótima organização e segundo os organizadores não aconteceram acidentes envolvendo motociclistas em nenhum dia das edições anteriores.

As atrações para este ano já foram confirmadas: Emerson Nogueira e Banda, cover do Bee Gees e Frejat, com o rock dos anos 80. A 5ª Edição do Encontro de Motos de Alta Cilindrada acontecerá no estacionamento do Canarinho, em frente à Tropical Fiat. Vale ressaltar que é um evento voltado para todo tipo de público, desde crianças até adultos.

“É interessante lembrar que nos eventos anteriores, as pessoas levavam cadeiras, mesinhas e sentavam-se na praça para apreciar a exposição. Algumas delas usando materiais dos nossos kits como camisas, bandanas ou canecas. Este ano terá de novo e vale ressaltar que é um evento aberto para todos. Queremos que ele entre para o calendário do Estado”, finaliza Rommel.

27 de julho, Dia do Motociclista

Dia 27 de julho é comemorado o Dia do Motociclista e a equipe do Roraima Moto Clube vem lembrar a importância da precaução ao andar sobre duas rodas. De acordo com Cezar Riva, secretário do Roraima Moto Clube, Boa Vista é uma capital que enfrenta grandes problemas no trânsito em relação às motos. São diversos acidentes todos os dias envolvendo motociclistas, principalmente pela grande quantidade desses veículos. Parabéns a todos os motociclistas, continuem rodando sempre com suas máquinas e sempre com responsabilidade, respeito, segurança e camaradagem. É o que deseja a equipe do Roraima Moto Clube. 

Conheça o Roraima Moto Clube

O Roraima Moto Clube foi criado em julho de 2000 e conta, atualmente, com cerca de 50 associados. Para ingressar no Clube é necessário ter uma moto acima de 600 cilindradas de qualquer modelo. Os associados participam de reuniões itinerantes que são realizadas sempre às sextas-feiras. 

O Clube também promove passeios e viagens para seus membros. O perfil de nossos integrantes é bastante variado. Há funcionários públicos, médicos, empresários, dentistas, comerciantes, militares, dentre outros. São pessoas que têm o motociclismo como um prazer. Os interessados em conhecer melhor o trabalho do Roraima Moto Clube podem ligar para o telefone: (95) 8114-5964 ou pelo site: www.roraimamotoclub.com.br. 

Fonte: http://www.folhabv.com.br/Editorias.php?id=8

26 de jul de 2011

Roraimarock Discos


RORAIMAROCK DISCOS

INSPIRAÇÃO
O Blog Roraimarocknroll surgiu em 2010, com a proposta de fazer a cobertura de festivais, shows, eventos, acontecimentos relacionados à cultura do rock n'roll roraimense e contar sua história. Outra proposta do Blog Roraimarocknroll é a produção de eventos e execução de projetos culturais com o objetivo de agitar e fomentar a cena rock de Roraima, de forma sustentável, promovendo e divulgando as bandas locais e formação de público para os artistas, colocando nesse contexto o Selo Independente Roraimarock Discos.

O QUE É O SELO RORAIMAROCK DISCOS?
O Selo Independente Roraimarock Discos, é um projeto do Blog Roraimarocknroll, tendo como objetivo apoiar as bandas de Roraima que buscam ferramentas para gravar suas músicas, discos, shows, video clipes, confecção de produtos, entre outros, além de lançar e divulgar estes produtos no mercado independente, bem como promover a carreira das bandas, articulando shows além das fronteiras e ampliando o público desses artistas, visando tornar suas carreiras sustentáveis e independentes.

POR QUE PARTICIPAR DO SELO?
O Selo Roraimarock Discos oferece várias ferramentas que beneficiam as bandas que dele participam, colaborando de forma significativa para a divulgação, circulação dos produtos relacionados as bandas, e promoção de sua carreira, oferecendo subsídios e serviços para torná-las sustentáveis e independentes.

QUEM PODE PARTICIPAR DO SELO?
Qualquer banda independente e autoral de Roraima pode participar do Selo Roraimarock Discos.

EXISTE CONTRATO DE EXCLUSIVIDADE COM O SELO?
Não existe nenhum contrato de exclusividade entre o Selo Roraimarock Discos e as bandas que dele participam. Os compromissos e ações acertados entre o Selo e a Banda são firmados em Termos de Compromissos específicos e pontuais, dando liberdade a ambas as partes de romperem com o Termo, quando acharem convenientes e de comum acordo, sem prejuízo financeiro para ambos. Com essa proposta de trabalho, nenhuma das partes se prejudica, já que torna a banda totalmente independente e responsável por sua carreira, colocando o Selo nesse contexto como parceiro e colaborador na promoção de sua carreira, e não responsável exclusivo da mesma.

O QUE O SELO OFERECE PARA OS ARTISTAS?
O Selo Roraimarock Discos oferece vários serviços e ferramentas para a promoção e divulgação das bandas que dele participam, entre eles:

- Elaboração de plano de Carreira;
- Elaboração de Plano de Mídia;
- Assessoria de Imprensa;
- Produção de Shows;
- Gravação e Distribuição de Singles, EP, Discos, Vídeos e Shows;
- Confecção de Produtos relacionados à banda;
- Articulação de shows e turnês em outros estados;
- Participação nos projetos e eventos do Blog Roraimarocknroll.

AS PARCERIAS DO SELO RORAIMAROCK DISCOS
O Selo Roraimarock Discos atua com o trabalho em parceria com empresas relacionadas à cadeia produtiva da música, entre elas:

- Chopperia Chacrinha, na promoção de shows e eventos relacionados ao Selo;
- Estúdio Parixara para a gravação, mixagem e masterização de músicas.
- House Of Carneiríssimo, na criação de marcas ,design de produtos, discos.

BANDAS QUE JÁ PARTICIPAM DO SELO
Atualmente, três bandas de Roraima já participam oficialmente do Selo Roraimarock Discos. São elas:

- Garden, com 15 anos de carreira, um disco lançado, diversos shows na região norte, entre eles no Amazonas e Tocantis, produzindo o segundo disco da carreira que será lançado pelo selo Roraimarock Discos.
- Jamrock, com 2 anos de carreira, produzindo e gravando o primeiro disco, que será lançado pelo selo Roraimarock Discos, e preparando sua primeira turnê na região norte, que acontecerá em setembro deste ano.
- Veludo Branco, com 5 anos de carreira, um disco lançado, produzindo o segundo disco que será lançado pelo selo Roraimarock Discos, um currículo que inclui shows nos principais festivais da região norte, além de uma turnê no Rio Grande do Sul, e show com o ex vocalista da banda Iron Maiden, Blaze Bayley.

INFORMAÇÕES DE CONTATO
Bandas interessadas em participar do selo entrem em contato pelo + 55 95 8113 0894, ou pelo email roraimarock@gmail.com

22 de jul de 2011

Artigo: NOVOS CAMINHOS

* Victor Matheus

Muito já foi escrito nestas linhas sobre o mercado da música e quais ferramentas um artista precisa se municiar para tornar sua arte competitiva e angariar público a fim de torná-la sustentável, mas nem por isso é demais reforçar.

Sabemos que o melhor perfil para quem pretende viver de música e fazer da sua arte seu “ganha pão” é o modelo empreendedor, compreender que a música transcende os espaços abstratos, se tornando um produto de negócio, às vezes até manufaturado, quando posto na mão de pessoas erradas, mas para muitos outros, ainda um produto de luxo, chegando ao ponto de ser considerado obra prima.

Então vem um questionamento pertinente: Sabendo quais as ferramentas o artista necessita para exportar sua arte, por que muitos deles, principalmente em nossa cidade, ainda persistem em prosseguir no sistema ultrapassado? Acredito que o comodismo é viral em grande parte desses casos, e mais ainda, é o principal “álibi” para uma parcela de artistas que usam pretextos rasos para não correrem atrás dos seus objetivos achando que somente talento basta.

Tristemente acabo constatando que grandes artistas locais com talento nato e potencial para se tornarem constelações parecem não esboçar vontade alguma de mudar o jogo, mexerem suas bundas da cadeira e reivindicarem seu espaço por direito e por merecimento. Espera ainda cair do céu, pelo fruto dos deuses, a oportunidade de se projetarem para o mundo, quando não percebem que essa utopia, se há anos atrás era quase inatingível, hoje, mais ainda.

Não podemos admitir que estrelas em ascensão se percam por egos exagerados ou mesmo por desleixo, mas também não podemos forçá-los a colher seus sonhos no futuro, se os mesmos não nos permitem dividir os mesmos ideais.

Fica apenas o lamento, por ver indo para o ralo, nomes que poderiam habitar as grandes mídias culturais e destacar nossa casa como um dos grandes cenários da música e cultura do novos tempos em nosso país.

Este artigo foi originalmente publicado em http://www.folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=112817

19 de jul de 2011

CHOPPERIA CHACRINHA É PURO ROCK N'ROLL

* Victor Matheus

A Chopperia Chacrinha vem se destacando no mercado de entretenimento e lazer das noites boavistense como um dos principais picos de boa música ao vivo, chopp gelado e gente bonita.


Sheep é uma das bandas que estão na vanguarda do rock local

Funcionando a pouco mais de 3 anos, a Chopperia Chacrinha oferece vários serviços aos seus clientes, como wirelless free, estacionamento próprio, cardápio completo de petiscos, e o melhor e mais gelado chopp da cidade, o Batuta Chopp, nas versões Pilsen e Escura, o já famoso Chop de Vinho, além de música ao vivo com várias bandas de rock, a especialidade da casa.

Além de funcionar em horário diferenciado, das 16h até as 02h, a Chopperia vem inovando na sua programação de shows ao vivo, apoiando as bandas independentes e autorais de Roraima, dando espaço em sua programação para bandas locais se apresentarem, ganhando seu cachê e valorizando a cultura local. O fruto dessa iniciativa foi a parceria com a Roraimarock Produções Artísticas, que já promoveu vários eventos com a Chopperia, entre eles o Skinni Rock Festival e o Hey Ho! Let's Go!.

Confira a agenda da semana da Chopperia Chacrinha

19/07 – Terça-feira
Jamrock

20/07 – Quarta-feira
Sheep + Ostin

21/07 – Quinta-feira
HAADJ

22/07 – sexta-feira
Garden

A Chopperia Chacrinha fica localizada na Avenida Nossa Senhora da Consolata, Centro, ao lado do Espaço Domus.

Informações:
+55 95 8113 0894
roraimarock@gmail.com

17 de jul de 2011

Na Rede: CENA ROCK GANHA DESTAQUE NO ESTADÃO

A cena rock de Roraima, ganhou destaque numa matéria especial do jornalista Humberto Finatti, para o jornal Estadão de São Paulo, um dos quatro mais importantes do Brasil. confira:

Volume lá no alto

O extremo norte tem bandas nascidas e criadas no regime ''faça você mesmo'' - bom para elas

Humberto Finatti - O Estado de S.Paulo
ESPECIAL PARA O ESTADO
Mesmo em pleno século 21 e em tempos de internet, regiões como o extremo Norte brasileiro ainda não conseguem uma boa visibilidade para a sua intensa produção cultural no restante do País. Somente agora, capitais como Boa Vista, de Roraima, e Macapá, Amapá, - com sua efervescente e novíssima cena musical jovem produz discos, promove festivais entre outras atividades - têm alguns de seus talentos apreciados pela grande mídia especializada do Sudeste.
A reportagem do Caderno 2 esteve nos dois municípios, para acompanhar de perto essa movimentação musical. Em Boa Vista (com cerca de 280 mil habitantes), por exemplo, se deparou com uma atuante cena formada por cerca de 30 bandas, que se dividem entre fazer um trabalho autoral e também produzir covers de gêneros como heavy metal e punk hardcore.
"O rock roraimense tem uma história que começou na década de 1980, mas que tomou forma e se organizou a partir dos anos 2000", explica Victor Matheus, de 25 anos, vocalista e guitarrista da banda Veludo Branco, uma das principais em atividade na cidade. Além de músico, Matheus também é agitador cultural e produziu, em junho, a primeira edição do Skinni Rock Festival, que levou ao palco da unidade local do Sesc oito grupos, sendo seis do município e dois de Manaus.


Além da Veludo Branco, em Boa Vista diversas bandas já vêm conquistando um número enorme de fãs, como é o caso da Jamrock (que apesar do nome, produz um reggae de forte apelo pop e radiofônico) e da Mr. Jungle. Esta última, mais voltada ao hardcore, é liderada pelo vocalista Manoel Rolla, de 32 anos, também produtor cultural e um dos coordenadores da organização Canoa Cultural, um coletivo de artistas que já realizou dezenas de atividades no município. "De 2008 até agora, o Canoa já realizou mais de cem eventos, como festivais, shows, palestras, mesas-redondas e oficinas", explica Manoel. "Trouxemos cerca de 50 bandas para tocar, algumas de outros Estados e outras já bem conhecidas na cena musical independente, como a Madame Saatan e os Los Porongas."
Movimentação semelhante ocorre também em Macapá, a única capital brasileira que não possui ligação por terra com outros Estados - ali só se chega de navio ou avião. Esse "isolamento", no entanto, não impediu que a cidade de quase 400 mil habitantes também desenvolvesse uma cena musical jovem e empolgante. Conectada, em termos de informação, ao restante do País através da internet e de suas redes sociais, e contando com entusiasmo dos músicos e apoio do poder público local, a cena macapaense hoje tem pelo menos dois nomes bem conhecidos no novo rock brasileiro, as bandas Mini Box Lunar e Stereovitrola. A primeira mistura em sua sonoridade referências da música regional local, Beatles, psicodelia, Mutantes e Arnaldo Baptista, tudo com letras em português escritas pela vocalista e poeta Heluana Quintas. A sonoridade do grupo chamou tanto a atenção que ele já foi tema de artigo na revista Rolling Stone, e deverá lançar seu primeiro disco ainda este ano.
Já a Stereovitrola se volta mais para as guitarras power pop e o pós-punk inglês dos saudosos Smiths, mas também com ótimas letras em português, escritas pelo vocalista Ruan Paatrick. E tanto na Stereovitrola quanto na Mini Box Lunar atua o tecladista e produtor cultural Otto Ramos, de 31 anos, e coordenador do coletivo Palafita, que organiza as atividades relacionadas à nova cena musical da cidade. "Hoje, em Macapá, temos festivais, festas, programas de TV, estúdios de gravação e ensaios, workshops, sites, blogs, etc.", conta ele. "Nada disso existia aqui há uns três anos. Agora a cena existe e está se projetando. É difícil ainda viver de arte e cultura em um Estado como o nosso, mas há ambição das bandas em crescer", ressalta.
Todos desejam mostrar seu trabalho para além das fronteiras do extremo Norte. Mas não é nada fácil. A maioria dos músicos de Boa Vista e Macapá ainda precisa manter um emprego paralelo para conseguir sobreviver. Em Boa Vista, por exemplo, Victor Matheus, da Veludo Branco, é funcionário público. Já Manoel Rolla, vocalista da Mr. Jungle, dá aulas de biologia em um colégio da capital.
Mas nada tira o entusiasmo da turma. O isolamento territorial vem sendo quebrado graças à internet e a programas de TV como o Interferência, exibido ao vivo diariamente, por meia hora, na afiliada de Macapá da Rede TV!, e que procura manter a cena local sintonizada com as últimas novidades da cultura pop. "Ainda falta estudo e referência, saber utilizar bem ferramentas como a internet e o audiovisual", observa Darlan Costa, de 25 anos, apresentador do programa. "Mas, mesmo assim, temos grandes bandas por aqui, como a Stereovitrola, que arrasta pequenas multidões aos seus shows."
O que todos esses grupos querem é levar seu trabalho para cada vez mais perto das capitais do Sudeste. Mini Box Lunar e Stereovitrola já fizeram shows em São Paulo. A Mr. Jungle é a próxima a visitar, em julho. E a Veludo Branco já chegou a excursionar pelo outro lado do País, no Rio Grande do Sul.
A nova música jovem do extremo Norte pode se preparar para muito em breve, se seguir na mesma toada, ser a bola da vez no rock nacional.

15 de jul de 2011

A MINHA VIDA É O ROCK N' ROLL

* Victor Matheus

Na última quarta feira, 13 de julho, comemorou-se o Dia Mundial do Rock. Até aí tudo bem, uma data comemorativa celebrada mundialmente. Então, questionei a mim mesmo o que essa data em especial significa em minha vida. A resposta? Se não tudo, mas grande parte de um todo, de uma história de 20 e poucos anos vividas volatilmente sem medo do perigo, mas com tesão para se viver 4 vezes mais.

Ao flertar meu passado, percebi que a música, em especial o rock, anda de mãos dadas comigo desde quando mal sabia pronunciar as palavras. Lembro de ver um vídeo meu pequenino, pouco mais de 2 anos, dançando freneticamente e cantando “Hey Jude”, na versão de Ritchie, lá pelos já cults anos 80.

Logo depois, com cerca de 7 anos, descobri os discos de vinil, e numa atitude arteira, roubava-os para escutar sozinho na minha casa, enquanto meus pais trabalhavam. Não sabia que língua aqueles cantores falavam, mas o som me seduzia e me enchia de uma estranha vontade de fazer parte daquele mundo.

Aí veio o primeiro instrumento, o violão, os primeiros acordes ensinados por meu pai. A impaciência por tentar ler partituras me fez largar os estudos formais de música, e resolvi caminhar pelas próprias pernas e aprender do meu jeito, torto ou não, mas do meu jeito.

Então chegou a adolescência, e uma urgência em gritar para o mundo que eu fazia parte dele, e queria ser ouvido. Conheci o rock nacional oitentista, veio a guitarra, a primeira banda, as primeiras composições, e os shows. Descobri que o melhor lugar para se estar depois do útero de minha mãe era o palco.

Ali, durante alguns minutos, ou várias horas, me sinto uma pluma levitando ao sabor do vento, o corpo aditivado de adrenalina, a mente em total expansão, e um sentimento de que não há lugar melhor para se estar.

Ao rever minha pequena trajetória nessa vida, percebi que qualquer pessoa, quando almeja algo verdadeiramente e busca isso com o coração, sem medo dos tropeços, nada pode pará-la. Hoje, eu sei, que amores podem passar, dias ruins podem vir, a tempestade pode chegar, mas no fim de tudo, se eu tiver minha guitarra, um papel e caneta, já me basta para estar em equilíbrio. Hoje eu sei, que a minha vida sempre será o rock n'roll.

Este texto foi originalmente publicado na Coluna Opinião do Jornal Folha de Boa Vista de 15/07/2011. http://www.folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=112437

14 de jul de 2011

Notícia: GARDEN ENTRA EM ESTÚDIO PARA GRAVAR 2° CD

* Sheneville Araújo
 Assessora de Imprensa - Banda Garden


A banda Garden volta em grande estilo depois de uma parada estratégica de nove meses para trabalhar na pré-produção do mais novo trabalho. Agora o grupo já está em estúdio registrando o segundo CD. Formada por Siddhartha Brasil (vocal), Rodrigo Baraúna (guitarra), Nequinho Amaro (bateria) e Neto Baraúna (baixo), a Garden pretende dar destaque ao nome do Roraima em outras cidades do país.

O novo trabalho será lançado ainda este ano. Para isso, a Garden conta com parceiros importantes, como o Sesc e Sebrae Roraima. Serão 10 faixas escritas pela banda e mais um bônus track, que homenageará um artista local. Entre as novas músicas, destacam-se Quarto Branco e Ninfetas, que já foram executadas em pequenas apresentações da banda em Boa Vista.
Banda Garden - 15 anos de estrada
 “Esse trabalho está ficando mais a nossa cara, pois com tantos anos de shows, nós conseguimos alcançar o nosso som. Tudo isso aconteceu com muita naturalidade e espero que as pessoas gostem”, comentou Siddhartha.

O vocalista, juntamente com o guitarrista Rodrigo, foram os principais compositores desta nova fase da Garden. Todas as letras são assinadas pela dupla que se empenhou em expor aquilo que a banda pensa. Segundo o guitarrista, todos na banda contribuíram com suas principais virtudes.

 “Desde o primeiro disco, o Siddhartha e eu nos revezamos em escrever as letras, mas isso é apenas uma parte de todo o processo, pois o Nequinho, por exemplo, apesar de não compor letras, possui um desempenho de gravação incrível. Todas as linhas de bateria são compostas de acordo com a proposta da música”, explicou guitarrista.

A participação do baixista Neto é em organizar as idéias. “O Neto está sendo o cérebro do grupo, pois em termos de musicalidade, ele é tecnicamente muito competente, então deixamos na mão dele o trampo de produzir o material”, observou Siddhartha.

SELO – Para esse novo trabalho, a Garden fechou contrato com o selo Roraima Rock Discos, que está desenvolvendo um trabalho pioneiro no estado. O responsável por todo o trabalho de gerenciamento da banda será o músico, produtor e guitarrista Victor Matheus (Veludo Branco).

"Pela primeira vez atuaremos em parceria com um selo, o que nos dará um suporte melhor para a divulgação do novo disco. Além disso, todo o trabalho de produção e realização dos shows será pelo Roraima Rock Discos e assim poderemos nos preocupar somente em tocar. Nossa preocupação é de ser o mais profissional possível e percebemos que não podemos fazer tudo sozinhos. Vemos que o selo será um grande aliado para a promoção de nosso trabalho", destacou Rodrigo.

13 de jul de 2011

NA REDE: Conheça como o ritmo da guitarra fez história em Roraima


Lepthospirose - uma das bandas seminais de RR

NEIDIANA OLIVEIRA
neidiana@folhabv.com.br

Em meados da década de 50, surgiu um novo ritmo musical tocado de forma irreverente e influenciador, o rock and roll, antes marcado pelo som do saxofone e hoje pelo eletrizante som da guitarra. Em Roraima, o estilo ganhou força em 1985, quando surgiram várias bandas que serviram de influência para as mais recentes.
 
O músico Rímolo Pina acompanhou cada passo do desenvolvimento desse estilo musical no Estado e contou que foi na década de 80 que o ritmo começou a dar os primeiros passos, seguindo a linha das bandas nacionais e internacionais.
“O rock teve sua explosão com base na rebeldia da sociedade, que era contra o sistema, o preconceito e a ditadura. Foi nessa época que começaram a se formar as bandas de rock no Estado, dentre elas: Naja, com Odeli Sampaio, Classe Média, com Bem Charles, Grande Capital, Face two Face e Eclipse”, destacou Pina.

O músico revelou que o primeiro festival de rock promovido em Roraima ocorreu em 1985, na escola Maria das Dores Brasil, no bairro 13 de Setembro. “Posteriormente a este evento foram realizados outros festivais um na escola Euclides da Cunha [Centro] e outro no Ginásio Hélio Campos [bairro Canarinho]”, disse.

A partir de 1990 começaram a surgir as bandas autorais. As primeiras a se destacarem no segmento foram a Face Oculta e a Corpus. Já de 1991 a 1994, o rock começou a perder grande parte de seu espaço para outros ritmos como o axé, pagode, forró e toadas de boi.

Mas novamente em 1995 começou timidamente a conquistar seu espaço, através do músico Ben Charles e da banda Garden. “Mas foi em 1998 que o rock se consagrou e se fixou no Estado, época em que as instituições começaram a investir nas bandas locais”, disse Rímolo Pina.

Nesse período surgiram novas bandas, dentre elas uma que se destacou por servir de influência aos cantores iniciantes a banda de rock and roll, a LN3. Com impulso dessa  surgiram várias outras. “Hoje conseguimos notar que as pessoas estão começando a absorver esse estilo musical e isso é uma conquista”, declarou.

Um fato que marcou a história do rock em Roraima foi a vinda da primeira banda de rock ao Estado. “No auge do ritmo, em 1985, a banda Tokyo do cantor Supla veio a Roraima e realizou um excelente show com pré-show feito pelas próprias bandas locais”, lembrou.

CENÁRIO ATUAL DO ROCK RORAIMENSE
   
Veludo Branco no Festival Megafônica de 2010, em Belém - PA

Para o músico Vinícius Tocantins, o sentimento que representa o rock and roll para os adeptos é a atitude. “Quem gosta desse ritmo tem que ter atitude, não fazendo coisas absurdas ou querendo ser diferente, mas sendo você mesmo, agregando o rock ao seu estilo de vida, seguindo os novos ritmos e não se esquecendo das expressões regionais”, declarou.

Tocantins comentou que começou a tocar em 2007 nos festivais realizados por uma das instituições que mais fomenta o rock em Roraima, o Sesc. “Comecei a tocar em um momento em que várias bandas, que não estão mais na ativa, tocavam como a LN3, Sophia não foi à escola e outras”, lembrou.

No cenário atual de Roraima o desenvolvimento desse ritmo está constante. O apoio do Coletivo Canoa Cultural - responsável por serviços de assessoria, agenciamento e mini-turnês - e o diálogo contínuo entre as bandas Mr Jungle, Garden, Alt F4, Ostin, Rolling Bones, Johnny Manero e outras, mantém o cenário sólido.

“Estamos conversando para a construção de uma coletânea feita com as bandas de rock locais junto com a plataforma de distribuição do Fora do Eixo. A coletânea será distribuída nos maiores festivais independentes do Brasil. É uma espécie de cartão de visita do Rock Macuxi”, destacou o músico.

Segundo ele, as principais dificuldades estão relacionadas ao deslocamento para outros estados e à baixa velocidade da internet para divulgação do trabalho. “Mesmo com as dificuldades hoje temos pelo menos uns quatro estabelecimentos que trabalham o rock”, disse referindo-se a bares e choperias.

Tocantins comentou que na parte de festivais o Canoa Cultural promove os mais diversos durante todo o ano, com o intuito de alavancar o ritmo no Estado. “Não podemos deixar de citar as instituições do Sistema S, como Sebrae e Sesc, que também acreditam e investem no rock roraimense”, frisou.

Questionado sobre o possível preconceito da sociedade para com os roqueiros, o músico falou que no rock autoral sempre vai existir preconceitos por conta da força do vanguardismo do estilo musical.

“Mas, ao contrário desse, o rock cover é bem aceito na cidade. Acredito que no futuro bem próximo aqui em Roraima as pessoas vão curtir as duas formas de rock, seja ela autoral ou cover, da mesma maneira”, complementou.

A aceitação do ritmo musical em Roraima, apesar de não fazer parte diretamente da cultura regional, é bem significativa. “Hoje as bandas têm espaço para tocar em bares, boates e festivais. É claro que na noite a procura ainda é forte pelo cover, mas acredito que o movimento autoral já está sólido, através dos festivais, pockets show, apresentações no interior de Roraima e mini-turnês”, acrescentou Tocantins.

ADEPTO AO ROCK AND ROLL
 

Mr Gonzo na Rodoviária de Santa Maria - RS, em turnê de 2010 com a Veludo Branco

O músico e produtor musical Victor Mateus se diz adepto nato do rock e, para mostrar sua admiração pelo ritmo, desde 1992 mantém uma coleção de mais de dois mil itens todos relacionados à história e desenvolvimento rock.

“Guardo todo esse material para fins de pesquisa e também é uma forma de contribuir para o resgate desse estilo musical. São os mais variados produtos entre disco de vinil, panfletos, CDs, DVDs, pôsteres, revistas, adesivos e livros”, revelou.

A história do rock começou em 1957 quando surgiu o cantor Elvis Presley com uma junção de pele branca, com voz de negro e um jeito singular de ser. “Contudo, uma nova vertente do estilo surgiu, a qual relaciona o rock com a diversidade da música, pois é uma junção dos estilos gospel, blues e country”, observou Mateus.

Uma curiosidade citada pelo músico está relacionada à receptividade dos roraimenses para com o ritmo, já que Roraima está no extremo Norte do país, onde o som predominante é o forró.

“Com um número cada vez maior de adeptos, o rock vem quebrando paradigmas e fazendo com que a população o veja como um ritmo que faz parte da cultura regional. O que falta mesmo é uma produção adequada às bandas, com materiais de qualidade para divulgação”, comentou.

Mateus enfatizou que atualmente Roraima possui aproximadamente 30 bandas de rock formalizadas dentre covers e autorais, as quais participam periodicamente de festivais e shows realizados pelo Sesc e agora também pelo Departamento de Cultura da Universidade Federal de Roraima (UFRR), que está com projetos voltados ao rock and roll roraimense.

 
SESC, FOMENTADOR DO ROCK EM RORAIMA 
Espaço Multicultura do Sesc - Sesc Fest Rock de 2005

Por estar localizado no extremo Norte do Brasil, Roraima é um celeiro musical, onde predominam os mais variados estilos musicais das regiões, seja forró, pagode, axé, country, mas um ritmo que vem conquistando espaço entre os roraimenses é o rock and roll, que ao longo da história tem se desenvolvido e ganhado mais adeptos.

“Além de revelar bandas de grande expressão e nos mais variados estilos como hard core e heavy metal, o rock é um segmento de grande importância dentro da produção e difusão artística do Estado, colocando assim vários artistas locais em evidência no mundo musical”, disse a gerente de cultura do Sesc, Vera Vieira.

O Sesc tem sido parceiro constante do movimento, por meio da realização de eventos que criam espaços de intercâmbio cultural entre os artistas e contribuem para o contínuo amadurecimento da produção musical da região.

Entre os eventos promovidos pela instituição estão o Roraima Rock, Espaço Rock e Roraima SESC Fest Rock. Dessa forma, o Sesc tem ajudado a divulgar, desenvolver e fazer reconhecido o ritmo no Estado, sendo presença marcante nas ações de parceria e apoio.

Nos dias 5 e 6 de agosto, no Ginásio de Esportes do Centro de Atividades Dr. Antônio de Oliveira Santos, o Sesc vai realizar o VII Roraima Sesc Fest Rock, que será uma realização da instituição junto com o Coletivo Canoa Cultural e o Fora do Eixo.

“Nesta edição estarão participando as bandas locais: Haadj, Ostin, Rolling Bones, AltF4, A Coisa, Jamrock, Insert Rock, Kadima, Kandelabrus e Iekuana. Além das bandas Nevilton (PR), Disritmiä (AM), Los Porongas (AC) e o encerramento será com a banda nacional Cachorro Grande, do Estado do Rio Grande do Sul”, afirmou Vera.
 
Este texto foi originalmente publicada em http://www.folhabv.com.br/noticia.php?id=112331

12 de jul de 2011

Notícia: VII RR SESC FEST ROCK ACONTECE EM AGOSTO

* Victor Matheus

O Sesc Roraima divulgou nesta segunda feira, 11 de julho, a programação do VII RR Sesc Fest Rock. A edição de 2011 acontece nos dias 05 e 06 e agosto no Ginásio do Sesc Mecejana e apresentará 10 bandas locais além de 4 atrações nacionais.

Dado Villa Lobos (Legião Urbana) foi a grande atração de 2010 do Sesc Fest Rock
Segundo a Organização do Festival, o critério para a seleção das bandas locais neste ano segue um padrão já utilizado em edições anteriores, no sistema de Convite Direto para as bandas locais, valorizando os grupos que apresentam representatividade na cena, além de considerar estilo e o trabalho dos mesmos, independente de sua relevância no cenário do rock n’roll roraimense.

Outra novidade é que a partir da edição de 2011, as bandas participantes só poderão participar novamente de uma edição do evento após 2 anos de sua participação, incluindo as bandas que participaram da edição de 2010, que só poderão novamente participar em 2013 do evento, e o mesmo valerá para as bandas que participarão da edição atual, podendo tocar somente na edição de 2014.

Os gaúchos do Cachorro Grande serão a grande atração de 2011
Segundo a Gerência de Cultura do Sesc RR, o objetivo é dar espaço e oportunidade para que mais bandas locais possam participar do evento, exceto algumas ressalvas justificadas em reunião com as bandas convidadas, como no caso a banda A Coisa, considerada um “mascote” do festival, que tocou na edição anterior, e tocará nesta também, sendo a exceção a regra.

A expectativa da produção do evento é que para esta edição, um público de 4 mil pessoas compareça nos 2 dias do Festival.

Confira a programação:

Sexta Feira (05 de Agosto)
HAADJ
Ostin
Rolling Bones
Alt F4
Nevilton (PR)
A Coisa
Disritimia (AM)

Sábado (06 de Agosto)
Jamrock
Insert Rock
Kadima
Los Porongas (AC)
Kandelabrus
Iekuana
Cachorro Grande (RS)


Os ingressos serão vendidos ao preço de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada).

Para maiores informações
3621 3939 (Gerência de Cultura do Sesc)

O VII RR Sesc Fest Rock é realizado pelo Sesc Roraima e Sistema Fecomércio, com apoio de Circuito Fora do Eixo e Coletivo Canoa Cultural.

11 de jul de 2011

SEMANA MUNDIAL DO ROCK NA CHOPPERIA CHACRINHA

* Victor Matheus

Na semana mundial do rock, a Chopperia Chacrinha prepara uma programação especial para comemorar o dia mundial do rock, 13 de julho, com diversos shows e festas especiais, entre elas a HEY HO! LET’s GO! promovida em parceria com o Blog Roraimarocknroll.

Confira a programação da semana na Chopperia Chacrinha:

Terça Feira (12 de julho)
Jamrock

Quarta Feira (13 de julho)
HEY HO! LET’S GO! – Parte 1
Com as bandas Sheep e HCL
* Por motivos de saúde, a banda HAADJ cancelou sua apresentação.

Quinta Feira (14 de julho)
Capitão Caverna

Sexta Feira (15 de julho)
HEY HO! LET’S GO! – Parte 2
Com as bandas Veludo Branco, Hábito Noturno e Garden.

A Chopperia Chacrinha ainda conta com os serviços de wireless free para os clientes, um cardápio completo de petiscos, chopps variados, pratos executivos, tvs full HD, estacionamento próprio, 2 ambientes, e muita gente bonita.

Informações
+55 95 8113 0894
roraimarock@gmail.com

10 de jul de 2011

Artigo: UM FUTURO BOM

* Victor Matheus

“Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”. O mantra cantado quase canonicamente por Raul Seixas reverberou a primeira vez na minha alma quando ainda era garoto e me fez entender que para qualquer sonho que tivermos nessa vida, só basta corrermos atrás e unir as mãos.

Desde muito cedo, sempre fui à luta pelos meus sonhos, que foram se transformando ao longo do tempo e se realizando um após o outro, conforme a trilha sonora se modificava na minha consciência. Tive a oportunidade, como artista, de tocar para grandes plateias, com bandas e cantores consagrados, gravar minhas canções, lançar um disco. Senti minha missão cumprida. Já estava satisfeito, mas à medida que os sonhos se realizam, percebi que novos surgem e o ciclo se perpetua.

Agora, quero mais, estar na frente e atrás do palco, proporcionar para quem admiro, gosto de graça e vejo talento, ter o mesmo êxtase e a mesma experiência que tive no passado. Por que não compartilhar sonhos, se podemos fazê-los todos se tornarem reais?

A gente consegue sentir amor, pelos filhos postiços, e conseguimos ter o mesmo gozo ouvindo uma canção não feita por nossas mãos. É possível sim, unir as mãos e mentes e caminhar juntos numa direção que leva à luz. Hoje sei que isso é possível, e acredito fielmente nessa reflexão.

Precisamos sempre renovar os ânimos, erguer a cabeça e dar o próximo passo, sem medo dos tropeços ou da incerteza, porque sempre um futuro bom estará por vir, já dizia a oração.

Ainda serei um eterno engraçado a escritor e poeta, modesto guitarrista que tenta cantar, que hoje tenta alçar novos vôos, sem medo do precipício, e enquanto mirar num futuro bom logo à frente, jamais desistirei de alcançar tudo que quero. E essa a verdade que eu mentalizo.

ESTE ARTIGO FOI ORIGINALMENTE PUBLICADO EM http://www.folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=112039

7 de jul de 2011

PAPO RETO: Alexandre Dias e a vida de músico

* Victor Matheus

A sessão PAPO RETO do Blog Roraimarocknroll  troca uma idéia maneira com o músico Alexandre Dias, que fala sobre o passado e presente da cena rock, comenta sobre algumas bandas locais e compartilha um pouco de suas experiências como artista. Confira como foi o papo:

Alexandre Dias em seu ofício
Blog Roraimarocknroll:
Alexandre, você é musico de longa data e já tocou nas principais bandas de rock de Roraima, desde 2000, entre elas Lepthospirose como baixista, e Mr Jungle como tecladista. Agora você toca teclados na Supernova. porque migrar do cover, pro autoral, e retornar ao cover?

Alexandre Dias:
hahaha (risadas, muitas) Acredito que o movimento de rock autoral está crescendo em RR. Todas essas bandas em que toquei tem propostas diferentes. Lepthos tocava o que gostava e incentivava o heavy metal, Mr. Jungle faz músicas e mostra a força do trabalho roraimense, a Super Nova é banda de noite. Sempre quis tocar na noite , leia se que ao longo do tempo meus conceitos foram mudando a respeito de rock e música no geral.

Blog Roraimarocknroll:
Como você contextualiza esses 2 universos? dá pra viver de música hoje em dia em Roraima? sendo autoral? cover?

Alexandre Dias:
Cara não largaria meu emprego pra viver de música aqui! Mas existem outros músicos que conheço que conseguem pois não tocam em uma banda só, ou dão aula do seu instrumento. são realmente 2 universos distintos. Hoje eu toco, me divirto, e ganho dinheiro.É louvável que os que ainda toquem rock autoral continuem na estrada, mas é bom saber separar joio de trigo.

Blog Roraimarocknroll:
E qual é melhor? o joio u o trigo?

Alexandre Dias:
(essa foi foda!!) 2 mulheres diferentes , uma loira e uma morena. As duas são muito boas. Subir ao palco com a Mr. Jungle era realizador! tocar com a Super nova me da um prazer diferente. subir ao palco e tocar outros artistas é bem legal também. 50 50. Abraço Manoel! (risos)

Blog Roraimarocknroll:
Falando de rock autoral, hoje, pra você, qual banda de Roraima tem potencial para se destacar no mercado independente nacional?

Alexandre Dias:
Mr.jungle melhorou muito ao longo de mais de 10 anos,tem feito progresso. Musicalmente falando, acredito e torço pra que eles continuem na luta e alcancem seu espaço. A banda Jamrock... Esses moleques não sabem ainda o potencial que tem, pra quem tem pouco tempo de trabalho tão indo muito bem. O resto é o resto. Tem que comer muito feijão.

Blog Roraimarocknroll:
E pra quem precisa comer feijão, o que tu sugere?

Alexandre Dias:
Ser humilde, aprender a tocar seu instrumento, estudar e definir seu publico, potencializar metas. Nada contra nenhuma banda, mas as outras bandas parecem mais estar na “vibe” do que realmente empenhadas em conquistar algum espaço. Nada vem de graça. e cada um tem o que merece. Corram atrás de espaço porque pra todo mudo tem.

Blog Roraimarocknroll:
Pra fechar a conta: Na sua opinião, o que diferencia uma banda competente? um conjunto de bons músicos, ou um único musico bom?

Alexandre Dias:
(risos) Com certeza o conjunto! Existem músicos muito bons em algumas bandas, isoladamente. Vejo a Jamrock por exemplo, estão trabalhando em conjunto, a soma de cada um faz um som legal. Cada um tem um pouco a oferecer. Acredito no conjunto, não no monopólio.

Blog Roraimarocknroll:
fecha a conta?

Alexandre Dias:
Queria agradecer pelo espaço. Esquecemos de falar da banda motocycle, finada mas era boazinha, se não mencionei sua banda é porquê está faltando algo. Mandar um abraço aos meus amigos de Mr. Jungle. Sei que o Manoel é um leitor assíduo do blog. Mandar um abraço pra Jamrock! e para as meninas Fela e Raysa , Natalia, a quem tenho um carinho especial no meio do rock. Abraço.