29 de jun de 2011

O FIM DA MEDIOCRIDADE

O TEXTO FOI ORIGINALMENTE PUBLICADO NO SITE LABORATÓRIO POP NO DIA 27.06.2011 AS 17:34

* Mario Marques

Este texto não é um artigo. É um aviso. Que poderia ser mais rápido, conciso. Apenas um viso necessário. Mas é necessário também explicar o porquê desse aviso. Peço licença para estender-me. Mesmo porque tenho que ser rápido. Porque aqui se trabalha muito e não temos verba pública para fazer a coisa funcionar. Com orgulho.


Nos últimos seis anos, uma turma de produtores irrelevantes de bandas irrelevantes e de festivais ainda menos do que irrelevantes disse, como um mantra, para as bandas brasileiras iniciantes, que o caminho era tocar sem pensar em fazer sucesso, trotando em cima de uma tal "cadeia produtiva".

Alinharam-se em seminários, palestras e reuniões e, com suas postulações sindicalistas absurdas, quase gaiatas, angariaram apoio de, estes, sim, produtores de verdade: Jomardo Jomas (Mada), Paulo André (Abril Pro Rock), Aluiser Malab (Eletrônica), Gustavo Sá (Porão do Rock), fazendo-os crer que a união fazia a força.

No caso, a união se referia especificamente a buscar verbas públicas para a realização de delírios independentes. Não fossem os produtores, os irrelevantes, os piores curadores de música que já se teve notícia, até se aceitaria um movimento desses.  Não fossem as verbas direcionadas a bandas dos próprios produtores – sinceramente, quem acha Camarones Orquestra Sei Lá o Quê e MQN passíveis de subir a um palco como algo digerível?

Além de promoverem suas próprias bandas medíocres, que antes estavam no lugar certo – o ostracismo – os produtores irrelevantes fizeram emergir tudo o que de pior havia na música brasileira: os jornalistas mais despreparados, que trocaram opiniões por passagens para Cuiabá e cervejas e coxinhas; as bandas mais mulambas e inacreditáveis do mundo (acreditou-se que Black Drawing Chalks e Mini Box Lunar eram estrelas do pop); montaram palcos e mais palcos Brasil afora para abrigar artistas abaixo da crítica, que jamais teriam espaço em lugar nenhum.

Empresas  públicas como a Petrobras entraram nesse circuito medonho e bancaram algumas dessas atrocidades culturais. É sério: nossa companhia petrolífera liberou cheques para que  um sem-número de artistas sem talento plugassem guitarras desafinadas.

Enquanto isso, Mada, Eletrônica, Abril Pro Rock e Porão do Rock assinavam embaixo, chancelavam e davam vulto a esse grupo menor de sindicalistas do rock.

Pois, nariz de cera razoavelmente encerado, chegamos ao aviso.

Mada, Abril Pro Rock, Eletrônica e Porão do Rock acabam de abandonar o sindicato dos indies de Cuiabá, a Abrafin. 

Nem se pode dizer que a Abrafin chegou ao fim, porque de fato ela nunca existiu porque não influenciou em absolutamente nada no circuito independente.  Passados seis anos, nem sequer um artista lançado ali alçou voo mais alto. Passados seis anos, não surgiu um só festival independente de vulto.

Não se pode dizer que os eventos de Cuiabá e Goiânia sejam dignos de nota.

Os grandes festivais, de produtores importantes da música brasileira - leiam sobre Paulo André, que lançou Chico Science e Cascabulho – saíram em bloco desse sindicato de música muito ruim. 


Demoraram bastante, eu diria.


Mas saíram. Do que vive a Abrafin agora? Não sabemos. Mas saberemos.


O que sabemos é que milhares de bandas acreditaram nesse eldorado do patético, dos discursos apocalípticos de que o novo mercado era um mercado que não precisava de aplausos. Faz show para cinco pessoas? Não tem problema. O que importa é sua atitude. 


Todo mundo acha sua banda um horror? Não se importe. Vem pra Abrafin que aqui é lugar de banda ruim.

A Petrobras e outras entidades públicas já sabem que os grandes festivais deixaram o maior polo fabricador de banda ruim do Brasil?

 Façamos saber.

28 de jun de 2011

A vez do leitor: ELLEN CARMAINE MANDA RECADO

* Ellen Carmaine
Colaboradora do Portal Roraimarocknroll

Oi, gente!

Tenho acompanhado a cena roqueira roraimense, desde a última vez que a Klethus tocou no Festival Tomarrock 2010. Muitas coisas mudaram. Apareceram tantos lugares para as bandas se apresentarem como o Chacrinha, o Bar do Motoclube, além do próprio SESC, enfim, muitos lugares e muitos eventos, também.

Banda Klethus
O movimento vem se fortalecendo, e muitas bandas surgiram, festivais dando oportunidades, demonstrando que este estilo musical tem, sim, muitos seguidores e, consequentemente, é um produto vendável.

Mas, dentro disso tudo, percebi que tudo é bom tem o seu lado ruim. Não adianta apenas ter, mas tem que saber fazer direito. Uma das coisas que sempre prezei foi pela qualidade. Não adianta ter milhares de bandas, se elas são ruins. Tem que saber tocar, tem que saber cantar, tem que saber interpretar. No fim das contas tem que ser artista de verdade. O verdadeiro artista tem que se impor e, pra se impor, ele precisa saber muito bem do seu oficio.

Kurt Cobain foi, na sua era, considerado um gênio. Pra alguns, ele era apenas um drogado que, virou um pote de ouro. Na verdade, Kurt era um gênio, sim. Dentro do seu estilo. Apesar do som do Nirvana ser punk rock sujo, ele era o cara que ficava no estúdio gravando até tudo ficar no seu devido lugar. Ele era afinado, as suas guitarras eram afinadas, a bateria, o baixo, tudo!  O pensamento de Kurt era de ser um rockstar e conseguiu! Apesar dele não se vender assim, mas isso, subjetivamente, era um marketing que ele mesmo se propôs, pois o punk sempre foi contraventor do sistema e ele não podia quebrar sua ideologia. Mas, se analisarmos o contexto, o Nirvana se transformou no "NIrvana", por sua qualidade musical. Músicas com ótimos riffs de guitarra, baterias poderosas, melodias grudentas, o que são elementos básicos da música pop. O que na realidade, Nirvana virou: popular! O mundo viveu, respirou, chorou, gritou, bateu cabeça com "Smile Like Teen Spirit"! E tudo isso corresponde a três coisas: bom rock, atitude e marketing.

Banda Klethus
É isso, gente! Todos nós sabemos que rock é atitude, mas pra conquistarmos um lugar ao sol e, alcançarmos o nosso lugar, é necessário tocar bem, pois neste Brasil de todos nós, existem milhares de bandas que possuem qualidade musical superior às nossas bandas roraimenses. Mas, nada é impossível para nós, do extremo norte! Como já falou no Presidente dos Estados Unidos: We can! Tocar e cantar bem é o mínimo que nós podemos fazer para dar ao público um show digno de uma grande banda de rock. Se vocês não sabem, todas essas bandas das quais gostamos, ensaiam seus improvisos, seus saltos, seus gritos, para não fazerem feios e os seus fãs ficarem ainda mais felizes! Saber desafinar na nota! É, isso existe! Blues eh gingado!

Em contrapartida, os organizadores devem investir em um ótimo som e iluminação. Mas, ultimamente, isso tem sido colocado de lado. O que é uma pena. Se por um lado, as bandas investem em ensaios, compras de bons instrumentos, aulas, os organizadores deveriam fazer de seus eventos, grandes espetáculos! O que adianta fazer 10 festivais em um ano se nenhum deles são lembrados positivamente. O Fest Rock é um grande exemplo disso. Tive o privilégio de participar do 1º Fest Rock, que aconteceu ao lado do Guaraná do Marivaldo. Nossa! Tudo foi muito bom! O som, a iluminação, a divulgação, tudo de primeira. Depois, ocorreram outras edições e, ao invés de se estabelecer como o maior festival de rock do Estado, começou a decair, principalmente com relação ao tratamento às bandas locais. Gente, o festival foi idealizado para as bandas locais se apresentarem! E, outra, era pra ser comemorado no Dia Mundial do Rock e, pasmem!, mudou para Agosto!!

Mas, então, vieram festivais como o Tomarrock, Grito Rock, Roraima Rock, Sabaoth North Fest Roraima e tantos outros, mas sempre a maior reclamação tanto das bandas quanto do público tem sido da qualidade sonora e visual do evento. São raros casos de eventos de rock local, como o Skinni e Bateras 100% Braisl, dos quais as bandas e o público saíram satisfeitos com o evento. Sofremos tanta discriminação por parte do grande público, dai, não tem como conquistar mais com eventos sem qualidade. Produtores, vamos acordar! Não adianta fazer, tem que acontecer de verdade! Sabe aquele evento que você sai feliz por ter dado 10 reais, porque tudo que viu foi maravilhoso! Quem não fica ultra feliz de ver um show de bandas como o Angra, Dream Theater, NX Zero, Capital Inicial, Symphony X, Irom Maiden, Macaco Bong, enfim, milhares de bandas que tem compromisso com o som de suas bandas e querem sempre mais públicos para si. E a fórmula é simples: estudar sempre, se atualizar a toda a hora, pra poder exigir dos produtores de shows, uma ótima parafernália de som e iluminação digna para os seus eventos. É só isso!

Por isso, bandas, se profissionalizem para assim saberem como exigir! Conhecimento é tudo nessa vida e, isso, só vocês podem adquirir para si mesmos!

Que daqui de Roraima possam sair grandes bandas para viajar por esse Brasil, mas que levem qualidade musical como regra de fé e prática!

É isso aí! Viva o rock roraimense!

27 de jun de 2011

NOTÍCIA: JOHNNY MANERO Cancela lançamento de Single pelo Selo Roraimarock Discos

* Victor Matheus

O Portal Roraimarocknroll nasceu com a proposta de divulgar a cena rock de Roraima e apoiar as bandas que dela fazem parte. Dentro de suas pautas há vários projetos, entre eles os eventos e festivais, a exemplo do Skinni Rock Festival e Blues Explosion Concert, além do Selo Roraimarock Discos entre outros projetos que serão divulgados brevemente.

Dentro do projeto do Skinni Rock Festival, houve a premiação para as bandas, com o objetivo de valorizá-las e estimular a cadeia produtiva. O Selo Roraimarock Discos foi o desdobramento desse trabalho dentro do projeto Skinni Festival, servindo de backline para a promoção dos produtos resultantes do Festival, como o DVD e CD do Festival, e a gravação e lançamento do Single premiado pelo Festival a uma das bandas participantes, no caso, como já sabemos, a banda JOHNNY MANERO.

Para a surpresa do Blog Roraimarocknroll, depois de já estar divulgando as próximas pautas do Blog relacionadas ainda ao Skinni Festival, a banda JOHNNY MANERO entrou em contato para informar que não lançaria o Single pelo Selo Roraimarock Discos. Quando questionada pelo Blog por qual motivo a banda não lançaria mais, já que estava tudo acertado e divulgado aqui mesmo no portal, a justificativa da banda, segundo o guitarrista Jacy Neto foi “Tu sabe que teu nome (Victor Matheus) tá sujo dentre o Canoa e o Fora do Eixo, né? Quem participa do selo também fica banido. Nós íamos sim sem problema, mas aconteceu isso, e como banda não dá.”

Quando o Blog foi indagado pela guitarrista Jacy Neto “A gente tá cortado dos teus eventos né?” a resposta do Blog foi “Não. Não somos xiitas igual o Canoa. Vocês vão participar do mesmo jeito.”

O Blog lamenta a postura da banda JOHNNY MANERO em tomar esta atitude e vem publicamente informar que infelizmente o Blog terá que cancelar a Produção, Gravação, Lançamento e Distribuição do Single pelo Selo Roraimarock Discos devido a posição da banda em cancelar o acordo.

O Blog ainda manifesta publicamente que a banda JOHNNY MANERO poderá fazer o uso como bem entender do prêmio conquistado no Skinni Festival, e aproveita a oportunidade para manifestar ainda que da parte do Portal não haverá qualquer tipo de represália ou restrição a banda JOHNNY MANERO por desfazer o acordo e a mesma continuará participando de eventos promovidos pelo o Portal.

O Selo Roraimarock Discos é uma ferramenta disponível gratuitamente para as bandas de Roraima utilizarem para divulgar, promover e lançar seus trabalhos (seja em Áudio, Vídeo e afins). O Selo não vincula as bandas que deles participam e nem limita ou exige exclusividade das bandas em participação dos eventos promovidos pelo Portal Roraimarocknroll.

O Blog deseja sorte à banda JOHNNY MANERO e apóia suas decisões (mesmo não concordando com algumas delas) quanto ao rumo de sua carreira e estará sempre disposto a colaborar para o crescimento e divulgação da banda, bem como de todas as bandas interessadas na colaboração do Portal Roraimarocknroll.

Fecha a conta.

26 de jun de 2011

PAPO RETO: Sandro Nine, o Tony Wilson do Extremo Norte do Brasil

* Victor Matheus

Para aqueles ainda leigos quando o assunto é história do rock n’roll, Tony Wilson (20/02/50 - 10/08/07) foi um empresário inglês, apresentador de programas musicais e fundador do selo musical Factory Record’s, onde lançou grupos como Joy Division, New Order e Happy Mondays. Tony Wilson foi o grande mentor do movimento pós-punk, assistiu ao crescimento doSex Pistols e à sua queda vertiginosa, bem como a curta carreira dos Joy Division, que terminou com o suicídio do seu líder Ian Curtis.

No extremo norte do Brasil, mais precisamente na cena rocker manaura, há uma figura muito conhecida de todos, dono de opiniões nocivas e pouco ortodoxas, sendo notoriamente conhecido como o “Tony Wilson do rock Amazonense”. As referências pertencem ao Jornalista Sandro Nine, um dos grandes conhecedores da história do rock n’roll, em especial expectador e personagem do rock Amazonense das últimas décadas.

A sessão PAPO RETO, do Blog Roraimarocknroll trocou uma idéia com Mr Number Nine e o leitor confere agora como rolou o papo:

Blog Roraimarocknroll:
Sandro Nine, você é conhecido como o Tony Wilson da cena rock manaura. A que você atribui a comparação? Em sua opinião, existe outros tony's wilson espalhados por aí ou só você carrega essa adorável cruz?

Sandro Nine:
Quem dera fosse a unha encravada do gênio Tony Wilson, o cara que descobriu o Joy Division e foi um dos mentores da cena indie de Manchester dos anos 80. Esse apelido me deram nas reuniões do clube indie aqui em Manaus. O Márcio Ferreira (ex- Nicotines) e Jamilson Vilela da banda Alma Nomades, por que eu sempre sabia o ano dos discos, biografia das bandas, sabia sobre a cena rock e etc, então algumas pessoas da cena começaram a falar: La vem o Tony Wilson. Aqui em Manaus há vários Tony Wilson. Carol Magnani , (guitarrista da Playmobils e produtora do Toca Rok) Augusto Nunes (banda Roodie, Cuia Coletiva e Estúdio Garagem 30), Caio Mota (presidente do Coletivo Difusão), Thony Sacrifice, Carlão (Bar do Cabelo) Matheus (banda Disritmia e produtor do Vovo Maroca) Fabio Gomes (Blog Som do Norte) e até mesmo você Matheus, Mencius Melo (Zona Tribal  Festival Fronteira Norte), Paulo Shirokuma (Zona Lester Rock Festival) e mais alguns.


Blog Roraimarocknroll:
O Blog Manifesto Underground é um portal dedicado ao rock do Norte, com foco na cena rock manaura. Além das coberturas jornalísticas que outros projetos fazem parte do Manifesto?

Sandro Nine:
O Manifesto Rock na verdade é um rede colaborativa que divulga a cadeia produtiva da música  das artes integradas em Manaus e de toda a região norte. Cobrimos o Festival GR BV, 2010 E 2011, NOITE FORA DO EIXO 2011, Toca Rock, Maroca Rock Festival e Zona Leste Rock Festival. Em 2011, o blog completou 1 ano de vida em junho, que seria comemorado na cobertura do Skinni, mas devido aos problemas que todos já sabem, não foi possível a ida.

Blog Roraimarocknroll:
O Blog Manifesto, em parceria com a Livraria Saraiva, promove um Projeto chamado Riffs Desplugados. Explica como funciona essa parada. O projeto acontece exclusivamente em Manaus ou pretende ser expandido além das fronteiras?
 
Sandro Nine:
Quanto ao projeto, temos a idéia de fazer um evento que se chamara Manifesto Sessions, com banda de Manaus e Boa vista e outros estados, em breve. O Riffs Desplugados surgiu com a idéia de ser um espaço para as bandas autorais da cena rock de Manaus e movimentar a cadeia produtiva da cena rock de Manaus. Outro objetivo é fazer o intercambio entre bandas da região norte. Bom salientar também que o Coletivo Difusão está junto nesse projeto, assim como o Cuia Coletiva. Uma novidade para as cena rock de Boa Vista, é que futuramente uma banda da cena estará no Projeto Riffs Desplugados,  e será a primeira banda de fora de Manaus a tocar no projeto.

Blog Roraimarocknroll:
E já tem banda confirmada?

Sandro Nine.
Sim. Mas ainda é surpresa.

Blog Roraimarocknroll:
Nine, você morou por um tempo em Roraima, e foi personagem da nossa cena. De lá pra cá como você contextualiza o cenário do rock Roraimense?

Sandro Nine:
Morei quase um ano em Boa Vista. A primeira pessoa que conheci antes mesmo de chegar aí foi Vinícius Tocantins, que eu considero um gênio, pelas letras e as músicas que ele faz. Era um fã da Somero. Depois foi o Victor Matheus. Os dois me apresentaram ao Coletivo Canoa, e me receberam de braços abertos. Foi trabalhando no Canoa que comecei a elaborar mais ou menos todas as idéias, projetos eventos que trabalho hoje. Fiz parte de cobertura do GR BV como jornalista da comunicação do Canoa. Foi muito bacana e agradeço até hoje. Ganhei o apelido de "O embaixador de Boa Vista” em Manaus. Outra grata amizade que fiz foi Manoel Villas Boas, que no GR BV 2011, nos deu toda a assessoria

Blog Roraimarocknroll:
 Pelo visto, você conhece bem a galera aqui. Traça pra gente um paralelo entre a cena de Roraima e do Amazonas. O que rola de bom? E de ruim? O que você acha que poderia ser feito pro fortalecimento de ambas?

Sandro Nine:
 Por ter morado aí e conhecido muita gente bacana , que rala e faz acontecer. Ao voltar pra Manaus eu vi que BV estava um passo a frente da cena por aqui. Na época era jornalista e radialista da Radio Vertical. Tive 3 programas: Indie Rock Vertical, Programa Underground e Vertical Norte Rock ao lado do produtor Cultural Paulo Shiokuma. Sempre divulgávamos as bandas de Roraima. Falava pra todos em reuniões , palestras e etc, que a cena de BV era organizada. Aqui hoje em dia a cena ta organizada e principalmente articulada. As bandas deixaram de lado o amadorismo. Esta mais profissa e deram as mãos. Temos os picos aqui como O Toca Rock, Cabelo Rock Fetival , Maroca ock Festival , Zona Leste Rock Festival, o Projeto Riffs Desplugados, os blog s e etc. O Coletivo Difusão contribuiu muito pro crescimento da cena com eventos , festivais , inclusive agora com o projeto de MicroRRotas , uma parceria do Canoa. Isso vai ajudar em muito a cena e o intercambio, assim como o Skinni Rock Festival,  que foi um sucesso  aqui em Manaus, pra você ver, uma ótima repercussão. Todo dia recebo telefonemas, e-mails, reelase de bandas, cds e uma grande demanda de bandas que estão a fim de tocar em festivais em BV. A Rádio vertical, também ajudou na divulgação do rock aqui na cena, assim como o programa de Tv Vertical Rock.


Blog Roraimarocknroll:
 Pra fechar a conta: Manda um recado pra galera de Roraima, e conta pra gente quais serão os próximos passos do Blog Manifesto.

Sandro Nine:
A galera daí das bandas tem talento de sobra, Veludo Branco, Mr.Jungle (Manoel a Rejane quer um disco autografado, risos), ALT F4 que estará em breve aqui em Manaus, Rolling Bones (Floco é nóis), Johnny Manero, a sensacional Jamrock e outras. São bandas que não deve a nenhuma banda do Sul do país. O publico de Roraima é fantástico, vão aos shows, compram os produtos de bandas e fomentam esse comercio alternativo. A parada é estar sempre em frente , pra cima e pro alto. Quanto ao Manifesto, como já falei antes, o projeto Manifesto Sessions já esta na ponta da agulha, pra fazer essa parceria Manaus - Boa Vista e fazer esse intercâmbio musical e cultural, juntos com os parceiros.  Entender a cena é fazer parte dela , já dizia Alex Antunes.


Sandro Nine é Jornalista, Produtor Cultural do Projeto Riffs Desplugados, Blog Manifesto e Cuia Coletiva.

www.manifestorockunderground.blogspot.com

25 de jun de 2011

SKINNI FESTIVAL: Top 10

HCL mereceu o destaque pelo conjunto da obra
* Victor Matheus

Encerrando a pauta do Skinni Festival no Blog Roraimarocknroll, saiba agora qual foi o TOP 10 do Festival – Evento Principal, segundo o Blog.

Top 10 Skinni Rock Festival Boa Vista

1.Melhor show: 
Johnny Manero

2.Melhor música: 
Ela é insaciável (Tudo Pelos Ares)

3.Melhor músico: 
Rony Cavalera - Bateria (Kandelabrus)

4.Músico Revelação: 
Tafarel – Bateria (H.C.L)

5.Banda Revelação: 
H.C.L

6.Banda Destaque: 
Dust Road (AM)

7.Banda dos sonhos do Festival: 
Yuri – Voz (Johnny Manero)
Cahê Archer – Guitarra (Dust Road - AM)
Marcelo – Baixo (Tudo Pelos Ares – AM)
Ronny Cavalera – Bateria (Kandelabrus)

8. Um salve para:
As bandas locais que surpreenderam na qualidade dos shows.


9.Momento inesquecível: 
Presenciar  o Espaço Multicultural do Sesc Centro cheio de pessoas, relembrando os velhos e bons tempos do templo do rock roraimense.


10.Momento pra esquecer: 
A falta de luz do prédio que atrasou o evento por 3 horas. Além de irritar o público prejudicou o cronograma do Festival.


Concorda?

Manda seu top 10 para roraimarock@gmail.com que publicaremos aqui.

Participe.

SKINNI FESTIVAL: O público escolheu

O Rock n'roll sacana da Johnny Manero cativou o público
* Victor Matheus

No meio de tantas pautas do Skinni Festival, uma passou em branco: O resultado da votação do público para premiação das bandas participantes. Pois bem, a falha será corrigida agora. 

Saiba o resultado final da votação do Skinni Rock Festival.

1º Lugar - (86 votos) - Johnny Manero
2º Lugar - (55 votos) - Ostin
3º Lugar - (49 votos) - HCL
4º Lugar - (47 votos) - Kandelabrus

Os prêmios para as bandas foram:

1º Lugar - Gravação de uma música e lançamento em single pelo selo Roraimarock Discos
2º Lugar - Pacote com 6 horas de ensaio no KS Studio
3º Lugar - Ensaio Fotográfico
4º Lugar - Vale compras na loja Shop Som

Lembrando que as bandas convidadas - Dust Road (AM), Tudo Pelos Ares (AM) e Jamrock -, além da banda classificada na Prévia Seletiva - Mr Jungle -, não concorriam aos prêmios.

Johnny Manero lançará seu primeiro single pelo selo Roraimarock Discos, em parceria com o Gruta Studio e Instituto Bateras Beats.

Em breve, também sairá uma coletânia em CD, pelo selo Roraimarock Discos, com todas as bandas participantes do Skinni Rock Festival seguida de uma festa de lançamento. Aguardem.

24 de jun de 2011

CAVALO DE TRÓIA

* Victor Matheus

Em pouco mais de meio semestre, a cena rock roraimense passou por um processo de transformação em vários aspectos que resultou numa nova proposta de se fazer música, livre de amarras e subordinações, dependendo apenas dos próprios artistas, ao seu modo, esforço e trabalho, buscar seus espaços independentes, alheio a coligações ideológicas.

Infelizmente, depois do que conhecemos agora como “nova cena rock de Roraima”, alguns vícios ainda persistem nos bastidores do movimento, onde pessoas, por inveja, ego afetado, ou por pura falta de vergonha na cara, tentam a todo o momento colocar os vários personagens da cena uns contra os outros, achando que assim estarão realmente contribuindo para a consolidação do movimento rock do extremo norte brasileiro.

Algumas bandas de Roraima, por não compactuarem com o até então modelo vigente de gestão cultural defendido por certos grupos, que a pratos limpos, mesmo tendo seus méritos pelo esforço pouco contribuiu de fato para a consolidação e crescimento da cena rock local, tiveram simplesmente seus nomes excluídos de projetos que até então estavam inseridos, porque não acordam em selar exclusivamente com uma das partes, preferindo sua independência artística.

Este fato curioso merece uma reflexa: De fato, quem realmente contribui para a consolidação da cena rock de Roraima? As bandas que unidas, buscam espaços para divulgarem seus trabalhos; produtores e organizações que promovem eventos e projetos que agregam todos; empresários que investem fortemente no mercado autoral; entidades públicas que oferecem espaços dentro de seus planos de trabalho; ou grupos de pessoas que visam apenas olhar para o próprio umbigo visando apenas beneficiar poucos que compactuam com interesses pessoais, mas usam um discurso moralista e hipócrita tentando cativar e sensibilizar os demais?

 A maior parte das bandas de Roraima recebeu por muito tempo um verdadeiro presente grego por parte daqueles que se dizem promover a cultura em sua excelência. Felizmente o feitiço virou contra o feiticeiro. Quem antes usava e manipulava, e ainda o faz, em benefício de interesses pessoais, agora colhe as conseqüências, acabando no isolamento e no descrédito na praça. Sinal de novos tempos ou simplesmente o desfecho do teatro fanfarrão que teve suas vestes reveladas?

Fecha a conta.

ESTE ARTIGO FOI ORIGINALMENTE PUBLICADO NA COLUNA OPINIÃO DO JORNAL FOLHA DE BOA VISTA DE 24/06/2011

23 de jun de 2011

SKINNI FESTIVAL- Cap.Final: O que Fica?

* Victor Matheus

Enfim chego à última parte da crônica sobre o Skinni Festival. Dessa vez compartilho quais foram minhas impressões e conclusões finais sobre o evento que deu nova cara ao rock roraimense.

METAS ALCANÇADAS

A proposta principal do Skinni Festival foi alcançada com êxito. Enfim conseguimos realizar um festival de rock em Roraima que valorizasse plenamente as bandas locais, pagando cachê, premiando, divulgando amplamente, disponibilizando espaços para se apresentarem e principalmente colaborando pro crescimento artístico das mesmas.

Também fomentamos a cadeia produtiva relacionada ao evento. Empresas investiram no Festival e tiveram suas marcas divulgadas de forma ampla, em todas as redes e veículos de comunicação, dando um retorno de visibilidade expressivo. Estúdios de ensaio aumentaram seus lucros pela demanda de bandas ensaiando a exaustão na busca de melhorar a qualidade musical e de seus shows. Lojas de instrumentos musicais aumentaram as vendas de produtos relacionados a bandas de rock. Estabelecimentos comerciais de entretenimento noturno lucraram mais com o aumento de público nos eventos relacionados ao Festival. As bandas ganharam novos espaços e convites para tocar em ambientes antes indisponíveis para esse tipo de proposta musical. Fazer rock autoral em Roraima virou um lance Cool e prestigiado.

Não só fomentando a cadeia produtiva, o Skinni Festival cumpriu também sua meta com as campanhas sociais que promoveu. Foram arrecadada quase meia tonelada de alimentos que estão sendo doada para os desabrigados das enchentes em Roraima, abrigo infantil, casa do Vovô, entre outros.

O Skinni Festival também foi o primeiro festival de rock de Roraima que teve cobertura da mídia nacional. Resenhas do Festival foram publicada no portal Dynamite (com média 3 milhões de acessos mensal), Blog Zapnroll (com média de 60 mil acessos mensal), e uma matéria especial para o Caderno 2 do jornal Estado de São Paulo (um dos 4 maiores jornais impressos do Brasil na atualidade) sobre o Festival e a cena rock de Roraima que estará sendo publicada em breve, mostrando a nova cara do rock n’roll do extremo norte do Brasil, e colocando Roraima de vez no mapa da cultura, em especial o rock independente brasileiro, atraindo olhares do país todo.

A NOVA CARA DO ROCK RORAIMENSE

Através dos pocket shows com entrada franca, o Skinni Festival apresentou para o público, várias bandas locais que antes não tinham espaço para tocar e divulgar seus trabalhos, com exceção de poucos eventos esporádicos que acontecem na cidade, e além de tudo, sem nenhuma ou pouca divulgação. Em conseqüência, várias delas tiveram destaque, conquistando novos fãs, recebendo convites para tocar em pubs, e tendo a oportunidade de apresentar seu trabalho com maior visibilidade. Mais legal ainda, foi observar que antes do Skinni Festival, as bandas não prestigiavam os shows de outras, levando a competição pro lado pessoal. Depois do Skinni Festival, em shows de bandas autorais em Roraima, vemos novamente integrantes de outras bandas que não estão participando irem prestigiar, igual como era anos atrás, mostrando que a união só fortalece. A competição tem que existir, pois só assim o nível melhora e o público agradece, mas deve se limitar somente em cima do palco, com o melhor show, a melhor música, o melhor solo de guitarra. Fora dele todos que fazem parte dessa máquina têm e devem se ajudar, na divulgação, no prestígio do show dos amigos entre outras coisas. A nova cara do rock roraimense chutou pra escanteio as panelinhas, fez as máscaras caírem e colocaram de novo todos de igual pra igual. É assim que tem que ser, e pelo visto a cena caminha para essa filosofia, só não podemos deixar morrer a história, e dar seguimento ao que estamos plantando agora.

 O QUE FICA?

O Skinni Festival se tornou uma referência em Festival de rock em Roraima, considerado pela crítica, público, investidores e bandas um dos melhores, senão o melhor festival de rock até então, realizado no Sesc Centro, e o modelo que deve ser seguido daqui para frente por aqueles que promovem eventos desse tipo em Roraima.

O reconhecimento desse mérito se deve principalmente ao esforço das bandas na colaboração na construção do festival. Sem elas, a razão pelo festival existir, o Skinni Festival não teria sido o sucesso que foi. Os shows de bom nível apresentado no festival foram reflexos desse esforço de todas em melhorar sua qualidade artística em cima do palco e fora dele. Cada uma, na sua praia, conquistou seu espaço e colheu bons frutos por ter feito parte dessa empreitada.

Kandelabrus mostrou a força do metal roraimense e vem agora com o primeiro disco a ser lançado; Ostin reformulou a formação e colocou ordem na casa, voltando a ser uma das referências do HC local; H.C.L surpreendeu a todos, provando que é a banda de HC com mais punch e palco para tocar não só em RR mas também em qualquer canto do Brasil. Mr Jungle provou que ainda está na vanguarda do rock roraimense; Johnny Manero passou de uma banda subestimada para a mais nova promessa do rock local; Jamrock se consolidou com uma das grandes bandas da cena e a mais prestigiada pelo público; E as bandas Sheep, Veludo Branco, HAADJ, Insert Rock, AltF4, Rolling Bones, Hábito Noturno, Paricarana, que participaram dos pocket shows, mostraram que o rock roraimense está bem servido de bandas legais, cada uma na sua praia, evoluindo ao seu tempo, formando seu público, e acima de tudo, unindo forças para consolidar o cenário do rock local.

O Skinni Festival promoveu a independência do rock roraimense, ao pé da letra. Foi o primeiro passo para a transformação da estagnada cena local que antes só vivia na sombra do comodismo e de panelas. Boas sementes foram plantadas e cabe agora a todos que ajudaram a plantá-las, regá-las e degustar dos frutos vindouros.

Parabéns a todos que fizeram parte dessa empreitada e meus agradecimentos sem tamanho aos que de alguma forma colaboraram para que eu, Victor Matheus, conseguisse materializar um sonho pessoal construído ao longo de 11 meses.

Enfim vencemos a batalha. A guerra ainda não, mas é questão de tempo para derrubarmos os generais.

Fecha a Conta.

AGRADECIMENTOS

Muitas empresas e pessoas fizeram parte na construção e execução do Skinni Festival, e merecem aqui ser citadas e publicamente agradecidas pelas valiosas colaborações e incentivos.

Ao Sesc Roraima, em especial o senhor Kildo Albuquerque e a Gerência de Cultura, pela parceria na realização do Festival e apoio irrestrito para que o evento acontecesse.
Aos patrocinadores: Chopperia Chacrinha, Academia Word Gym, Jornal Folha de Boa Vista, Foto Roraima, Ótica Diniz, Shop Som, Nuclear Skate Shop, Espetinho tia Lú, Amatur Turismo, Loja Menina do Rio, Gruta Stúdio, Instituto Bateras Beats por acreditar na proposta e investir na cultura do rock roraimense.

Aos apoiadores e parceiros: Departamento de Cultura da UFRR, Evanilson Tatoo, Fotógrafo e Designer Saulo Oliveira, KS Stúdio, Churrascaria Elmans e Delícias, TV Ativa, Blog Som do Norte, Blog Manifesto Underground, Blog Zapnroll, Portal Dynamite, Empresário Dolinha, Arroz Tio Ivo, Arroz Faccio.

Aos colaboradores do Festival, cada um, em sua função e sua disposição, contribuiu para que o evento acontecesse da forma que foi. São eles: Seu Washington, Seu Ídio, Dona Vera, Jaime Brasil, Cesar Matuza, Mirocem Beltrão, Lanne Prata, Mathias Gazela, Ronny Cavalera, Paulo Henrrique, Cleber, Glauber, Piu Piu, Sérgio “Cagão”, Gleison “Mala”.

As bandas que participaram dos eventos do Festival. São elas: Hábito Noturno, Veludo Branco, Sheep, Jamrock, H.C.L, Ostin, Insert Rock, HAADJ, Johnny Manero, Kandelabrus, Paricarana, AltF4, Rolling Bones, Mr Jungle, Tudo Pelos Ares (AM) e Dust Road (AM).

E ao público que abraçou nossa idéia e prestigiou todos os eventos promovidos pelo Skinni Festival.