31 de mar de 2011

CENA ROCK RORAIMENSE EM DESTAQUE NA MÍDIA

Por Victor Matheus

A receita de bolo é velha e conhecida: Banda que não promove uma produção artística para sua carreira acaba sem divulgação, não forma público, não ganha espaço na cena, não vende disco, não aumenta seus lastros de contato e audiência, não agenda shows e acaba no ostracismo. O mesmo vale para eventos relacionados à cena. Só ganha destaque, reconhecimento e valorização o evento que realiza uma pré-produção competente, planejada e antecipada. Temos exemplos aos quilos para citar.

Na semana passada, quem acompanha a mídia roraimense e mesmo a mídia regional pode perceber uma quantidade considerável de notas, matérias e destaques para bandas e eventos relacionados ao rock n’roll roraimense.

O Blog Roraimarocknroll compilou essas informações e publica aqui um resumo do que melhor foi destacado na semana passada para os leitores que não puderam acompanhar em tempo real o que vem acontecendo em relação ao cenário roqueiro de Roraima. Confira:
 

www.palcomp3.com.br/altf4oficial
ALT F4 GANHA DESTAQUE
NO CADERNO DE VARIEDADES
DA FOLHA DE BOA VISTA

A banda ALTF4 promove um trabalho bem articulado quando o assunto é divulgação, provando que não precisa ser grande pra fazer acontecer.

Matéria bem interessante sobre o grupo com muitas informações, e destaque pra notícia que a banda participará do Festival Quebramar em Macapá-AP.



www.fontebrasil.com.br

VELUDO BRANCO EM DESTAQUE
NA COLUNA DE JR BRASIL DO SITE FONTE BRASIL


Apesar do Veludo ser Branco, e não Azul, como divulgado na coluna, valeu a oportunidade e o agradecimento pelo apoio na divulgação das atividades da banda Veludo Branco.

O Site Fonte Brasil sempre divulga os trabalhos das bandas de rock de Roraima.




www.manifestorockunderground.blogspot.com

MATÉRIA NO BLOG
MANIFESTO ROCK UNDERGROUND
SOBRE SHOW DA VELUDO BRANCO
COM ROCK ROCKET EM MANAUS


Ainda na promoção do show da Veludo Branco em Manaus no próximo mês de Maio, o blog Manifesto Rock produziu uma matéria sobre a banda.

O Blog Manifesto Underground faz a cobertura da cena rock Amazonense e também apoia as bandas roraimenses em destaque no circuito.







Clique na imagem para ampliá-la

NOTA SOBRE O
FESTIVAL SKINNI ROCK
NA COLUNA OKIÁ


A primeira semana de votação para a escolha das bandas que participarão do SKINNI ROCK FESTIVAL movimentou o twitter, e ganhou até destaque na coluna Okiá.



www.folha.com.br/okia

NOTA SOBRE O CANAL DE
WEB TV RORAIMAROCKNROLL
NA COLUNA OKIÁ



Não só o SKINNI ROCK FESTIVAL movimentou o twitter. O pré-lançamento da WEB TV Roraimarocknroll também ganhou destaque no caderno Okiá da Folha de Boa Vista.





  


SKINNI ROCK FESTIVAL
NA PAUTA DO BLOG
SOM DO NORTE

 
O SKINNI ROCK FESTIVAL provocou um verdadeiro rebuliço no cenário local, pela polêmica gerada em torno do método de escolha da programação, como pela reação positiva por parte das bandas que resolveram se mexer e correr atrás do seu espaço.








Para sugestões de pautas para o Blog Roraimarocknroll basta enviar um email para mrgonzorr@gmail.com ou deixar a sugestão através de texto na ferramenta de comentários dos posts.

Colabore com a cena rock roraimense!


Informações:
+55 95 8113 0894


30 de mar de 2011

CONHEÇA O SKINNI ROCK FESTIVAL BOA VISTA

Por Victor Matheus

Confira as informações sobre o 1º SKINNI ROCK FESTIVAL BOA VISTA.

A votação para a escolha das 4 bandas locais que participarão da programação continua no Blog Roraimarocknroll até o dia 15 de abril.

É o público que escolhe quem quer prestigiar no SKINNI ROCK FESTIVAL

Não deixe de votar! Participe, divulgue e apoie esse evento!

Mais informações em breve...



INFORMAÇÕES:
+ 55 95 8113 0894 (mrgonzorr@gmail.com)

28 de mar de 2011

SABAOTH NORTH FEST BOA VISTA EM VÍDEO

Por Victor Matheus

Confira a cobertura Audiovisual que o Blog Roraimarocknroll fez da primeira Edição do Sabaoth North Fest Boa Vista.

Os vídeos apresentam um resumo do festival, performance das bandas que participaram, entrevista com Maciel Fagundes - Organizador do Evento, Manoel V. Boas - Coletivo Canoa Cultural, banda Divine Symphony e o vocal/baixo Batista da banda Paulista Antidemon.





Para conferir mais vídeos da Web TV Roraimarocknroll clique aqui!

27 de mar de 2011

SABAOTH NORTH FEST BOA VISTA

NO FACE (AM) - Créditos: Victor Matheus
 Por Victor Matheus

A cidade de Boa Vista respirou uma proposta de rock n’roll diferente nos dias 25 e 26 de março. Durante 2 dias o Espaço Multicultural Sesc Centro, a casa do rock roraimense, recebeu a 1° edição do evento SABAOTH NORTH FEST, realizado pela base Missionária Sabaoth, que traz a proposta de evangelização pela música, em específico o rock, para Roraima. O evento acontece a uma década em Manaus e faz parte de um projeto de expansão regional.

o Black/White Metal da CEIFADORES (AM) - Créditos: Victor Matheus

O diferencial do SABAOTH é a programação que conta com bandas de metal gospel, de várias vertentes, e bandas de rock de Boa Vista. Essa escolha deixa clara a proposta da organização do evento que é de integrar todas as tribos sem preconceito com preferências religiosas e gostos pessoais.


O metal sinfônico de ótima qualidade da DIVINE SYMPHONY (AM) - Créditos: Victor Matheus

O que me entristece é constatar que o preconceito existe não por parte de grupos evangélicos que escolhem viver de forma diferente dos demais, mas sim pela grande maioria do público, especialmente o de metal, de grande audiência em BV, que vê o rock gospel com desdenho e o menospreza, não sabendo que independente de filosofia, as 9 bandas que tocaram no evento são tão boas e até melhores que muitas que vemos por ai, inclusive internacionais.

Sou da seguinte opinião: Cada um escreve e canta aquilo que acredita independente de moda ou filosofia vigente. Cada um tem suas preferências. Uns gostam de falar de amor e rimar com dor, outros de louvar a Deus, outros de contar histórias e curtição, e até aqueles que escrevem coisas que ninguém entende. O importante mesmo é usar a arte como catalisador de suas emoções mais profundas e atingir aquilo que se propôs com sua música.


NO FACE (AM) provando que new metal não é só coisa de gringo - Créditos: Victor Matheus

A estrutura do evento segue um padrão já conhecido. Banca de produtos das bandas disponíveis para consumo, bar, cobertura fotográfica e cinegráfica. A estrutura de som como sempre deixou a desejar, infelizmente pela acústica do Espaço Multicultural que não favorece, mas como conhecedor do ambiente, usei a mesma estratégia para conseguir ouvir o som das bandas, que consiste em ficar próximo das caixas. O problema é a dor de cabeça depois. O que saía das caixas, músicas de new metal, Black/white metal, metal clássico, em decibéis altíssimos e nocivos ao aparelho auditivo com certeza danificaram temporariamente meu ouvido, mas até que foram músicas agradáveis de ouvir pela qualidade instrumental dos músicos.


Banca de produtos das bandas com muitas variedades para todos os gostos metaleiros - Créditos: victor Matheus

A primeira noite do SABAOTH contou com a participação da banda de Heavy Metal INCENSÁRIO (AM), o hard rock da MR JUNGLE (RR), o new metal muito bem trabalhado e coeso da NO FACE (AM) e o Black/White metal digno pra qualquer headbanger bater cabeça do quarteto CEIFADORES (AM).

Na segunda etapa do Evento, 5 bandas foram responsáveis pela programação: SHINE IN THE DARKNESS (AM) com seu gothic metal, o punk cristão da REFORMA PROTESTANTE (AM), o metal sinfônico de excelente qualidade em todos os aspectos da DIVINE SYMPHONY (AM) tocando pela 4ª vez em Boa Vista, o heavy metal cover clássico da INTERCEPTOR (RR) e fechando a programação o trio mais agressivo sonoramente falando, coeso, profissional e carismático que já assisti até então – os paulistas da ANTIDEMON. Aula de metal para ensinar a nova geração como se faz música boa pra headbanger bater cabeça.


MR JUNGLE (RR) representando o rock n'roll roraimense

O público da primeira noite foi pequeno, a meu ver pelas circunstâncias da data, horário e dia, já que final de mês a grana fica curta, sexta feira geralmente as pessoas saem tarde de casa, e o evento iniciou por volta das 19h00min, como divulgado.

Já na segunda noite, como um vírus que se espalha rapidamente, uma quantidade significativa de headbangers saíram da toca para conferir o Festival, colocando cerca de duas centenas de pessoas no Espaço Multicultural Sesc Centro. Um bom público que mostra a força do metal em Roraima provando que falta demanda de bandas do segmento pra suprir a quantidade enorme de consumidores desse tipo de proposta musical.


Interceptor (RR) covers bem executados agradaram o público

Para quem foi prestigiar, tenho certeza que valeu a pena o ingresso simbólico de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada) pelo fato de ver e ouvir bandas muito boas de metal para todos os gostos. Para aqueles que não foram por falta de tempo, grana, ou mesmo por puro preconceito fica o recado para se ligarem mais no que está rolando na cena, e sacar que também há metal dos bons rolando em BOA VISTA e todo NORTE DO BRASIL.


O trio paulista ANTIDEMON fechou o evento dando uma aula de metal pros headbangers de Roraima

Parabéns a base Missionária Sabaoth pela iniciativa. Tenho certeza que bons frutos surgirão desse projeto, e aguardo ansioso a próxima edição que tem tudo para reativar de vez a cena metal em Roraima.

Fecha a conta.

25 de mar de 2011

QUANDO DAVI VIRA GOLIAS






Por Victor Matheus

Todos conhecem a história bíblica de Davi e Golias. Numa versão rock n'roll seria mais ou menos assim: O grandão, marrento ,feioso e do mal Golias papava tudo e tocava o terror na área do pequeno, simpático e pacífico Davi, até que um duelo entre os dois definiria quem seria o soberano da parada. A lógica dava certo que o troclodita Golias detonaria o “Little David” mas a astúcia do pequenino e sua perseverança em nunca desistir, mesmo com a impressão de tudo perdido antes mesmo de começar levaram-no a vitória no embate, provando que fé, força de vontade e coragem podem superar força bruta e opressão.

Na cena roqueira de Roraima há os Davis e os Golias, e há aqueles que apenas assistem os embates. Também há aqueles que de Davi passam a Golias e vice-versa. Há ainda aqueles que são Davi e Golias ao mesmo tempo, ou seja, depende de que lado estão da força ou em qual situação podemos utilizar esse contexto.

Quando me propus a fazer o Skinni Rock Festival, meu objetivo ficou bem claro: Agitar a cena rock roraimense, provocar uma reflexão nas bandas em seu modo de agir como artistas e dar interação entre público e bandas, dando um exemplo bem prático de como uma banda pode se produzir artisticamente usando ferramentas simples de divulgação, porém ultra eficientes e que trabalho duro dão bons frutos.

Também surgiram efeitos colaterais interessantes provocados por esse choque de realidade proposto da minha parte. Polêmicas em torno da legitimidade da votação, acusações de trapassas, ânimos exaltados, burburinhos e todo tipo de especulação que acontece quando há uma competição acontecendo. Sim! Não se engane nobre leitor. O SKINNI é uma competição, com propósito saudável de instigar os artistas locais a terem uma aula prática de como se autoproduzir, de serem músicos-pedreiros e não apenas artistas nos quais costumo dizer “com egos afetados e estrelismo”.

Com a credibilidade da votação colocada em prova, me vi numa sinuca de bico: Cancelar a votação e tomar a responsabilidade de escolher a programação e conseqüentemente receber elogios e críticas boas e ruins, pedradas e até ameaças de morte ou dar continuidade ao processo democrático e livre que me propus. Preferi continuar com a segunda opção, por isso fui investigar as possíveis falhas no sistema, os métodos apontados pelo público de se burlar uma enquete e ouvir a opinião dos reclamantes, os reclamados, dos críticos, jornalistas e público.

Me surpreendi com o resultado da minha investigação e constatei com espanto uma reviravolta surpreendente na cena rock de Roraima: Os lados do jogo estão explicitamente definidos. Num grupo estão as bandas chamadas de HC, ultra articuladas na sua divulgação, com público cativo e bom círculo de amizades. Do outro, as bandas mais subestimadas da cena, que já foram colocadas em descrédito mas vem mostrando amadurecimento e vontade de evoluir artisticamente. E ainda há um terceiro grupo, da “velha guarda” que passa ainda por essa transição de pensamento.

Agora analise o que dizem e opinam alguns personagens da nossa cena e seus observadores:

Fábio Gomes – Som do Norte (jornalista, crítico,produtor cultural, blogueiro), pontua os benefícios e prejuízos numa enquete virtual para o público escolher as bandas que deseja ver num determinado festival:

“Os benefícios estão no fato de que a enquete fica disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, durante o tempo em que durar a votação. O nome das bandas fica em destaque, isso por si só já passa um prestígio a quem está ali.”


Jornalista Fábio Gomes

Fábio Gomes ainda analisa as possibilidades de “burlar” a votação e no que isso prejudica ou colabora para as bandas que buscam seu espaço e se imporem na cena:

“Tecnicamente falando, é muito difícil burlar uma votação . Seria preciso hackear o sistema, isso não é muito simples. Claro que muitas bandas tem fãs, ou membros da própria, que tem tempo para ficar votando muitas vezes ao dia, mas se isso for tecnicamente possível, não é nenhuma 'burla'. De fato há sistemas que só permitem um voto por IP ou e-mail. Eu não tenho feito mais enquetes online depois da Música do Ano (dezembro/2009), que inclusive foi vencida por uma banda de Roraima, a ALt F4. Eu sabia que tinha gente em Belém e em BV que ficava o dia inteiro votando nas mesmas pessoas, porque elas mesmas me falavam. Se o sistema torna isso tecnicamente possível, não tem muito o que fazer, não tem como 'burlar', e sim votar muitas vezes seguidas”.

Sandro Nine – Manifesto Rock Underground (jornalista, crítico, agitador cultural, blogueiro) opina sobre o debate e os argumentos das bandas em relação a votação do SKINNI:

“Pelo que li nos comentários, a galera se motivou pra essa enquete, bandas e etc. A preocupação maior é a veracidade dos votos. Geralmente essas enquetes são uma roubada, mas depende de quem está organizando. No caso do Blog Roraimarocknroll é uma iniciativa valida, até pra movimentar a cena e fomentar eventos da cadeia produtiva. Boa Vista tem uma cena muito organizada e talentosa. Estive nos gritos 2010 e 2011 e deu pra perceber a grande mudança”.


Jornalista Sandro Nine
Sandro Nine ainda faz um a análise da proposta democrática de votação para escolha da programação do festival e outras opções sugeridas:

“Acho que todas as formas são válidas. Tendo uma curadoria fidedigna não há problema nenhum. Eu até entendo a dúvida por parte das bandas e fãs a respeito disso. Já vimos muita coisa ser feita e manipulada , daí vem as críticas e dúvidas. Eu mesmo votei na Rolling Bones, que vi no GR Boa Vista de 2010 e desde então sou fã dos caras e gostaria muito de vê-los no Festival Skinni. Achei sensacional a apresentação da banda”.

Já Jacy Neto, da banda Elvis From Hell,explica que ferramentas tem utilizado para promover a banda e conquistar votos. Veja:

“Bate papo da uol rapaz. Tem sala de todo tipo lá. Tem especificas de rock, mas não dá muitas pessoas. Entro em umas 6 salas ao mesmo tempo, começo a teclar e pedir votos e tento escrever correto, porque as pessoas gostam disso, e to mandando scrap pelo orkut, e meus amigos também, e assim por diante”.

Também investiguei as estratégias de outras bandas para conquistar votos. Neto, guitarrista da banda Ostin e AltF4, informou que utiliza o twitter como principal ferramenta para divulgar o trabalho da banda e pedir votos. Cristofer Floco, da Rolling Bones prefere utilizar a estratégia do “voto remunerado”, que consiste em pagar uma cerveja para a pessoa que votar na banda dele, além de utilizar mailing list por não ter saco pra twittar.

Há ainda os votos casados, nos quais duas bandas se unem e fazem campanha conjunta para o público votar no “seu grupo” para participar, o que explica os resultados semelhantes no número de votos de algumas bandas.

Analisando todas as opiniões, fica claro que mesmo havendo “possibilidade de fraude” na votação, cada banda e grupo de bandas, a sua maneira procura divulgar e conquistar votos. Está claro também a grande oscilação na votação, com bandas alternando as posições no ranking. Antes de apontar os erros e culpados e impor penalidades, preferi analisar a situação por todos os lados, e ficou bem compreendido da minha parte que pode até haver manipulação por parte das bandas em conseguir votos, mas não tira de forma alguma o mérito delas em correr atrás dos seus objetivos.

Pra fechar a conta, deixo a seguinte reflexão: Nessa história toda, quem é o Davi e quem é o Golias? O público têm nas mãos o poder de escolher o papel de cada um nesse jogo, e cabe somente a cada banda a decisão de escolher qual personagem ser nesse contexto.

Pensem, reflitam e pratiquem!

24 de mar de 2011

AGENDA NORTE - VELUDO BRANCO E ROCK ROCKET EM MANAUS/AM


Por Victor Matheus

O Power-Trio de rock n’roll VELUDO BRANCO embarca para Manaus no dia 06 de maio para mais um show nacional.

Dessa vez a banda roraimense, que já tocou no Grito Rock Manaus, Vitrola Pub Music e no ano de 2010 fez o show de abertura do cantor e ex-vocalista da banda Iron Maiden – Blaze Bayley na Chopperia Fellice dividirá o palco com a banda paulista ROCK ROCKET. O evento conta ainda com o pré-show das bandas amazonenses ED-ONDO, LOS DOSES e OS ABOMINÁVEIS.

Confira as informações:

ROCK ROCKET e VELUDO BRANCO
Pré-show: Ed-Ondo, Los Doses e Os abomináveis
Data: 07 de maio de 2011
Local: Qd. Vitória Régia – Praça 14
Ingressos: R$ 25,00 - estudante (1° lote limitado)

Informações: (92) 8426-1019 (Bodó Eventos) e (95) 8113 0894 (Blog Roraimarocknroll)
 
ROCK ROCKET - Roqueiros também amam


VELUDO BRANCO - Grito Rock Boa Vista 2011


ROCK ROCKET e VELUDO BRANCO EM MANAUS
tem o apoio do BLOG RORAIMAROCKNROLL

23 de mar de 2011

AGENDA BV: 1° SABAOTH NORTH FESTIVAL EM BOA VISTA



Por Victor Matheus


No próximo fim de semana, o Espaço Multicultural Sesc Centro, em Boa Vista-RR vai literalmente vir abaixo com a primeira edição do 1° SABAOTH NORTH FESTIVAL.

O Festival já acontece há 4 anos em Manaus, e esse ano veio para Boa Vista, como parte de um projeto evangelístico que iniciou há 8 anos atrás. Em Manaus o evento acontece anualmente no mês de dezembro. Boa Vista é a primeira de muitas cidades a expandir o Projeto Visionário do Reino de Deus.

O Blog Roraimarocknroll cobrirá o evento em texto e vídeo.

Bandas de metal gospel do Amazonas, bandas de Roraima e a banda Antidemon (SP) fazem parte da programação. Confira:

Programação
- Interceptor (RR)
- Mr Jungle (RR)
- ST Seven (RR)
- Incensário (AM)
- Violent Invasion (AM)
- Reforma Protestante (AM)
- Ceifadores (AM)
- Divine Symphony (AM)
- Shine In The Darkness (AM)
- Antidemon (SP

Data: 25 e 26 de março de 2011
Hora: 19:00
Local: Espaço Multicultural SESC Centro – Boa Vista -RR
Ingressos: R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia entrada)
Informações: (95)8115 0232 (Maciel Fagundes)
Realização: Base Missionária Sabaoth

22 de mar de 2011

1° SKINNI ROCK FESTIVAL BOA VISTA: VOTAÇÃO NO AR



Por Victor Matheus

O Blog Roraimarocknroll vai agitar a cena roqueira de Roraima promovendo o 1° SKINNI ROCK FESTIVAL BOA VISTA – MÚSICA E SUSTENTABILIDADE NO EXTREMO NORTE DO BRASIL que acontecerá no segundo trimestre de 2011.

O SKINNI ROCK FESTIVAL BOA VISTA é um festival de música voltado às bandas locais de Roraima, com o propósito de fomentar e agitar a cena rock Roraimense. Toda a cadeia produtiva do evento será valorizada, colocando a sustentabilidade em prática e promovendo a celebração ao rock n’roll roraimense.

Estará acontecendo uma votação no Blog do dia 22/03 à 15/04 para a escolha das 4 (quatro) bandas locais que participarão dessa 1° edição. Além das 4 (quatro) bandas mais votadas, 1 (uma) banda convidada de outro estado, completará a programação, que ainda terá outros serviços disponíveis.

Além dos shows musicais, outros serviços serão oferecidos no espaço do Festival, como banca para venda de produtos das bandas, sorteio de brindes, sorteio de 1 (uma) tatuagem e o prêmio de 1 (uma) gravação de 1 (uma) faixa para a banda mais votada no dia do Festival.

Para maiores informações:
(95) 8113 0894 (TIM)

1° SKINNI ROCK FESTIVAL BOA VISTA
MÚSICA E SUSTENTABILIDADE NO EXTREMO NORTE DO BRASIL
é um evento promovido pelo Blog RORAIMAROCKNROLL.

21 de mar de 2011

RORAIMAROCKNROLL EM VÍDEO - VELUDO BRANCO

Por Victor Matheus

Confira mais um vídeo do canal de TV do Blog Roraimarocknroll.

Registro da participação da banda Veludo Branco tocando "Opala Branco" no Festival Canoa Cultural realizado na feira do Empreendedor 2010 do Sebrae-RR.


Para assistir outros vídeos acesse o canal de TV do Blog Roraimarocknroll no link abaixo:
Blog Roraimarocknroll - VÍDEOS

20 de mar de 2011

ESPAÇO ROCK 2011 - 1ª EDIÇÃO

Por Victor Matheus

O Blog Roraimarocknroll agora conta com um canal de vídeo no youtube para fazer a cobertura dos eventos de rock de Roraima e divulgar o trabalho das bandas locais e contar o que está rolando na cena.


Confira agora um resumo em vídeo da 1º edição do Espaço Rock 2011:

ESPAÇO ROCK 2011 – 1ª EDIÇÃO



 Cartaz da 1º Edição de 2011 do Espaço Rock

Por Victor Matheus


Toda história precisa de um ponto de start, e definitivamente o projeto do SESC-RR chamado Espaço Rock, surgido no começo dos anos 2000 foi o estopim para o crescimento da nova cena de rock de Roraima. Não é a toa que os frutos desse projeto criado inicialmente para dar espaço às bandas de RR tocarem num local com estrutura digna, cresceu ao ponto de dar luz ao maior festival de rock de Roraima, o RR Sesc Fest Rock além de outro projeto chamado Roraimarock, mas vou deixar pra falar dessa história em outro momento.


1º EDIÇÃO DE 2011
Durante o ano, mensalmente no Espaço Multicultural SESC Centro haverá shows com duas bandas de rock convidadas a apresentar seu trabalho para o público roraimense. Passando rápido na ponta do lápis um total de 20 bandas de Roraima subirão ao palco do Espaço Rock durante o ano, promovendo mais de 20h de muito rock n’ roll. Há 10 anos isso era praticamente impossível, tanto pela carência de bandas, diga-se de passagem, boas, e com trabalho autoral, tanto pela falta de oportunidade e mesmo de público pra consumir esse tipo de arte.


PRODUÇÃO

A divulgação do evento foi boa levando em consideração o curto espaço de tempo pra definição de quais bandas iriam tocar. Matérias de página inteira sobre o evento foram divulgadas em jornal impresso, sites de entretenimento da cidade também divulgaram e a mídia televisiva colaborou inclusive com entrevistas e links ao vivo. Mais uma conquista de espaço de divulgação free para as bandas locais.

 Cobertura Colaborativa - NUCOM Canoa cultural

A produção do SESC disponibilizou estrutura completa de som, iluminação, divulgação e espaço de tempo de 1 hora para cada banda se apresentar. Já o apoio do Coletivo Canoa Cultural consistiu na cobertura colaborativa do evento, transmitindo os shows ao vivo pela internet através do blog do coletivo, e pelo twitter, além de disponibilizar a já tradicional banca canoa com produtos das bandas para serem comercializados.


O interessante é a proposta de sustentabilidade adotada pelo SESC para esse projeto. Agora, além de a banda ter um espaço gratuito para se apresentar, com uma boa estrutura e produção, além de espaço para vender seus produtos, no final, a renda do evento é divida em partes iguais entre as bandas e o SESC. Está aí um bom exemplo de como trabalhar a sustentabilidade valorizando toda a cadeia produtiva da música. Parabéns ao SESC e ao Canoa Cultural pelo inside.


Quanto à estrutura de som em específico, permanece o mesmo problema de sempre em relação ao espaço Multicultural SESC Centro, a reverberação excessiva e quase total falta de compreensão do que sai das caixas. É preciso ficar colado nelas pra compreender o que sai de som, sendo um ponto que pode prejudicar as bandas, mas felizmente mesmo com o problema as bandas Elvis From Hell e H.C.L, responsáveis por comandar a noite superaram o desafio e cumpriram com louvor sua missão de dar start ao Espaço Rock 2011.


ELVIS FROM HELL

Responsáveis por abrir a noite, os mal encarados e inofensivos garotos da Elvis From Hell fizeram o melhor show em minha opinião de sua até então breve carreira. O fato de haver mais tempo disponível para a banda tocar refletiu na descontração do grupo, que vem melhorando a cada apresentação. Uma mudança pontual na formação do grupo, com André assumindo as baquetas no lugar de Afonso deu mais consistência ao som da banda que ficou mais polido e melhor compreendido. A crueza do começo dos primeiros shows deu lugar a um rock safado e juvenil influenciado pela geração dos anos 80 que não têm vergonha alguma de assumir seus clichês.



No repertório, músicas próprias como o hit “Jhonny Manero”, “Morra porra”, “FDP” e novas canções com destaque para o blues no estilo Velhas Virgens chamado “Blues das Tietes”, que tem um refrão cheirando a hit local que profere a célebre frase “Me chupa, me lambe, me chama de puta”. É o tipo de música que gruda na mente a primeira ouvida. Boa sacada da banda que achou seu filão de fazer músicas que contam histórias da juventude desregrada que ama os excessos da vida. Também tocaram alguns covers oitentistas para preencher o repertório, no caso da Legião Urbana (Geração coca-cola e Que país é esse?) e Garotos Podres (Papai Noel filho da puta – com um medley de Polícia dos Titãs). Os covers funcionaram bem e em momentos interessantes do show, instigando o público e arrancando aplausos animados. A turma da Elvis From Hell também mostrou um surpreendente carisma que divertiu a cerca meia centena de pessoas presentes.


  
Se continuarem assim, consolidarão de vez seu trabalho e com mais polimento e maturidade, que naturalmente acontecerá com o passar do tempo, a Elvis From Hell entrará definitivamente no Hall da fama das bandas de Roraima.



H.C.L (Hard Core Livre)

Sempre achei a H.C.L. uma banda de hardcore regular que faz o dever de casa certinho. Toca o feijão com arroz, honesto, que merece o devido respeito. De trio, o grupo passou a quarteto, com novo vocalista, dando liberdade pro guitarrista Maicon Ferri se soltar mais no palco e se divertir fazendo o que tem que fazer: tocar guitarra. O som do grupo ficou mais sólido. Depois da mudança foi notória a evolução da banda, que vinha melhorando a cada apresentação, mas o que se viu no SESC foi surpreendente até para os mais otimistas.

H.C.L - Espaço Rock 2011 - Créditos: Victor Matheus

Mais uma vez com uma formação reformulada, agora um quinteto, a H.C.L veio para fechar a noite apresentando um novo guitarrista solo, Tetê, que toca muito bem e merece atenção pelo seu talento tanto no seu instrumento como na função de back vocal e o novo baterista, e dos bons, mais um da nova geração, chamado Tafarel que além de tocar limpo, tem sangue no olho. Dá gosto de vê-lo tocar, simplesmente porque qualquer pessoa percebe o que outra faz com prazer e diversão. É cativante e agradável.


Como de praxe, o som não colaborou e algumas microfonias a parte, a banda entregou um bom show com 95% de covers das bandas Drive, Aditive, Reação em Cadeia e Sugar Kane bem executados, naquela velha história de copiar certinho e tocar só hits pra ganhar o público.


Tocaram apenas uma musica própria, que por sinal muito bem executada. Achei infeliz a escolha do repertório, pois se for pra ouvir um show só de cover prefiro ligar meu mp3, porém foi até válido porque depois do show soube que a banda recentemente começou a trabalhar em músicas novas. Merecem o crédito, mas só dessa vez.


Pra quem é fã de hardcore a H.C.L apresentou um show digno de entretenimento mantendo o bom nível das bandas de HC de Roraima. Já está na hora de aparecer um festival de HC em Boa Vista já que há bandas legais na cena, público também. Falta só a atitude de alguém assumir a responsabilidade de fazer acontecer. Quem se habilita?

H.C.L - Espaço Rock 2011 - Créditos: Victor Matheus

Quanto a H.C.L é esperar um pouco mais pra ver que direção o grupo vai seguir, ao que me parece bem promissor por conta do que apresentaram no palco do Espaço Rock. Tudo indica que em 2011 eles se firmarão de vez na cena, merecendo o devido valor pela sua história e pelo esforço visível em querer evoluir artisticamente.


Fecha a conta.

13 de mar de 2011

QUEM É O INIMIGO?


Por Victor Matheus

Em toda relação, seja ela social ou pessoal há sempre os dois lados da força. Uns definem como A e B, outros como o “bom e o mau”, e há aqueles ainda que definam como “o inimigo e o comparsa”.

De acordo com o dicionário escolar Michaelis, observe o significado das seguintes palavras que utilizo com mais freqüência nos meus textos, mas leia todas, e não cometa o pecado de julgar por apenas algumas linhas, mas sim pelo contexto geral no qual elas foram escritas:

crí.ti.ca
(de crítico) sf 1 Apreciação minuciosa. 2 Apreciação desfavorável. 3 Censura, maledicência. 4 Arte ou faculdade de julgar o mérito das obras científicas, literárias e artísticas. 5 Conjunto dos críticos; sua opinião.

cons.tru.ti.vo
(lat constructivu) adj 1 Próprio para construir. 2 Que promove o melhoramento ou o progresso.

o.pi.ni.ão
(lat opinione) sf 1 Modo de ver pessoal. 2 Conceito, voto emitido ou manifestado sobre certo assunto. 3 Ideia, princípio.

im.par.ci.al
(im1+parcial) adj m+f 1 Que não é parcial. 2 Que não se deixa corromper. 3 Que julga sem paixão.

Depois da “aula” de revisão do dicionário e significado das palavras, leia alguns trechos de textos que já publiquei no blog Roraimarocknroll e noutros sites. Perceba que opiniões eu tenho e defendo:

Sobre o lançamento do Coletivo Tomarrock (em 2007)
(...) “Felizmente hoje eu posso bater no peito e dizer que em Roraima há uma cena rock de verdade. E não falo da boca pra fora. Tenho minhas justificativas. Quem esteve no dia 03 de dezembro na praça Ayrton Senna, sabe do que estou falando. Presenciei ali o começo propriamente dito do que chamamos de “cena rock de Roraima”. As bandas Hangar HC, AltF4, Sheep, Mr. Jungle e Several Bulldogs (todas de Roraima) mais a banda Tetris (do Amazonas) mostraram que não é preciso tocar cover pra tocar “fogo” no público. E o mais legal de tudo, foi o que podemos dizer de “retorno as origens”, pois voltando no tempo, podemos recordar que as primeiras bandas de rock de Boa Vista tocavam nessa mesma praça, com seus equipamentos de ensaio, montados de última hora. Ali foi plantada a semente e hoje estamos colhendo os frutos. E plantando muito mais pra colher vindouros frutos também.”
fonte: http://timbrenoise.musicblog.com.br/41966/TIMBRE-ROCK-NEWS-Faca-musica-nao-faca-cover-Por-Mr-Gonzo/

Sobre o Grito Rock Boa Vista 2008
“Há alguns anos atrás em Boa Vista, a cena rock era desanimadora. Pouquíssimas bandas acreditavam no seu talento e se esforçavam para divulgar suas músicas, enquanto quilos de bandinhas de proveta tocavam cover’s, faziam tributos e todo tipo de mercenarismo inimaginável acreditando que esse era o melhor caminho para divulgar e obter o reconhecimento do seu trabalho, ou seja, ridículo. Hoje, a história é bem diferente, e o Grito do Rock Boa Vista, organizado pelo Coletivo TomaRRock, serviu para mostrar que agora a cena rock em Roraima mudou, e pra melhor, além de dar um singelo recado de “cala boca e pede pra sair” pra quem ainda pensa que só tocando covers de sucesso que se ganha o respeito e faz “ a galera agitar” de verdade. Nos dias 08 e 09 de fevereiro, na Praça Velia Coutinho - Complexo Ayrton Senna, 14 bandas, sendo 11 de Roraima e 3 do Amazonas, provaram isso, tocando suas músicas com vigor e paixão, dando a cara à tapa e o que mais fosse preciso para defender suas composições, fazendo as mais de 3 mil pessoas que passaram pelos dois dias de festival se ligarem que aqui em Roraima tem gente fazendo rock de qualidade. Mais gratificante ainda é notar como algumas bandas já tem um público cativo que canta suas musicas, mesmo sendo pouca ou nunca divulgadas nas rádios locais. O Rock Roraimense tem potencial e há muito tem provado isso”.
fonte: www.tomarrock.com.br

Sobre as novas bandas da cena local (do texto: Os Frutos das sementes de ontem)
“O ano de 2011 já começou, e em breve estará acontecendo em Boa Vista mais uma edição do Grito Rock América do Sul. Como nas edições anteriores, bandas e artistas locais se misturarão a grupos convidados, e ações paralelas como mostra audiovisuais, oficinas e mesas de debates sobre cultura também devem acontecer, sendo uma ótima oportunidade para os agentes culturais locais e bandas terem um termômetro do que vai rolar durante o ano no circuito fora do eixo e alternativo e nas micro-rotas de circulação que estão se estabelecendo. Particularmente fico otimista para essa edição, pois acredito como artista e como público, vivenciar finalmente a consolidação de nossa cena de bandas de rock, vendo grupos que foram promessas se consolidarem no cenário, como também o surgimento de novas bandas e surpresas, como ocorre em todos os anos.

Sobre o Grito Rock Boa Vista 2011 (do Texto: Grito Rock Boa Vista – Parte 1 e 2)
“Só posso usar uma palavra para descrever meu sentimento em relação à edição de 2011 do Grito Rock Boa Vista: Satisfação! Isso mesmo baby! Satisfação por ver minhas expectativas citadas num post anterior sobre o evento sendo respondidas e colocando um largo e orgulhoso sorriso no rosto. Foram 2 dias de evento em Boa Vista, no mesmo lugar de sempre, no Palco Velia Coutinho, ou melhor, este ano na frente dele, com oficinas gratuitas de variados conteúdos, exposições, mesa redonda com debates entre os agentes culturais de RR e AM, comércio alternativo de produtos, campanha de conscientização do meio ambiente, teatro, música popular roraimense e principalmente muito rock n’ roll com as 10 bandas de Boa Vista e mais 2 bandas de Manaus que passaram pelo palco do Grito Rock BV quebrando tudo e agitando o público, que diga-se de passagem, foi o mais receptivo de todas as edições que aconteceram, merecendo o meu aplauso de pé e meu salve geral pra galera”.

(...)

“Quero deixar claro que sou um entusiasta do rock n’ roll e não sou juiz pra julgar certo ou errado a postura das bandas. Exponho apenas meu ponto de vista baseado em minha experiência de 11 anos de palco, estrada, shows, como agitador e produtor cultural, e é claro, como público apreciador de música e artes em geral. Ouvi muitas críticas boas e ruins na estrada sobre meu trabalho e absorvi todas elas, tirando suas lições que contribuíram na minha formação artística me dando novos horizontes e possibilidades. É preciso levar nossa arte além do palco, e perceber que existe além do que apenas em 30 minutos de show e ponto. Minha opinião pode, e com certeza será divergente de outras, mas cada um tem uma forma de pensar, uma linha de raciocínio e vê o que acontece em óticas diferentes. Pondero tudo em minhas palavras, sem deixar nem mesmo a autocrítica de lado, e justamente por ser muito autocrítico e incansável caçador da perfeição no que faço (algo que nunca acontecerá) sempre estou disposto a debater esse tipo de assunto e ouvir opiniões diferentes”.

Está claro de que lado estou desse jogo? É o mesmo de sempre: das bandas, da cena, do público, dos artistas. Sempre acreditei e vou apostar nas bandas de RR porque acredito no talento e esforço de todos em serem melhores naquilo que se propuseram a fazer, mas também não vou engolir a granel e aceitar que banda que toca desafinado, que faz música descartável, que acha que só tocar e não se produzir artisticamente vai colaborar pro crescimento da cena de rock local, muito menos que a hipocrisia de achar que só ter muito público num show é o suficiente para impressionar, ou que a letra mais mela cueca necessariamente é a que diz a verdade sobre o sentimento de uma pessoa. Não mesmo. É preciso evoluir.

Já fomos uma cena só de bandas covers. Já ganhei vaias e latadas na cara nos tempos que tocava com a Mr Jungle quando apresentávamos nossas músicas. Hoje onde está a Mr Jungle e o que ela representa pra cena? Digo o mesmo quando decidi cantar na Veludo Branco. Recebi muitas críticas, a maioria negativas, mas todas por pessoas sinceras e que foram honestas comigo, independente de serem amigos ou não. Apontaram os meus erros. Sugeriram o que poderia fazer pra ser melhor e nem por isso desisti ou me revoltei. Esforcei-me e continuo me esforçando pra ser um vocalista melhor. Estudo canto, estou sempre tentando ser melhor no que me propus e sei que ainda há muito o que evoluir, mas paro e penso: Se mesmo não sendo um bom cantor de rock pude viajar, tocar em toda região norte, fazer turnê pelo RS e Argentina, dividir o palco com bandas e artistas dos quais sou ídolo, gravei um disco, dei entrevista pra todo tipo de mídia e ainda há pessoas que gostam do meu trabalho, compram meus discos, camisetas, se divertem no meu show, aonde posso chegar quando me tornar um bom cantor? É dessa persistência que me refiro e instigo para que as novas bandas tenham. Menos comodismo e conformismo, mais determinação e ousadia.

Já surgiram e morreram bandas nesse processo. Muitas têm potencial pra se destacar, o GR BV provou isso. Outras precisam se reavaliar e continuar correndo atrás. Faz parte do jogo. Nada é de graça e depende de muito trabalho e paciência para colher os frutos.

Cada um defende aquilo que acredita. A internet é um espaço democrático. Expomos-nos, somos vigiados, julgados pelas nossas opiniões. Cabe a cada um assumir suas responsabilidades e ter peito pra encarar as conseqüências. Nunca tive medo disso e não vai ser agora que terei.

Este blog é aberto para todos participarem. Exponho única e exclusivamente minhas opiniões e minhas críticas construtivas pontuais sobre temas pertinentes, diga-se de passagem: bandas, eventos, intervenções, cd’s, ep’s, vídeos, entrevistas que sejam relacionadas à cena musical, em específico a do rock roraimense.

É com esse fim que nasceu a idéia do Roraimarocknroll. É a forma mais dinâmica e democrática que encontrei no meu ponto de vista de colaborar pro crescimento da cena local. Se incomoda a forma que escrevo e as palavras “duras” que utilizo pra fazer minhas críticas lamento muito, pois quem me conhece sabe como sou e como exponho sem rodeios e defendo minhas opiniões, como também estou aberto e disposto para ouvir críticas e debater qualquer tipo de assunto.

Não tenho pretensão alguma de ser juiz e determinar o que é certo ou errado pra cada artista, pois cabe a cada um determinar que caminho quer seguir e o que deseja criar, mas tenho prazer em dividir minha experiência e colaborar no sentido de sugerir alternativas para o crescimento de modo geral para os mesmos, por ter um dia a oportunidade de ter as mesmas experiências com pessoas que conheci na estrada e me mostraram formas diferentes de pensar, se auto-avaliar e crescer artisticamente.

Se incomoda a fulano ou beltrano, a banda A ou B, ao amigo X ou Y os meus textos ou mesmo não concordam com minhas opiniões, repito mais uma vez que a ferramenta de comentários está disponível pra qualquer um, mesmo os anônimos e medrosos poderem participar, ou então qualquer um que discorda do que escrevo e penso que faça um blog e exponha também suas idéias, puxe o saco, babe o ovo, critique, mas faça, crie, colabore, construa. Não problematize apenas por fazer, mas sugira resolução também.

Não quero promover meu blog ou meu nome com polêmica. Não preciso disso. Sou resolvido quanto a minha vida de modo geral. Conquistei tudo que quis até o momento como artista e não dependo desse espaço pra me promover. Tenho ferramentas mais interessantes para utilizar quando pretendo atingir o que busco no sentido artístico.

Está exposto mais uma vez minhas opiniões. Cabe a cada um tirar suas conclusões, concordar e discordar. O espaço sempre será livre pro debate, mas lembre-se que por mais que nos incomodemos com a sinceridade, esta é uma das melhores formas de provocar uma reflexão sobre nossas ações, apontando caminhos diferentes para nossa evolução como seres pensantes e sociais.

Descobri que meu maior inimigo não é um crítico que aponta minhas qualidades como artista, muito menos qualquer pessoa que me julga pelos meus atos e minhas opiniões. Meu inimigo está diante do espelho, o único capaz de limitar meu crescimento em todos os sentidos, o único capaz de me derrotar. Se puder vencê-lo, não será uma crítica boa ou ruim que me fará desistir dos meus objetivos.

Conta Fechada.

11 de mar de 2011

MAIS ATITUDE... MENOS BLÁ BLÁ BLÁ

Tudo Pelos Ares no GR BV 2011 - Créditos: NUCOM Canoa Cultural

Por Victor Matheus

Nos tempos do meu curso de radialista, um certo professor citou a seguinte frase: "O microfone é uma arma na mão".


Até então não compreendia na prática a dimensão desse poder. Ao observar de camarote a repercussão que minhas impressões sobre o Grito Rock Boa Vista tiveram, enxerguei um exemplo claro de como não apenas o microfone mas as palavras tem poder e relevância, provocando reações acaloradas e bem diversas entre os mais distintos grupos de pessoas.


Digo isso porque o assunto ultrapassou a esfera que ele se propôs, atingindo um público mais heterogêneo, e não apenas músicos com egos afetados, amigos de bandas indignados com meu vocabulário “chulo”, pessoas que faltaram as aulas de interpretação de texto nos tempos de escola e não leram na integra o que escrevi mas expressaram suas opiniões. O espaço é democrático e todos tem liberdade para opinar. Para isso serve a ferramente de comentários.


Passei de Mr Gonzo, o músico-poeta-agitador-cultural para “Lester Bangs”, o “inimigo” das bandas locais. Adjetivo interessante, admito.
 
Veludo Branco no GR BV 2011 - Creditos: Saulo Oliveira

Me impressiona como é perceptível a ALIENAÇÃO por grande parte do público e das pessoas envolvidas com o cenário roqueiro local. É claro, não podemos generalizar, e dentro desse pequeno e eclético universo de egos inflados, tapinhas nas costas, sorrisos e abraços hipócritas podemos separar os sinceros e honestos que trabalham e se esforçam pelo afeto que tem pela nossa cena e que expressam suas preferências sobre a música feita em Roraima, em especial o Rock, e o cenário cultural sem medo de soarem “arrogantes, prepotentes ou melhores que outros”.


É preciso urgentemente que os ARTISTAS e mesmo o PÚBLICO pare mais para refletir e analisar de uma forma mais crítica, ampla e não condicionada as atitudes que cada um, em seu papel, tem nesse “ecossistema cultural”, sabendo separar as relações e avaliar construtivamente o seu papel nesse processo de definição da identidade da nossa cena cultural “alternativa”.

Há aqueles que vão aos shows apenas para se divertirem, ouvir e ver a banda dos amigos, dar um apoio moral, comprar os discos dos grupos que gosta, tomar umas brejas, chegar junto nuns brotos, entre outras coisas ilícitas, e há aqueles que vêem a história ser escrita por outra ótica, sendo essa mais crítica, apontando os erros e acertos por acreditar que assim contribui para o crescimento e amadurecimento desses artistas e desse movimento cultural chamado Rock N'Roll Roraimense. É no segundo grupo que me encaixo melhor. 


Kandelabrus no GR BV 2011 - Créditos : Saulo Oliveira

Polêmicas a parte é preciso rever nossos conceitos e atitudes como seres pensantes e consumidores de cultura, pois com a atual visão distorcida que pulinhos e gritinhos impressionam e letras sem conteúdo crítico, divertido ou filósofico são a regra para se tocar nas rádios e vender mais discos, acabaremos num abismo alienado do qual o maior exemplo é uma tal de bandinha caga pau chamada RESTART que acha que “seria legal tocar na Amazônia. Será que tem civilização aqui?”. É essa imagem que queremos replicar para o mundo? Que somos um grupo de pessoas que estão a margem do que acontece na cena cultural do país e somos refém do que passa na mídia aberta que tem em sua maioria programação descartável para consumir?
 
Por isso eu espero mais atitude por parte das bandas em se preocuparem em ter uma postura profissional no palco com respeito ao seu público, em outras palavras, serem artistas com mais conteúdo, menos blá blá blá , egos afetados e amadorismo. Só usar da política da “brodagem” não ganha o jogo. A cena já passou da fase de engatinhar. É preciso urgentemente “reivindicar os direitos que ela tem” por mérito.


Nesse Grito Rock Boa Vista tivemos o exemplo de várias bandas que evoluíram nesse sentido, podendo até serem usadas como referência para a nova safra que está surgindo. É só analisar e ponderar. Quem se destacou? Aqueles que entregam um show amador, desafinado, com músicos ruins, pouco articulados no cenário, ou aqueles que se produziram, se preocuparam com repertório, visual, performance, atitude, articulação e divulgação? Para mim está claro quem tem o sangue no olho pra chegar onde quer.


Quando tivermos em nossa cena bandas que não pense além do que apenas tocar músicas sem conteúdo e ficarem no blá blá blá com seus músicos afetados por não terem maturidade de aceitar críticas construtivas, estaremos caminhando para o abismo do ostracismo e da fase atual que atravessamos, de achar que franjinha com gel e música rimando amor com dor vai conquistar o público e tocar no seriado global Malhação. Se é isso que querem meus pêsames, porque esse tipo de arte tem prazo de validade, e dura pouco,do contrário meu boa sorte e apoio, pois banda boa dura pra sempre. Que não me deixa mentir Beatles e Rolling Stones.


Foi dito!